30 de out de 2014

Cap 46 - A Verdade Vos Libertará - Parte 5

A PROVA AFERE I

Sem dúvida alguma, a lei das provas é uma das maiores instituições universais para a distribuição dos benefícios divinos. Podemos até desconsiderar esta questão a princípio, mas com o passar do tempo iremos aprender muita coisa acerca disso.

Não estamos aqui querendo sobrecarregar o coração de ninguém com uma ideia de que temos que sofrer para nos elevar, nem defender uma sistemática masoquista para o progresso individual, porém precisamos aprender de uma vez por todas que o mecanismo do crescimento se embasa, todo ele, na prova. A prova é que praticamente propicia nossa entrada numa perspectiva nova. Ela visualiza uma nova etapa que, naturalmente, vai se expressando com vistas a um período novo, a uma fase nova. Pode-se dizer que ela tem o objetivo de sedimentar um piso seguro para um novo processo, para a sedimentação em nova etapa.

E guarde o seguinte com atenção: na sequência de qualquer aprendizado, o tempo aguarda a oportunidade de podermos administrar de maneira efetiva o ensino.

Em outras palavras, sempre somos acentuadamente desafiados depois que o conhecimento nos visita.

Percebeu? Não estamos nos referindo a sermos desafiados uma vez ou outra, de forma ocasional apenas. Não, estamos falando de um desafio constante mesmo, estamos falando em sermos desafiados sempre. Todo professor e todo chefe de serviço, inicialmente, o que eles fazem? Ensinam os seus alunos e auxiliares novos com paciência e considerável dedicação, para depois exigir deles expressões de aprendizado e de trabalho próprio. Não é assim? Então, vamos notar que todas as vezes em que fazemos essa caminhada evolutiva consciente nós entramos num novo padrão de desafios. As lições preparam, os problemas propõem, as provas definem e as atitudes revelam. Esse é o programa.

O plano espiritual não pode quebrar o ritmo das leis do esforço próprio, como a direção de uma escola não pode decifrar os problemas relativos à evolução de seus alunos. Pense comigo, um pai não pode satisfazer mecanicamente o quadro de felicidades de seus descendentes, correndo aí o risco de exterminar em cada um deles as faculdades mais brilhantes, tanto quanto um professor, por melhor que seja na arte educacional, e por mais interessado no processo, não pode chamar para si os deveres dos seus aprendizes, sob a pena de subtrair-lhes o mérito da lição.

E sabe porque precisamos da prova? Porque se apenas a teoria, na acepção informativa, nos projetasse na evolução, nenhum de nós estaria aqui. Isso mesmo, não precisaríamos mais estar. Para ser ter ideia, somente a prova é capaz de projetar o ser nas linhas ascensionais. A conquista efetiva não se dá pela assimilação didática de um conteúdo, mas por uma estrutura de vivência desse conteúdo.

O que adianta saber e não ter referências práticas que possam favorecer e auxiliar a engrenagem da própria vida? Ficou claro? Se aprendeu, então prova! Não tem como nos projetarmos para novos pisos se não passarmos pelo teste. Não tem jeito de forma nenhuma. Nós não progredimos sem os desafios. Viver dentro de um plano teórico pode talvez ser um ideal para muitos indivíduos, mas esses muitos com certeza vão acabar amanhã tristes e frustrados. É por este motivo que os discípulos do Cristo devem aguardar naturalmente oportunidades de luta maior, em que necessitarão aplicar, mais extensa e intensivamente, os ensinos superiores, sem a qual se faz impossível a aferição dos valores. Nós temos que passar pelas dificuldades, pois elas estão nos dando autoridade de ação, autoridade de operação diante das circunstâncias que nos chegam.

A prova é a aferição, consiste em saber se estamos aptos a passar para a fase seguinte.

É aquilo que atesta a veracidade ou a autenticidade de alguma coisa, é a demonstração evidente, representa aquele instrumento preciso de aferição dos recursos que já arregimentamos. É ela quem faz a verificação, a constatação, que bate o carimbo da aprovação, que nos coloca em nova etapa. Vem aferir aqueles valores já conquistados, mede o substrato de aplicabilidade concreta, o nosso grau de investimento. Define se aquilo é ou não é, se não passa de ilusão ou é componente concreto que interessa à nossa evolução. Afere em cada espírito os padrões que ele acumulou em si próprio. Significa o trabalho na aplicação desses padrões que, por sua vez, vai exigir parcelas de sacrifício e de paciência.

Então, ninguém, em sã consciência, pode negar que caminhamos debaixo da misericórdia divina, principalmente quando a buscamos e sabemos lhe dar o devido valor. No entanto, o amparo superior, por mais extenso que seja, não pode interferir no processo que nos cabe vivenciar e que constitui aferição indispensável. Cada um de nós, na medida em que cresce, vai tendo essas aferições.

Não tem outra, sempre somos desafiados pelo conhecimento que chega. Somos aferidos pelo grau de conhecimento que temos e não existe conquista sem o processo da aferição.

Não é para nos assustarmos, mas o momento de aferição é um momento difícil.

Note que estamos falando em prova, e se falamos em prova qual a primeira coisa que vem à nossa cabeça? Escola. E se existe prova é evidente que tem grau de dificuldade. Não é? Se a escola é fraca a exigência é menor, se a escola é forte e conceituada a exigência é maior. Mas o importante é que independente de ser fraca ou não sempre vai ter dificuldade. Daí a gente conclui que todo o nosso teste vem em meio a uma dificuldade. E praticamente todas as áreas estão visitadas por dificuldades hoje. Todas, sem exceção. O teste, ou o desafio, é alguma coisa que periodicamente tem que ser vivenciado.

Qualquer obstáculo é componente enriquecedor da mente. Por enquanto, na nossa jornada, os obstáculos são fatores que nos projetam na evolução, criam um processo de transição e aferição das nossas conquistas. As dificuldades fazem exatamente esse papel: aferir o nosso valor, as nossas conquistas. Agora, essa prova a que estamos nos referindo é no sentido abrangente. Não é a prova de um vestibular, de um exame escrito ou de múltipla escolha, ou algum concurso público que fazemos. Nada disto, nós estamos nos referindo a uma prova ante os próprios acontecimentos da vida. Normalmente, nós somos testados através de determinados acontecimentos, e todo teste vem em meio a uma dificuldade. Sabe qual é o resultado disto? Que não dá para a gente tirar a dificuldade da vida. Ficou claro? Muitas pessoas ficam querendo viver sem dificuldade alguma e a dificuldade é instrumento para crescer. Sendo assim, se você está passando por alguma crise ou desafio suavize seu coração. A crise é que determina o futuro. E para passar bem pelo tumulto nós temos que nos acalmar.

As circunstâncias geralmente são aqueles fatos que ocorrem conosco para medir a nossa capacidade de solução, ver o que é que a gente vai fazer. Quase sempre, dentro desses lances, é que a gente acaba dando um atestado do que vigora em nossa personalidade no campo prático do dia a dia. É igual vestibular, tem um punhado de opções lá para escolher. A prova dá a chance da criatura se manifestar, demonstrar o que efetivamente é. E, normalmente, nós somos testados em meio a determinados acontecimentos e o teste nem sempre vem de forma contundente, de forma imperiosa. De forma que, em muitas ocasiões nós estamos sendo aferidos sem perceber, e estamos até perdendo a oportunidade.

