5 de out de 2013

Cap 38 - O Sal e a Luz (2ª edição) - Parte 7

O CASTIÇAL

“12E VIREI-ME PARA VER QUEM FALAVA COMIGO. E, VIRANDO-ME, VI SETE CASTIÇAIS DE OURO; 13E NO MEIO DOS SETE CASTIÇAIS UM SEMELHANTE AO FILHO DO HOMEM, VESTIDO ATÉ AOS PÉS DE UMA ROUPA COMPRIDA, E CINGIDO PELOS PEITOS COM UM CINTO DE OURO.”APOCALIPSE1:12-13

“4TENHO, PORÉM, CONTRA TI QUE DEIXASTE O TEU PRIMEIRO AMOR. 5LEMBRA-TE, POIS, DE ONDE CAÍSTE, E ARREPENDE-TE, E PRATICA AS PRIMEIRAS OBRAS; QUANDO NÃO, BREVEMENTE A TI VIREI, E TIRAREI DO SEU LUGAR O TEU CASTIÇAL, SE NÃO TE ARREPENDERES.” APOCALIPSE 2:4-5

Quando, no esforço incessante da luta íntima, vamos vencendo com tranquilidade e segurança as nossas dificuldades morais, recebemos muito amparo daqueles companheiros espirituais que nos envolvem e zelam por nós. O que não é novidade para ninguém, claro.

E quando já brota dentro de nós aquela possibilidade e disposição de servir o castiçal nos é entregue como um instrumento fundamental para a ascensão espiritual.

O castiçal, vamos entender que é preciso que ele seja um componente irradiador da luz. Ele é um instrumento em que o equilíbrio é fator imprescindível para que possamos ajustar a lâmpada que clareia de forma adequada. Ele nos é entregue, todavia ter luz ou não ter luz nesse castiçal não é uma questão automática. Vai depender de quê? Da capacidade de cada um de nós. Porque em sua linha natural de evolução o castiçal é criado de baixo para cima.

Está dando para entender? É por isso que não há castiçal e luz nesse castiçal sem educação. Não adianta alguém querer fazer a luz funcionar fora de uma base suficiente e segura. O castiçal faz o papel de instrumentalidade e temos que cuidar com muito carinho para que ele possa atender aos impulsos naturais da luz que necessita irradiar-se. Outro ponto fundamental que não podemos esquecer é que na evolução moral a luz é sempre instaurada de cima para baixo.

Ficou claro? A essência, ou melhor dizendo, a luz que é colocada sobre esse castiçal é produto de quê? De algo que vem dos planos superiores. Daí a gente conclui que o importante não é especificamente o castiçal, o importante é a luz que está sobre esse castiçal.

O apocalipse não deixa dúvida nenhuma: "E virei-me para ver quem falava comigo. E, virando-me, vi sete castiçais de ouro; e no meio dos sete castiçais um semelhante ao filho do homem." (Apocalipse 1:12-13) Pense comigo. Ao ver o filho do homem no meio dos castiçais, isto é, exatamente no centro, porque o meio é o centro, se está vendo nada mais nada menos do que o objetivo desses castiçais, está vendo para onde se destina a luz que dimana deles, que é laborar as personalidades humanas em uma proposta redentora de libertação espiritual.

E vamos notar mais, quem está no centro vê tudo o que está em volta. Então, tem algum castiçal que estava fora da presença e percepção desse filho do homem? Não. Todos eram importantes, tanto era importante o primeiro como o último deles. São detalhes interessantes para nós, todo o evangelho de Jesus tem praticamente essa finalidade de clarear o entendimento, de clarear nosso território, iluminar nosso campo de ação. E no castiçal é colocada a luz que, a princípio, tem a finalidade de clarear, a definir a importância de que ele seja um componente irradiador da luz. Não é qualquer castiçal, é o melhor, de ouro, pois o ouro representa o que de mais precioso e valioso existe na faixa de doação.

Estamos falando em castiçal e ainda não o definimos. O que é um castiçal? Parou para pensar? É um suporte. É exatamente um utensílio, em cuja parte superior existe um local onde se deposita a vela. Consiste no suporte onde se coloca a lâmpada ou a luz. Podemos dizer que ele é o componente apropriado para que a luz seja colocada. Castiçal é a instrumentalidade, o instrumento do qual nós contamos para operar, e que tem que ser trabalhado para que possa atender aos impulsos naturais da luz que necessita irradiar-se. Para nós hoje, dentro da mentalidade operacional no bem, o castiçal está consubstanciado no corpo físico, na inteligência, na faculdade de falar, na mediunidade, e por aí adiante.

Como exemplo nós temos as mãos, os pés, as pernas para nos movimentarmos, é a profissão, determinado dom que temos, e há inúmeros outros aspectos e caracteres que fazem o papel de castiçal. Surge um momento na caminhada em que passamos a ser um castiçal vivo a serviço divino. Não acontece isso? Não tem pessoas que irradiam luz? Agora, ter luz ou não ter nesse castiçal já é outra história, vai depender da capacidade de cada um.

Não vá ficar chateado com que eu vou dizer, mas todos nós temos a ideia de que o que recebemos nos é dado para trabalho. O que recebemos do plano superior, e tudo vem de lá, é para ser dinamizado no plano horizontal da vida junto aos irmãos de humanidade. E o castiçal nos é retirado quando nós não o dinamizamos como ele tem que ser dinamizado. Ele nos é retirado se não houver um aproveitamento dele, se ele não se prestar à sua finalidade. Todos nós conhecemos diversos exemplos dessa perda. Conhecemos amigos, parentes, colegas, sabemos de inúmeras pessoas que vivenciaram isso, quando não nós mesmos. Outro ponto que vale a pena ser observado é que antes de perdermos determinado componente operacional, um instrumento de trabalho, nós somos repreendidos.

O tempo tem passado tão rápido e as horas tão céleres e vale a pena lembrar que por mais intempestiva seja a prova pela qual passamos, por mais agressiva a prova, por mais contundente a dificuldade que nos visita, a gente teve aviso antes. A gente foi alertado, de maneira sutil, mas foi, dentro da nossa intuição.

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