6 de mai de 2014

Cap 42 - A Tentação (2ª edição) - Parte 10

O NÚMERO DA TENTAÇÃO

“PORQUE, PASSADOS AINDA SETE DIAS, FAREI CHOVER SOBRE A TERRA QUARENTA DIAS E QUARENTA NOITES; E DESFAREI DE SOBRE A FACE DA TERRA TODA A SUBSTÂNCIA QUE FIZ.” GÊNESE 7:4

“1ENTÃO FOI CONDUZIDO JESUS PELO ESPÍRITO SANTO AO DESERTO, PARA SER TENTADO PELO DIABO. 2E, TENDO JEJUADO QUARENTA DIAS E QUARENTA NOITES, DEPOIS TEVE FOME;” MATEUS 4:1-2

Os dois versículos acima não foram colocados neste tópico à toa. Note que um deles é citação do velho testamento e o outro do novo. Ambos apresentam relação muito estreita entre si, que pode passar despercebida à primeira vista.

Vamos lá, quanto tempo durou, segundo as escrituras, o dilúvio? Se a sua resposta foi 40 você acertou na mosca. Quarenta dias e quarenta noites. E a tentação de Jesus? Bom, a tentação foi efetuada após quarenta dias de fome. E o que o dilúvio e a tentação tem em comum? Especialmente o fato de que tanto o dilúvio, que é representação do sofrimento, quanto a tentação são fases de um processo, não constituem o processo de forma globalizada. Tanto que o dilúvio e a tentação são circunstâncias temporárias que objetivam a um fim positivo.

Os dois são etapas de transição e é fácil perceber que o quarenta é a fase que nos projeta na linha seguinte dos encaminhamentos. E podemos concluir mais ainda, que o número da transição ou, se preferirmos, o número da tentação, que é o que estamos estudando, sem entrarmos na questão da numerologia, é o quatro.

O sete é o número que define o mecanismo ascensional no planeta. Já abordamos isso e voltaremos a fazê-lo mais à frente. Por agora vamos nos ater ao fato de que vivemos num planeta em que vige a linha setenária, do sete. E o três, ou a linha trina, faz referência ao aspecto de ressurgimento, de ressurreição e santificação. Então, repare que o sete apresenta para nós uma linha trina de partida ou origem, e também uma linha trina de chegada ou consequência.

E o próprio quatro no meio: 1 2 3 4 5 6 7. Notou? O que isto nos interessa no aspecto prático da vida? Que quanto nós entramos na quarta etapa nós já entramos no terreno da transição, e o quarto estágio é aquele que, em tese, divide os três fundamentais e os três de complementação. Está conseguindo perceber o que estou dizendo? Acabamos de falar agora que o quatro define o número da tentação. E olhando logo acima, nos quadradinhos, percebe-se o quê? Que a tentação, que acontece no quatro, dá-se no meio do processo. Correto? À primeira vista, sim, mas observando com atenção está errado, completamente errado. O leitor mais atento pode pensar consigo mesmo: "Ô, Marco Antônio burro. Volta prá escola! Você disse que a tentação ocorre no meio do processo, e como pode se o processo tem sete etapas? Por acaso, metade de sete é quatro?" Pronto. Acertando esse raciocínio você entendeu toda a questão e conseguiu desvendar exatamente onde queremos chegar. É claro que a metade de 7 é 3,5, mas sabe qual é a moral da história? Se o número da tentação é o 4, e a metade de todo o processo é 3,5, isso revela com toda a tranquilidade que a tentação nos alcança quando nós já passamos da metade do percurso que temos que percorrer para chegarmos à meta delineada.

E quando passamos do 3,5 nós já estamos envolvidos no processo que vai nos levar, mais hoje mais amanhã, ao final. Isso é algo que precisa ficar muito claro. A tentação nos alcança no 4, no plano exato de decisão de equacionamento, e esse 4 já define para nós uma mentalidade nova vigorando, com amplas perspectivas de usufruirmos da nova etapa. Como não é três e meio e, sim, quatro, nós entendemos que a perspectiva é amplamente segura para a gente caminhar. O quatro é amplamente seguro, e sabe porquê?

