18 de set de 2013

Cap 38 - O Sal e a Luz (2ª edição) - Parte 3

O SOL, JESUS E A LUZ

“ALI ESTAVA A LUZ VERDADEIRA, QUE ALUMIA A TODO O HOMEM QUE VEM AO MUNDO.” JOÃO 1:9

“FALOU-LHES, POIS, JESUS OUTRA VEZ, DIZENDO: EU SOU A LUZ DO MUNDO; QUEM ME SEGUE NÃO ANDARÁ EM TREVAS, MAS TERÁ A LUZ DA VIDA.” JOÃO 8:12

“E, LOGO DEPOIS DA AFLIÇÃO DAQUELES DIAS, O SOL ESCURECERÁ, E A LUA NÃO DARÁ A SUA LUZ, E AS ESTRELAS CAIRÃO DO CÉU, E AS POTÊNCIAS DOS CÉUS SERÃO ABALADAS.” MATEUS 24:29

“E, HAVENDO ABERTO O SEXTO SELO, OLHEI, E EIS QUE HOUVE UM GRANDE TREMOR DE TERRA; E O SOL TORNOU-SE NEGRO COMO SACO DE CILÍCIO, E A LUA TORNOU-SE COMO SANGUE;” APOCALIPSE 6:12

A impressão que temos, na visão da caminhada evolutiva da humanidade, é que o homem tem sido lento no que diz respeito às questões do seu próprio conhecimento. Todavia, o que notamos é que a sua existência antigamente se resumia na luta com as forças externas, de modo a se poder criar uma lei de harmonia entre ele próprio e a natureza terrestre. Muitos séculos se passaram até que reconhecesse a necessidade da solidariedade para enfrentar os perigos comuns.

A organização da tribo, da família, das tradições e das experiências coletivas também exigiu muitos séculos de luta e infortúnios dolorosos e a ciência das relações e o aproveitamento das forças materiais que o rodeavam não requisitaram menor porção de tempo. Somente agora a alma humana pode voltar para si mesma de modo a poder compreender as necessidades e labirintos da sua personalidade espiritual. Agora, nas culminâncias de sua evolução física, o homem não precisa preocupar-se tanto com a paisagem que o cerca, razão pela qual suas energias intrínsecas se mobilizam em torno das criaturas, convocando-as ao sagrado conhecimento de si mesmas nos valores infinitos da vida.

Se falamos em luz, inicialmente nós pensamos no sol. Óbvio, porque o sol constitui a maior luz física do planeta. Ele é o fulcro natural irradiador da luz, encarregado de dar vitalização, suprimento, calor e aquecimento. Componente vivificante, é fonte vital para todos os núcleos da vida planetária, e vamos mesmo entendê-lo como sendo a base irradiadora da própria vida no campo biológico.

E se no plano material, no âmbito do planeta, em nome do criador ele é o instrumento dispensador dos recursos da vida, no sentido espiritual, nos ângulos profundos da alma, é o foco clareador da mente nas linhas de razão e sentimento.

Espiritualmente falando, temos o sol como sendo a soma de todos os valores arregimentados que vivificam nosso processo evolucional, ponto de referência também do sistema ascensional que se irradia por todo o universo. Ele é a soma dos caracteres de vida que a gente vem elegendo como ponto de esclarecimento, de segurança e reconforto para a nossa caminhada. É fonte de proteção e segurança para nós nunca virmos a perder a linha de auxílio superior.

E tanto no aspecto material quanto no espiritual o sol não se apaga ("Depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá" Mateus 24:29 "Sol tornou-se negro como saco de cilício" Apocalipse 6:12). Isto é interessante de termos em conta, o sol da nossa vida íntima pode até escurecer, mas nunca se apaga, e escurecer temporariamente é muito diferente de apagar. E seu escurecimento se dá puramente em aspectos materiais.

Percebeu? O sol não desaparece, escurece, e seu escurecimento consiste na perda da nossa alegria de viver. E enquanto perdura essa situação de escurecimento é como se a criatura estivesse entregue à própria sorte, ela se sente na escuridão. Porém, fique tranquilo, quando o sol empalidece não é para a espiritualidade superior tripudiar em cima do nosso sofrimento. Com toda certeza, é atrás desse escurecimento do sol que vamos ter o surgimento de novos valores e sempre que uma luz nova se origina ela surge com muito mais intensidade.

