2 de mai de 2014

Cap 42 - A Tentação (2ª edição) - Parte 9

VIGIAI E ORAI II

“41VIGIAI E ORAI, PARA QUE NÃO ENTREIS EM TENTAÇÃO; NA VERDADE, O ESPÍRITO ESTÁ PRONTO, MAS A CARNE É FRACA.” MATEUS 26:41

“46E DISSE-LHES: POR QUE ESTAIS DORMINDO? LEVANTAI-VOS, E ORAI, PARA QUE NÃO ENTREIS EM TENTAÇÃO.” LUCAS 22:46

O processo do crescimento envolve o vigiai e orai. São dois pontos que não podemos descuidar.

E eles não significam passividade, estática e inércia. Não, de forma alguma. Não é por aí. Até muito pelo contrário, definem a dinâmica da nossa ascensão. Ao recomendar esses imperativos Jesus está dizendo, de forma clara para o discípulo, que é preciso se movimentar, que é preciso operar, que é imprescindível trabalhar, vigiando e orando simultaneamente. Como fatores atuantes da nossa vida ao nível seletivo, eles precisam ser aplicados de maneira conjugada.

Vigiando as emersões do nosso passado delituoso e comprometedor e orando de maneira objetiva para que se incorpore em nós novos padrões. Temos que agir com prudência diante das situações do presente e recolher com o coração o que emana de cima, do plano superior. Quem vigia desconfia e que ora confia. Confiar em Deus e desconfiar de nós mesmos. Não perder o objetivo e vigiar o chamamento inferior que ainda impera, para que a gente não cometa descalabros e nem torpedeie os caminhos dos outros pela ação nossa menos feliz.

Se embaixo fala o vigiai, na parte de cima fala o orai. Na parte de cima, no superconsciente, é que funciona toda a grandeza do orai. Orai é em cima, projetando-nos em identificação com os planos superiores na captação de novos padrões para o crescimento consciente.

Consegue perceber a beleza e o aspecto dinâmico? Temos que vigiar o que dimana de baixo da nossa tendência inferior e orar para que busquemos a iluminação e o esclarecimento. E quando se fala nisso é comum notar que grande número de pessoas não tem o hábito de orar. É isso aí, não tem mesmo.

Algumas não oram porque acham que não precisam. Tem também as que se consideram pecadoras demais para orar. Não deixa de ser uma pena, pois ambos os grupos estão mal informados e enganados. Em relação ao primeiro, basta lembrar que o próprio Jesus Cristo orava, e não era pouco. Em relação ao segundo, o que falta é um pouco de informação acerca da prece. No entanto, à proporção que crescemos percebemos que a oração deve constituir nosso recurso permanente de comunhão ininterrupta com a luz que provém de Deus.

Só para se ter ideia, e para início de conversa, sabe porque é preciso orar? A resposta é simples demais. Considerada a bagagem das imperfeições humanas, a redenção das criaturas nunca se efetuará sem a misericórdia do criador.

Sem contar que não podemos realizar algo, o que quer que seja, dissociados do amparo e da assistência superior em Deus. Portanto, é preciso um vínculo com os planos superiores como componente de evolução consciente. É indispensável conhecermos  o meio seguro de nos identificarmos com o criador e cultivar a prece para que ela se torne um elemento natural da vida, como a própria respiração. Nós nunca poderemos enumerar todos os benefícios da oração, cada prece do coração constitui emissão eletromagnética de relativo poder.

Se, de um lado, eu tenho que vigiar o que provém de baixo, para desativar determinados padrões e caminhar para novo patamar eu tenho que investir de imediato em outros valores. Então, na medida em que eu vou orando com determinação, essa oração não é uma oração no sentido de se formular unicamente uma prece na sua feição exterior. A oração tem o sentido de busca e, também, de aplicação desses componentes novos que vou perceber por meio dela.

Vamos clarear mais? Veja bem, uma vez que essa subida em vibrações pela oração te mostrou o caminho, te mostrou ângulos especiais na sua visualização interior, quem sabe, de repente, você passa a ter mais facilidade de galgar cada degrau dessa escada e conquistar, lenta e gradativamente, patamares outros na evolução, e, ao mesmo tempo, desconectar-se das faixas inferiores!? Deu uma ideia? A misericórdia nos arrebata quando nos elevamos e nós retornamos para o nosso piso de ação para realizarmos a conquista efetiva do que visualizamos lá. É por isso que dissemos que estamos todos imbuídos ou matriculados nesse mecanismo de oração, que tem a acepção de busca.

Por essa razão, todas as vezes, diante de uma solução, vamos ter cuidado com as insinuações pessoais e atentarmos para as intuições superiores. É preciso orar de maneira objetiva para que visualizemos e cheguem a nós novos padrões de crescimento, e tentarmos aplicar esse plano da prece ou oração que se revela para nós por meio de um estudo ou uma leitura. A oração nos leva a faixas acima e visualizamos, retornamos e buscamos investir para conquistar.

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