Mas o que precisa ficar claro é que certos acontecimentos tem a finalidade de projetar a criatura, despertar nela a necessidade de aplicação dos componentes novos.

26 de out de 2014

Cap 46 - A Verdade Vos Libertará - Parte 4

O EVANGELHO TRANSFORMA

A gente não tem o que discutir, a edificação própria, efetivada de dentro para fora, é uma questão imprescindível.

E esta edificação é decorrente de quê? Do conhecimento e da sua consequente aplicação. Quer dizer, temos que ouvir e assimilar os ensinamentos e preceitos oriundos do plano superior, todavia temos também que agir segundo o que aprendemos e somos orientados. Porque se não fazemos o bem que aprendemos melhor seria não sabermos, para não sermos tributados com taxas de maior sofrimento nas grades da culpa.

E esse aprendizado é constante, tem que se dar de forma continuada, razão pela qual o mestre diz que precisamos permanecer na sua palavra. E sabe porquê? Porque permanecer é continuar e o processo de aprimoramento espiritual não comporta improvisações de qualquer natureza. Pelo contrário, na luta renovadora somos continuamente convocados a assimilar padrões, administrar o tempo, fazer escolhas mais acertadas, ampliar sentimentos e desenvolver virtudes. 

Aquele que consegue trabalhar com carinho e paciência os valores que vai recebendo se mantém sintonizado com a fonte irradiadora das vibrações positivas. A sequência normal dentro da linha de regeneração é trabalhar dessa forma.

Abrir valores pela linha informativa e aplicá-los, o que ocasiona a incorporação efetiva do que temos recebido. Assim fazendo duas coisas acontecem: nós passamos a adquirir aquele senso de discernimento no que diz respeito ao padrão que chega e abrimos espaço mais ampliado para recebemos novos padrões.

Em se tratando de estudo, o evangelho é disciplina que temos dificuldade em aprender. Talvez por falta de interesse mesmo. Achamos que não é tão importante.

Só que nós não estamos falando aqui de evangelho em termos de religião no seu sentido tradicional. Nada disso. Estamos falando de evangelho no sentido científico de aplicação para um melhor viver. Vamos colocar uma coisa na nossa cabeça: sem o seu conhecimento nós não solucionaremos os nossos maiores problemas, tanto do presente como do futuro. Sem essa noção de vida na acepção ampliada, sem o vínculo constante com a linha filosófica vinculada ao evangelho vamos ser candidatos fadados, mais cedo ou mais tarde, à frustração e ao desencanto, independente das vitórias materiais que nós pudermos alcançar.

Se você quer crescer, se ambiciona algo, se aspira ser mais feliz, precisa se convencer, melhor agora do que mais tarde, de que no plano da iluminação espiritual inexiste fonte alguma além do evangelho. Roteiro para a ascensão de todos os espíritos em luta e aprendizado no planeta, é de sua aplicação que decorre a luz do espírito. E ponto.

Só a evangelização do homem pode conduzir as criaturas a um parâmetro superior de compreensão da própria vida. Só ela proporciona condição de vivermos com segurança e tranquilidade. 

O conhecimento do evangelho constitui a claridade transformadora da própria vida. Nos confere o dom de entender o porque das coisas, saber acerca da lei de causa e efeito, compreender o nosso presente, tudo o que nos acontece, a mensagem das circunstâncias e o significado de cada coisa no caminho do infinito.

Temos falado de estudo e o estudo é fundamental. Em qualquer situação o estudo prepara, mas apenas a aplicação dos ensinamentos de Jesus pode iluminar, redimir e engrandecer o espírito. Vamos guardar: a instrução informa (prepara), a aplicação forma (solidifica), mas só o evangelho transforma (melhora).

O Cristo divino concedeu-nos o evangelho para que a nossa análise não se mantenha fria e obscura.

Estamos aprendendo que não basta apenas adquirir componentes para viver e realizar-se interiormente.

Pense no seguinte, muitos aceitam a verdade, entendem-lhe as lições, advogam-lhe a causa e proclamam seus méritos, entretanto, a verdade libertadora é aquela que conhecemos na atividade incessante do bem. Ninguém se realiza interiormente sem uma profunda capacidade de horizontalizar a sua capacidade de amar, servir, compreender e entender. Está percebendo? A lição sublime está nos projetando para um sistema novo dentro da metodologia do aprende e faz. 

Se antes aprendíamos pelo impacto da justiça, a boa nova chega e nos projeta para aprendermos sob a tutela do amor.

E o que estamos fazendo? Aprendendo evangelho para ver se melhoramos a nossa caminhada.

22 de out de 2014

Cap 46 - A Verdade Vos Libertará - Parte 3

A APLICAÇÃO FORMA

“31JESUS DIZIA, POIS, AOS JUDEUS QUE CRIAM NELE: SE VÓS PERMANECERDES NA MINHA PALAVRA, VERDADEIRAMENTE SEREIS MEUS DISCÍPULOS; 32E CONHECEREIS A VERDADE, E A VERDADE VOS LIBERTARÁ.”   JOÃO 8:31-32

Temos aprendido muito com as fontes superiores a nós, e isso é algo inegável. Só que continuamos muito presos às nossas linhas de carência.

Insistimos em ficar numa postura acentuadamente passiva, como se fôssemos eternos protegidos e necessitados da misericórdia maior. Fazemos de tudo para manter a nossa vida dentro de um processo acomodatício, e tantas vezes manifestamos indiferença e insensibilidade ao chamamento para operar. Em razão disso, o apocalipse da atualidade tem ameaçado muito gente. O plano informativo é uma porta que define o início do processo ascensional. Ótimo. Mas o detalhe é que se mantivermos apenas a abertura da comporta perceptiva das informações, com toda a certeza iremos somente até determinado ponto e por um período relativo de tempo. Porque fica faltando a parte aplicável dos valores que estão entrando por essa porta.

Ao tempo em que vamos estudando, passamos a compreender que existe uma linha de relação entre os valores revelados e o embasamento que cada um de nós vai obtendo. Vai surgindo um desafio, porque esse embasamento não é apenas naquele sentido da extensão informativa, mas principalmente naquele fundamentado e alicerçado na vertical da nossa capacidade de fazer, de realizar e de operar. 

A compreensão do evangelho, a nível intelectivo, propõe uma tarefa, uma atividade que visa respaldar o coração em um plano afirmativo. Daí, concluímos que a paz é decorrente da aplicabilidade dos conhecimentos do evangelho de dentro para fora.

Então, não basta saber. É imprescindível aplicar de maneira útil o conhecimento.

A letra somente valerá para nós se lhe dermos a aplicação necessária. Ler, abrindo a horizontal da heterogeneidade de informações, é muito importante, no entanto, essa leitura só será capaz de nos possibilitar algum progresso quando conseguirmos perseverar naquele ponto que o nosso campo mental adotou ou vem adotando. Qualquer estudo nobre é aquisição inapreciável, mas se permanece inerte na alma de quem aprende é igual ao pão escondido àqueles que choram de fome.

