24 de jul de 2014

Cap 44 - A Arca e o Holocausto - Parte 8

O ALTAR

“E EDIFICOU NOÉ UM ALTAR AO SENHOR; E TOMOU DE TODO O ANIMAL LIMPO E DE TODA A AVE LIMPA, E OFERECEU HOLOCAUSTO SOBRE O ALTAR.” GÊNESIS 8:20

A primeira providência de Noé após sua saída da arca foi edificar um altar ao Senhor. Foi isso que ele fez.

Nos dias atuais isso não significa que você deva criar uma capelinha na sua casa ou algum cantinho específico para fazer prece, embora possa acontecer a critério de cada qual, mas sem muita razão de ser na atualidade. Altar é mesa consagrada aos sacrifícios religiosos, tem sentido de adoração, veneração. Esse altar é aquela edificação que nós vamos operando gradativamente à proporção que o conhecimento nos visita e o aplicamos e ela se instaura quando assumimos em nosso plano consciencial a responsabilidade de operar em conformidade aos valores que temos.

Para podermos nos firmar em nova posição nós praticamente somos colocados onde? Debaixo do altar. Perfeito? Nesse posicionamento nos inclinamos consideravelmente para o piso espiritual. Debaixo do altar ficamos repousados, ficamos cheios de amparo e da certeza de que não estamos desamparados. É uma confiança enorme em Deus, eu sei que ele me ajuda. Qualquer necessidade e ele está pronto. Passo a ter uma fé inabalável no santo tal. Não acontece assim?

O elemento se sente confortado dentro da faixa de segurança para além dos padrões puramente físicos. Ele cultiva um processo a nível mental e psíquico que representa sua segurança, nutre alto grau de confiança.  Isso é interessante de se ter em conta. E pontos místicos que se abrem dentro de nós, a princípio pela informação, nos colocam sob a tutela daqueles que já avançaram, daqueles que nos protegem, que nos orientam, e achamos, então, que estamos agasalhados de modo definitivo segundo aquela conceituação que as religiões costumeiramente nos apresenta.

O agasalhamento que cultivamos no coração pelas informações teóricas, nas informações filosóficas, quando nós as recebemos com  abertura de coração e bons propósitos, essa soma de informações praticamente nos posiciona num estado de harmonia interior, aumenta nosso grau de confiabilidade, aumenta a nossa esperança e é como se nós tivéssemos partido de uma situação de desajuste, de desconforto e encontramos de início um agasalho. Nessa hora nós observamos que as informações se somam e criam aquele ponto que, para todos os efeitos, é uma perfeita couraça de sustentação. Nós encontramos o nosso refúgio. É como se ficássemos bonitinhos debaixo do altar, o altar nos protege.

E você acha que está salvo debaixo do altar. Mas posso ser sincero? Debaixo do altar você não está nada. O que você pode é vibrar com quem está orando diante desse altar. Agora está faltando é sair debaixo do altar e pular na arena operacional.

Muitas criaturas permanecessem debaixo do altar, mas se Deus fosse apenas um criador para receber as orações das criaturas o universo estaria praticamente coagulado. No momento em que ascendemos a nova posição entramos no plano de intermediação entre a necessidade de baixo e a inspiração de cima. E nessa posição se forma um altar nosso compatível com o grau de conhecimento que o nosso campo mental já conseguiu atingir. E nesse piso idealístico, de propostas, funciona a engrenagem de um outro altar. Deu para perceber? Porque em cima tem um outro altar que objetivamos e, assim, de forma sucessiva.

O tempo vai passando e a metabolização dos valores que assimilamos, mediante os padrões que se movimentam dentro do nosso plano mental, vai criando em nós a proposta de operar, de realizar. Aí sabe o que nós descobrimos? Que o nosso lugar não é propriamente debaixo do altar, que é preciso operar sob a tutela daquele que é reverenciado no próprio altar, que é o criador.

Percebeu? Nós somos convocados a somar com aqueles que administram os passos da humanidade.

Por isso, nós que estamos debaixo do altar precisamos nos engajar e adotar a postura de laborar junto com o que está sobre o altar. Como extensores, como ampliadores e servidores do pensamento do que está em cima do altar, que é o criador.

Afinal de contas, nós estamos aqui, estudando o evangelho, e nos candidatando a quê? Estamos nos candidatando a cumprir no plano prático da vida o pensamento divino. Porque didaticamente o criador não faz, quem faz somos nós. Se ele fizer até tira a nossa condição de trabalhar. Então, quem vai fazer? São aqueles que estão debaixo do altar e que vão precisar sair para fora e cooperar.

Noé ofereceu holocausto sobre o altar. Nós estamos entendendo que não basta apenas conhecer a nível intelectivo ou cultivar algo no seu sentido mental. Não basta mais. Esse oferecer holocausto sobre o altar é alguma coisa que nós temos que aprender a fazer, porque até o momento nós temos agido misticamente.

Nós já possuímos a alegria de estar assimilando valores e isso já temos a alegria de dizer que fazemos, no entanto, uma gama imensa de caracteres por nós assimilados ainda não são corporificados pela linha prática. Não é isso? A linha informativa nos proporciona acesso e nos abre uma perspectiva nova. Porém, quando começarmos a nos despertar para isso nós passaremos a pisar em um terreno mais seguro. No momento em que nós sairmos da arca com esse grau de percepção que o Noé já apresentava lá atrás, e sugere para nós, iremos notar que é como se nós entrássemos nos primeiros movimentos da regeneração. Essa regeneração surge por nossa atuação sob uma mentalidade diferente. A saída da arca passa, então, a configurar num estado novo de harmonia.

E assim nós vamos observar que passamos daquela condição expressa e definitiva de auxiliados, de criaturas sob proteção, para a de companheiros que vão entendendo que a segurança efetiva não está debaixo do altar. Ela de forma alguma é obtida simplesmente pelo refúgio obtido com os valores de informação, e precisamos buscá-la dentro de nós pelo processo de aplicação da teoria.

A segurança efetiva está em nos movimentarmos ao lado daquele que é cultuado no altar, que no caso é a própria força maior do universo em Deus. Portanto, fica o recado: temos que sair do altar para podermos nos firmar em uma nova posição, laborando com o que está sobre o altar. Precisamos buscar cumprir, no plano prático da vida, a sintonia e a afinidade com o pensamento divino.

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