30 de ago de 2014

Cap 45 - Seja Feliz Hoje - Parte 6

ADMINISTRE A SITUAÇÃO

É comum um acontecimento de fora nos machucar, constranger, marcar e a gente permitir que um fator relativamente isolado do processo tome conta de toda a nossa estrutura íntima de vida.

Você já passou por situação assim? Tudo passa a nortear em cima daquele ponto de vista fechado e cristalizado. E esse ponto de vista fechado e cristalizado é avocado por nós como um mecanismo automático de defesa. A bem da verdade, pode ser avocado por defesa, por medo ou até mesmo em razão das preocupações que nós cultivamos. Todavia, é importante fazermos um desbloqueio desses pontos, porque todas as vezes em que fechamos circuito em cima de um componente nós costumamos sofrer demais, pois ficamos querendo colocar o universo dentro da nossa pequenez informativa, e ainda insistimos a que outros indivíduos ajam da maneira como interpretamos as coisas.

O maior número de conflitos no campo do psiquismo não é tanto em função dos problemas lá de trás.

É comum pessoas dizerem: "Ah! Porque me falaram que eu fui isso lá atrás, que eu tive esse cargo assim,... Que será que eu fiz lá atrás? Eu vivo numa angústia muito grande, uma depressão tremenda. Oh, meu Deus, como está dura a luta, o meu carma é muito pesado!" Bom, para início de conversa, os carmas e os pontos obscuros na vida das pessoas são fatos, porém, muitas angústias, depressões e outras psicopatias reinantes por aí são problemas de agora, de instabilidade do ser, embora seja bem mais fácil dizer que é coisa do passado.

Em tantos casos o negócio não é de ontem coisa nenhuma, é de agora mesmo.

Muitas das dificuldades que nos visitam nos territórios da vida não são decorrentes de um carma lá de trás, mas sim de uma ressonância de hoje conflitante no campo da consciência. Está dando para acompanhar? No campo das distonias, dos transtornos, das chamadas psicopatias, muita dessas coisas nós não trazemos do passado em razão de termos errado nos caminhos pretéritos, elas são decorrentes mesmo é do nosso desconforto no dia de hoje. É o conflito do hoje entre aquilo que o indivíduo sabe que tem que fazer e não faz.

Percebeu? Muitos problemas se instauram com o choque entre o que a pessoa precisa fazer e o que ela está efetivamente fazendo. Pois essa luta instaurada é faixa geradora de muitas dificuldades para o espírito. Muitos de nós aqui, constituindo o grupo de leitores, estamos nessa luta com grandes conflitos que visitam o nosso campo mental. Conflito entre a nova mentalidade que já passamos a adotar, e sentimos que é o melhor caminho a seguir, e aquele processo irreverente que ainda soma em nosso mundo íntimo no que se refere a vida passada.

A felicidade se dá em muito pela capacidade de adequação e de administração dos recursos que temos.

Quando iniciamos um caminho de auto transformação, é lógico que vamos encontrar dificuldades, e elas serão maiores se, na realização de determinadas tarefas e diante dos obstáculos, a gente desanima e não procura adaptação. Por exemplo, se cada vez que surgir uma contrariedade você tiver que mudar de ambiente, mudar de tarefa, se fechar no seu mundo íntimo, você não vai ter acesso à felicidade.

O acesso a felicidade depende da nossa adaptabilidade ao contexto que a vida nos ofereceu para viver.

Surge um desafio e a gente tem que buscar se adaptar ao contexto, lutando para melhorar. Diante de expressões negativas, reconheça o tipo de sentimento que te faz penalizar e retorne ao trabalho com ânimo renovado. Volte ao ponto de partida, se necessário, mas recomece. Porque é assim que a gente cresce.

A gente está cansado de saber o que precisa fazer. Embora nem sempre possa parecer, cada pessoa tem todos recursos de que precisa para melhorar e crescer.

Todavia, as carências que nos dominam, as inconformações que nós ainda nutrimos, nos levam a certos estados que criam verdadeiros embaraços aos nossos passos. Em tantas ocasiões, a gente se acomoda naquele velho automatismo continuado e fica estacionado numa posição de considerável desconforto.

Muitos companheiros, por sua vez, estão empenhados no campo de aprendizagem, mas permanecem ainda numa vida dúbia, o que não deixa de representar de algum modo falta de segurança no campo da eleição daquilo que propuseram. O grande segredo é a manutenção da harmonia íntima, não apenas em alguns momentos, mas sempre. Coisa que depende da gente, que depende da determinação. Quantas vezes não vem dentro do nosso íntimo aquele sentimento de querer abandonar as coisas, de abandonar o projeto, o ideal, largar a proposta? Se não temos a devida perseverança, no início, a gente abandona mesmo. Então, é preciso não se deixar levar. Nós temos que ser fortes para não deixar a peteca cair. São tantos os conhecimentos que estamos recebendo, tantos valores positivos de sustentação, e não podemos abrir a porta da nossa fragilidade. É preciso um ponto de reação. Nada vem de graça.

Se mantivermos na marcha evolutiva uma postura apática, fragilizada, acanhada, amanhã com certeza seremos cobrados porque agimos de forma indiferente.

Se formos ousados em demasia, amanhã também poderemos receber os efeitos da nossa precipitação.

Existe um grande desafio lançado no sentido de aprendermos a administrar os componentes que nos circundam. Todos eles, tanto os mais favoráveis como os mais difíceis.

Essa é a base da conquista. Para realizarmos nossos propósitos é preciso capacidade administrativa dentro do contexto. Embora sempre visitados por obstáculos, sacrifícios e tribulações, precisamos saber administrar o grau amplo das circunstâncias que nos tocam a cada momento. Este aprendizado é algo que dá certo.

Não sei se você já observou, mas nos dias atuais o sucesso para muitas pessoas não está no fato delas manterem constantemente a cabeça cheia de soluções e buscá-las o tempo todo. Não. Sabe o que é o sucesso para muita gente hoje? É chegar ao final de cada dia, olhar para trás e notar que elas agiram de forma acertada e que não criaram confusão. Concorda? Aquele que está querendo montar a todo custo um processo ideal de equacionamento de vida tem vivido frustrado.

É engraçado, mas temos por norma achar que tudo o que é obstáculo na vida tem que ser retirado.

Crescemos assim e mantemos essa ótica por um bom período de tempo, até que alcançamos visão mais abrangente do próprio mecanismo evolutivo. No início nós temos mesmo essa preocupação de querer resolver, e o tempo de fato mostra que nós não podemos perder esse estímulo de querer resolver. Essa vontade tem que estar presente a cada momento. No entanto, analisando o assunto com maior profundidade, aprendemos que o processo nem sempre é resolver a dificuldade, tirar a dificuldade do caminho. Tem muito problema se realizando hoje que não tem necessariamente que ser eliminado fisicamente. 

A gente está custando aprender que o painel de problemas que nos visita, que os problemas diversos em nossa órbita, não vão desaparecer. A dificuldade, sabemos bem, é instrumento para crescer, é um instrumento didático de aperfeiçoamento.

