5 de mar de 2014

Cap 41 - É Preciso Saber Sofrer - Parte 10

É PRECISO TOMAR A CRUZ

“E QUEM NÃO TOMA A SUA CRUZ, E NÃO SEGUE APÓS MIM, NÃO É DIGNO DE MIM.” MATEUS 10:38

“E QUALQUER QUE NÃO LEVAR A SUA CRUZ, E NÃO VIER APÓS MIM, NÃO PODE SER MEU DISCÍPULO.” LUCAS 14:27

“ENTÃO DISSE JESUS AOS SEUS DISCÍPULOS: SE ALGUÉM QUISER VIR APÓS MIM, RENUNCIE-SE A SI MESMO, TOME SOBRE SI A SUA CRUZ, E SIGA-ME.” MATEUS 16:24

É comum a gente ouvir a expressão "entre a cruz e a espada". Dá-se, de fato, que a cruz é a simbologia da espada. Para clarear, imagine uma espada. Imaginou?

Pois bem, agora em sua mente vire-a de cabeça para baixo. Virou? Conseguiu perceber que o símbolo da cruz constitui uma espada invertida, de cabeça para baixo? Todos os espíritos ligados à Terra, seja na condição de encarnados ou desencarnados, vinculam-se a um mesmo impositivo de progresso e resgate. Caminheiros da evolução ou da redenção cada qual tem a sua cruz. É assim: um almeja, outro deve, e para realizar ou ressarcir a vida pede um preço.

Ninguém conquista algo sem esforçar-se de algum modo (espada) e ninguém resgata qualquer débito sem sofrimento (cruz). Qualquer alma tem o seu destino traçado sob o ponto de vista do trabalho e do sofrimento. Enquanto a espada do Cristo define a implantação de uma luta de dentro para fora visando o aspecto efetivo de conquista, a cruz é o mecanismo cerceador de fora para dentro.

No entanto, a cruz representada no sofrimento nos motiva e impulsiona para a utilização da espada, pois sabemos que sofrer não nos faz adquirir, apenas ressarcir.

E não é nosso objetivo aqui analisar porque Jesus subiu ao gólgota e foi crucificado. E também não queremos criar um processo de sobrecarga aos nossos corações ao nível de sofrimento e de masoquismo. Todavia, nós temos que compreender que todo o mecanismo de crescimento nosso se embasa na prova.

Quando o Cristo passou por todo o processo de resistência do mundo ele deixou para nós, no final, o exemplo de como viveu. Porque ele viveu tudo aquilo por amor a nós. Deu para entender? Ele passou por tudo aquilo por amor a nós, enquanto nós passamos pelos sofrimentos para respaldar o destino.

O evangelho deixa isso de forma clara para a gente. "Se possível afasta de mim este cálice", porque gostar ele não estava gostando. Com certeza, não. Todavia, em momento algum ele rejeitou o cálice, não reclamou, não questionou. Em certo momento, após o entendimento com os irmãos de apostolado, de forma lúcida e calma, dirigiu-se à oração no jardim para além da oração confiar-se aos testemunhos supremos. Conosco não é diferente, acordando para a necessidade da paz consigo mesma a alma descobre, de imediato, a cruz que lhe cabe no processo do próprio burilamento. Logo, por mais difícil que seja, é preciso renunciar e aceitar a cruz. Silenciar e abençoar sempre.

De maneira nenhuma podemos nos esquecer que é preciso abraçar a cruz das provas indispensáveis à nossa redenção e aperfeiçoamento com amor e alegria. Se aspiramos alcançar a comunhão com o divino mestre, compete-nos seguir no espaço e no tempo com aquele espírito de trabalho infatigável no bem.

O objetivo do nosso estudo do evangelho não é a fabricação de santos, mas é um trabalho que está abrindo para todos nós, sem distinção, uma visão nova da grande luz.

E o verdadeiro seguidor da boa nova esquece o peso do fardo que está carregando para consolar lágrimas. A espada no evangelho está representada na cruz e a cruz encravada no algo do gólgota revela a vitória do bem sobre o mal, mostrando que por meios dos sacrifícios, das renúncias e dos exemplos no bem a criatura humana pode regenerar-se. A primeira condição para ser feliz é saber sofrer; a segunda é crer firmemente na finalização do sofrimento, visto que se trata de uma situação anormal, portanto passageira; e a terceira é não reter o sofrimento quando a hora de sofrer passou. E estabelecendo um objetivo e fixando esse objetivo com determinação, equilíbrio e amor nós iniciamos um sistema de saneamento. Já pensou nisso? Quando nos encontramos bem fixados nos objetivos o sofrimento nosso é praticamente neutralizado.

Quando nós começarmos a enxergar os componentes das dificuldades sem aquele sentimento fechado de sofrimento e de masoquismo, de alimentarmos a ideia de que somos vítimas e, pelo contrário, passarmos a enxergar o problema como sendo uma comunicação do plano maior, e até mesmo vendo certa criatura complicada como um anjo que está trazendo, embutida, uma mensagem, nós vamos entender melhor como se dá o próprio mecanismo da evolução.

Pense no seguinte: enquanto permanecemos reclamando das dificuldades é porque ainda estamos em pleno apogeu vibracional que mantém a causa na retaguarda.

Ficou claro? Não quer dizer que a gente tenha que deixar de chorar e de sofrer, às vezes, porque tem muitos casos em que as feridas realmente sangram. No entanto, quando começarmos a trabalhar intimamente um campo novo, visualizando a faixa positiva dos acontecimentos, porque ela existe, quando pararmos de investir naquele sofrimento no sentido de não ficarmos naquela de "que cruz é essa meu Deus" ou "essa cruz é pesada demais", nós começamos a desativar o processo. E notamos que é como se começássemos a sintonizar as luzes maiores, é como se passasse a ser anunciado para nós que está havendo uma desconexão dessas faixas negativas ligadas à nossa vida.

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