13 de mai de 2014

Cap 43 - Os Vestidos e os Panos (2ª edição) - Parte 1

OS VESTIDOS

“12E VIREI-ME PARA VER QUEM FALAVA COMIGO. E, VIRANDO-ME, VI SETE CASTIÇAIS DE OURO; 13E NO MEIO DOS SETE CASTIÇAIS UM SEMELHANTE AO FILHO DO HOMEM, VESTIDO ATÉ AOS PÉS DE UMA ROUPA COMPRIDA, E CINGIDO PELOS PEITOS COM UM CINTO DE OURO.” APOCALIPSE 1:12-13 

“TENDO, POIS, OS SOLDADOS CRUCIFICADO A JESUS, TOMARAM AS SUAS VESTES, E FIZERAM QUATRO PARTES, PARA CADA SOLDADO UMA PARTE; E A TÚNICA TAMBÉM. A TÚNICA, PORÉM, TECIDA TODA DE ALTO A BAIXO, NÃO TINHA COSTURA.” JOÃO 19:23 

Em sentido literal vestido é envoltório periférico, é cobertura exterior, não é? Todavia, quando nos referimos ao aspecto espiritual a situação é outra. Espiritualmente falando vestido ou vestimenta da alma é campo irradiador. É o que se manifesta de nós.

Define emissão de dentro para fora, e não revestimento de fora para dentro. No fundo, ele é elaborado pelo que se irradia de nós. Nosso vestido, com legitimidade, é decorrente da nossa irradiação, é oriundo das nossas manifestações intrínsecas. Em tese, o vestido é resultante da irradiação íntima da criatura, é estruturado em decorrência do que é irradiado por ela. Esse é o vestido na acepção espiritual. Isso tem que ficar bem claro no entendimento, os vestidos são planos de comunicação, são elementos irradiadores. Essa veste essencial do ser é a aura dele. Isso é algo da maior importância.

Vestido representa o nosso eu e toda a nossa estrutura psicofísica, energética e nosso grau de sensibilização, maior ou menor. É por ele que recolhemos os elementos indutores, positivos ou negativos. Nosso vestido é como somos vistos, como nos fazemos perceber, como somos percebidos, afinal somos conhecidos pelo que irradiamos. A veste real do espírito é a dimanação, a veste por excelência dimana do espírito, é irradiação, nós somos conhecidos pelo que irradiamos.

Essa vestimenta fala do nosso corpo perispiritual que é, sem dúvida, um fator de identificação pessoal e inegável. Apresenta um peso específico e nos situa onde é a nossa realidade. Não adianta querer fantasiar, é dentro desse plano de realidade pessoal que nós vamos nos apresentar no plano de realidade da própria vida.

Em razão disso, o que vai mandar é o ponto que se exterioriza e se irradia de nós e a nossa segurança é pela vestimenta que nós traçamos, de dentro para fora.

Repare que nos primeiros movimentos do apocalipse, bem no comecinho, o evangelista João visualiza um mensageiro divino: "E virei-me para ver quem falava comigo. E, virando-me, vi sete castiçais de ouro; e no meio dos sete castiçais um semelhante ao filho do homem, vestido até aos pés de uma roupa comprida, e cingido pelos peitos com um cinto de ouro." (Apocalipse 1:12-13) O filho do homem apresenta-se trajado até os pés com um vestido comprido. Vamos lá, vamos entender isso.

O adjetivo comprido significa o quê? Maior, de maior extensão. Logo, vestido comprido define uma exteriorização ampliada do que estava presente na intimidade do representante, porque já sabemos que espiritualmente falando os pés definem o campo mental da individualidade. Vestido até os pés de uma roupa comprida indica uma expressão uníssona. Não era composta de pedaços, mas um ponto completo, íntegro, sem falhas, sem alterações. Está dando para perceber? É amplo, não fica nada de fora. É a expressão da verdade, uma imagem da harmonia, alegoria da união integral e perfeita entre conhecimento e aplicabilidade. Indica a autoridade e grandiosidade do ser. Dos pés até o ponto mais elevado a serviço do criador. O texto nos propicia a mentalização e visualização do filho do homem na sua expressão mais ampliada.

Esse semelhante ao filho do homem apresenta uma veste cujo denominador comum é expressão estruturada nos padrões superiores em Deus, pois comprido é ampliado. É aquele elemento cuja linha evolutiva alcançada denota que trabalhou no campo experimental em várias frentes e gerou valores que apresentam sentido bem ampliado. É possível analisar que isto decorre de luta ampla na edificação de muitos séculos. A gente lê um texto desse e fica difícil admitir a ideia de que a vida começa no berço e termina no túmulo.

O evangelho conta que Jesus, por ocasião da hora suprema do calvário, vestia uma túnica tecida toda ela, de alto a baixo, sem costura ("Tendo, pois, os soldados crucificado a Jesus, tomaram as suas vestes, e fizeram quatro partes, para cada soldado uma parte; e a túnica também. A túnica, porém, tecida toda de alto a baixo, não tinha costura." Apocalipse 19:23) A túnica do príncipe da paz era inteira, não tinha costuras. A moral do crucificado não tem aspectos divergentes, não tem contradições, é uma moral pura, sã, completa e imaculada.

O verbo encarnado não emitiu sons discordantes, não enunciou frases dúbias, não articulou palavras vazias, não produziu ecos confusos. Seus ensinamentos constituem um corpo doutrinário sem remendos, sem peças justapostas, sem costuras que possam forçar a adesão de retalhos ou de partes entre si destacadas. Não é composta de pedaços, mas representa um todo completo, perfeito, definido, inteiriço, harmônico, claro, conciso, congruente, positivo e firme. A união íntegra e perfeita, o emblema sólido da confraternização universal irmanando todos os homens, filhos do divino Pai, em uma única família.

E a misericórdia do criador é de uma beleza extraordinária. Não deixa que filho nenhum se perca de forma indefinida. Aqueles soldados que dividiram lá atrás aquelas partes tiveram também a oportunidade. Tenha certeza que trabalhando com aquelas linhas imantadas receberam parcelas vibracionais do próprio vestido intrínseco de Jesus. E nós sabemos que esses homens, quem sabe, estão cooperando conosco hoje. Porque um ponto interessante, pelo que temos aprendido, é que todos aqueles elementos envolvidos no martírio e no sofrimento de Jesus foram arrebanhados com muito carinho por ele, e estão hoje ajudando amplamente no crescimento evolutivo do próprio planeta Terra.

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