Como esperar evoluir sem ela? Um aluno pode passar para o estágio seguinte sem o desafio da prova? Tem jeito? Pode ocorrer de ficarmos tentando resolver um problema durante longo tempo e, de repente, sabe o que acontece? Desencarnamos, reencarnamos e retornamos de novo com ele. Então, a questão não é só buscar ficar livre. O desafio não é tirar a dificuldade tão somente, é administrar o processo e tentar melhorar as coordenadas. Enquanto nós estivermos lutando contra a dificuldade nós vamos ficar frustrados. O lance é saber ter força e condições para administrá-la. Força e condições para a administração das situações, saber administrar a própria vida.

Vale a pena registrar que existem muitos fatores que merecem ser trabalhados com tranquilidade e calma para que o encaminhamento dos fatos se dê sem inquietação, desastres e atropelos. Infelizmente, achamos difícil administrar certos caminhos, mas vamos lembrar que muito do sofrimento não se dá pelo excesso de peso que carregamos, e sim pela incapacidade de saber administrar as dificuldades. É fundamental desativarmos essa preocupação de querer resolver de maneira violenta, com a cara fechada, porque dessa forma a gente não aguenta.

Nós podemos ingerir no organismo uma boa quantidade de energia, mas ela também pode desaparecer em poucos minutos em razão da nossa preocupação.

O encaminhamento feliz dos fatos pressupõe vigilância e observação. E duas outras coisas são importantes: sorria e defina objetivos claros. Esforce-se por sorrir que o trabalho fica alegre. Se fechar a cara fica bem pior. Aquela criatura que é capaz de administrar suas emoções ganha diversos pontos na caminhada.

E quando ela tem um objetivo definido consegue administrar com facilidade os percalços. E vai longe.

A gente dissimula em muitas situações que está bem, que está tudo sob controle. Ficamos sorrindo para fora, mas o rosto mostra que não está tão bem assim.

Se bobear, a depressão chega e somos atacados por um medo tremendo dentro da gente.

E isso é decorrente sabe de quê? Da falta de naturalidade de vida íntima com a realidade que a evolução tem proposta para nós. Por isso é que muitos de nós somos trazidos ao evangelho pelos impactos e pelas dores, muitas delas morais. Muitas dessas dores em função dos acontecimentos que marcaram nosso psiquismo. Logo, uma coisa a gente sente: não dá para dissimular mais.

Vamos ficar atentos e não viver por conta das aflições, dos dramas e das reclamações. É preciso saber como anda a nossa consciência, especialmente no que se refere à administração das situações. Já estamos em uma fase nova da evolução em que isso é exigência para a estabilidade. Nós temos que entender o porque dos acontecimentos. Não há como vencer um obstáculo da caminhada sem essa capacidade perceptiva de base dos acontecimentos e dos fatos. E temos que nos habituar a ficar feliz, seguro, natural, porque com a continuidade dessa serenidade nós passamos a viver embaixo de um fluxo de luz.

24 de ago de 2014

Cap 45 - Seja Feliz Hoje - Parte 5

NÃO HIPERVALORIZE O SEU PROBLEMA

Nós somos vulneráveis em determinadas facetas da personalidade. Quantos casos de pessoas em sofrimentos, dentro dos lances das doenças que vigoram na atualidade, que estão visitadas por determinadas patologias e determinados transtornos porque estão desencorajadas de fazer, atuar, lutar e persistir? Preferem se entregar e se acomodam.

Nós precisamos compreender, antes de mais nada, que não adianta ficar chorando em cima daquilo que nos aperta. É preciso uma ótica mais abrangente.

É por isso que temos diversificação no mundo, uma universalização dos fatos. Enquanto alguém está fixado só na nuvem sobre a sua cabeça, o planeta está rodando em torno de si próprio, numa rotação, trazendo o sol e trazendo a noite. E o que concluímos? Que somos nós mesmos que elegemos uma noite contumaz e fechada.

Os danos provocados pelas conjunturas por que passamos, das mais simples às mais graves, decorrem menos dessas mesmas conjunturas do que do modo como as recebemos. Os acontecimentos não nos pertencem, mas a maneira de suportá-los depende de nós, do nosso estado interior de maior ou menor resistência moral.

Você já parou prá pensar que, de certa forma, não sofremos tanto pelos fatos que acontecem, mas sim pela avaliação que fazemos desses mesmos fatos? O problema do sofrimento não está tanto no campo concreto do acontecimento, está na faixa vibracional que implementamos diante do fato. Não é o acontecimento em si que pesa, é a dimensão que nós damos ao processo ou ao agente a que estamos vinculados.

O problema muitas vezes não são os fatos, e sim as nossas opiniões acerca deles.

Invariavelmente, sofremos muito mais pelo que a mente sugere do que pelo que o fato propriamente apresenta. Porque existem fatos e existem estados de alma e o fato de certa forma revela o estado de alma. Imagine que um parente ou amigo seu chega perto de você e diz assim: "Puxa vida, perdi o meu emprego hoje. Fui demitido. Você não imagina, estou arrasado!" Bem, vamos lá. Perder o emprego e ser demitido não é nada bom, é sempre um acontecimento desagradável. Mas cá prá nós, se é um fato que ele perdeu o emprego, é apenas a opinião dele que ele está arrasado. Está entendendo onde eu quero chegar?

E tem criaturas que vão ao extremo em tudo. A cabeça delas aumenta tudo, e todo extremista é um complicado. Acontece demais de alguém ficar analisando a contingência de sua vida e, de repente, começar a somar certos acontecimentos do dia a dia que justificam o seu estado de alma menos feliz. Não tem disso?

Surgiu um fato desagradável qualquer e o que acontece? Esse fato deveria ter sido visto como algo isolado, provisório, mas não. A pessoa acaba lhe dando dimensões muito maiores, transformando esse componente isolado em algo ampliado.

Ela começa a fazer avaliações em cima de um contexto relativo e acaba jogando o absoluto dento do relativo. Percebeu? Tem gente que vive um problema hoje e costuma reclamar dele daqui a seis meses: "Sabe, até hoje eu tenho as marcas daquele acontecimento." Outra pessoa pode ter passado por aquele mesmo problema no mesmo dia, naquele mesmo horário. De noite, fez uma prece, tomou uma providência e, pronto. Problema resolvido, saiu dele. E o primeiro continua queixando.

Outra coisa que a gente aprende, em termos de dificuldades, é que um acontecimento dificilmente vem sozinho. Então, vão vindo acontecimentos. A gente vai superando e o que mais nos preocupa é que, às vezes, coisas grandes, que poderiam nos causar desequilíbrio, são por nós resolvidas e passam, e a gente fica preso numa situação pequena. Não tem disso? Bate aquela frustração danada: "Meu Deus, o que é isso que está acontecendo? Eu já passei por tantas coisas piores na vida." Ficamos até sem entender. Falamos assim porque vencemos tantas dificuldades vultosas, e uma coisinha simples, uma situação de nada, uma coisinha à toa, uma gotinha d'água, chega e derruba a gente. Aquilo chega e desmorona a gente. A gente sente que tem dose de conhecimento para administrar a questão, sabe da estratégia certa a ser tomada, no entanto cai por uma coisa pequena.

Quantas vezes isso acontece?! No fundo, a criatura até tem os recursos necessários para encontrar a saída, mas porque não encontra? Este é outro ponto. Sabe porquê? Muitas vezes pela falta de uma iniciativa ou pelo orgulho doentio.

