22 de jan de 2014

Cap 40 - A Pesca Maravilhosa - Parte 11 (Final)

EM NOME DE  

“E, RESPONDENDO SIMÃO, DISSE-LHE: MESTRE, HAVENDO TRABALHADO TODA A NOITE, NADA APANHAMOS; MAS, SOBRE A TUA PALAVRA, LANÇAREI A REDE.” LUCAS 5:5

“E  SOFRESTE, E TENS PACIÊNCIA; E TRABALHASTE PELO MEU NOME, E NÃO TE CANSASTE.” APOCALIPSE 2:3

“QUEM TEM OUVIDOS, OUÇA O QUE O ESPÍRITO DIZ ÀS IGREJAS: AO QUE VENCER DAREI A COMER DO MANÁ ESCONDIDO, E DAR-LHE-EI UMA PEDRA BRANCA, E NA PEDRA UM NOVO NOME ESCRITO, O QUAL NINGUÉM CONHECE SENÃO AQUELE QUE O RECEBE.” APOCALIPSE 2:17

“E AO ANJO DA IGREJA QUE ESTÁ EM SARDES ESCREVE: ISTO DIZ O QUE TEM OS SETE ESPÍRITOS DE DEUS, E AS SETE ESTRELAS: CONHEÇO AS TUAS OBRAS, QUE TENS NOME DE QUE VIVES, E ESTÁ MORTO.” APOCALIPSE 3:1

A nossa tarefa, por mais legítima que possa ser, por mais autêntica,  começa sempre sobre a base do Cristo. Sempre. "E sofreste, e tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste." (Apocalipse 2:3) Todo trabalho, ao nível de uma fé consciente, tem que ser elaborado em nome do Cristo.

Se investimos na esperança nosso trabalho é em nome dele, porque em nosso nome ainda guardamos dúvidas, ficamos às vezes com dúvidas se a gente vai ou não vai, se vai dar certo ou não vai. De princípio, toda a nossa conquista é feita em nome de. É tudo em nome de e o próprio evangelho diz que se pede em nome de. Agora, para podermos tirar Jesus do contexto e irmos direto com Deus nós teríamos que a ter a mente desobstruída de tudo o que possa ser convenção.

É algo que temos que entender. Todo nosso processo no plano educacional consciente é operado em nome de, e não em nossa própria autoridade. Porque não a possuímos. Então, guarde isso: todo o processo de candidatura nossa ao campo de vida no que respeita a superação de nós próprios sempre será em nome de.

Todo mecanismo de evolução consciente se dá em nome de. Toda eleição de uma maneira de viver com naturalidade e perfeita sintonia vai depender de um investimento que nós fizermos em nome de. É trabalhar em nome de, não em função nossa.

O indivíduo está tranquilo no trabalho, aproveitou para estudar um pouco e aprendeu aqui que perdoar é importante. Não porque estamos ensinando, mas o evangelho diz assim. Aí, acontece dele chegar em casa e ter um desentendimento com alguém. Tem uma discussão com um parente, fica chateado, mas pensa consigo mesmo: "Em nome daquilo que eu aprendi hoje lá no blog eu vou esquecer." Ele perdoa em nome de. Percebeu? O próprio evangelho diz "tudo que pedis em meu nome." O aluno coloca em prática determinado conceito que aprendeu com base no nome do professor. Não é assim que funciona? "Eu aprendi com um professor que a fórmula é essa." E aplica a fórmula em nome da regrinha que aprendeu. "Como é que ele falou mesmo? Ah, lembrei, o professor falou assim." Quando um leitor coloca em prática algo que leu em um livro, a sua primeira movimentação é de fazer em nome de. "O autor do livro sugere fazer dessa forma, eu estou achando que funciona." Deu para ter uma ideia? Ele passa a agir conforme o que ele aprendeu.

Daí a gente nota que de certa forma vigora uma tendência imitativa, o que é muito normal, em todos os sentidos. A filha imita a mãe, o filho imita o pai, o aluno imita o professor. Não é assim? Há sempre uma linha de imitação e essa imitação não é apenas um plágio, não funciona só como uma cópia daquilo que o outro faz. Não, é também necessidade de se apoiar numa área em que se opera.

Já entendemos que em todo início de tarefa nova, de conhecimento adquirido pelo intelecto, nós investimos em nome de. Agora, qual o parâmetro que temos que usar para aferir se a palavra ou o valor recebido é confiável? É laborar com a utilização da fé consciente, unindo razão e sentimento, operar em nome daquilo que o bom senso e a razão homologam. Deu para perceber? Trabalhar em nome de é porque investimos naquilo que a razão indica como sendo correto e a fé homologa essa percepção racional. É por aí que nós passamos a entender. Que aquilo está coerente, que não está contrariando a lei universal, que não está atropelando o bom senso. Investir em nome de é investir naquilo que a razão indica como sendo o correto. Nós, de início, acionamos a fé com base na nossa claridade racional. Elaboramos, pegamos uma obra, estudamos e fazemos um contexto informativo de segurança. Igualzinho um empresário que vai fazer um investimento. Ele analisa uma variedade de fatores, as potencialidades da região para aplicar, e por aí adiante.

