16 de jul de 2014

Cap 44 - A Arca e o Holocausto - Parte 6

RITUAL E IDOLATRIA

“PORQUE TENDO A LEI A SOMBRA DOS BENS FUTUROS, E NÃO A IMAGEM EXATA DAS COISAS, NUNCA, PELOS MESMOS SACRIFÍCIOS QUE CONTINUAMENTE SE OFERECEM CADA ANO, PODE APERFEIÇOAR OS QUE A ELES SE CHEGAM.” HEBREUS 10:1

“MAS TENHO CONTRA TI QUE TOLERAS JEZABEL, MULHER QUE SE DIZ PROFETISA, ENSINAR E ENGANAR OS MEUS SERVOS, PARA QUE SE PROSTITUAM E COMAM DOS SACRIFÍCIOS DA IDOLATRIA.” APOCALIPSE 2:20

Em todos os tempos do cristianismo a crendice e o extremismo espiritual tem sido instrumentalidade utilizada por aqueles que vem tutelando a caminhada espiritual da humanidade.

O cristianismo tem feito coisas inacreditáveis. Se, de um lado, direciona revelações significativas, do outro leva a um endurecimento interior e a práticas periféricas sem nenhum fundamento no campo espiritual. As próprias religiões, em razão das carências humanas e da falta de uma orientação segura, ainda trabalham criando um estado de esperança, um estado de expectativa, em que cada um será beneficiado gratuitamente pela misericórdia superior, exclusivamente no seu sentido exterior.

Tudo o que oferecemos no campo das religiões, como promessas, votos, acender vela, choros histéricos, fazer sacrifício de ir a pé até não sei onde, tudo isso constitui um atestado do que nós usamos. Infelizmente ainda tem muita gente trocando de religião, como se a religião nova garantisse a salvação eterna.

A grande massa se coloca de joelhos em terra, com as mãos postas, esperando o grande milagre do plano superior em Deus para que a felicidade reine.

Muitos acreditam resolver todos os problemas por uma atitude suplicante, porém, a genuflexão não soluciona questões fundamentais do espírito, como a mera adoração à divindade não define a máxima edificação. O evangelho jamais prometeu a paz da vida superior aos que calejassem os joelhos nas penitências incompreensíveis, mas exaltou a posição sublime dos que disseminassem o amor em nome de Deus.

"Mas tenho contra ti que toleras Jezabel, mulher que se diz profetisa, ensinar e enganar os meus servos, para que se prostituam e comam dos sacrifícios da idolatria." (Apocalipse 2:20) A ingestão da carne dos sacrifícios aos ídolos, trazendo a questão para a nossa atualidade, é aquele estado de alma em que nós vivemos como verdadeiros caroneiros na caminhada evolutiva. Vamos clarear mais?

Em tantas situações nós deixamos de dar o nosso testemunho pessoal para vivermos à sombra de elementos que se sobressaíram e deram o exemplo. E sabe porque fazemos assim? Porque é mais fácil, buscamos nos eximir da responsabilidade. Nós pegamos carona em cima da ação de outros. Vamos dar exemplos? Quanta gente diz assim: "Eu estou muito bem porque sou devoto do santo tal" ou "Estou com Chico Xavier e pronto". Isso não acontece demais? "Não acontece nada comigo porque eu estou protegido pelo santo tal. Tenho um guia que me protege." "Há muito tempo que tenho o Bezerra de Menezes. O Bezerra, na hora difícil, está comigo. Então, eu não abro mão disto." "Emmanuel é formidável. Eu frequento este grupo porque o Emmanuel é formidável." E por aí vai. Isso é comer da idolatria, é comer das carnes devidas aos ídolos. Sim, porque nós temos os nossos ídolos. E daí erguemos nossa fé na base da fé do semelhante.

Na maioria das situações a ideia do ídolo é fazer um deus de barro e se curvar a ele. Tem muita gente vivendo atrás dos outros e muitos que não fazem nada sem estarem estribados no pensamento do outro. Não estamos exagerando não, muitos ainda vivem em função do percurso que outros fazem. Quem come da carne sacrificada aos ídolos de fato vive atrás dos outros. Nós insistimos em nos alimentar do contexto vibracional que evidencia os verdadeiros líderes porque no fundo não queremos nada com a dureza. Só que tem um detalhe, enquanto estivermos trabalhando no regime de cobertura de alguém nós podemos estar muito bem intencionados, mas talvez pouco avisados porque cada um prestará contas de si mesmo a Deus. O plano de regeneração onde estamos entrando não se estrutura com base em espíritos que estejam tentando ficar na sombra de alguém. Infelizmente, essa ideia de que somos seguidores desse ou daquele, que nos achamos debaixo da sua cobertura, é coisa do passado, já não cabe nos tempos de claridade espiritual atuais. 

E voltamos a repetir, isto é comer das carnes sacrificadas aos ídolos. E quase sempre os elementos que assim fazem são elementos que trabalham em profundas linhas informativas. Isto é, são pessoas acentuadamente informadas, conhecem tudo, dão notícias de tudo. Já trazem em si um pudor instaurado.

Não são capazes de agredir, de ferir, de fazer isso ou aquilo errado, não falam palavrão, e mais um tanto de outras coisas, no entanto vivem na sombra de outros. Muitos desses acham que estão bem ajustados, e na verdade não estão.

Isso acontece demais. Quantas criaturas partiram do nosso plano físico deixando aqui missas pagas, novenas instauradas?! Ajudaram a construir capelas, auxiliaram de algum modo na construção da igreja tal, no entanto, passaram para o lado de lá envoltos em verdadeira decepção. Percebeu o que estamos dizendo? Esses se alimentaram de quê? Das carnes sacrificadas aos ídolos.

Deu para entender? Daqui para frente não vai ter como nós continuarmos a entregar a resolução dos nossos problemas a terceiros. Isso é algo superado. É arquivo morto, coisa ultrapassada. Os terceiros, ou aqueles que caminham conosco, podem nos auxiliar, nos apontar a linha de referência, afinal isso faz parte da engrenagem, mas nós temos que fazer a nossa parte na linha aplicativa e sair da sombra de.

Agora, calma lá. Vamos abrir um parêntese aqui. Qualquer que seja a proposta por nós laborada, ou aceita ou avocada, quem vai dizer que pode dispensar a ajuda de um Bezerra de Menezes, de um guia espiritual ou de um determinado santo?

Nenhum de nós em sã consciência pode dispensar isto. Vamos ter em conta este ponto. Por mais que avancemos não vamos abrir mão da felicidade de ter esses elementos como verdadeiros tutores da nossa vida. Sempre falamos que se tirarmos o amparo espiritual que nós temos tido aqui é perigoso nós ficarmos caídos pelo caminho. E possivelmente ficaremos. Em momento algum eu disse para abrirmos mão desse auxílio, o que nós não podemos é fundamentar nossa vida em cima dessa base. Então, nós temos que trabalhar no processo de eleição íntima porque é na eleição íntima que dimana a base da evolução.

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