Tem gente que cultua uma situação inadequada e fecha o circuito de vida em cima daquilo que não deveria. Não tem gente assim? Até perde sabor da vida com esse tipo de coisa: "Ai, o meu problema. Aprendi que o problema da gente é intransferível. Fazer o quê? Ele é meu." Está correto isso? É uma forma adequada de encarar e viver?

A gente telefona para uma pessoa que está em dificuldade, pergunta prá ela "e aí, fulana, como é que vai?" E ela já vai logo dizendo: "Nossa, você não imagina o que eu estou passando. Sabe aquele problema que você conhece? Pois é, está cada vez pior." E, assim, ela vai arrastando a vida. Quantas pessoas a gente conhece e que estão vivendo assim? Vivem atribuladas, correndo. Para elas as coisas não param. Não tem tempo prá nada. Às vezes acontece dela fechar circuito só em cima do trabalho. Vai passando pela vida amarrada. Não cumprimenta ninguém porque não tem tempo. Acaba ficando uma pessoa insensibilizada. Não tem tempo nem para olhar uma pessoa amiga que encontra casualmente na rua. Mal esta pergunta e ela logo vai dizendo: "Blá, blá, blá..."

Você quer o quê? Ela vive sem tempo. Dá um espaço prá ela e ela logo entra no assunto. E na ótica dela razões existem, e razões suficientes que justificam a sua postura. Faz um dimensionamento de natureza íntima e hiper valoriza o problema, e realmente encontra um argumento para sua vida. E o interessante é que muitas dessas posturas são adotadas por pessoas religiosas. Não quebram as regras, não saem fora do esquema que elas mesmas montam, não saem do mundinho que edificaram, acham que tem que dar conta do recado da forma como ele veio.

Para ilustrar, vamos criar exemplos com nomes fictícios. Cláudia vive aquele padrão rotineiro. Sem mudança, sem sair do esquema traçado. Abrir-se para novas perspectivas? De forma alguma. Para ela tem o dia disso, tem o dia daquilo. No dia de fazer tal coisa tem que ficar só por conta do que está definido. Se bobear, o dia inteiro. Não pode ter mudança.

O Gustavo fica tão envolvido nas faixas que elege para si que passa o tempo e não sorri.

Seu Agenor vive só por conta da família. Isso, sem contar aqueles que transitam apenas no impacto da vida. A vai levando e, por fim, quanta gente desencarna debaixo de grande frustração? O que viveu exclusivamente para a família fica frustrado porque assim que desencarnou o filho mais velho saiu de casa, o do meio brigou com a irmã mais nova, e a situação familiar virou um alvoroço. 

Um outro também desencarna entristecido. Passou a vida inteira sem ter lido sequer um livro edificante. E no plano espiritual, o que não falta é argumento. Tem prá todos os gostos: "Olha, lá embaixo eu não tive tempo,... na minha casa o meu povo não me deixava sair,... Meu trabalho não me deu condições, era de sol a sol, e eu fiquei por conta disso." Não acontece assim? E sabe de uma coisa? Tem razão, ficou por conta mesmo. O que alegou que não tinha tempo descobre depois que tinha tempo e passa a sentir uma grande decepção.

Porque ele transformou a chance operacional da tarefa dele num fechamento de circuito.

Quantos simplesmente não passaram a vida presos nisto ou naquilo e não amaram? E amor é algo que não tem como ser guardado no cofre. Ele tem que ser trabalhado. 

A evolução é estrada intérmina e não há quem não precise de uma dose de sorriso. 

Sem contar que muitos de nós conhecemos aquelas pessoas resolutas e positivas que sabem administrar as situações, sabem se fazer presentes nos compromissos que decidem levar a efeito. Apertam daqui, ajeitam dali, mudam horário. Aproveitam as chances. São lances que não podemos deixar perder.

Não existe peso superior às nossas forças. Não existe. O que existe são planos que eu adoto, que você e adota e que qualquer um de nós adota, de hiper valorização das situações pelos fatores emocionais. Tem também a turma do "deixa isso", "esquece isso", "deixa prá lá". E a questão também não é esquecer as coisas. 

Tanto nossa hiper estimação dos acontecimentos, quanto a nossa indiferença dos fatos, tem nos feito sofrer. Quem somos nós para julgarmos as avaliações e as decisões dos outros?! Esse tipo de coisa fica a critério de cada qual. Está certo que cada individualidade tem o seu problema, e que o problema é individual, agora, deixar um problema inteiro ocupar toda a nossa estrutura, está errado.

Temos que saber conviver com as nossas deficiências e falhas. Elas não devem representar para nós fantasmas perturbadores de nossa ordem interior. Além do que, elas só passam a ter um sentido perturbador ou criar transtorno no campo mental quando começam a ser acalentadas por nós de maneira sistematizada.

Ficou claro? Assim, o que é necessário é saber dimensionar os fatos com naturalidade.

Temos que saber filtrar o que é bom, saber optar pelo melhor, a fim de que os impactos que a vida propõe possam ir sendo reduzidos e que possamos encontrar maiores expressões de felicidade, harmonia e paz. Em certos momentos, quando não pensamos nas soluções e adotamos determinadas providências de qualquer jeito, sem utilizarmos a inteligência, costumamos sofrer. E o que é pior, ainda fazemos outros à nossa volta sofrerem.

Os fatos tem que ser trabalhados e dimensionados com inteligência, tem que haver um redimensionamento do fato, para que aquilo que era de feição tenebrosa e triste passe a apresentar um sentido positivo. E para podermos entrar nessa capacidade administrativa do contexto, para sabermos tirar do negativo padrões positivos, e trabalharmos na eliminação desses padrões internos de sombra que nos machucam, é preciso usar uma alta dose de compreensão.

É preciso analisar a forma como estamos encarando acontecimentos. Por enquanto, a gente analisa determinadas circunstâncias pela nossa maneira de reagir, pelas nossas emoções, e não podemos mais deixar que as emoções estejam na ponta delas. É algo importante demais, o êxito depende dessa postura.

Existem estratégias que podemos avocar para nos auxiliar nos encaminhamentos.

Por mais duros que sejam, sempre podemos amenizar a intensidade dos efeitos.

Tudo começa a melhorar quando começamos, por exemplo, a comentar os nossos problemas com os outros com positividade, trocando ideias com equilíbrio.

À medida que passamos a abrir novos lances os fatores de sofrimento vão saneado de forma mais rápida. É interessante melhorar o estado de alma que vigora nas ações, nas decisões. Desarmar o coração, fazer as coisas com naturalidade, começar a trabalhar certas questões de frente, com coragem de encarar, parar de se esquivar.

Manter a capacidade de compreender, de entender, e não ficar se lamentando. Quando existir em sua órbita de vida um problema sério não deixe esse problema fechar circuito em sua mente. Assim que começamos a reduzir a hiper valorização do processo passamos a esquecer mais as nossas dores e dificuldades e passamos a dispensar um tempinho maior para os momentos felizes e bons.

Temos que começar a trabalhar o terreno íntimo do coração, iniciar um processo de terraplanagem ou coisa parecida. E começar a desativar o grito de contrariedade que o fato promove em nós.

