29 de set de 2014

Cap 45 - Seja Feliz Hoje - Parte 13

A ESPADA E A MORTE

“17E EU, QUANDO VI, CAÍ A SEUS PÉS COMO MORTO; E ELE PÔS SOBRE MIM A SUA DESTRA, DIZENDO-ME: NÃO TEMAS; EU SOU O PRIMEIRO E O ÚLTIMO; 18E O QUE VIVO E FUI MORTO, MAS EIS AQUI ESTOU VIVO PARA TODO O SEMPRE. AMÉM. E TENHO AS CHAVES DA MORTE E DO INFERNO.” APOCALIPSE 1:17-18

“8E AO ANJO DA IGREJA QUE ESTÁ EM ESMIRNA, ESCREVE: ISTO DIZ O PRIMEIRO E ÚLTIMO, QUE FOI MORTO, E REVIVEU.” APOCALIPSE 2:8

“30PORQUE ESTAMOS NÓS TAMBÉM A TODA A HORA EM PERIGO? 31EU PROTESTO QUE CADA DIA MORRO, GLORIANDO-ME EM VÓS, IRMÃOS, POR CRISTO JESUS NOSSO SENHOR.” I CORÍNTIOS 15:30-31

“35MAS ALGUÉM DIRÁ: COMO RESSUSCITARÃO OS MORTOS? E COM QUE CORPO VIRÃO? 30INSENSATO! O QUE TU SEMEIAS NÃO É VIVIFICADO, SE PRIMEIRO NÃO MORRER.” I CORÍNTIOS 15:35-36

“42ASSIM TAMBÉM A RESSURREIÇÃO DENTRE OS MORTOS. SEMEIA-SE O CORPO EM CORRUPÇÃO; RESSUSCITARÁ EM INCORRUPÇÃO. 43SEMEIA-SE EM IGNOMÍNIA, RESSUSCITARÁ EM GLÓRIA. SEMEIA-SE EM FRAQUEZA, RESSUSCITARÁ COM VIGOR.” I CORÍNTIOS 15:42-43

A vida é o sistema de existência que cada individualidade elege. Agora, para se poder alcançar uma vida um pouco diferente, só mesmo a própria criatura se matando. Se ela não se matar ela não ressurge em outro patamar.

Estamos aqui falando de morte, e no entendimento das lições divinas as pessoas comumente conhecem apenas um gênero dela. É claro que nós não estamos falando de morte no seu sentido físico. Quando falamos em morte podemos abordá-la sob vários aspectos. Morte no evangelho não é para se tratar de forma literal, aliás, não existe morte finalisticamente falando. Não existe morte finalística porque a vida está tanto aqui, no plano físico, como está lá, no plano espiritual. Então, não é morte fisicamente falando, não é morte no sentido de cessação dos batimentos cardíacos ou do direito de respirar.

Nada disso. Isso já era, é questão que não atende mais. É morte de outra natureza. Estamos nos referindo à morte eleita por nós mesmos no plano reeducacional.

A morte das expressões que marcam a vida íntima da individualidade, morte em função da alteração e superação dos conceitos que a criatura nutre. Morte das concepções que o elemento trabalha com elas. É morrer com a metodologia de vida que a gente tem levado. O que nós estamos fazendo é um processo de mortificação do homem velho pela ação das novas orientações que nos chegam. É um processo de luta reeducacional, de mudança de caracteres de vida no dia a dia. Uma morte que se dá pelo conteúdo que nos visita e promove a morte.

"Eu sou o primeiro e o último; e o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo sempre. Amém." (Apocalipse 1:18) "E ao anjo da igreja que está em Esmirna, escreve: isto diz o primeiro e último, que foi morto, e reviveu." (Apocalipse 2:8)

Veja bem, Jesus não morreu, foi morto. E "foi morto" indica que ele ficou suscetível às influências dos acontecimentos determinados pelo alto. Foi morto no sentido de retirado do contexto. Morto e reviveu. O que interessa neste ponto é que o Cristo opera com o padrão "ser morto". Não sei se eu falei grego, mas vamos explicar. Quando o verbo morrer está conjugado com a expressão "foi morto" ele representa uma ação de fora definindo alguma coisa que vai ressurgir.

É o que nós estamos buscando operar. É a morte dos padrões íntimos inferiores, e nós de fato somos mortos. Não que alguém de fora chega e nos elimina naquele sentido objetivo da crucificação de Jesus. Não é isso. Não é fisicamente falando. O que chega de fora e nos mata é o conteúdo que nos visita.

Esse conteúdo promove a morte, ou seja, promove a desativação de um reflexo que era expressão viva dentro de nós, para dar lugar a nova expressão que entra no plano de vivência de vida. Assim, todo fator que é visitado por uma luz mais radiante ele está sendo entregue à morte. Ele é entregue à morte e o plano operacional é que vai matá-lo. Porque só podemos ressurgir em uma nova concepção de vida quando o reflexo anterior se encontra praticamente neutralizado, morto, pela vivência do novo. Deu para clarear? O que é entregue à morte é o nosso conceito que, até então, era expressão viva. E a nossa maneira de viver, nos moldes desse novo valor assimilado, é que mata. Aí, sim, tomamos posse do novo componente.

E com o tempo, de forma gradativa, esses padrões velhos vão perdendo força, passam a ficar num plano secundário e acabam sendo desativados. Agora, uma coisa nós precisamos entender bem, essa morte a que estamos nos referindo não significa a eliminação deles. Ok? Não é uma morte definindo eliminação.

Não é morrer pelo fato de eliminar, de acabar, extinguir. Não é um morrer pela eliminação e pela violência. Não é por aí. Esses valores que estão em nossa intimidade vão permanecer. 

