3 de set de 2013

Cap 37 - Gratidão e Glorificação - Parte 10 (Final)

A ESPERANÇA

“E JESUS LHE DISSE: NINGUÉM, QUE LANÇA MÃO DO ARADO E OLHA PARA TRÁS, É APTO PARA O REINO DE DEUS.” LUCAS 9:62

A esperança nós podemos entendê-la como sendo a filha dileta da fé. Afinal de contas, enquanto a fé consiste na divina claridade da certeza, a esperança alicerça-se nos bálsamos da crença. A esperança conforta e fortalece.

Não é difícil constatar. Basta a gente reparar que quando o semeador está cultivando, quando ele está trabalhando, lançando a semente, colocando o adubo e molhando a terra, ele está fazendo tudo isso alimentado por esse componente extraordinário chamado esperança. Porque se ele, no íntimo do coração, não tiver a esperança ele permanece dissociado daqueles padrões energéticos capazes de favorecer a melhoria esperada.

Disso nós chegamos à conclusão que independente da situação exterior nós não podemos desistir. A transformação, além de algo constante, é um fenômeno biológico graças ao qual a vida se perpetua. E da mesma forma que renovam-se as células do corpo devem também se renovar as aspirações da nossa alma.

É imperioso cultivarmos a esperança em qualquer tempo, mas sem nutrirmos ilusões. Isto é, lançar a semente, ainda que com sacrifício, para termos o direito de sorrir amanhã na colheita. Acontece, vez por outra, de concluirmos que a estratégia que estamos usando não está apresentando resultado. Aí entra mais um aspecto interessante da esperança, pois ela vai naturalmente nos ajudar a alterar essa estratégia para que consigamos alcançar o objetivo desejado.

Analise uma coisa comigo: o objetivo do espírito está no futuro, não está no passado.

Do passado ele guarda apenas experiências. A nossa natureza íntima tende para um bem que está no porvir, e que de lá nos acena, impelindo-nos para a frente e para o alto. A esperança é o astro fulgurante que orienta e guia o espírito através da noite escura da encarnação. Ela não se prende ao passado, muito pelo contrário, direciona toda a sua magia e encanto para o futuro. A espera está ligada ao amanhã, não ao ontem. É sempre no horizonte que a encontraremos, conduzindo-nos todos, prisioneiros da carne, ao porto da redenção.

Os que permanecem apegados ao pretérito perdem-na de vida e, envolvidos nas névoas, se desnorteiam. Essa é a grande chave da questão. Não será jamais revolvendo os escombros do nosso passado que solucionaremos os problemas da nossa vida, mas erguendo a fronte e caminhando, sem medo, em direção ao futuro melhor que nos espera. Temos que nos desembaraçar do passado e levar conosco as palavras de Jesus, de modo a pormos a mão no arado, iniciarmos o trabalho com segurança e determinação e não olhar para trás.

O passado já não importa tanto para a gente. Não é verdade? O universo não retroage, avança continuadamente, e desde as formas mais simples e primitivas às mais complexas e elevadas a marcha da vida é uma só, é ascensional.

Assim como vamos buscar as origens dos nossos males de hoje no passado, é justo pensemos também na felicidade em termos de amanhã, considerando o presente como uma ponte entre dois períodos, e não apenas como uma situação única a vivenciar, como um resultado final. Vamos levantar a cabeça, sacudir o pó da estrada percorrida e renascer para o porvir, que será o resultado do labor presente.

O que agora nos importa são as realizações presentes para o futuro. E com um detalhe: em nossos atos de fé e esperança não podemos permitir que a dúvida se interponha como sombra, entre a nossa necessidade diminuta e o poder supremo do Senhor.

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