Você pode dizer que o campo mental sozinho não faz milagre, que ele sozinho não vai resolver tudo. Certo. Concordo. E em momento algum eu disse o contrário. Todavia, é algo da maior importância para a nossa harmonia. É preciso ter em conta que se ele sozinho não vai resolver, ele, sozinho, relaciona, avalia e dá forças para que a gente possa chegar a bom termo. Não vamos nos esquecer: o nosso trabalho inicial é fixar ponto de referência ao nível de linhas mentais.

20 de ago de 2014

Cap 45 - Seja Feliz Hoje - Parte 4

SEJA FELIZ MESMO NA DOR

“NÃO SE TURBE O VOSSO CORAÇÃO; CREDES EM DEUS, CREDE TAMBÉM EM MIM.” JOÃO 14:1 “

"DEIXO-VOS A PAZ, A MINHA PAZ VOS DOU; NÃO VO-LA DOU COMO O MUNDO A DÁ. NÃO SE TURBE O VOSSO CORAÇÃO, NEM SE ATEMORIZE.” JOÃO 14:27

As almas imaculadas ainda não povoam a Terra e no planeta em que vivemos cada berço constitui o início de viagem laboriosa para o espírito necessitado de experiência.

Não é intenção nossa abordar o tema felicidade de forma negativa, mas vamos ser sinceros, o próprio Jesus a ninguém prometeu avenidas de sonho e horizontes azuis no planeta. Nenhuma criatura humana poderá marchar na experiência física o tempo todo debaixo de um céu sem nuvens, bem como não passará no mundo sem tempestades e nevoeiros, sem o fel de provas ásperas ou o assédio de tentações. Caminheiros eternos na estrada da evolução, somos todos espíritos encarnados submetidos a provas que devemos vencer. Em nosso aprendizado terrestre atravessamos dias de inverno ríspido e, mesmo buscando o bem, jornadearemos todos entre pedras e abismos, pantanais e espinheiros.

Vamos pensar uma coisa: Sofrer durante algum tempo e depois ver-se livre do sofrimento não é motivo de felicidade? O doente que recupera a saúde e o prisioneiro que alcança a liberdade já não se sentem, por isso, felizes? A saudade que aperta o coração não se transforma em alegria quando novamente passamos a ter ao nosso lado aqueles a quem amamos? O descanso não é muito mais prazeroso após o trabalho? Aliás, o descanso teria sentido se não fosse o trabalho? Você acha que pode existir vitória sem luta, conquista sem dificuldades? De certa forma, não é bom sofrer para depois se alegrar?

Eu acho que o grupo que tem estudado conosco é lúcido e discernido o bastante para entender que tudo na vida tem sacrifício, que tudo tem dor. Temos que aprender isso.

A felicidade neste mundo, onde tudo é relativo, não exclui o sofrimento. É assim que ela muitas vezes surge da dor, como a aurora surge da obscuridade da noite.

A jornada tem dessas coisas e a felicidade é assim. Ela representa o fruto de muito esforço e de muitas lutas. O bonito, que a gente está aprendendo, é que mesmo na dor a felicidade legítima fica atuando como lenitivo. Vencer é alcançar a felicidade. Obstáculos eu tenho, você tem, todo mundo tem, porém não significa que tenhamos que naufragar dentro daquele ponto ou daquele problema.

Os problemas não surgem para nos fazer desanimar, eles surgem sabe prá quê? Prá nos mostrar a grandeza da vida. Nós vencemos uma etapa e outras surgem.

É só pensar um pouco: se for tirado todos os espinhos e dificuldades que nos envolvem, sabe o que acontece? Nós acabamos nos distanciando dos valores espirituais, em razão das nossas deficiências. Sabedor de que a tempestade das contradições humanas não pouparia nem a ele próprio, o maior mestre de todos nos recomendou de forma sensata: "não se turbe o coração". A questão é essa.

A primeira condição para ser feliz é saber sofrer. Vamos abrir o coração e recolher a vontade do criador, porque um coração puro e destemido é garantia de consciência limpa e reta, e quem dispõe de consciência assim vence qualquer perturbação e treva por trazer em si mesmo a luz irradiante para o caminho da vida plena. Nós temos que saber administrar as situações que chegam. Não podemos nos investir contra os fatos, todavia quanto mais a gente consegue manter viva a oportunidade de amar e sorrir, de entender e compreender mais nós temos força para passar pelos impactos que a vida promove na pauta das circunstâncias. Não é fácil, aliás é um desafio para nós. Temos aprendido a cada momento que isso não deixa de ser uma conquista da maior importância.

As alegrias que nos envolvem, embora nem sempre pareça, são amplas. Vamos aprimorar a visão, saber extrair de um fato, de uma situação, de uma realidade, o que tiver de melhor. E independente de qual seja a dificuldade, é preciso manter o júbilo, exercitar e aprender a sorrir com a beleza e a grandeza da vida.

Quanto mais a gente consegue manter viva a oportunidade de amar e sorrir, de entender, de compreender, mais nós adquirimos força para passar pelos impactos que a vida promove. E quer saber mesmo de uma coisa? Começando a sorrir debaixo das situações menos felizes nós começamos a angariar a felicidade real. E outra coisa é fato: aquele que não aprender a sorrir nos momentos de dificuldade, dificilmente ele usufruirá do direito de sorrir com legitimidade.

É preciso laborar a jornada tentando evitar que os momentos infelizes assumam o comando, que as dificuldades assumam a tônica da vida. Nós temos que nos situar em um processo inteligente nos dias que passam. Às vezes, cultivamos certa irritação, tristeza ou sofrimento e acalentamos isso até mesmo por simples capricho pessoal. Isso é algo para pensar. Às vezes, por um estado menos feliz de nossa intimidade, nós deixamos de co-participar de muita coisa boa e prazerosa em nossa volta. De forma alguma podemos deixar que as intempéries da vida empalideçam as nossas relações de carinho, amizade e entendimento, porque a manifestação desse estado de relação saudável, positivo e seguro, é o oásis que nós realmente vamos estruturar para que a gente tenha força de modo a vencer as dificuldades a que estamos sujeitos na grande conquista. Vamos ter isso em conta. O mundo é um grande laboratório, e longe de expectativas negativas saibamos nos abastecer nos momentos felizes.

Conseguiu acompanhar? A época em que estamos vivendo está muito difícil e complexa para todos, e vai haver ocasiões em que será indispensável recorrer às provisões armazenadas no íntimo, nas colheitas dos dias de equilíbrio e abundância. Resultado? Não vamos deixar as paixões nos envolverem demais nos aspectos da negatividade. Nem deixar os momentos importantes se perderem. Precisamos desses bons momentos vividos para recompormos o destino e a força. Não vamos deixar esse nosso deserto ficar sem um oásis. Do contrário, sabe o que acontece? Por nos acharmos muito atribulados, desanimados e tristes, passamos de olhos fechados pelo oásis, de tão preocupados que ficamos com a etapa a seguir, e simplesmente não nos dessedentamos.

A vida é de uma beleza e sabedoria extraordinárias. Se temos adversidades, o que é normal, o problema é que em diversas ocasiões nós deixamos as intempéries empalidecer o nosso brilho e enfraquecer a nossa energia. E aí fica complicado. Ninguém está deserdado de oportunidades em favor de sua melhoria.