Não há dúvida que tem muita gente que conhece, e conhece muito na cabeça, como se carregasse nela biblioteca inteira. No entanto, vamos nos lembrar que conhecimento sem vivência não é conhecimento, é pseudo-conhecimento. Veja bem, existe um pseudo-conhecimento embasado exclusivamente no plano de percepção informativa e existe um conhecimento fundamentado de maneira efetiva no exemplo. É diferente. O conhecimento, fundamentado unicamente na linha informativa, é um pseudo-conhecimento. A verdade por excelência se expressa na capacidade de realização da criatura. A real aquisição depende de uma operação. O que nos leva à frente não é a informação sozinha, o que nos leva ao encaminhamento natural da vida é o saber pela linha informativa aliado à capacidade aplicativa desse conhecimento. Em nossos trabalhos, nós temos que ponderar que as palavras dos ensinos somente são justas quando seladas com a plena demonstração dos padrões íntimos. E a proposta que se nos abre na atualidade é saber apropriar conhecimento e elaborá-lo no campo prático.

O conhecimento teórico nos coloca na ante-sala da libertação e a prática desse conhecimento, no plano vivo do dia a dia, é que nos dá acesso a uma nova posição.

Somente a experiência nos leva a saber. A verdade por excelência se expressa pela capacidade de realização. Vamos tornar a repetir: o conhecimento real é com base na ação, sem a vivência não existe conhecimento, existe pseudo-conhecimento.

É por isto que conhecer de verdade é buscar realizar parcelas no plano prático diário, transformando a revelação em componente de libertação. Inicialmente, os caracteres nos chegam na vertical informativa, e para que possam ser uma conquista confortadora, harmônica e segura precisamos aplicá-los. E ao começarmos a soltar esses valores recebidos nós passamos a ter conhecimento, pois educação é de dentro para fora. Deu uma ideia? É por aí que a educação se forma.

Nós temos que nos educar, nos experimentar e trabalhar uma nova filosofia. Vamos ingerindo padrões para um sistema de vida mental adequada, uma vida operacional segura.

Ângulos de ação vão se abrindo gradativamente às conquistas feitas nos terrenos da reeducação pessoal. Fundamental é caminhar aprendendo, captar informações didáticas de aplicabilidade em um conhecimento voltado para a educação. A sistemática daqui para a frente é levantar uma estrutura científica dentro do plano da filosofia, captar de um lado para operarmos com aquilo que a gente tem. Conhecer e procurar investir, sem querer fazer mais do que as nossas possibilidades suportam. O processo é íntimo. A gente investe e depois surge o momento de gastar nosso investimento. É indispensável o golpe da ação própria no sentido de modelarmos o santuário interior na sagrada iluminação da vida.

O ato de receber, já dissemos, está amplamente ligado ao plano informativo. Ao receber, você se informa. Isto tem que ficar claro, ok? Pelo que recebemos a gente se informa, e pelo que damos, pelo que fazemos, a gente forma. Recebendo a criatura ganha o título, oferecendo ela ganha a autoridade. Temos aí um desafio lançado. Possuímos o que damos, não possuímos o que recebemos.

Está dando para entender? Somente pela aplicação conseguimos operar a formação dos caracteres que definem uma nova postura íntima. O plano formativo, de formação, de solidificação, decorre do que se faz. Pelo dar, pelo oferecer, pelo fazer é que nós formamos caracteres. Ao dar, ao oferecer, formamos caracteres fundamentados em amor. Não tem outro jeito, é pela linha realizadora que nós vamos formar. Os valores, a princípio assimilados, permanecem teoricamente em nós e pela faixa experimental se incrustam em nosso interior, em nosso psiquismo. Nós obtemos a legítima conquista quando os padrões informados se transferem em caracteres formados na intimidade nossa.

De forma que não adianta querermos apropriar de algo sem executar. Todos nós, sem exceção, evoluímos dentro das linhas de informação e informação. Apropriando conteúdo pela informação e sedimentando-o pela aplicação, pela prática.

Por mais respeitável seja o teórico, os seus conceitos, quando não experimentados na prática, tornam-se adorno intelectual para a vaidade. Uma apropriação equilibrada representa largo território aberto para podermos aplicar. Só possuímos com legitimidade quando aplicamos. Se o conhecimento nos coloca na ante-sala da libertação, é a prática que dá acesso ao ambiente novo, ao plano que representa a nossa meta, o nosso objetivo. A vivência do conhecimento é fator indispensável para a real aquisição dos valores iluminativos que enobrecem o espírito.

A autoridade informativa vai ganhando campo, vai tomando força na medida em que vamos tendo condições de operar com segurança os padrões que estão sendo recebidos.

A prática do conhecimento no plano vivo da nossa vida no dia a dia é que nos dá o acesso a nova posição. A regeneração é com base na linha operacional, não apenas teórica. Precisamos tentar realizar parcelas no plano prático condicionado, de modo a fixarmos esses padrões como caracteres positivos dentro de nós, para que tenhamos acesso a outros ângulos da evolução. Em outras palavras, para alcançarmos os objetivos que traçamos nós temos que operar.

19 de out de 2014

Cap 46 - A Verdade Vos Libertará - Parte 2

A INSTRUÇÃO INFORMA

“31JESUS DIZIA, POIS, AOS JUDEUS QUE CRIAM NELE: SE VÓS PERMANECERDES NA MINHA PALAVRA, VERDADEIRAMENTE SEREIS MEUS DISCÍPULOS; 32E CONHECEREIS A VERDADE, E A VERDADE VOS LIBERTARÁ.”   JOÃO 8:31-32

Em todas as áreas de atividades profissionais da vida, sem exceção, o estudo é fator primordial.

Aliás, a ausência do estudo acaba por ocasionar a estagnação dos indivíduos a elas vinculadas. Isto se dá em qualquer setor de trabalho. A costureira que não observa as novas tendências de cortes, moldes e tecidos não progride; o cabeleireiro que não acompanha os novos visuais da moda, os novos produtos de tinturas, as novas técnicas, não cresce no seu ramo; o médico que não se mantém vinculado a periódicos núcleos de especialização passa a limitar em muito o desempenho de sua função. De forma que não podemos deixar de estudar.

O estudo não para. Até no que reporta ao evangelho, quem estuda não somos apenas nós. As altas autoridades espirituais também estudam, e o mesmo evangelho que nós, só que com interpretações bem mais ampliadas do que as nossas.

E quando estudamos e tentamos interpretar o evangelho, começamos a buscar por conhecimentos que nos auxiliem. E o mecanismo libertador da verdade começa a ser alcançado quando passamos a obter determinado conhecimento novo. Em outras palavras, o primeiro passo da verdade é o plano teórico. É a linha informativa. E nessa linha informativa já começamos a gestar o homem novo.

O conhecimento é o primeiro ponto, a primeira iniciativa para que trabalhemos os ângulos mais nebulosos da nossa própria individualidade. Ok? Nós estamos lidando com uma verdade cujo primeiro passo dela é o plano teórico. E Jesus é aquele que dispara o processo educacional. A cada instante ele nos chega informando, especialmente quando passamos a compreender o seu evangelho de luz.