Porque até o três e meio, ou a metade do percurso, pode haver um reverterio, a gente está suscetível de desistir, pode retroceder, pode voltar pra trás. Imagine só, você estabeleceu uma proposta nova na sua vida, fazer ginástica, praticar exercício físico. Definiu para você mesmo que a sua meta inicial é fazer cooper duas ou três vezes por semana. Definiu o tempo também, para cada atividade de corrida 30 minutos. Ótimo, preparou a roupa adequada, comprou um tênis novo apropriado, um aparelho de MP4 com músicas estimulantes, fone de ouvido confortável, relógio com cronômetro e pronto, lá vai você.

É claro que se uma colega de serviço me ouvisse dizendo isso ela diria: "Marco Antônio, você é doido? Não se deve correr sem frequencímetro." Mas tirando o detalhe de lado, porque o que importa é o exemplo, continuemos. Você corre no seu ritmo, claro, porque você nem é louco de começar correndo a todo vapor. Nem conseguiria cumprir o tempo estipulado. Você vai em frente, sem parar, ouvindo as músicas que te animam e no padrão sequenciado. Vai sem olhar no relógio. Vai embora. Continua. Ficou um pouco cansado, respira de forma mais ofegante, e daí a pouco você olha pro relógio. Puxa, já passou 18 minutos, de um total de 30. Isso foi só um exemplo, mas você entendeu a mensagem?

Até os 15 minutos você talvez pudesse até pensar em parar, desistir. Mas tendo passado 18, mais da metade, a gente só pensa em renovar o fôlego e dar conta do recado. O ensinamento é prático e vale para toda a situação em que você for alcançado pela tentação. Para toda a situação de grande dificuldade em que você pensar em desistir, largar o projeto, abandonar a meta, porque você está cansado demais, porque a carga está pesada, lembre-se que a metade do percurso já passou. Tenha a certeza que todo projeto, situação, consiste numa linha setenária e que a tentação surge no quatro, portanto a metade já ficou para trás. Que ao ser tentado no quatro você já viveu aquele momento mais difícil, já passou pelo aperto maior, portanto, daí para frente é só renovar o fôlego, encontrar novas forças em você e prosseguir.

Vamos ter em mente que sempre há uma aferição que vem trabalhar o momento da transição. Quanto mais nós queremos progredir mais nós precisamos exercitar a capacidade de operar e manter a segurança de modo a não sermos tragados pelas próprias faixas circunstanciais. O nosso objetivo é fazer um trabalho de levantamento de estratégias de vida, de escolha de uma proposta que tenha conteúdo e que consiga polarizar o nosso grau de interesse.

Valores esses que possam nos induzir a trabalhar o campo mental no plano de dedução e de seleção. E se formos abençoados no conhecimento da verdade, diante da insinuação do homem velho que chega para nos desafiar, diante desse desafio, façamos um sacrifício maior, testemunhemos de maneira mais firme contra essa influência que está dentro de nós, pois a concupiscência está no íntimo.

Nós vencemos a tentação e a tribulação é com determinação, com a adoção firme de atitudes positivas e resolutas. Lembre-se que no lançamento de uma espaçonave é que se empreende todas as forças, é no início o maior dispêndio de combustível para a decolagem do foguete. Na medida em que ele vai conquistando altura essa força vai se reduzindo em função da ausência de resistência, até chegar ao ponto em que a energia vai ser usada para alterar o rumo.

Conosco não é diferente, à medida em que a nossa estrutura mental homologa um conceito novo nós vamos notar que ao nível da vontade esse conceito tem que ter tanta força de aplicabilidade quanto a força automática que vigora em nosso inconsciente ou subconsciente, já concretizado todo ele com o somatório do substrato das nossas ações já vividas. Temos que atestar com toda a vontade para alcançar.

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