Ponha algo na sua cabeça: a vida que você está vivendo pode não ser a vida dos seus sonhos, mas ela pode ficar bem melhor do que está. Depende de você.

Portanto, por mais rude e difícil seja a sua tarefa no mundo não se atemorize e faça dela o seu caminho de progresso e renovação. Embora rujam trovões em torno da tua estrada, tranquiliza o coração, confia e segue em paz na direção do bem maior. Por mais sombrio o caminho a que seja conduzido, enriqueça-se com a luz do esforço no bem, pois nada existe no mundo que não possa transformar-se em respeitável motivo de trabalho e alegria. Nada de carregar no pensamento o peso morto da aflição inútil. Isso é algo que não adianta nada e apenas agrava a situação. Por fim, quando surgir no seu horizonte um daqueles dias pesados e difíceis, compelindo-te à inquietação e à amargura, não será proibido chorar. Chore, apenas não esqueça, em tempo algum, da divina companhia de Jesus.

Independente do nível de endurecimento da experiência, independente de qual seja a tua luta, não perca a oportunidade de deixar florir, de deixar expressar o sorriso em ângulos de amor, para que a vida possa ser irrigada nos momentos das dificuldades.

Ante a insegurança, que quer empalidecer os melhores valores, é preciso buscar a luz e a harmonia íntimas, para que em meio aos problemas não venhamos perder a alegria futura. Temos que laborar o cotidiano buscando evitar que os momentos infelizes assumam o comando da direção, que as dificuldades assumam a tônica da nossa jornada. Saber administrar e aprender a sorrir ante os padrões que a evolução nos oferece. Todo caos é resolvido pela misericórdia divina e aquele que deixar ofuscar a luz de amar em função dos problemas vai se defrontar na frente com problemas ainda maiores. Vamos aprender a chorar por dentro nos momentos difíceis e, ao mesmo tempo, ter sempre o sorriso expresso em nosso plano de relacionamento, de trabalho e de aplicação.

De algum modo, em que pesem as mais dolorosas lágrimas, já temos tido momentos de muito regozijo.

Esse negócio de reclamar da dor de cabeça, fechar a cara mediante a constatação de algum problema, não querer conversar com ninguém quando algo nos aborrece, é coisa prá ser alterada. É um procedimento ineficaz que apenas evidencia a nossa fragilidade íntima. Quanto mais a gente conseguir entender o mecanismo da evolução e manter viva oportunidade de amar e sorrir, mais forças vamos obter para passar pelos impactos de maneira satisfatória. Eu não estou dizendo que é fácil, mas isso é conquista da maior importância. É desafio para os dias de hoje. E nós precisamos exercitar dessa forma.

16 de ago de 2014

Cap 45 - Seja Feliz Hoje - Parte 3

A FELICIDADE É AGORA

É considerável o número de criaturas que vivem quase que exclusivamente presas ao passado.

Todos nós conhecemos pessoas assim. Parece que o tempo parou para elas e deixou marcas profundas na intimidade. Constantemente desanimadas e desinteressadas, não estão dispostas a serem felizes hoje. Para elas, o presente representa em certos ângulos apenas escombros do desmoronamento de valores que mantinham a segurança e a luz acesa.

Deixaram esperanças nos pretéritos do caminho e perderam o foco no porvir. Aparentam ter perdido aquele brilho nos olhos e jogado a toalha para a realização de novos sonhos.

A conversa quase sempre se volta para os tempos remotos: "Eu já fui muito feliz em uma determinada época da minha vida. Você tinha que ver." E aí vai. A conversa vira um rosário sobre o passado que era bom, que ela fez isso lá atrás, fez aquilo, e por aí afora. "Depois que me aconteceu aquilo, depois que eu perdi aquela pessoa, eu nunca mais tive alegria." Esses são exemplos bem simples de pensamentos exteriorizados por um agrupamento de saudosistas que, por razões as mais diversas, prendem-se às retaguardas da existência. É triste, sem dúvida, mas existem muitas pessoas assim. E o que podemos dizer? Que é chegada a hora de retificarem conceitos e reerguerem a chama do entusiasmo. Por uma razão simples, quem se liga apenas ao ontem se prende.

Outros insistem em se manterem presos às linhas de ansiedade direcionadas ao futuro.

Felicidade? Não, também não são felizes hoje. A felicidade para eles sempre depende de algo. Representa um fim, quando na verdade deveria constituir-se em meio. Percebeu? Idealizam a felicidade como algo do amanhã, colocam-na como consequência, como a resultante da realização de certo objetivo ou da resolução de algum problema: "Eu serei feliz quando passar no concurso, quando tiver meu carro zero quilômetro, quando morar sozinho, quando mudar de emprego, quando comprar minha casa, quando conhecer meu grande amor, quando não sentir mais dores na coluna, quando ficar livre daquele problema." Em outras palavras, não são felizes hoje, serão felizes quando.

Só se esquecem que a vida é dinâmica, que ao realizarmos um objetivo imediatamente idealizamos novo, e que após a solução de um problema outros chegam a exigir-nos atenção e providências. 

Quem trabalha apenas fixado no futuro pode ficar em um plano subjetivo ou alienado. 

Quanto mais formalizamos nossa alegria em uma pretensa conquista de bem estar lá na frente mais difícil fica a nossa caminhada. Quem coloca a felicidade como destino não consegue ser feliz no percurso.

Os dois grupos aos quais nos referimos, de passado e futuro, são de criaturas que não estão sabendo viver adequadamente o momento atual. Prendendo-nos de forma rígida ao passado ou nos limitando às diretrizes do futuro não vivemos.

No fundo do coração todos nós alimentamos direitos e propostas, sonhos e esperanças, e temos no mínimo o direito de sermos felizes. Claro que devemos sonhar e investir no futuro, mas é imperioso encontrarmos a felicidade no agora, porque ela se formaliza no minuto em que vivemos. Viver é um ato do presente, só podemos viver o agora.

Se alguém quiser ter dias melhores, se está querendo uma posição mais segura, mais tranquila, pelo que nós temos aprendido, procure ser feliz agora, ainda que essa felicidade não possa ser ampla em razão dos problemas que traz. Vamos nos conscientizar que passamos por trânsitos muito difíceis na vida, mas com aquela certeza de que estamos vivendo momentos difíceis em virtude das causas infelizes que semeamos lá atrás. O indivíduo que está evoluindo conscientemente não perde esse entendimento de maneira nenhuma. Cada circunstância vivida por ele é um verdadeiro laboratório capaz de oferecer respostas das mais diversas para ele. Logo, vamos tocar a bola para a frente e aproveitar as oportunidades, vamos ser felizes naquilo que vivemos.

A gente precisa parar de sonhar com a felicidade em um plano beatífico ou etéreo para começar a vivê-la e senti-la agora. Porque sentir? Porque a felicidade tem que ser experimentada por nós, só vamos ser felizes experimentando-a.