E este trabalho que estamos levando a efeito é um trabalho que objetiva direcionar caracteres informativos. 

O plano informativo é um componente essencial que marca o mecanismo do crescimento e da aprendizagem dentro da evolução que buscamos. Receptor do conteúdo, é por ele que trabalhamos um ponto básico da educação. A informação define o ângulo vertical. É a instrução. O que recolhemos do alto, o que captamos de cima.

O conhecimento teórico proporciona uma melhor escolha. E se você escolhe melhor, a experiência é melhor. 

No momento em que vamos entendendo essa linha de orientação que vem de cima, nos envolvendo, protegendo e direcionando na aprendizagem, começamos a abrir o campo mental para uma percepção mais ampla. Quando os valores novos chegam eles tem uma característica de apontar e oferecer recursos construtivos. Pense comigo, a informação prepara e quase nos transforma numa biblioteca ambulante.

E se nós arregimentamos todas as informações acerca do evangelho ou de qualquer outra área nós ficamos potencializados. Percebeu? Ficamos preparados, prontos para operar, aptos a realizar. Resultado? A meta daqui para a frente é a instrução. 

Porque a instrução propicia aquela moldura necessária para que a nossa educação se formalize de modo definitivo.

Durante muitos séculos acreditávamos que podíamos nos redimir simplesmente pela instrução informativa. Em nossa ótica antiga, apenas a arregimentação de valores intelectivos era suficiente para nos colocar em uma situação de vida melhor. A gente decorava, sabia os mandamentos de cor. Pensávamos desse jeito lá atrás e era assim que a gente achava que evoluía. No entanto, o relógio do tempo não para, e parece que nós não mudamos tanto como se era esperado mudar. 

Ainda hoje queremos manter a nossa vida dentro de uma postura acentuadamente passiva, e insistimos em eleger uma libertação em cima apenas de componentes informativos, razão pela qual os inúmeros desafios dos dias atuais tem ameaçado tanta gente. Infelizmente, muitas pessoas misturam a instrução com a aprendizagem efetiva. Acham que é a mesma coisa, e não é.

E tanto não é, que se o mero conhecimento informativo resolvesse o nosso problema a história já seria outra. Não teria ninguém estudando o evangelho aqui no blog. Estaria todo mundo de asinha para cima, igual anjo. Então, que acontece? O indivíduo pode arregimentar todas as informações necessárias e chegar ao objetivo frustrado. Aliás, tem muita gente que acha que conhece, mas está visitada por um pseudo-conhecimento. Percebeu? Pode estar numa conotação informativa muito exterior, muito periférica. Vamos entender que no plano teórico da informação nós mantemos um pseudo-conhecimento. Achamos que é, e não é. Porque o conhecimento, no sentido informativo, é apenas o toque de manifestação de interesses e de desejos novos que passam a gravitar dentro de nós.

O que vamos dizer é importante demais. Informação é aquilo que chega e que nós desconhecíamos. Certo? Do contrário, não é informação. Chegar aqui e dizer que estamos estudando o evangelho não é informação para ninguém, todos já sabemos. Então, a informação é o que vem de fora. Ela opera de fora para dentro.

O que tem que ficar claro é que o ato de receber sempre está ligado ao plano informativo.

Pela linha informativa nós ingerimos e captamos, e o plano informativo é decorrente do que se recebe. E pelo receber nós apenas nos informamos. A informação constitui o elemento indutor, o componente instaurador, elemento de toque.

O ensejo de aprender é uma porta libertadora. Alguém tem dúvida? E que porta, por sinal. Agora, é importante entender que a informação é aquele componente que vem antes da formação. Isso é essencial de ter em conta. E por vir antes da formação, ela por si só não propicia forma nenhuma. Conseguiu captar? Não modifica, não altera, não muda nada. A instrução informa.

E por vir antes da formação, é ela que vai nos possibilitar uma postura de aplicabilidade, de ação. É por isso que o conhecimento da verdade apenas não liberta.

E o evangelho é muito claro quanto a isto: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." (João 8:32) Dentro do mecanismo de evolução não basta apropriar conteúdo. De forma alguma. Se a recuperação do mundo e de nós mesmos estivesse circunscrita ao conhecimento teórico e a lindas palavras o Cristo divino não precisaria ter vindo ao encontro dos necessitados aqui da Terra. Pelos valores informativos nós aprendemos o caminho. Fica faltando o quê? A verdade e a vida. E se a instrução sozinha não liberta, concluímos que o conhecimento intelectual nos coloca na ante-sala da libertação, nos põe próximo dela.

Em outras palavras, o valor informativo não garante a passagem pela porta, garante a visualização da porta. Como a matrícula em determinado curso não soluciona o problema de aproveitamento do aluno. O aprendizado se inicia com o acesso ao plano informativo. Está acompanhando? A informação nos prepara, nos possibilita a visualização do caminho. Mas para o acesso efetivo a novas bases é preciso aplicar o que se aprendeu, é preciso a faixa operacional. É por isso que a verdade não liberta, mas libertará. No futuro, quando for aplicada.

O caminho novo que é apontado é o plano informativo. Assim, quando surge um padrão informativo novo dentro da nossa rotina esse componente novo tem o papel de projetar a nossa inteligência e o nosso campo mental para mais à frente.

E vai precisar surgir experiências concretas que irão fazer o papel aferidor do legítimo conhecimento recolhido pela informação. Vai precisar ter a aplicação. Afinal de contas, não se elege uma padronização a nível mental, de modo adequado e seguro, sem a disposição de se investir naquilo, de se investir no ponto capaz de criar o registro interior dentro de nós ao nível de reflexo. Não basta somente apropriar conteúdo, é preciso operarmos como refletores do pensamento divino no contexto da vida em que nós estamos situados. O valor informativo implementa em nós um caminho novo e esse caminho novo tem um sentido desafiador para nós.

12 de out de 2014

Cap 46 - A Verdade Vos Libertará - Parte 1

NOVO SISTEMA

“O QUAL NOS FEZ TAMBÉM CAPAZES DE SER MINISTROS DE UM NOVO TESTAMENTO, NÃO DA LETRA, MAS DO ESPÍRITO; PORQUE A LETRA MATA E O ESPÍRITO VIVIFICA.” CORÍNTIOS II 3:6

A gente aprendia as coisas antigamente sabe como? No impacto. Não era assim? Aprendia no campo da emoção, debaixo do impacto, positivo ou negativo.

Antigamente a evolução era precipitada, era trabalhada pelos acontecimentos. Os encaminhamentos da vida nos projetavam. E não mudou muito de tempos longínquos para cá. Nosso sistema de aprendizado ainda é feito na pancada. A grande multidão de pessoas até hoje tem efetivado sua rotina de crescimento e marcha evolutiva sabe em que base? Em cima do impacto dos acontecimentos menos felizes que a vida apresenta. Tem aprendido pela dor e por inúmeras coisas que vem acontecendo e as jogando para cima. Ainda trabalha tendo os resultados como componentes indutivos da evolução. Não prioriza um programa, não elege um sistema para percorrer o que esse sistema sinaliza.