Ele aplica o dinheiro e nós aplicamos a proposta íntima. Então, a gente tem que criar os componentes de segurança que, às vezes, são decorrentes daqueles levantamentos que nós fazemos em cima do conhecimento e da autoridade dos outros. Nós vamos estudando a mensagem e incorporando gradativamente parcelas a serem adotadas e que podem nos propiciar segurança na caminhada. Depois, a gente cai na real, faz uma avaliação prática, decompõe a fórmula recebida, conclui que ela é adequada, que é correta, que ela tem que funcionar, e confia: "Ele fez isso, me orientou, me ensinou aqui, e tal, fez todo o esqueminha para mim." A gente se dota de coragem e se lança, porque nós vamos baseados em fulano ou ciclano. E isso é que é o gostoso da vida. A gente vai, cada qual com o seu grau evolutivo e a sua capacidade de ação. E por falar em ir, com fé na palavra de Jesus nós sempre encontramos os elementos necessários para a nossa ascensão espiritual.

"Quem tem ouvidos, ouça o que o espírito diz às igrejas: ao que vencer darei a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe." (Apocalipse 2:17) A princípio nós recebemos um contingente de informações que o nosso plano íntimo avalia a nível de sentimento e razão, homologa aquilo e a gente passa a operar em nome da fé. E operando em nome de uma fé clara e lúcida nós incorporamos o padrão que deixa de ser ao nível da fé, para ser ao nível da clareza, ao nível da consciência informativa e da experiência.

O que estamos querendo dizer? Que primeiramente nós investimos em nome de, para depois podermos operar como possuidores daqueles caracteres. Está certo que nós ainda temos dificuldade em transformar o que é em nome de para uma ação realizadora pessoal, todavia, nós operamos e depois que conquistamos a tranquilidade operacional podemos começar a sentir que se trata da movimentação operacional de valores que nós já entendemos e depreendemos que seja importante. Ou seja, em uma extensão natural por enquanto a gente reza e opera em nome de Jesus, pois ele ensinou para nós que pedindo assim e fazendo assim dá certo. E depois, com a experiência da prática, a gente vai sair do nome de para vivermos em função do nosso próprio nome.

Nós começamos a operar em nome de. Não é isso? Nós sempre operamos em nome de. Na hora em que operamos em nome de, e uma resposta nos chega homologando a proposta, aí deixa de ser em nome de. Depois que aprendemos a operar nós tiramos o nome de fora e passamos o operar com o nosso próprio valor conquistado, para depois, almejando novas conquistas, voltarmos a operar em nome de novamente. Deu uma ideia? É o lance da ida e do retorno, do fluxo e do refluxo.

O nome escrito ("dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito") é o amor no seu sentido dinâmico caritativo. A vida é assim, quando começamos a agir em nome próprio nós passamos a adotar uma decisão de foro amplamente pessoal. De certa forma, nós operamos em nome de (que são as profecias, os valores em que investimos) e em nome próprio (que é o que conhecemos). É o que o apóstolo Paulo sugere ao dizer: "Em parte conhecemos, em parte profetizamos".

E, então, por enquanto nós temos que fazer em nome de até que tenhamos nosso nome devidamente referendado, aprovado pelas hostes que trabalham ao nível da própria consciência. Será que deu para entender isso? Nós temos a pseudo-vivência em nome de e a vivência plena, que já não é em nome de ninguém, mas dentro da nossa autenticidade pessoal. Tudo aquilo que diz respeito à nossa operação em nome de é algo que realizamos fundamentados na fé dos outros, na orientação dos outros, debaixo das instruções ou dos encaminhamentos dos outros, até o momento em que nós já podemos dizer em nome do Cristo ou em nome de Deus. Aí, sim, isso já passa a ser nossa conquista.

O apocalipse é claro quando diz: "Conheço as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendo pouca força, guardaste a minha palavra, e não negaste o meu nome." (Apocalipse 3:8) Isto é bonito demais da gente ter em conta. Vamos tentar clarear, esse nome nós vamos entendê-lo como sendo o conjunto de caracteres já existentes que se encontra presente na própria extensão universal, e que a nossa acústica captou e a visão é capaz de perceber.

Nós investimos nesse nome, investimos no sentido aplicativo desses caracteres.

Acho que até aqui não há dúvida, afinal de contas nós somos agora convocados a investir nesse nome em cima da verdade. Esse é o mecanismo da evolução em face da linha de conhecimento que nos visita. E para sermos bem sucedidos nesse investimento nós temos que fazer o quê? A gente não pode negar o nome. E não negar o nome é investir na fé. Será que ficou claro? No momento em que a gente recebe uma informação em nome de, e se lança ao processo de vivência, se lança ao plano aplicativo, nós passamos a ser componentes irradiadores desses valores. Quando o texto diz "guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome" sabe o que ele está querendo dizer? Que o investimento tem sido feito por meio de uma ação segura e coerente naquilo que você às vezes não faz, mas que a sua clareza mental já endossa.

