12 de ago de 2014

Cap 45 - Seja Feliz Hoje - Parte 2

A FELICIDADE É ÍNTIMA

“16REGOZIJAI-VOS SEMPRE. 17ORAI SEM CESSAR. 18EM TUDO DAI GRAÇAS, PORQUE ESTA É A VONTADE DE DEUS EM CRISTO JESUS PARA CONVOSCO.” I TESSALONISSENCES 5:16-18  

“6NÃO ESTEJAIS INQUIETOS POR COISA ALGUMA; ANTES AS VOSSAS PETIÇÕES SEJAM EM TUDO CONHECIDAS DIANTE DE DEUS PELA ORAÇÃO E SÚPLICA, COM AÇÃO DE GRAÇAS.” FILIPENSES 4:6

Aos nossos olhos, o mundo está girando mais rápido do que no tempo dos nossos avós.

Os ponteiros dos relógios giram incansáveis, o planeta evolui e essa evolução vem jogando tanta coisa para nós no campo do reconforto. Tantas tecnologias novas, praticidades e comodidades no plano do dia a dia, mas que a gente, com toda a sinceridade, não está tendo condição de usufruir de tudo isto cem por cento.

Essa é a pura verdade. Se prestarmos atenção direitinho nós vamos ver que no fundo não existe um usufruto muito tranquilo disso tudo. Aliás, quem está usufruindo mesmo é quem está desligado, quem não está nem aí pra nada, só está querendo curtir a vida, o que nem sempre é sinônimo de um usufruto adequado.

A alegria tantas vezes se resume naquele interesse imediatista. O mundo continua rodando e a multidão luta para vencer, não o mundo como Jesus ensinou, mas vencer no mundo. Ainda insiste em se manter situada nos métodos de felicidade relativa, e haja sofrimento para ensinar e tocar o coração de tanta gente. 

Por falar nisso, em toda parte encontramos pessoas cabisbaixas, curvadas, semblantes fechados, olhares abatidos. Tristes, agoniadas sem motivo ou exaustas sem razão aparente, transitam pelos consultórios médicos e recorrem a casas religiosas suplicando prodígios. Isolam-se na inutilidade e choram de tédio. Surpresas, confessam desconhecer a causa dos males que as assoberbam. Alegam ser vítimas e clamam de forma infundada contra o meio em que vivem. E muitas delas, ao invés de situarem a mente no caminho natural da evolução, atiram-se aos despenhadeiros da margem.

A felicidade existe mesmo? Ela é realidade efetiva ou não passa de uma grande ilusão? Muita gente no fundo questiona isso. Se não existe porque consiste em aspiração de todas as gerações através dos séculos e milênios? Já não seria tempo do homem se desiludir e parar de procurá-la? Se existe porque muitos não a encontram, embora a procurem com tanta garra e empenho? Puxa vida, esta é a questão. Ora, um ponto básico para tudo é a manutenção do equilíbrio.

Que a terra hospeda multidões de espíritos endividados, tanto quanto nós mesmos, todos sabemos e não é novidade para ninguém. Até aí não há motivo para alarde. Tudo o que acontece no planeta é inevitável, apenas não podemos dar aos acontecimentos contrários à harmonia atenção alguma além da necessária. Como acontece com o indivíduo que consome alimento deteriorado, se enchermos o cérebro de preocupações descontroladas inclinamos de imediato ao desequilíbrio. Isto é fato. Para início de conversa, quem elegeu o evangelho por roteiro de caminhada tem a obrigação de andar no mundo, ainda conturbado e sofredor, sem gastar tempo e energia em questões supérfluas, prosseguindo firme na estrada de entendimento e serviço que o Senhor nos traçou.

Se o assunto é felicidade muitos indivíduos ficam desapontados em relação a ela, o que geralmente origina incredulidade e pessimismo. E sabe em que base se origina esse desapontamento? Numa coisa simples, no fato de que esses indivíduos a procurarem no exterior, onde ela não está. Aí fica muito difícil achá-la.

O assunto exige atenção, e somente nos transferindo da inércia para o trabalho em favor da redenção própria é que vemos que a situação é diferente. A felicidade é um fato desde que a procuremos onde ela realmente se encontra, e sabe onde é? Dentro de nós mesmos. Muitos supõe, erroneamente, que ela depende de condições e circunstâncias externas, quando todo o seu segredo está em nosso foro íntimo, em nossa intimidade. O problema da felicidade é de natureza espiritual. Circunscrito à esfera material jamais o indivíduo o resolverá.

O anseio de felicidade que todos sentimos vem do espírito, são protestos de uma voz interior. A felicidade, em sua expressão máxima, é intangível, não ocupa espaço.

Ela decorre do estado de alma, não de uma coisa. Substantivo abstrato, não pode nascer de posses efêmeras que se transferem de mão em mão e tampouco está em cofres que a ferrugem consome. Não estou aqui desconsiderando a luta sadia pela conquista de valores tangíveis. De forma alguma, longe disso. Apenas precisamos saber que um bem material, seja ele qual for, pode fazer alguém feliz, mas a felicidade não está contida nele. Toda a engrenagem da harmonia íntima não se encontra fora de nós, mas dentro de nós mesmos.

A verdadeira construção da felicidade só se fará com bases legítimas no espírito das criaturas.

Todos nós fomos criados para a felicidade. Sem exceção. E as graças divinas estão em nós e não as percebemos. A verdade é que é impossível ser feliz sem uma elaboração profunda na intimidade da alma. Não existe nenhuma proposta realizadora de felicidade sem um lance de interioridade do ser. Sem o patrimônio dos nossos valores íntimos não conseguiremos vencer do ponto de vista da felicidade e da paz a que estamos sempre atentos em proclamar como sendo nossas necessidades primárias. Nenhuma alegria ambiente poderá será verdadeira em nós sem a implícita aprovação da nossa consciência.

O princípio gerador da alegria e da tristeza é a vida que levamos a nível mental e operacional. Veja o caso do evangelho, ele espera de nós uma alegria legítima, alicerçada na mais perfeita elevação espiritual, não apenas aquele sorriso tantas vezes mascarado pelas ilusões e contingências puramente humanas.

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