15 de out de 2013

Cap 38 - O Sal e a Luz (2ª edição) - Parte 8

ANDAR NA LUZ

“5E ESTA É A MENSAGEM QUE DELE OUVIMOS, E VOS ANUNCIAMOS; QUE DEUS É LUZ, E NÃO HÁ NELE TREVAS NENHUMA. 6SE DISSERMOS QUE TEMOS COMUNHÃO COM ELE, E ANDARMOS EM TREVAS, MENTIMOS, E NÃO PRATICAMOS A VERDADE. 7MAS, SE ANDARMOS NA LUZ, COMO ELE NA LUZ ESTÁ, TEMOS COMUNHÃO UNS COM OS OUTROS, E O SANGUE DE JESUS CRISTO, SEU FILHO, NOS PURIFICA DE TODO O PECADO.” I JOÃO 1:5-7

A vida de cada um de nós, sem dúvida alguma, costuma ter momentos de grande escuridão. E em meio à grande noite em que circunstancialmente nos situamos é necessário acendermos a nossa própria luz.

O ponto novo em que nos lançamos para maiores conquistas é sempre um trajeto de nebulosidade aos nossos passos face ao desconhecido, e sem fazermos luz é simplesmente impossível encontrarmos o caminho da libertação.

Sem a irradiação brilhante de nosso ser não poderemos ser vistos com facilidade pelos mensageiros divinos que ajudam em nome do altíssimo em todas estradas da vida, bem como também não auxiliaremos de forma efetiva a quem quer que seja.

É certo, pelo que o bom senso nos diz, que jamais teremos a capacidade de captar 100% da luz que nos chega oriunda do plano superior. Isso não é possível. O plano maior nos encaminha um processo revelador e costumamos recolher aquela parcela que temos capacidade de metabolizar. E mesmo assim, com certa dificuldade, às vezes, de conseguir operar um pequeno percentual dela.

Todavia, quando trabalhamos dentro da busca de aprendizado e assimilação, em elaborações mais específicas no plano da intimidade, passamos a criar luz interior e começamos a ver a vida de forma diferente, embora não pratiquemos ainda o aprendizado. Passamos a laborar um processo de vida que vai se instaurar e costumamos ficar situados naquele estágio positivo da euforia. Adentramos para uma faixa na intimidade onde já não vigora apenas a proposta de claridade interior, mas entra também uma proposta de doação, de trabalho, de cooperação, surge aquele grito interior de querer ser útil, de querer servir.

Quando começamos a trabalhar mais intimamente é como se passássemos a trabalhar as alterações das camadas dos elétrons de nossos átomos, em que surgem aqueles toques de oscilação ou de excitação na intimidade do núcleo, que é onde vigora realmente a força irradiadora de profundidade. Repare o seguinte, quando um elétron pula de uma camada exterior para uma camada mais próxima do núcleo o que é que acontece? Ele libera o quê? Um fóton real? O que significa isto? Ele lança claridade para fora, porque ele buscou a intimidade. É o que estamos nos propondo a fazer pelo estudo de melhoria pessoal.

As auras dos grandes expoentes da espiritualidade refletem a profunda busca dentro deles próprios. O que nós estamos falando é uma coisa científica, não tem nada de místico. Daí a gente conclui que temos de buscar dentro de nós mesmos, porque se não buscarmos dentro de nós mesmos e nos conhecermos, verificar o que temos para alterar e o que apresentamos de potenciais para lançarmos na vida, nós continuamos sendo as mesmas pessoas de antes. Não nos melhoramos. Continuamos com a nossa luzinha brilhando em certos momentos, apesar do nosso negativo que nos cerca. Fazemos alguma coisa positiva de vez em quando, colocamos nosso nome em alguma lista de auxílio, fazemos isto aqui, aquilo lá, damos um conselho vez por outra, atendemos um telefone, e está ótimo. Ficamos no procedimento comum da massa.

Agora, chega determinado momento em que temos que buscar algo mais dentro de nós mesmos, e quando isso ocorre nós começamos a caminhar com mais profundidade na estrada da evolução. E aprendemos que um pingo de luz, ou um flash ligeiro, pode apresentar um foco irradiador de uma beleza extraordinária.

Não basta a luz fulgurar tão somente em nossa razão e pontos de vista. É necessário mais do que isso, é preciso andarmos nela, assimilando-lhe os sagrados princípios para que assinalemos em nós mesmos a presença da verdadeira caridade, aliás, única alavanca capaz de nos sustentar em abençoada comunhão uns com os outros. Jesus é a luz e nós podemos andar na luz.

Quem anda na luz se reveste de claridade e é alcançado pela luz, e a luz do Senhor nos fará sentir o entendimento real, pois quem anda na luz enxerga as coisas com clareza. Se soubermos nos movimentar ao sol do evangelho saberemos identificar o infortúnio, onde cremos encontrar apenas rebeldia e desespero; a chaga da ignorância, onde supomos existir apenas maldade e crime.

Perceberemos que o erro de muitos se deve à circunstância de não haverem colhido as oportunidades que nos felicitam a existência e reconheceremos que, situados nas provas que motivaram a dor dos irmãos em delinquência, talvez não tivéssemos escapado à dominação da sombra. E constataremos também que a luz não necessita de outros processos para revelar a verdade, senão irradiar.

Porque o coração iluminado não necessita de muitos recursos da palavra, basta o sentimento esclarecido nos ensinamentos da boa nova. Uma das maravilhas do amor é o seu profundo e divino contágio e a missão da luz é revelar com verdade serena. Vamos ficar atentos ao chamado e atendamos ao nosso burilamento, pois apenas contemplando a luz das boas obras em nós é que outros entrarão no caminho das boas obras, glorificando a bondade e sabedoria de Deus.

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