24 de set de 2014

Cap 45 - Seja Feliz Hoje - Parte 12

A ESPADA II

“NÃO CUIDEIS QUE VIM TRAZER A PAZ À TERRA; NÃO VIM TRAZER PAZ, MAS ESPADA;” MATEUS 10:34

“E ELE TINHA NA SUA DESTRA SETE ESTRELAS; E DA SUA BOCA SAÍA UMA AGUDA ESPADA DE DOIS FIOS; E O SEU ROSTO ERA COMO O SOL, QUANDO NA SUA FORÇA RESPLANDECE.” APOCALIPSE 1:16

É normal se questionar acerca do significado dos dois fios da espada. Inicialmente, podemos dizer que se fios são os componentes que vão originar pelos seus entrelaçamentos o tecido, e os tecidos formam vestimentas que agasalham, protegem e aquecem, o que, aliás, já tivemos a oportunidade de estudar no capítulo Os Vestidos e os Panos (2ª edição), esses dois fios dizem respeito às nossas vibrações.

Os fios indicam as nossas vibrações, conforme a natureza íntima que aciona e movimenta essa espada. A espada é portadora de dois gumes porque ela tanto pode atuar positiva quanto negativamente, pois da boca saem palavras que podem bendizer quanto podem maldizer. E no aspecto abrangente do símbolo, esses dois fios também sugerem o aspecto bipolar presente no contraste entre pólos de natureza contrária, tais como positivo e negativo, luz e treva, bem e mau, etc.

Caracterizam, ainda, os padrões dualísticos no que se refere a razão e sentimento e indicam planos de elasticidade, isto é, fazem referência a qualquer território ampliado e envolvem, por sua vez, um ponto situado entre dois extremos.

É bom lembrar que essa espada de dois gumes é utilizada, em tese, por todos aqueles que começam a abrir o campo dos valores intelectivos na busca de realizações espirituais.

Ela vem sendo trabalhada em várias partes do evangelho e também no apocalipse vamos notar a sua presença. Vem sendo trabalhada de maneira muito tranquila e no campo das concepções mentais, mais precisamente do pensamento, ela é suscetível de projetar uma vida mais segura, mais feliz, que é a vida que Jesus definiu como sendo abundante. E vamos notar que todas as vezes em que nós assimilamos a palavra, passamos a operar com dois valores ou dois instrumentos fundamentais: o instrumento da morte e o instrumento da vida.

Vamos clarear isso aí. É na terra do coração que se trava a verdadeira guerra de melhoria dos sentimentos, certo? Até aí, não tem dúvida. E o sistema de refreamento é um dos gumes da espada, cerceando a linha que emerge do nosso subconsciente e objetiva levar-nos a situações tristes e às quedas. Deu para acompanhar?

Não tem outra, para levarmos a efeito a edificação sublime que tanto buscamos necessitamos começar pela disciplina de nós mesmos. A espada, então, é um instrumento de progresso que corta as nossas más inclinações numa postura de intensa batalha íntima pela continência de nossos impulsos menos felizes. Eu espero estar sendo bastante claro nesta questão. Um lado da espada trabalha o não fazer. Desativa as influências mais intensivas dos reflexos inferiores que sentimos já são possíveis de serem superados. Aponta aquele ângulo em que a cada dia corta-se uma parcela da nossa complicação, corta praticamente as arestas representativas das nossas dificuldades, das nossas falhas e dos nossos vícios.

Afinal de contas, nós sabemos tranquilamente que em meios às nossas ações e reações do dia a dia nos é dado medir a paz que já conseguimos arregimentar, e nós não triunfaremos no mundo somente em função daquilo que fizermos, como também pelo que deixarmos de fazer, no âmbito de nossas falsas grandezas.

Agora, se de um lado a espada trabalha o aspecto cerceador, do não fazer, concomitantemente a essa linha de refreamento nós temos também que trabalhar o aspecto positivo, do fazer, do arregimentar novos caracteres na formação de uma nova personalidade. Pois se eu cerceio a manifestação de padrões negativos eu tenho que, gradativamente, incorporar outros padrões de natureza positiva. Ficou claro? É assim que o mecanismo evolutivo se desenvolve.

A evolução em favor da felicidade caracteriza-se pela luta com essa espada, numa sistemática de ação em que vamos tentando, pelo conhecimento, realizar dois pontos fundamentais: um lado desativa as nossas dificuldades, corta um pouco da complicação a cada dia, e o outro lado praticamente abre caminhos para uma nova proposta de realizações, implementa padrões novos pelo superconsciente.

O segundo gume da espada caracteriza-se pelo sentido operacional, aplicativo, abre um terreno de novos padrões no intuito de alcançarmos o crescimento consciente.

É muito bonito e interessante esse sistema e nele há uma sincronia extraordinária. Os dois lados apontam que é essa espada que elimina o que há de ruim em nossas experiências e, ao mesmo tempo, nos faz selecionar pensamentos, palavras e ações que garantem a vitória sobre nós mesmos. Em suma, essa espada é o chamamento para fazer aquilo que já sabemos e não fazemos ainda.

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