A evolução prossegue sempre, não é? E a perfeição só existe em Deus. Agora, não quer dizer que você só será feliz quando estiver lá na ante-sala do criador. Ah, para com isso. Não quer dizer que vamos ser feliz somente quando chegarmos lá. Não é por aí. O universo seria um poço sem fim de inquietudes se esperássemos a felicidade somente lá na frente. Para ser feliz ninguém precisa estar na ponta da jornada, no ápice da realização. Eu não preciso estar lá nas alturas para ser feliz. Aliás, quanto mais alguém esperar pela felicidade somente lá na frente, mais difícil fica a sua caminhada.

A harmonia não depende de uma correria ou de uma chegada mais rápida ao objetivo. Esse objetivo tranquilamente pode ser encontrado no agora. Nós podemos ser felizes agora, harmonizando o coração com a paciência necessária. Para isso, basta um ajuste e uma coerência entre o que se sabe e o que se faz. Ou seja, vamos trabalhar com carinho para a nossa felicidade hoje.

Podemos ser feliz agora, sem essa de apavoramento com o que virá. Levantemos os olhos e sigamos em frente começando hoje mesmo, pois somos chamados a viver um só dia de cada vez sempre que o sol se levanta. E pare com essa coisa de ficar se comparando com os outros. Corte isso. Você precisa saber se você está bem no patamar em que se encontra, porque esse ajuste por si só já propicia uma segurança maior.

O tempo é a corrente que flui dos eventos temporais percebidos pela consciência e para o homem surge como uma sucessão de eventos reconhecidos e diferenciados. A ciência hoje tem vencido, com tecnologia, tempo e espaço, dois componentes por sinal que estão presentes no relativo. Ela tem vencido no seu sentido acentuadamente físico, no seu sentido humano.

Uma coisa é o plano relativo do nosso terreno e outra é o plano abrangente universal do espírito fora dos parâmetros apertados desses fatores. O que estamos querendo dizer? Que à medida em que ascendemos e progredimos interiormente a visão amplificada dessa sucessão é tal que passamos a discerni-la cada vez mais em sua totalidade. Aquilo que anteriormente surgia como sequência de eventos passa a ser visto como um círculo inteiro perfeitamente relacionado. Na medida em que progredimos nós passamos a vencer tempo e espaço, e vencendo tempo e espaço notamos que está havendo evolução.

À medida que vamos crescendo dentro do contexto espiritual tempo e espaço vão desaparecendo. Vamos progredindo e vamos notando que tempo e espaço se decompõe, que eles se desativam e nós passamos a transformar aquela ideia cronológica do ontem, do hoje e do amanhã naquilo que chamamos de eterno.

O momento que caminhamos é abrangente e precisamos aprender a sair da vida relativa do agora para vivermos o eterno, aprender a viver agora na moldura da eternidade. Então, na eliminação da esteira de espaço e tempo a pessoa vive o eterno. Eterno é exatamente a eliminação da esteira de espaço e tempo.

E sabe quando é que vivemos o eterno? Quando nós acabamos com as aflições, quando nós sequenciamos a jornada sem comparações, sem nos compararmos com os outros, sem dissensões, quando operamos no nosso relativo, cada um fazendo o seu papel na pauta própria do que é capaz de operar.

12 de ago de 2014

Cap 45 - Seja Feliz Hoje - Parte 2

A FELICIDADE É ÍNTIMA

“16REGOZIJAI-VOS SEMPRE. 17ORAI SEM CESSAR. 18EM TUDO DAI GRAÇAS, PORQUE ESTA É A VONTADE DE DEUS EM CRISTO JESUS PARA CONVOSCO.” I TESSALONISSENCES 5:16-18  

“6NÃO ESTEJAIS INQUIETOS POR COISA ALGUMA; ANTES AS VOSSAS PETIÇÕES SEJAM EM TUDO CONHECIDAS DIANTE DE DEUS PELA ORAÇÃO E SÚPLICA, COM AÇÃO DE GRAÇAS.” FILIPENSES 4:6

Aos nossos olhos, o mundo está girando mais rápido do que no tempo dos nossos avós.

Os ponteiros dos relógios giram incansáveis, o planeta evolui e essa evolução vem jogando tanta coisa para nós no campo do reconforto. Tantas tecnologias novas, praticidades e comodidades no plano do dia a dia, mas que a gente, com toda a sinceridade, não está tendo condição de usufruir de tudo isto cem por cento.

Essa é a pura verdade. Se prestarmos atenção direitinho nós vamos ver que no fundo não existe um usufruto muito tranquilo disso tudo. Aliás, quem está usufruindo mesmo é quem está desligado, quem não está nem aí pra nada, só está querendo curtir a vida, o que nem sempre é sinônimo de um usufruto adequado.

A alegria tantas vezes se resume naquele interesse imediatista. O mundo continua rodando e a multidão luta para vencer, não o mundo como Jesus ensinou, mas vencer no mundo. Ainda insiste em se manter situada nos métodos de felicidade relativa, e haja sofrimento para ensinar e tocar o coração de tanta gente. 

Por falar nisso, em toda parte encontramos pessoas cabisbaixas, curvadas, semblantes fechados, olhares abatidos. Tristes, agoniadas sem motivo ou exaustas sem razão aparente, transitam pelos consultórios médicos e recorrem a casas religiosas suplicando prodígios. Isolam-se na inutilidade e choram de tédio. Surpresas, confessam desconhecer a causa dos males que as assoberbam. Alegam ser vítimas e clamam de forma infundada contra o meio em que vivem. E muitas delas, ao invés de situarem a mente no caminho natural da evolução, atiram-se aos despenhadeiros da margem.

A felicidade existe mesmo? Ela é realidade efetiva ou não passa de uma grande ilusão? Muita gente no fundo questiona isso. Se não existe porque consiste em aspiração de todas as gerações através dos séculos e milênios? Já não seria tempo do homem se desiludir e parar de procurá-la? Se existe porque muitos não a encontram, embora a procurem com tanta garra e empenho? Puxa vida, esta é a questão. Ora, um ponto básico para tudo é a manutenção do equilíbrio.

Que a terra hospeda multidões de espíritos endividados, tanto quanto nós mesmos, todos sabemos e não é novidade para ninguém. Até aí não há motivo para alarde. Tudo o que acontece no planeta é inevitável, apenas não podemos dar aos acontecimentos contrários à harmonia atenção alguma além da necessária. Como acontece com o indivíduo que consome alimento deteriorado, se enchermos o cérebro de preocupações descontroladas inclinamos de imediato ao desequilíbrio. Isto é fato. Para início de conversa, quem elegeu o evangelho por roteiro de caminhada tem a obrigação de andar no mundo, ainda conturbado e sofredor, sem gastar tempo e energia em questões supérfluas, prosseguindo firme na estrada de entendimento e serviço que o Senhor nos traçou.

Se o assunto é felicidade muitos indivíduos ficam desapontados em relação a ela, o que geralmente origina incredulidade e pessimismo. E sabe em que base se origina esse desapontamento? Numa coisa simples, no fato de que esses indivíduos a procurarem no exterior, onde ela não está. Aí fica muito difícil achá-la.

O assunto exige atenção, e somente nos transferindo da inércia para o trabalho em favor da redenção própria é que vemos que a situação é diferente. A felicidade é um fato desde que a procuremos onde ela realmente se encontra, e sabe onde é? Dentro de nós mesmos. Muitos supõe, erroneamente, que ela depende de condições e circunstâncias externas, quando todo o seu segredo está em nosso foro íntimo, em nossa intimidade. O problema da felicidade é de natureza espiritual. Circunscrito à esfera material jamais o indivíduo o resolverá.