Essa morte é no sentido de desativação. Isso é que tem que ficar claro, o mecanismo é desativar, não é extinguir. A desativação não quer dizer a eliminação definitiva desses padrões, como a própria morte também, na sua essência, não existe. Pense comigo, se houver eliminação finda a evolução. Essa morte é por um processo de desativação, é fazer com que os elementos que dominavam e comandavam a nossa vida não o façam mais.

Eles deixam de assumir o posto de realização e operação. Estamos falando em uma morte no sentido de desativação de reflexos que eram expressão vida dentro de nós, morte que define a desvinculação daqueles padrões que vem nos prendendo à retaguarda. Nessa morte, esses reflexos se hibernam, reduzem, se encasulam em si próprios e são desativados. Então, repare bem, os reflexos que trazemos conosco não podem ser destruídos, eles podem, sim, ser desativados.

E na medida em que vamos sedimentando novos caracteres, novos padrões, esses reflexos tônicos que dominavam, que faziam e aconteciam na nossa estrutura íntima, vão ficando como que desativados. A morte é a desativação de componentes que vigoravam, para dar lugar a novas expressões que irão entrar em um plano de vivência.

Vamos raciocinar juntos. O que vem após a morte? Não é a ressurreição? Não existe uma morte e uma ressurreição? Veja bem, nós não estamos aqui nos referindo àquela ressurreição religiosa, tradicional, dogmática. Nada disso. Estamos falando da ressurreição como sendo a recomposição do nosso destino. Pois a morte, como perda de componentes intrínsecos de vivência e segurança, implica na descoberta de nova vida. Ou seja, a morte é o instrumento da ressurreição, é onde está um dos aspectos da chamada ressurreição. Se você pensar bem, sem morte não há ressurreição, não se origina uma nova vida. Não existe mudança sem morte. Não se dá a estruturação de nova vida sem a eliminação da anterior. Sem morte não há como herdar. Não há herança. É preciso que morra o elemento para que a herança se faça presente. Logo, essa morte é que vai gerar a ressurreição de uma postura nova e melhor para o indivíduo.

"Assim também a ressurreição dentre os mortos. Semeia-se o corpo em corrupção; ressuscitará em incorrupção. Semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscitará com vigor." (I Coríntios 15:42-43)

Se nós não matarmos a vida anterior nós não conseguimos eleger a vida numa nova dimensão.

Cada morte corresponde a uma ressurreição. É o indivíduo que vai se levantar, como filho, em outra posição mental. O que nos mostra que a morte, no sentido moral, intrínseco, é a grande oportunidade de cada criatura para que ela reviva em uma dimensão diferente e melhor.

A cada morte surge uma ressurreição. A toda hora, se não tiver morte não tem a ressurreição, não tem nova vida. E a verdade é que nós nem sabemos direito o que é a vida. Estamos mal iniciando nela. A vida, como componente dinâmico da personalidade, começa a ter expressões diferenciadas. Está entendendo o que eu quero dizer? Ela começa a perder aquele sentido dinâmico de movimento, de ação dos órgãos, de respiração, de manutenção e euforia do sistema orgânico, para começar a trabalhar muito mais na intimidade da reflexão do ser.

Cada pessoa conhece as suas confusões, as suas ignomínias, a sua mentalidade corruptível, e nós passamos a semear nesse terreno, para que o que era fruto da ignomínia passe a ser adubo para a glorificação. E a nova vida, com a plenitude que o evangelho sugere, tem que ser implantada em função da ressurreição, porque não tem como a gente manter uma dualidade de vida. A dualidade de vida é algo indigesto, nos cria dramas, embora não tenhamos, às vezes, como evitar esse momento de transição que estamos vivendo.

E a vida nova só vai poder expressar-se mediante a desativação de caracteres antigos que já não atendem mais. Sem sepultarmos nossas convenções passadas, e fazermos surgir uma nova dimensão de vida, não existe progresso. E, na medida em que a morte opera o aniquilamento da forma de ser e de viver, a nova mensagem vivenciada promove a ressurreição em uma nova posição.

O processo se dá assim: recolhemos a informação e operamos essa informação.

Toda orientação que nos visita vem de patamar superior e a guerra é travada para se poder conquistar o piso desse terreno original de emissão. Está claro? Nós ficamos aqui embaixo, no nosso piso, namorando o piso de cima. Só que uma coisa é nós ficarmos visualizando o piso que queremos, e outra coisa é nos empenharmos na conquista desse terreno. Quando nós visualizamos o terreno nós nos entregamos à morte, e é a aplicação desses valores que vai criar o novo homem. 

Todavia, o novo homem não tem o nome de homem, pois homem é o ponto de baixo. Percebeu? O novo homem é chamado filho do homem.

É exatamente nessa aplicação, quando os componentes antigos se sentem em perigo, que surge a guerra. E ela cria dois componentes claros: mata a antiga postura e vivifica a nova posição. Na hora em que nós começamos a penetrar no terreno desejado nós passamos a matar as insinuações do homem velho, porque para viver no piso de cima nós temos que desativar o piso de baixo. Se nós adotamos o conteúdo proposto, e seguimos em frente, é aí que entra a morte em vida. Matamos a nossa maneira de ser e ressurgimos numa nova maneira de ser.

Ah, mas só tem mais um detalhe que não podemos esquecer de forma alguma: nem sempre essa morte acontece na hora. A vida vai dando as cutucadas, vai chamando a criatura de diversas maneiras para ela mudar, até que ela, mais cedo ou mais tarde, acaba tendo que ceder à necessidade de avançar.

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