Se o sol é o campo de sustentação de toda expressão de vida, e fonte irradiadora da própria vida, em nossa vida íntima Jesus é esse sol. Será que alguém tem dúvida? Inexiste no plano da iluminação espiritual fonte alguma além do evangelho.

Roteiro de ascensão a todos os espíritos em luta e aprendizado na Terra para os planos superiores do ilimitado, de sua aplicação decorre a luz do espírito. A expressão "luz verdadeira" realmente indica o sentido de localização daquele a quem cabe encaminhar à luz maior a coletividade terráquea. A escritura sagrada é objetiva. Jesus, em tese, é a luz própria porque ele faz um processo administrativo da luz divina e a coloca adequada à nossa capacidade perceptiva. Ele irradia ponto de claridade e de fertilização, fornece energia mantenedora dos processos e sistemas de crescimento para a redenção humana.

E o que é mais bonito, para ele não existe exceção alguma, todos se encontram ao alcance dos seus ensinos e influxos. O Cristo, em sua abrangência, atingirá todas as criaturas que vem ao mundo, no devido tempo, e neste mundo, ou em qualquer plano a ele vinculado, todos se encontram sob o seu amparo.

Veja bem. O sol sabemos que representa a maior luz física do planeta, não é mesmo? Mas será que essa unidade irradiadora faz alguma seleção? Será que o raio que vai chegar em certo ambiente, quando chegar perto de determinada criatura ele se desvia para outro lado porque não pode passar por ali? Porque aquela criatura não o está merecendo? Será que o sol lança suas energias em alguns lugares e não as joga em outros? Não, diariamente o sol lança seus raios sem se sentir ultrajado pelo negativismo das sombras e dos pântanos. Pois a luz se propaga em linha reta e em todas as direções, razão pela qual quem ama, de fato, não escolhe a quem amar. Amor é a luz que sai, e quem se encontra sob o foco da verdadeira luz do mestre mais cedo ou mais tarde desperta.

Para uma grande parte de pessoas o pensamento exclusivo é de que o Cristo é a luz do mundo. Está errado? Claro que não. Está certo. Só que na hora em que a gente descobre que ele falou que nós também somos luz no mundo aí muda tudo. Não é verdade? Tanto que ele falou em "sal da terra" e "luz do mundo", o que determinou, aliás, as bem-aventuranças, que apresenta doze versículos.

E quando terminou ele mostrou para os discípulos a extensão da necessidade humana, diante daquela população enorme em volta. Não foi o que aconteceu? E depois de subir ao monte se assentou, e definiu para os seus discípulos que aquele povo todo era com eles, que a eles cabia uma responsabilidade operacional. Será que deu para entender? Logo, o trabalho operacional é conosco.

Em tese você é luz! Quando sente que seu denominador comum está identificado com o plano positivo do universo você também é luz. E quando o seu denominador vibra com os aspectos negativos você não é luz, você é sombra, você é treva. E existe uma diferença entre luz e filho da luz. Luz é o denominador de sua postura mental e espiritual. E filho da luz é a dinâmica operacional da sua luz com a luz maior. Deu para entender? É como um espelho.

Para sermos luz, efetivamente, nós temos que ser filhos da luz, porque somos reflexo de Jesus, como Jesus é o reflexo da própria divindade, porque Deus, na linguagem do apóstolo João, é luz. Jesus define: "Eu sou a luz do mundo", e ao falar luz do mundo ele tornou, de algum modo relativa, a luz abrangente universal do criador. E quando ele fala que nós somos a luz do mundo, é como discípulo.

Todo discípulo é luz também, porque o discípulo de certa forma reflete o pensamento do mestre. Percebeu? Se você mantém esse espelho sempre voltado para o foco da luz você é um elemento que integra a luz. E resplandecer a nossa luz, nosso próximo assunto, é referência ao nosso sol íntimo, diz respeito à necessidade de sermos componentes irradiadores da luz que emana do criador.

Logo, vamos acreditar cada vez mais nesse amor que está em nós para que ele se manifeste a nosso favor.

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