15 de fev de 2014

Cap 41 - É Preciso Saber Sofrer - Parte 6

A MORTE (PRIMEIRA MORTE)

No entendimento das escrituras a gente precisa decodificar o sentido literal de muitas expressões para poder ir a uma faixa espiritual para além.

Morte, por exemplo, no sentido finalístico como a entendemos, não existe. A morte física nós sabemos que é vida para o outro lado, então, no evangelho morte significa perda da vida, diz respeito à morte moral. E o mestre Jesus vem nos trazer vida em abundância porque nossa vida está repleta de facetas de morte. Já parou prá pensar nisso?

A vida que conhecemos nem de longe é abundante, é vida num âmbito relativo.

Repare para você ver, quando a gente, por ações desvirtuadas, pisa na bola ou resolve aplicar a nossa conceituação de maneira fechada ou egoística, nós costumamos abrir um processo de incompatibilização com as leis maiores que nos regem e nos deparamos com determinados efeitos, e temos que viver com aquilo.

Quando nós, pela irreverência do campo íntimo, e pela falta de equilíbrio e segurança, utilizamos de maneira tão triste o livre arbítrio, que é o direito de optar e de escolher, nós caímos num território em que perdemos o direito de administrar a própria vida em determinados ângulos dela. Está dando para entender?

Morte, no plano íntimo do ser, é quando nós perdemos o direito a determinada forma de operar ou de agir. Ela define uma perda de caracteres de ação do dia a dia, e sabe por quê? Porque pela utilização de maneira menos feliz do nosso direito de optar e de escolher, muitas vezes nós somos lançados num território em que perdemos o direito de administrar a nossa própria vida em determinados ângulos dela. Está acompanhando? Porque isso tem que ficar muito claro para nós neste estudo. É preciso entender que essa morte é no sentido de desativação. Para a criatura que está debaixo dela é vedado o direito de operar em determinada área da vida. Logo, um grande percentual de criaturas à nossa volta, sejam espíritos encarnados ou desencarnados, apresenta estado de morte para certos ângulos da vida. Existem muitos mortos, inclusive a gente mesmo, em determinadas facetas da realidade evolutiva. Se cada um de nós fizer um levantamento pessoal vai notar a dificuldade específica em determinada área. Nós todos estamos mortos para certos setores. Você pode estar, ou qualquer um de nós aqui, morto para determinados favorecimentos da vida, e não adianta, que aquilo não vem para você.

O negócio é assim com todo mundo: em um determinado ponto da vida eu vivo, em outro também, naquele ponto específico estou morto, e daí por diante.

O mal rico em vida passada, que usou de forma indevida e desajustada os valores que possuía, pode reencarnar e vir morto para a realidade financeira. Ou seja, vem com a capacidade de realizar nessa área específica tamponada. Passa a vida inteira correndo atrás de dinheiro e não consegue obtê-lo. Estuda, trabalha, faz cursos, mestrado, dedica, investe, luta, é inteligente, decidido, não tem preguiça, mas não consegue a realização financeira de jeito nenhum. Cansou de trabalhar para os outros, montou empresa, a empresa quebrou, e por aí vai.

Já tem criatura, por sua vez, que reencarna com marcas no campo da saúde Não tem? "Ah, melhorei disso!" Aí vem aquilo. "Melhorei aquilo", e vem outro. Não é isso? Quer dizer, ele vem com uma marca. Então, para alcançar uma situação harmônica no campo biológico ele está sempre às voltas com a sua busca de melhoria. Ele está debaixo de um estigma de morte naquela área. Na hora em que ele acha que vai para a frente surge um problema. A vida dele é assim.

Outro tem de tudo à sua volta. Boa saúde, uma família excelente, ótima casa para morar, tem o seu carro para se movimentar. Está amplamente cercado de valores, mas não consegue ter nas mãos com tranquilidade a administração financeira? Porquê? Porque naquela área ele teve que entregar a chave do cofre. Percebeu? Complicou tudo lá atrás. Resultado? Tiraram a chave do cofre da sua mão.

Então, nesses casos e nessas áreas a pessoa fica à mercê de quê? Do que vem na barca da misericórdia. Isso no campo afetivo é a mesma coisa. A pessoa tem de tudo. Vive rindo, tem família, muitos amigos, bom emprego, mas quando o assunto é a área da afetividade, sai de baixo. Não consegue a realização. Frequenta barzinhos, em barzinho não acha; vai para internet, na internet também não. Sempre encontra pessoas com problemas do outro lado. E fica levando a vida como se fosse uma criatura mendigando nessa área.

Agora, vamos observar uma coisa: essa morte é uma morte entre aspas. E nós dizemos que é um estado de morte entre aspas porque embora vedados para a realização em alguns ângulos ainda garantimos a realização em muitos outros. Tem muitos outros aspectos e setores em que a gente administra satisfatoriamente. Em muitos pontos a gente consegue administrar, temperar, redirecionar, enfim, temos tudo a favor para passarmos, e passarmos bem, pelas provas.

Por meio dessa situação a gente vai entendendo que os problemas mais contundentes que nos alcançam na atualidade são parte do processo de caldeamento do próprio destino, o que equivale a dizer que passamos por dificuldades em razão de termos aprontado lá atrás naquelas áreas específicas em que somos dificultados.

Todavia, mesmo diante dessas particularidades nós conseguimos manter o direito de nos movimentar em tantos outros ângulos da própria vida. E é imperioso sabermos abrir o coração para que a situação não seja entendida com um elemento de bloqueio, de cerceamento ou um elemento impeditivo do nosso crescimento. Até pelo contrário, que seja entendido como sendo um elemento positivo de projeção da nossa alma no rumo de sua evolução consciente.

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