1 de jun de 2014

Cap 43 - Os Vestidos e os Panos (2ª edição) - Parte 5

A DIGNIDADE E A CONQUISTA

“MAS TAMBÉM TENS EM SARDES ALGUMAS PESSOAS QUE NÃO CONTAMINARAM SUAS VESTES, E COMIGO ANDARÃO DE BRANCO; PORQUANTO SÃO DIGNAS DISSO.” APOCALIPSE 3:4

"O que vencer será vestido de vestes brancas". O tempo do verbo é esse mesmo, será vestido, no futuro. E o agente que opera essa vestimenta parece ser o próprio Cristo.

É ele que vai nos vestir com um vestido branco, embora nós ainda não tenhamos a posse de um vestido dessa natureza. E o que garante a harmonia no degrau em que nos situamos é exatamente a ação crística que trazemos conosco e que nos confere atuar com ela até onde o nosso grau de conhecimento e de impedimento da vida permite. De forma que vamos ter tranquilidade e também saber nos posicionar nessa faixa específica em que nos é competente, dando continuadamente o nosso melhor.

E serão vestidas porque "são dignas disso". A sagrada escritura define que independente do vestido que tivermos ser um vestido verde, azul, amarelo ou cor de rosa, porque cada um tem o seu vestido específico e se encontra na sua faixa, se nós tivermos um plano de dignidade, essa dignidade é que vai conferir esse presente de ser vestido de branco pelo Cristo íntimo que vigora em cada um.

Somos vestidos à partir do momento que nos colocamos num padrão de dignidade.

São dignas porque não se permitiram contaminar. Revela que os indivíduos, embora passando ou mergulhando em verdadeiro lamaçal de dificuldades na jornada, não foram suscetíveis nesse contágio. Daí a gente consegue concluir que com a qualidade das ações existe a dignidade e essa dignidade é relativa ao plano em que estamos ou conquistamos. E em qualquer degrau da vida em que estivermos o importante é que consigamos manter esse nível de dignidade, porque essa dignidade é que nos faz feliz, é ela que nos recompensa. Por ela conseguimos vencer a luta entre o que sabemos e que o precisamos fazer.

A verdadeira dignidade não está baseada nas conceituações, não está nas projeções da mente no seu sentido teórico. Quando dizemos que uma pessoa é digna, ela não é digna por aquilo que falam dela, mas por aquilo que temos conhecimento que ela faz. Então, é necessário o conhecimento da experiência do outro para se fazer um diagnóstico correto se o indivíduo tem dignidade ou não tem.

Em outras palavras, alguém é digno em função daquilo que já foi constatado na sua linha experimental, e não somente por uma soma de conceitos teóricos. A expressão de vivência é que define essa dignidade, é digno com base na experiência vivenciada, experiência às vezes conquistada em longos anos de vida.

A dignidade, no campo das aspirações superiores, apresenta embasamento no campo prático do piso, por isso vamos encontrá-la consolidada no momento em que se expressa como algo realizado. Para recolher o melhor é necessário ter dignidade, e digno de receber é aquele que no plano aplicativo da vida ele está doando, ele está oferecendo algo da faixa em que se encontra para baixo. 

O que precisa ser entendido é que a individualidade recebe invariavelmente em função da sua dignidade e a dignidade não se embasa em cima dos bons propósitos. Os bons propósitos são consolidados na capacidade operacional de amor que já temos.

É por isso que a oração não pode em tempo algum estar dissociada do trabalho. Entre aquilo que se pede na oração e o que a individualidade quer receber existe o componente chamado dignidade. E é preciso estar com essa linha definida.

Existe uma dignidade que abre condições, ou não, para que a gente possa investir em determinada atividade, em determinada área, e também receber. E a dignidade, ao nível do crescimento real em sentido espiritual, depende das legítimas disposições interiores do ser. Ela não é só uma postura mental enfocando certa área para que a gente receba, ela é alguma coisa que se relaciona com o plano de nossas ações. Quando o evangelho de nosso Senhor propõe na prece do pai nosso que "seja feita a vossa vontade" está nos ensinando que a forma de garantir padrões de equilíbrio vai depender muito da linha de perfeita interação entre os padrões que já detemos ao nível de conhecimento e os planos operacionais que adotamos em cada instante da jornada.

É por essa interação que o equilíbrio se instaura. E não basta alcançar a dignidade, o que foi considerado digno precisa manter essa dignidade na faixa aplicativa de cada instante.

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