Nada disso. Apenas caminha ao saber das circunstâncias, como um barco que se deixa levar. Mantém sua proposta de crescimento centrada nos fatores de fora para dentro, em uma aprendizagem que se faz elaborada nos resultados externos sobre a individualidade.

Jesus pensava em termos de amanhã dentro da proposta de aprendizado da evolução consciente. E a expressão de Paulo, "ministros de um novo testamento", indica que a ascensão agora tem que ser realizada sob outro aspecto.

O evangelho tem indicado que não precisamos mais sofrer para aprender o caminho de crescer. Aliás, chega de evoluir por meio da dor. A dor é elemento evolutivo inerente às faixas inferiores da evolução. O caminho deve ser por sentido diverso do que temos sequenciado. O crescimento agora não deve mais ser sob o mecanismo do sofrimento, não mais sob o impacto dos acontecimentos externos que o mundo transmite, não mais pelo instrumento da dificuldade.

Precisamos alterar o sentido da evolução para além da dor. O sistema agora deve ser pela adesão íntima a uma proposta que dimana do plano superior, e elaborada por dentro nos planos formativos.

O evangelho nos propicia uma visão mais clara. Daqui para frente a ascensão deixa de ser com base no impacto. Se antes aprendíamos pela pancada da justiça, de fora para dentro, o evangelho nos projeta para aprendermos sob a tutela do amor.

E nesse instante nós não vamos mais trabalhar debaixo do constrangimento e da preocupação como grande parte das pessoas fazem. Daqui para frente uma evolução não mais calcada no constrangimento, mas sob o componente assimilativo pela busca. A projeção por meio de uma didática nova em cima do aprende e faz. Visualizamos um crescimento pela adesão a uma proposta nova que dimana de cima, um sistema novo em cima do aprende e faz. Percebeu? Se antes aprendíamos debaixo do mecanismo da dor, a boa nova propicia um aprendizado pela assimilação de valores novos e consequente prática deles. No aprende e faz nós caminhamos na linha vertical do amor a Deus, e na horizontal pela caridade ao próximo.

A dor está na base de todas as mudanças da individualidade. Não está? Se repararmos bem, a dor é o ponto de partida. Vamos entender que o tempo vinha, até então, operando o encaminhamento dos nossos destinos dentro do plano de cumprimento natural da lei de reação. Ou seja, a gente aprendia com base no impacto. É só pensar. Quando alguém não quer crescer, quando não quer sair do lugar de onde está, vem o impacto e joga a criatura para a frente. O constrangimento e a dificuldade fazem ela se mexer. Mas realmente houve uma alteração fundamental na proposta do nosso crescimento rumo a um futuro melhor.

Hoje notamos que com o aprofundamento dos valores espirituais nós temos a oportunidade de embasar um processo de avanço no campo da evolução pela apreensão de um conteúdo e consequente capacidade de trabalho nesse conteúdo. É mais fácil precipitar avanço sobre controle a ter que aguardar que acontecimentos da lei precipitem à mudança. Concorda? Tem gente que só evolui no sacrifício. Vira e mexe a dor é convocada para fazer ela se projetar. Assim, ficam duas alternativas: ou acordamos com o som de bombas em nossas cabeças ou escolhemos o canto singelo dos pássaros livres na natureza. Ou escolhemos, por espontaneidade, o estudo e o esclarecimento ou esperamos que o impacto continue nos projetando. Aí a situação fica difícil. A viver na frustração da perda para depois conquistar novos padrões, a nossa vida seria acentuado vale de lágrimas. Vale que vivemos, muitas vezes, pela nossa própria escolha.

Está determinado pelo plano superior, de modo claro e inequívoco, que a Terra está progredindo e vai progredir ainda mais. Que caminhamos a passos rápidos para uma nova situação hierárquica do planeta, que o orbe vai se projetar para o nível acima chamado regeneração. E o que é interessante, que o crescimento apenas debaixo dos impactos não constitui o caminho operante no mundo regenerado. Lá, com certeza, a ascensão não vai ser somente assim, na base do empurrão.

Logo, considerável parcela de pessoas que estão visitadas hoje por vários tipos de problemas apresentam condições plenas de criar padrões de uma nova vida.

E mudança tem que ser agora. A nova era, em termos de regeneração, vai deixando de lado aquelas condições de aprendizado ao nível do impacto para nos informar. 

No mundo regenerado a evolução não vem decretada de fora. A lei da evolução já labora para nós um processo de crescimento consciente, e a mesma regeneração nos aponta exatamente este ângulo: aprende, assimila e opera. Sendo assim, o que, até então, era evolução conquistada pelas ações insistentes dos fatos exteriores, calcando em nossa intimidade caracteres pelo sofrimento, passa a ser hoje pelo vislumbre de um sistema novo em que passam a falar as estruturas interiores. 

O que era conquistado pelo impacto passa a ser conquistado pela luta interior. E no momento em que elegemos essa proposta de caminho, investindo com carinho, abnegação, sacrifício e determinação no que aceitamos fazer, vamos notando que a aprendizagem, que era totalmente de fora para dentro, passa a ser no trabalho, e não mais debaixo de lágrimas, tristeza e frustração. Abre-se a capacidade perceptiva, aprendemos e buscamos por em prática. Elegemos no mundo íntimo um sistema de vida e dá-se um processo de crescimento pela própria tarefa que se desenvolve.

Se antes quem nos ensinava era a vida, agora nós aprendemos uma sistemática nova de viver. Um aprendizado sem sofrer. De forma suave, por uma eleição de educação.

Erradicando o vício pela incorporação de virtudes. Estamos tentando fazer um sistema de evolução de natureza educacional, enchendo a mente de quê? De caracteres.

Apropriando conteúdo e experimentando, ingerindo conhecimento e implementando medidas, gravando informação e praticando, avocando novos valores e fazendo, retendo informação e vivenciando-as. Arregimentando padrões seletos e tentando, na essencialidade do nosso ser, um caminho educacional que é o caminho que vigora no mundo regenerado. O nosso plano de instauração e de interesse daqui para a frente passa a ser a busca do instruir-se.

Apelamos para a instrução que é a metodologia que vamos ter que implementar à partir de agora, porque é por aí que vamos encontrar as linhas capazes de reduzir o sofrimento. Logo, quem quiser sofrer menos instrua-se e trabalhe essa instrução, no plano de modelagem de uma nova personalidade. E na medida em que vamos conseguindo tornar os efeitos em nossa vida cada vez mais brandos, é sinal que deixamos de ter pressão de fora para dentro para evoluirmos em termos de uma assimilação a nível intuitivo de valores que precisamos saber explorar na caminhada.

Antigamente nós ficávamos presos a um patamar, escondidos na nossa caverna íntima. Chovia, fazia sol, ventava, não ventava, fazia frio, calor, era sempre a mesma coisa. Levava aquela mesma vidinha. Até que um dia a terra tremia, e a gente tinha que buscar outro refúgio. Quando mudávamos era porque a circunstância exterior precipitava acontecimentos. Hoje já é bem diferente. Estamos estudando o evangelho, na sua essência, estamos elaborando com tranquilidade a nossa estrutura mental, elaborando projetos, selecionando valores que possam garantir um crescimento consciente. Tudo que não acontecia antes. Quem trabalhava isso era um grupo privilegiado, que estudava de forma mais aprofundada com os filósofos, que tinha acesso a conhecimentos que para a grande maioria eram inacessíveis. Agora não, está tudo generalizado.