Entendeu? Em outras palavras, você não negou o nome, isto é, não agiu de modo hipócrita, de modo distorcido, você não mentiu, não enganou e não feriu consciencialmente a sua intimidade. Pelo contrário, pela sua ação coerente você depositou um grau de confiabilidade no nome exercendo aquilo que, embora não seja expressão concreta dos seus valores, é soma de padrões que o seu campo mental examinou e homologou como sendo válido. Aquilo que sua consciência já admite como correto e você se esforça a nível prático para conquistar.

A nossa preocupação, ou melhor dizendo, a nossa ocupação, deve ser com o trabalho, não com o resultado. Resultado o próprio nome já diz, é resultado, é consequência.

Ter coerência pressupõe uma linha de constante aperfeiçoamento, de forma que em nossa relação com os outros à nossa volta nós temos que agir com perfeição.

Porque o grau de perfeição que nós implementamos na tarefa é que dá o atestado da nossa segurança, de como estamos nos movimentando nos contexto da evolução. Temos que buscar nos aperfeiçoar, exercitar para nos tornarmos melhores como pessoas também. Aprimorar o nosso senso de aperfeiçoamento, procurar fazer com perfeição, embora sem perfeccionismo. Fazer com diligência. Nós sempre temos que estar de braços dados com essa busca da perfeição, como o próprio Jesus diz ("sede perfeitos"), mas sem escravização.

O que não quer dizer que nós temos que ficar o tempo todo nos cobrando, suando ou sofrendo debaixo do perfeccionismo nas nossas ações. A gente tem que ter uma dose de paciência pessoal, sabendo que o que manda é a proposta de lisura que estamos adotando em cada ação nossa e tentando ser cada vez mais autêntico na execução do trabalho. E na nossa operação, nessa condição de perfectibilidade, é que vamos notar se a obra é mais de Deus ou mais nossa.

"E ao anjo da igreja que está em Sardes escreve: isto diz o que tem os sete espíritos de Deus, e as sete estrelas: conheço as tuas obras, que tens nome de que vives, e está morto." (Apocalipse 3:1) Repare essa expressão: "tens nome de que vives e estás morto". Parece muito complicado, não parece? Mas o que vem a ser isso? Já ficou claro para nós que todo primeiro passo que damos é em nome de. Até aí não há dúvida, acho. É algo que nós precisamos entender bem.

Ter o nome de que vive e estar morto quer dizer o seguinte: que o que a criatura conhece é o nome. Deu uma ideia? Ela conhece o nome, mas na teoria.

Ela pode ter o conhecimento de determinada filosofia, com as suas regras, os seus direcionamentos. Pode conhecer o evangelho e até entender as suas passagens, todavia, ele vive, ainda, fora de uma realidade de vida que esse nome propõe. Clareou? Porque no que diz respeito ao plano de vivência, ao plano aplicativo, a vida dele pode ser uma vida para ele, no entanto, para quem tem uma visão e aperfeiçoamento maior, para quem já observa de ótica mais elevada, ele está morto. Não é vida, é morte. Ou seja, ele acha que está vivendo, mas não está. Falta a linha de coerência entre o que sabe e o que faz, esse fato de conhecer só na linha teórica não é conhecimento. Ele conhece só o nome, é pseudo conhecimento. No fundo ele não vive, no fundo ele está morto.

Quantas vezes nós observamos isso nos outros. Repare para você ver. Esse que está sendo observado pode estar perfeitamente num estado de vida, estar numa boa, como se costuma dizer. Mas nós podemos enxergar para além, e o que ele acha que é vida no fundo não passa de uma ilusão, podemos visualizar que ele está é caminhando ladeira abaixo, caminhando para problemas sérios amanhã.

É imperioso percorrer o caminho sem receios e temores, sem dúvidas e vacilações. A sedimentação de tudo o que arregimentamos vai depender do lance na área operacional junto daqueles que circulam próximo ao nosso coração.

Ao passo em que vamos vencendo as distâncias verificamos que nossa capacidade de resistência aumenta e se multiplicam as nossas possibilidades. À medida em que vamos usando de discernimento nós acabamos por operar num plano mais elástico, mais abrangente. É fácil notar que nessa passagem da pesca, após receber a linha teórica Simão titubeou, ficou receoso em lançar novos esforços após os primeiros insucessos. Isso fala alto em nosso coração acerca da necessidade de operarmos com confiança em cima do conhecimento legítimo recebido. O amigo maior da humanidade, conhecedor de nossas fraquezas e nossos ideais, nos ensina o modo de nos elevarmos. Seguindo seus ensinos com firmeza nós podemos até achar que em determinados momentos estamos sozinhos, mas não estamos. O texto nos revela que sob a orientação decisiva do mestre os discípulos "colheram uma grande quantidade de peixes".

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