O anseio de felicidade que todos sentimos vem do espírito, são protestos de uma voz interior. A felicidade, em sua expressão máxima, é intangível, não ocupa espaço.

Ela decorre do estado de alma, não de uma coisa. Substantivo abstrato, não pode nascer de posses efêmeras que se transferem de mão em mão e tampouco está em cofres que a ferrugem consome. Não estou aqui desconsiderando a luta sadia pela conquista de valores tangíveis. De forma alguma, longe disso. Apenas precisamos saber que um bem material, seja ele qual for, pode fazer alguém feliz, mas a felicidade não está contida nele. Toda a engrenagem da harmonia íntima não se encontra fora de nós, mas dentro de nós mesmos.

A verdadeira construção da felicidade só se fará com bases legítimas no espírito das criaturas.

Todos nós fomos criados para a felicidade. Sem exceção. E as graças divinas estão em nós e não as percebemos. A verdade é que é impossível ser feliz sem uma elaboração profunda na intimidade da alma. Não existe nenhuma proposta realizadora de felicidade sem um lance de interioridade do ser. Sem o patrimônio dos nossos valores íntimos não conseguiremos vencer do ponto de vista da felicidade e da paz a que estamos sempre atentos em proclamar como sendo nossas necessidades primárias. Nenhuma alegria ambiente poderá será verdadeira em nós sem a implícita aprovação da nossa consciência.

O princípio gerador da alegria e da tristeza é a vida que levamos a nível mental e operacional. Veja o caso do evangelho, ele espera de nós uma alegria legítima, alicerçada na mais perfeita elevação espiritual, não apenas aquele sorriso tantas vezes mascarado pelas ilusões e contingências puramente humanas.

9 de ago de 2014

Cap 45 - Seja Feliz Hoje - Parte 1

EM UM MUNDO ATRIBULADO

Em algum momento você já parou prá pensar que apesar do enorme avanço tecnológico que nos envolve na atualidade, em todos os sentidos, e que tem por finalidade melhorar as condições de vida dos seres humanos, ainda somos visitados por situações que nos ocasionam elevado desconforto na intimidade da alma?

No mundo atual, inovações estão acontecendo de forma muito rápida. Você compra hoje um aparelho celular ou outro produto de alta tecnologia e antes do final do ano modelos mais avançados já surgiram, menores ou maiores, mais bonitos, com mais opções de uso e mais praticidade. Sem dúvida, todos notamos isso, e notamos também que por mais avançadas as conquistas da ciência o chamamento do mundo, os valores que ele oferece, visam nos propiciar um reconforto no âmbito de fora para dentro, quando a felicidade legítima é de dentro para fora.

Eu me lembro que em certa ocasião, coisa de alguns anos atrás, quando convidado para falar de uma passagem do evangelho em um núcleo espiritual, uma senhora que me precedeu nos estudos, muito simpática por sinal, expressão doce, voz suave e olhos singelos, começou dizendo na sua explanação: "Calamidades. Nós vivemos em um mundo de calamidades!" Confesso a você que apesar de bem intencionada ela falou bobagem. Isso mesmo, falou o que não devia e o que não sabia.

Embora seja uma tendência natural de muitas pessoas abominarem o mundo, a questão não é bem assim. Porque não podemos viver dissociados das contingências do mundo, para o qual Deus mandou o seu filho unigênito não para o condenar, mas redimir. É só uma questão de analisar um pouco. Não podemos mais ficar nessa de amaldiçoando o mundo que nos acolhe. Precisamos do mundo. Sem ele não há material para trabalho. Precisamos dos valores que o mundo oferece para edificarmos o nosso crescimento. Não tem como obter evolução efetiva distanciado dos valores tangíveis, não tem como evoluir em um plano etéreo, servindo aos anjos. Nossa capacidade realizadora não pode se processar em cima de um plano subjetivo. É no globo terrestre que edificamos as bases sólidas de nossa ventura, com inteligência, trabalho, persistência e fé.

E não é possível crescer reclamando das dificuldades. A queixa inútil enfraquece o nosso otimismo e gera desconfiança e perturbação. Independente da condição perceptiva acerca da realidade por parte das criaturas humanas, o bem invariavelmente está presente em toda a extensão universal. Para se ter ideia, a própria dor, a própria enfermidade e os desafios da vida representam componentes indutores da evolução do ser, seja no respaldo dos débitos perante a lei ou seja na instauração de projeção para o crescimento consciente.

Cada um tem a sua cruz para carregar, o que é inegável, e os acontecimentos do cotidiano nos convocam a consolidar a paz em meio a um mundo em aparente desarmonia.

Note bem, eu disse aparente, porque tudo está debaixo da harmonia e equilíbrio superior. Não pode ser diferente, a serenidade que buscamos tem  que ser conquistada dentro do tumulto.

A vontade de Deus se expressa pelas circunstâncias da existência e compete a nós compreendê-la na essência. As circunstâncias que nos alcançam expressam a vontade de Deus a nosso benefício, a todo momento e em todos os lugares. Nada na vida é por acaso, vamos repetir, a circunstância é a vontade do criador em favor da criatura. Quem gerencia o mundo e diligencia providências para que o mundo sofre menos é Deus. Deus dispõe e nós temos que aprender a trabalhar com o que Ele nos dispõe, e ponto final. As circunstâncias são lances de um papel importantíssimo na nossa vida e a questão é que nós praticamente rejeitamos todas. Não estamos sabendo viver de forma adequada ante as circunstâncias que nos tocam, pois somos inconformados diante delas e buscamos criar outras. E desconsideramos durante a trajetória que é nelas que estão presentes aquelas gemas preciosas, aqueles padrões valiosos, que vão nos projetar para um estado de segurança e harmonia.

O momento de transição em que nós vivemos é um momento todo peculiar no campo evolucional da humanidade. O mundo em transição, embora vigorando tamanha conturbação, é algo da maior validade para cada um. É laboratório em que a gente pode realizar várias conquistas e resolver muitos problemas íntimos num curto prazo de tempo. Basta querer.

Estamos vivendo momentos importantes nessa transição. Só para se ter ideia, repare que antigamente era preciso viver vários anos para se poder sedimentar um novo componente, para darmos o passo seguinte. Hoje não, é tudo bem mais rápido, em prazos bem menores nós estamos sendo levados e isso é um sinal característico de transição. A terra nas últimas décadas, coisa de setenta, sessenta ou cinquenta anos atrás, apresentou mudanças expressivas em todos os sentidos, seja no filosófico, tecnológico, na pesquisa científica, enfim, no campo de todas as frentes em que o trabalho e o progresso se desenvolvem.

Muitas das coisas que eram estudadas nos livros a cinquenta, quarenta anos atrás, ou até menos, já estão superadas. Hoje é outra coisa, é outra sistemática, o que mostra que esse mecanismo funciona com uma rapidez incrível abrindo novas condições para a vida. É óbvio que muitos companheiros não estão aproveitando as oportunidades, estão valendo-se desse momento tumultuado para entrar com os dois pés nas dificuldades complicando ainda mais o destino.