E passamos um pouquinho de aperto porque não estamos acostumados com essa metodologia. Estamos nos acostumando com essa metodologia agora. Não estamos muito acostumados a exercitar o processo reeducacional, por isso sentimos certa dificuldade. Estamos buscando substituir o mecanismo de evolução, que era pela dor, pela frustração e desilusão, e passar a evoluir pelo amor, com direito de utilização do livre-arbítrio, selecionando melhor a semente. Estamos nos esforçando, e com a ajuda de Deus, tenho certeza, a gente chega lá.

9 de out de 2014

Cap 45 - Seja Feliz Hoje - Parte 15 (Final)

A ESPADA DA JUSTIÇA

A espada, como já vimos, tem a finalidade de propiciar a morte, não é? Até aí, creio que não existe dúvida.

O fato é que de certa forma podemos escolher a maneira dessa morte, ou melhor, dessa desativação ser operada. Não podemos escolher? Não temos o livre-arbítrio ao nosso dispor? Como toda sistemática de crescimento consciente inicia-se por uma possibilidade de escolha, podemos enfatizar essa mudança sob dois parâmetros, podemos evoluir escolhendo a espada que melhor nos agrada: ou escolhemos o caminho do amor, avocando a espada do cristo de dentro para fora, mudando por meio dela a nossa conduta de vida; ou então avançamos mediante os constrangimentos da dor, recebendo a espada da justiça de fora para dentro, que visa aparar a nossa linha de ação para melhor.

Em outras palavras, ou avançamos pelo plano do amor ou pelo plano de justiça.

Ou aprendemos pelo impacto dos acontecimentos ou de modo suave pela capacidade de assimilar, a nível informativo, e apropriar o conteúdo pela prática, dentro do mecanismo de formação de caracteres. Tanto a regeneração quanto a evolução não se verificam sem preço e o mecanismo reeducacional exige um processo de planejamento, estudo e elaboração. A questão é saber qual aspecto vamos privilegiar. Mas o que precisamos entender, de forma clara, é que se soubermos suar no trabalho honesto não precisaremos chorar depois no resgate justo.

A lei básica para quem quer evoluir conscientemente é projetar o caminho ou percorrer os degraus pela elaboração segura de dentro para fora. É imperioso reconhecer que a paz legítima resulta do equilíbrio entre os nossos desejos e os propósitos do Senhor na posição em que nos encontramos. Sempre a revelação, sob a fisionomia do amor, precede o impacto da justiça, e a espada de Jesus é a única capaz de promover a paz interna, uma paz que é saúde e alegria do espírito.

Na medida que buscamos adentrar em uma nova postura nós avocamos essa espada, mediante a mudança de dentro para fora, e passamos a cuidar da solução dos nossos problemas sem os lances do sofrimento periférico de fora para dentro.

Isso é interessante de saber, essa espada só pode ser avocada por um processo de dentro para fora, pela utilização da iniciativa e da espontaneidade. Nós sempre a empunhamos de forma consciente e a morte decorre dessa luta, ocorre pela aplicação dessa espada numa postura pessoal de testemunho. Não sendo assim, ao invés de paz teremos sempre uma guerra renovada dentro do coração.

A questão é saber se vivemos no Cristo Jesus tanto quanto ele vive em nós, porque não existe tranquilidade real sem a sua presença no íntimo, sem a adaptação do nosso esforço de aprendizes humanos ao impulso renovador do mestre divino.

E quando não agimos no sentido de acionar a luta interior, quando não aceitamos vivificar o espírito pela luta interna com a espada seletiva, mecanismos externos passam a atuar sobre nós. A espada da lei chega e passa a agir de fora para dentro.

A vida tem continuadamente nos ensinado que todas as vezes que a faixa interior não foi capaz de remodelar, reestruturar e reajustar ficamos sujeitos à reforma imperiosa oriunda do plano exterior. O aprendizado chega sob as expressões menos felizes das lágrimas, da frustração, da desilusão e do sofrimento. Os ângulos que propõe um crescimento se manifestam, não em função de uma eleição, de uma conduta adequada, mas o ensinamento vem em cima da dor criada pela própria criatura. No primeiro ponto chega ao nível da educação, surge sob a tutela áurea do amor, de dentro para fora, todavia quando o tempo está determinado para o crescimento, se não for de dentro para fora vai de fora para dentro, ao nível da imposição de mudança, sob a tutela da justiça.

E, não raras vezes, a luta de fora para dentro pode criar frustração, desilusão, impactos dolorosos, sensação de perda, inconformação, tristeza e uma certa revolta.

Ao invés de usarmos a espada do Cristo e desarmar o coração, a espada da lei, representada pelas circunstâncias, passa a agir de fora para dentro exercendo uma pressão na linha da individualidade. A dor chega sem anúncio prévio. O acontecimento exterior chega e corta o barato da criatura. A realidade muitas vezes chega e esfacela a ilusão, ou melhor, o exército da realidade maior chega para convidar ao redirecionamento, colocando os valores em ordem para a devida reparação, para o adequado recomeço, a submissão e a aprendizagem.

Não podemos desconsiderar esse ensinamento de forma nenhuma. A espada do cristo, e só ela, vem e orienta. E é ela quem vai realizar o trabalho no campo psíquico.

Agora, em razão da nossa teimosia e da nossa fragilidade, no que diz respeito à aplicação da lei divina, se nós não nos ajustamos essa espada passa a fazer o papel cortante no âmbito da lei de causa e efeito. Ficou claro? Aí dá-se o sofrimento imposto de fora para dentro. Olhando à nossa volta, nós vamos notar inúmeras expressões de comunicação de fora para dentro definindo esse chamamento.

Quando não aceitamos o espírito para vivificar chega a espada, na sua feição literal, e mata de fora para dentro, tentando, pela retirada de um estado de conforto e de segurança, nos chamar a uma nova postura. Esses elementos menos felizes de fora para dentro cortam a nossa pseudo ou legítima posição no contexto.

Em suma, as circunstâncias externas visam agir sobre aquele que não edificou a si próprio. E não são poucas as ocasiões em que se dá uma proposta de fora para dentro a fim de podermos ativar, de dentro para fora, uma nova posição diante da vida.

Toda disciplina imposta externamente é caminho, até a individualidade encontrar a capacidade de realizar o plano disciplinador de dentro para fora sob o parâmetro do amor. O ensinamento é profundo e todo aquele que ainda não se despertou está caminhando com certeza para problemas de sofrimento e lágrimas amanhã.

Mas não fique triste com o que estamos dizendo. Isso faz parte da vida. Nós precisamos entender que a resposta da lei tem também o caráter de espada. Tem muita gente mudando porque a espada cortou de fora para dentro. Deu para entender? A espada da lei busca direcionar o ser para a empunhadura da espada de Jesus.

