21 de set de 2014

Cap 45 - Seja Feliz Hoje - Parte 11

A ESPADA I

“NÃO CUIDEIS QUE VIM TRAZER A PAZ À TERRA; NÃO VIM TRAZER PAZ, MAS ESPADA;” MATEUS 10:34

“E ELE TINHA NA SUA DESTRA SETE ESTRELAS; E DA SUA BOCA SAÍA UMA AGUDA ESPADA DE DOIS FIOS; E O SEU ROSTO ERA COMO O SOL, QUANDO NA SUA FORÇA RESPLANDECE.” APOCALIPSE 1:16

“TOMAI TAMBÉM O CAPACETE DA SALVAÇÃO, E A ESPADA DO ESPÍRITO, QUE É A PALAVRA DE DEUS.” EFÉSIOS 6:17

“PORQUE A PALAVRA DE DEUS É VIVA E EFICAZ, E MAIS PENETRANTE DO QUE ESPADA ALGUMA DE DOIS GUMES, E PENETRA ATÉ À DIVISÃO DA ALMA E DO ESPÍRITO, E DAS JUNTAS E MEDULAS, E É APTA PARA DISCERNIR OS PENSAMENTOS E INTENÇÕES DO CORAÇÃO.” HEBREUS 4:12

O evangelho, todo ele, é uma mensagem direcionada ao espírito na sua essencialidade.

A espada aludida por Jesus é um símbolo e o que nós precisamos é compreender a representatividade do símbolo. Entendê-lo, e dele tirar a ressonância para a nossa caminhada de vida. Este é o grande desafio. E para entendermos a espada no seu sentido essencial, que é o que efetivamente nos interessa, nós temos inicialmente que analisá-la sob o aspecto literal. Compreendendo o sentido literal, tudo fica mais fácil.

Então, vamos lá. O que é uma espada? Vamos pensar juntos. É uma arma, constituída de uma lâmina comprida e pontiaguda, que pode ter um ou dois gumes, lembrando que gume é o lado afiado dessa lâmina, o que corta. Bom, se ela tem uma lâmina comprida e pontiaguda ela tem uma ampla capacidade de penetração. Certo? E por ser uma arma, de curta distância aliás, é um instrumento para ser utilizado em confronto e pode, finalisticamente, produzir a morte.

Visto o sentido literal, podemos analisá-la sob o parâmetro espiritual. O apocalipse, bem no comecinho dele, antes de entrar nas cartas direcionadas às sete igrejas, quando o evangelista João visualizava o emissário do plano superior e o descrevia, diz assim: "E ele tinha na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois fios" (Apocalipse 1:16) Veja bem, o texto diz que da boca daquele representante divino saía uma espada de dois fios. É coisa para a gente analisar. Da boca sai espada? O que você acha? Cá prá nós, da boca não sai espada. Pelo que nós sabemos, o que sai da boca é palavra.

Ok, vamos para a frente. Paulo diz: "Tomai também o capacete da salvação, e a espada do espírito, que é a palavra de Deus". (Efésios 6;17) Percebeu? Aqui, de novo, nós temos que espada é palavra. Continuemos. "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito." (Hebreus 4:12) Deu para ficar claro? Daí, nós podemos concluir com tranquilidade que espada, de fato, é a palavra.

O cordeiro divino não veio trazer paz à terra. Pelo menos, não veio trazer a tranquilidade imediata para nós. Veio trazer a espada. O instrumento da luta, capaz de implementar o combate dentro de nós mesmos perante o amparo superior em Deus.

Ele veio trazer o componente essencial para enfrentarmos os inimigos da nossa harmonia, uma vez que a paz não é atributo de coletividade, e sim conquista individual.

Em contraposição ao falso princípio considerado no mundo, o Cristo não trouxe a paz pronta, trouxe os meios para cada um obtê-la no íntimo. Trouxe o mecanismo para a luta que aperfeiçoa, burila, regenera, pois até a paz tem o seu preço coberto pela luta, pelo esforço e pela reeducação. Essa espada, como nós a entendemos, continuamente está apontada para baixo. É algo interessante de se ter em conta. Apontada para baixo, tem sentido neutro contra o campo ambiente e visa trabalhar a nossa intimidade. Nessa linha verticalista, volta-se para a nossa individualidade, para a intimidade do coração, buscando as entranhas profundas do ser, onde está fixada. Agora, se nós soubermos aplicá-la convenientemente numa luta íntima nós passamos a ter acesso à instauração do filho do homem, no surgimento de uma nova expressão de vida.

Jesus é o príncipe da paz e podemos segui-lo à partir do momento em que dominarmos o campo de harmonia e equilíbrio, como ele domina o território que é dele, no que se refere ao plano íntimo.

A espada que nós avocamos, sempre de forma consciente, instaura a guerra íntima da aprendizagem. É a representação da palavra divina que chega até nós, integrante universal da nossa caminhada, afinal, sem a palavra fica praticamente impossível a distribuição do conhecimento. A espada de Jesus define o símbolo do conhecimento interior pela revelação divina para que o homem inicie a batalha do aperfeiçoamento de si mesmo. Consubstanciada no conjunto de seus ensinamentos, é o conhecimento que nos visita o entendimento, elemento suscetível de promover, quando bem dirigido, a fortaleza interior.

É a extensão enorme do conhecimento, que realmente faz um papel de sensibilização.

Faz o papel de ajustar, de proporcionar faixas informativas aos seres em evolução. A espada está propondo mudanças. Nós a temos definindo aquela capacidade seletiva nossa. Quando nós estamos estudando, por exemplo, nós estamos trabalhando com a instrumentalidade da espada. E quando nos sensibilizamos com certo valor informativo, é sinal que ela funcionou. Essa espada tem o papel vinculado à palavra. Palavra que objetiva fazer refletir no nosso dia a dia os valores que apresentam o chamamento do crescimento. Ao oferecer ângulos que propõe o crescimento em função de uma eleição, visa projetar o ser para uma evolução segura. Em suma, ela se faz presente no momento que entramos em ressonância com a linha do amor, recolhendo as emissões.

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