Todavia, enquanto isso nós podemos dar passos avantajados, que vão representar no fritar dos ovos verdadeiros saltos nas estruturas que nos tem sido abertas. Sem dúvida, podemos ter chances inimagináveis de trabalho e muitos, inclusive, estão sendo convocados a se valer desse momento que se transforma num verdadeiro laboratório de compreensão, ajuda e auxílio. Estão sendo convocados a reclamarem menos, lamentarem menos e aproveitarem mais. 

5 de ago de 2014

Cap 44 - A Arca e o Holocausto - Parte 11 (Final)

O SUAVE CHEIRO

“20E EDIFICOU NOÉ UM ALTAR AO SENHOR; E TOMOU DE TODO O ANIMAL LIMPO E DE TODA A AVE LIMPA, E OFERECEU HOLOCAUSTO SOBRE O ALTAR. 21E O SENHOR SENTIU O SUAVE CHEIRO, E O SENHOR DISSE EM SEU CORAÇÃO: NÃO TORNAREI MAIS A AMALDIÇOAR A TERRA POR CAUSA DO HOMEM; PORQUE A IMAGINAÇÃO DO HOMEM É MÁ DESDE A SUA MENINICE, NEM TORNAREI MAIS A FERIR TODO O VIVENTE, COMO FIZ.” GÊNESIS 8:20-21

Noé ofereceu um holocausto sobre o altar e não debaixo do altar. O que a gente pode concluir daí? Que o holocausto que nos cabe realizar, aquele testemunho pessoal que nos compete com base no que temos aprendido, deve ser sobre o altar.

Se almejamos felicidade e harmonia não temos como começar um trabalho novo de crescimento em cima dos mesmos vícios e erros de comportamento. Está dando para entender? Não adianta imolar-se e sacrificar-se na gravitação do interesse pessoal.

Pense comigo, a criatura imolar-se no seu interesse próprio equivale a uma reconstrução em cima do escombro. Desativou algo para edificar algo maior, desmanchou uma casa para construir um edifício, só que é tudo visando o interesse pessoal dela. E se você analisar bem, toda a nossa vida vem sendo feita e refeita assim, em cima dos escombros, e a construção em cima de escombro é o mesmo que construção sobre o cadáver. E construção sobre o cadáver resulta em quê? Ela cheira mal.

Acontece, às vezes, da gente ter uma doença grave ou um problema mais sério, mais contundente, que nos alcança, que nos infelicita, e a gente diz: "Ai, meu Deus, eu tenho que mudar, eu tenho que fazer algo porque eu não estou aguentando!"

Não é assim? E o que estamos buscando fazer no dia de hoje é exatamente isso, estamos planejando, estamos buscando novas diretrizes. É até possível que a doença ou aquele acontecimento menos feliz que nos machucou e nos trouxe ao estudo do evangelho tenha sanado, mas o que estamos fazendo agora? Estamos sequenciando a caminhada, arregimentando valores para edificar um processo novo. Isso é que é interessante de se ter em conta. E esse processo edificado sobre um novo ângulo resulta em quê? Faz com que o Senhor sinta o "suave cheiro", um cheiro mais agradável. É claro que não vamos eliminar por completo os cadáveres. Não tem como, afinal de contas existem os abutres, as aves de limpeza que vivem disso, mas Ele sente o suave cheiro.

Agora, não é o cheiro no seu sentido físico não. É em outra conotação, esse cheiro é um instrumento didático utilizado dentro da simbologia presente nas escrituras.

Esse cheiro tem o sentido da expressão da presença, em que às vezes a criatura passa e deixa o cheiro. Define a percepção e a homologação do plano superior em relação aos nosso propósitos. Deu para ficar claro? Simboliza a natureza da nossa irradiação, quando ela tem exatamente esse sentido de clareamento e de autenticidade pessoal. O cheiro é suave porque existe fidelidade na emissão, porque existe um sentido ampliado vigorando dentro do contexto.

Porque se essa emissão não for assim, se ela for uma emissão essencialmente conspurcada, trabalhada em termos de profundo egoísmo pessoal, esse cheiro suave com certeza não vai ser exalado, é possível até que sai outro tipo de odor.

Nós sabemos que o homem que pratica verdadeiramente o bem vive no seio de vibrações construtivas e santificantes da gratidão, da felicidade e da alegria, e à medida que há uma dinâmica adequada dos potenciais, por meio de uma valorização ampla, esse praticante vai tornando-se usufrutuário de todos os recursos e de todas as benesses que dimanam de modo continuado dessas realizações.

Outro ponto fundamental é que esse cheiro trazido em exame passa a se expressar no natural da gente. Isto é, ele é resultante natural do encaminhado positivo e vai expressar o estágio evolutivo em que a criatura está. Vamos explicar melhor porque isso tem que ficar bem claro. Esse cheiro não é aquele momento em que a criatura toma banho e passa desodorante ou perfume.

Ele não se expressa tanto pela eventualidade de manifestação de alguém, que pode acontecer em determinados momentos. Por exemplo, o indivíduo faz uma prece com todo carinho e toda manifestação de sentimento. Durante alguns momentos essa prece pode irradiar luzes e odores suaves, nem sempre perceptíveis à natureza humana, e que podem felicitar muita gente, não pode?

Mas na hora em que a prece acaba, e que foi um momento diferenciado no padrão vibracional desse indivíduo, o que acontece? Ele volta ao seu padrão normal, para o seu trivial, não volta? E esse trivial é o que caracteriza o grau de seu avanço concreto e efetivo. Percebeu? Logo, quando eu entro em prece ou irradio algo elevado e diferente do meu comum, do meu padrão normal, eu estou trabalhando com a ave, que deu um vôo e está voltando, ao passo que o meu natural, o meu comum de toda hora, é o animal, onde eu trabalho a cada instante.

"E o Senhor sentiu o suave cheiro, e o Senhor disse em seu coração: não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem; porque a imaginação do homem é má desde a sua meninice, nem tornarei mais a ferir todo o vivente, como fiz." (Gênesis 8:21) A meninice já sugere uma criança mais grandinha, o que nos mostra que desde os primeiros movimentos da vida mental desperta começam a se expressar os padrões de ressonância cármica na individualidade.

E vamos analisar esse amaldiçoar. O sufixo dessa palavra está no dizer, na dicção, na expressão, na verbalização, isto é, ou você maldiz ou bendiz. O criador não amaldiçoa ninguém, o maldizer e o bendizer estão incrustados na base fundamental da ação. A verbalização, seja ao nível de palavras, pensamentos e ação, na tarefa que levamos a efeito, traz a moldura vibratória a expressar a natureza intrínseca dela. Essa natureza é que pode ter sentido positivo ou negativo.

De forma que nós somos incriminados, absolvidos ou exaltados positivamente no ato operado. O amaldiçoar passa, com muito mais propriedade, a estar encravado na nossa própria ação de cada momento, que já define na base, positiva ou negativamente, o resultado. Não tem mais que amaldiçoar a terra, essa terra como sendo a soma de valores no campo coletivo ou no plano íntimo da personalidade, porque é como se vigorasse um sistema novo em que o grau de sensibilidade e percepção segue no sentido positivo da lei, ou seja, dentro da lei de causa e efeito os padrões positivos não geram resposta de dor.

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