A dor faz um papel extraordinário chamando a gente. E muitos irmãos de humanidade precisam naturalmente ser trabalhados pelos processos tristes e violentos da educação do mundo. É preciso certa calma nos momentos de dificuldade, porque existem muitos envolvidos pelas dores e aflições maiores que estão sob a tutela da lei, estão debaixo da necessidade de se despertarem para determinados ângulos.

Estamos todos, cada qual a seu modo, tentando recompor e reestruturar as nossas vidas. E se estamos trabalhando a questão da morte dos padrões menos felizes sabemos que ela se expressa no sentido da desativação dos mesmos. Ou seja, a morte visa desativar o que tinha expressão viva dentro da gente e que já não nos atende mais, face ao imperativo de progresso. Agora, vamos ter em conta que essa desativação pode se processar de duas formas: por meio da justiça ou por meio do evangelho. Desativação por justiça consiste no bloqueio da manifestação indesejada. É a postura do refreamento, do não fazer. Ocorre pela pressão no sentido de evitar a exteriorização do padrão que se quer desativar. Trabalha-se só cerceando ou evitando a manifestação dos reflexos inferiores, o que, aliás, é uma maneira mais dolorida, cuja desativação pode levar o indivíduo a um processo místico e fanatizante. Pense comigo, o pensamento represado é uma carga inestancável e se você apenas bloqueia a manifestação, ela pode ir se acumulando. E quando essa carga expande, sai de baixo.

O evangelho nos propõe a melhor maneira de sanear. Uma mais suave e, além de tudo, duradoura.

Se objetivamos a redenção espiritual somos convocados a um piso de harmonia e paz no momento oportuno. A desativação, pela lição sublime de Jesus, é decorrente da ativação de novos padrões, é a desativação decorrente da ativação de outros componentes. Está acompanhando? Pois uma terapia eficiente não se dá apenas pelo cerceamento, mas pela laboração simultânea de padrões positivos. 

Você ativa outras frentes e acaba sendo mais feliz no que respeita a vitória sobre os chamamentos que eram comuns. Essa reestruturação se dá pela mudança de postura mental e também pela sedimentação de novas posições por meio da prática de valores positivos. É a forma correta e acertada, pois o que sedimenta a morte é o nascimento em novo ângulo. O processo é recolher a informação e operar a informação, aprender e fazer. Trabalhar a abertura de potenciais para reduzir a intensidade daqueles ângulos ou caracteres que podem nos levar a sofrimentos e desequilíbrios. Isso mata a antiga postura da criatura e a revivifica em outra posição.

Para concluir, vamos dizer o seguinte. A espada não é a palavra? Então, no fundo do coração vamos avaliar como a temos utilizado no cotidiano, especialmente no trato com os semelhantes. Qual a natureza do que temos verbalizado e lançado no terreno do destino? Porque em qualquer tempo e ambiente nós sempre recebemos segundo o que exteriorizamos. E como instrumento que avocamos, a espada é também algo que pode nos machucar consideravelmente no campo cármico das responsabilidades evolutivas. Às vezes, uma palavra nossa direcionada para alguém machuca esse alguém, e nem notamos o peso dela.

No momento em que a nossa fala sai de forma coercitiva para com o semelhante, nós estamos ferindo ou maltratando. Quantas ocasiões falamos bobagem, maltratamos, acusamos, ironizamos, criticamos e tiramos o bem estar dos outros pela nossa voz? Usamos indevidamente a palavra para ferir, menosprezar e constranger o semelhante. A gente machuca os outros até em nome da verdade. Como, também, inúmeras expressões verbalizadas podem representar manifestações do nosso plano inferior, das nossas fraquezas, dificuldades e imperfeições.

4 de out de 2014

Cap 45 - Seja Feliz Hoje - Parte 14

A LETRA MATA E O ESPÍRITO VIVIFICA

“O QUAL NOS FEZ TAMBÉM CAPAZES DE SER MINISTROS DE UM NOVO TESTAMENTO, NÃO DA LETRA, MAS DO ESPÍRITO; PORQUE A LETRA MATA E O ESPÍRITO VIVIFICA.” CORÍNTIOS II 3:6 

A letra do evangelho é material didático, não é a essência do conhecimento. A letra não é a essência, o espírito é que é.

E tudo bem que ela não é a essência, no entanto faz um papel importantíssimo. Ela aponta e direciona uma mensagem que está contida em seu interior. A letra é o elemento que traz as revelações, afinal não tem jeito de se levar qualquer essência sem um instrumento de natureza extrínseca que a encaminhe. A essência não pode ficar esparsa, precisa estar contida em algo. E esse algo é a letra.

A letra é a forma, a embalagem, o invólucro, o instrumento material que traz em seu íntimo o conteúdo. É o veículo, a expressão periférica, de natureza exterior. É o componente extrínseco, o canal, o elemento comunicador. O objeto que temos que usar para decodificar a mensagem que nos chega. É a responsável pelo encaminhamento, pela veiculação, pelo direcionamento da essência que se encontra dentro de si mesma. Canaliza e direciona para uma essência contida em seu íntimo, pois não tem como obter uma essência sem a letra que a transporte e canalize. A letra faz o papel de síntese para abrir uma nova proposta de vida interior. Compõe-se e decompõe-se, pois na natureza tudo se transforma. Todo mecanismo de evolução visa a essência e todos os valores estruturais, que nos garantem e propiciam movimento, são suscetíveis de alteração.

A letra é o dispositivo legal. É o casulo que mantém guardada a essência dos ensinamentos.

De certa forma, é o instrumento didático. Agora, note o seguinte, se a parte de fora do evangelho é a letra, o que nós estamos buscando num estudo como este é tentar ver o que tem dentro da letra. É por isto que interpretar é pegar a letra e ver o que tem dentro dela. É necessário realizar o trabalho de extrair o espírito da letra.

E o espírito, por sua vez, é a essência. É o conteúdo, o aprendizado, o componente vivificante.

Se a letra é a verbalização de lá para cá, o amor é a verbalização de cá para lá. Todas as lições bíblicas, nos seus diversos livros, tem tanto aspectos literais, que é a parte exterior, como tem também as partes de profundidade, de característica espiritual na intimidade delas. A letra não realiza o trabalho vivificante propriamente, o que faz é nos conduzir de forma aprofundada. Nos encaminha, qual enxada abrindo o solo a um tesouro que é de nossa iniciativa pessoal.

A letra é a proposta de justiça que nós ingerimos, e alguém pode perguntar como é ela mata, como ela consegue matar. Inicialmente, nós vamos observar que por meio da nossa busca, em decorrência daquilo que o nosso íntimo grita e deseja, a palavra que é irradiada passa a ser assimilada pelo nosso grau de percepção e passamos a apreender padrões novos. A letra começa a apontar situações que vivemos e que necessitam ser reexaminadas e recicladas. Por isso, quando trabalhamos a letra nós estamos trabalhando os instrumentos da morte. 

Nas faixas mais exteriores do evangelho nós temos a letra que faz um papel de morte, o papel de entregar à morte. E cada individualidade vai assimilando e enxergando aquele ângulo quase sempre compatível com as suas necessidades e os seus padrões. Assim, essa palavra recebida penetra o corpo. Não o corpo físico, óbvio. Penetra o corpo de concepções, de ideias, de conceituações e de valores do ser.

O detalhe é que a letra mata quando é percebida. Quando não é, não tem perigo nenhum de matar. Aliás, nós estamos cansados de ver coisas que não propiciam alteração nenhuma, que não muda nada. Alguém diz assim, após conversar com outro: "Falei algumas coisas pra ele, pra ver se ele acorda. Se ele pensar, vai ter que refletir." Mas quer saber? Não pensa. Às vezes, o que ouviu vai desencarnar sem ter pensado naquilo. Porque isso não é interessante na ótica perceptiva dele. Ele não está nem aí, ele está com a cabeça em outro lugar. Às vezes, também, um fio da espada tange apenas o plano perceptivo de entendimento do indivíduo e não tange o outro lado, que é a sua parte sentimental.

Quando a orientação espiritual elevada penetra a intimidade instaura-se, de imediato, uma luta íntima.

A letra, ao encontrar o plano de percepção dentro de gente, de forma instantânea cria um estado de luta íntima. Cria o conflito decorrente da necessidade intrínseca de se conquistar a paz,  pois já falamos que não existe paz sem luta. Atrás de toda proposta de luta vibra o anseio de se estabelecer a paz. 

Nós estamos estudando o evangelho e ele chega para indicar que temos uma luta para vencer dentro de nós mesmos, e é nessa hora que fica praticamente instaurada a grande luta de redenção ou renovação. E o objetivo dessa luta é matar a antiga criatura (o homem velho) e vivificar a nova expressão (o filho do homem). É exatamente isso, nem mais, nem menos. A letra, de fato, aponta uma mensagem e se ela nos atinge é porque nós estamos em um campo de reação. É por isto que a lição de Jesus, ainda e sempre, é conhecida como a espada renovadora, o instrumento de luta íntima e geratriz da paz, com o qual deve o homem lutar consigo mesmo, extirpando os velhos inimigos do seu coração. 

Agora, não se inquiete. Todo conhecimento gera conflito mesmo quando chega. E esse conflito instaurado, essa luta franca e aberta, representa sabe o quê? Um componente que integra o sistema educacional natural. Isso é normal, no mecanismo da evolução o conflito e a dúvida aparecem como um dos elementos que marcam de forma decisiva a metodologia da aprendizagem.

A cada momento nós estamos desativando alguma coisa, mas só teremos êxito na desativação se, ao mesmo tempo, estivermos edificando caracteres novos. A letra faz um papel de eliminação, de desativação, e a essência o papel de reedificação.

A letra mata. Ela fala para o homem velho, e a expressão vivificante fala para o homem novo que quer nascer (filho do homem). A instrução que chega (informação) gera a luta e a formação educacional (aplicação) produz a paz, porque a paz é decorrente da luta. Sem luta não há paz. A informação detona a luta e a aplicabilidade dessa instrução no campo prático da vida, ao nível de formação de novos padrões, garante a paz. O erguimento da espada reeducacional praticamente apara e corta elementos de natureza inferior que ainda cultivamos. Mata uma expressão de vida para fazer surgir uma outra feição de vivência.

Em outras palavras, transforma. Na medida em que se penetra em espírito e verdade, na intimidade da letra, nós começamos a transformar o que era decretação da morte em uma eleição de vida em nova posição. Porque não tem como retirar alguma coisa sem uma respectiva substituição. Apenas teremos êxito na desativação se nós, ao mesmo tempo, estivermos edificando aspectos novos.

Então, sempre a letra mata. No entanto, se não soubermos colocar um certo aprofundamento para que a vida surja dessa letra, ou desses padrões mantenedores da vida em novas bases, não conseguiremos dar aquele sentido dinâmico ao crescimento.

Estamos lidando com esse mecanismo. E para que a evolução aconteça a paciência tem que ser chamada.

E, na proporção em que formos operando com clareza em cima do novo valor recebido, nós vamos assinando os tratados de paz na própria vida consciencial. Vamos aprendendo a nos administrar.

A espada, no sentido literal, mata, e no sentido essencial, substancial, ressurge na frente com novas posições. Ela mata, sim. Tem o objetivo finalístico de aniquilar uma expressão anterior. Funciona para matar a lei e fazer vivificar uma dimensão nova na estrutura do amor. A letra que chega de fora mata toda uma estrutura que selecionamos como suscetível de morrer e, por dentro, tem o componente de vivificação que nós estamos tentando trabalhar.

Essa espada penetra e altera, de forma fantástica, toda uma estrutura formada do ser.

Quando conseguimos nos ajustar ela faz um papel cortante ao nível do sofrimento, do desajuste e do desconforto. É por isso que o termo comumente usado na melhoria é reforma íntima, isto é, dar uma forma nova ao íntimo, reformar.

A cada momento estamos gerando uma morte que, atrás dela, vibra uma vida abundante e melhor.

A essencialidade contida na letra não vem para matar efetivamente, vem para dar vida a uma expressão nova. O valor vem trabalhar a intimidade da individualidade, projetando outra forma de viver. Logo, é preciso assimilar para implementar um sistema novo. O que é captado a nível informativo, como revelação, passa a ser componente de vida, de experiência, e essa experiência cria sabe o quê? Um sistema de morte para aquilo que representava a nossa forma de viver. 

O valor novo vai matando toda uma soma de conceitos e de concepções e vai, ao mesmo tempo, abrindo novo processo ao nível de vivência.

A gente vai vivendo o novo valor e isso vai reformulando os conceitos, vai mudando as concepções, vai alterando nossa estrutura. Com um detalhe que vale ressaltar: nem sempre essa morte é imediata, nem sempre ocorre logo após a assimilação.

A letra mata. E a letra corresponde ao componente exterior. Assim, o próprio sofrimento que nos alcança representa a letra. Já pensou nisso? E como a proposta da lei não é apenas respaldar o destino e fazer com que paguemos a nossa dívida, e a manifestação da misericórdia de Deus vai muito além disso, esse sofrimento busca nos direcionar para o amor. É algo para se pensar com carinho. Cada qual está recebendo hoje o resultado do que lançou ontem, e por maiores sejam as dificuldades elas não vem para a destruição, porque não existe essa proposta destruidora de lá para cá. Não chega destruição do plano superior para o nosso.

A parte periférica da letra mata o conceito anterior, só que essa espada da lei não tem o objetivo de matar. Ela visa a edificação do espírito atrás dessa morte aparente que avoca. Pois o que tem dentro da lei, a essência, não vem para matar, vem para fazer ressurgir uma nova personalidade. Deu para perceber? O sofrimento, como letra, não chega para acabar com a vida de ninguém. Pelo contrário.

O que é preciso é saber entender a mensagem dos acontecimentos. Nada é sem sentido, nada acontece sem finalidade. Atrás de toda circunstância existe algo a ser transmitido.

A própria dor, que é uma mensagem, traz uma essencialidade contida dentro dela. Busca trazer para nós a vida num parâmetro melhor. Conclusão: tudo se torna bastante enriquecedor na caminhada quando nós conseguimos encontrar a mensagem que vigora atrás dos acontecimentos que nos visitam. Basta ter olhos de ver.

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