12 de out de 2014

Cap 46 - A Verdade Vos Libertará - Parte 1

NOVO SISTEMA

“O QUAL NOS FEZ TAMBÉM CAPAZES DE SER MINISTROS DE UM NOVO TESTAMENTO, NÃO DA LETRA, MAS DO ESPÍRITO; PORQUE A LETRA MATA E O ESPÍRITO VIVIFICA.” CORÍNTIOS II 3:6

A gente aprendia as coisas antigamente sabe como? No impacto. Não era assim? Aprendia no campo da emoção, debaixo do impacto, positivo ou negativo.

Antigamente a evolução era precipitada, era trabalhada pelos acontecimentos. Os encaminhamentos da vida nos projetavam. E não mudou muito de tempos longínquos para cá. Nosso sistema de aprendizado ainda é feito na pancada. A grande multidão de pessoas até hoje tem efetivado sua rotina de crescimento e marcha evolutiva sabe em que base? Em cima do impacto dos acontecimentos menos felizes que a vida apresenta. Tem aprendido pela dor e por inúmeras coisas que vem acontecendo e as jogando para cima. Ainda trabalha tendo os resultados como componentes indutivos da evolução. Não prioriza um programa, não elege um sistema para percorrer o que esse sistema sinaliza.

Nada disso. Apenas caminha ao saber das circunstâncias, como um barco que se deixa levar. Mantém sua proposta de crescimento centrada nos fatores de fora para dentro, em uma aprendizagem que se faz elaborada nos resultados externos sobre a individualidade.

Jesus pensava em termos de amanhã dentro da proposta de aprendizado da evolução consciente. E a expressão de Paulo, "ministros de um novo testamento", indica que a ascensão agora tem que ser realizada sob outro aspecto.

O evangelho tem indicado que não precisamos mais sofrer para aprender o caminho de crescer. Aliás, chega de evoluir por meio da dor. A dor é elemento evolutivo inerente às faixas inferiores da evolução. O caminho deve ser por sentido diverso do que temos sequenciado. O crescimento agora não deve mais ser sob o mecanismo do sofrimento, não mais sob o impacto dos acontecimentos externos que o mundo transmite, não mais pelo instrumento da dificuldade.

Precisamos alterar o sentido da evolução para além da dor. O sistema agora deve ser pela adesão íntima a uma proposta que dimana do plano superior, e elaborada por dentro nos planos formativos.

O evangelho nos propicia uma visão mais clara. Daqui para frente a ascensão deixa de ser com base no impacto. Se antes aprendíamos pela pancada da justiça, de fora para dentro, o evangelho nos projeta para aprendermos sob a tutela do amor.

E nesse instante nós não vamos mais trabalhar debaixo do constrangimento e da preocupação como grande parte das pessoas fazem. Daqui para frente uma evolução não mais calcada no constrangimento, mas sob o componente assimilativo pela busca. A projeção por meio de uma didática nova em cima do aprende e faz. Visualizamos um crescimento pela adesão a uma proposta nova que dimana de cima, um sistema novo em cima do aprende e faz. Percebeu? Se antes aprendíamos debaixo do mecanismo da dor, a boa nova propicia um aprendizado pela assimilação de valores novos e consequente prática deles. No aprende e faz nós caminhamos na linha vertical do amor a Deus, e na horizontal pela caridade ao próximo.

A dor está na base de todas as mudanças da individualidade. Não está? Se repararmos bem, a dor é o ponto de partida. Vamos entender que o tempo vinha, até então, operando o encaminhamento dos nossos destinos dentro do plano de cumprimento natural da lei de reação. Ou seja, a gente aprendia com base no impacto. É só pensar. Quando alguém não quer crescer, quando não quer sair do lugar de onde está, vem o impacto e joga a criatura para a frente. O constrangimento e a dificuldade fazem ela se mexer. Mas realmente houve uma alteração fundamental na proposta do nosso crescimento rumo a um futuro melhor.

Hoje notamos que com o aprofundamento dos valores espirituais nós temos a oportunidade de embasar um processo de avanço no campo da evolução pela apreensão de um conteúdo e consequente capacidade de trabalho nesse conteúdo. É mais fácil precipitar avanço sobre controle a ter que aguardar que acontecimentos da lei precipitem à mudança. Concorda? Tem gente que só evolui no sacrifício. Vira e mexe a dor é convocada para fazer ela se projetar. Assim, ficam duas alternativas: ou acordamos com o som de bombas em nossas cabeças ou escolhemos o canto singelo dos pássaros livres na natureza. Ou escolhemos, por espontaneidade, o estudo e o esclarecimento ou esperamos que o impacto continue nos projetando. Aí a situação fica difícil. A viver na frustração da perda para depois conquistar novos padrões, a nossa vida seria acentuado vale de lágrimas. Vale que vivemos, muitas vezes, pela nossa própria escolha.

Está determinado pelo plano superior, de modo claro e inequívoco, que a Terra está progredindo e vai progredir ainda mais. Que caminhamos a passos rápidos para uma nova situação hierárquica do planeta, que o orbe vai se projetar para o nível acima chamado regeneração. E o que é interessante, que o crescimento apenas debaixo dos impactos não constitui o caminho operante no mundo regenerado. Lá, com certeza, a ascensão não vai ser somente assim, na base do empurrão.

Logo, considerável parcela de pessoas que estão visitadas hoje por vários tipos de problemas apresentam condições plenas de criar padrões de uma nova vida.

E mudança tem que ser agora. A nova era, em termos de regeneração, vai deixando de lado aquelas condições de aprendizado ao nível do impacto para nos informar. 

No mundo regenerado a evolução não vem decretada de fora. A lei da evolução já labora para nós um processo de crescimento consciente, e a mesma regeneração nos aponta exatamente este ângulo: aprende, assimila e opera. Sendo assim, o que, até então, era evolução conquistada pelas ações insistentes dos fatos exteriores, calcando em nossa intimidade caracteres pelo sofrimento, passa a ser hoje pelo vislumbre de um sistema novo em que passam a falar as estruturas interiores. 

O que era conquistado pelo impacto passa a ser conquistado pela luta interior. E no momento em que elegemos essa proposta de caminho, investindo com carinho, abnegação, sacrifício e determinação no que aceitamos fazer, vamos notando que a aprendizagem, que era totalmente de fora para dentro, passa a ser no trabalho, e não mais debaixo de lágrimas, tristeza e frustração. Abre-se a capacidade perceptiva, aprendemos e buscamos por em prática. Elegemos no mundo íntimo um sistema de vida e dá-se um processo de crescimento pela própria tarefa que se desenvolve.

Se antes quem nos ensinava era a vida, agora nós aprendemos uma sistemática nova de viver. Um aprendizado sem sofrer. De forma suave, por uma eleição de educação.

Erradicando o vício pela incorporação de virtudes. Estamos tentando fazer um sistema de evolução de natureza educacional, enchendo a mente de quê? De caracteres.

Apropriando conteúdo e experimentando, ingerindo conhecimento e implementando medidas, gravando informação e praticando, avocando novos valores e fazendo, retendo informação e vivenciando-as. Arregimentando padrões seletos e tentando, na essencialidade do nosso ser, um caminho educacional que é o caminho que vigora no mundo regenerado. O nosso plano de instauração e de interesse daqui para a frente passa a ser a busca do instruir-se.

Apelamos para a instrução que é a metodologia que vamos ter que implementar à partir de agora, porque é por aí que vamos encontrar as linhas capazes de reduzir o sofrimento. Logo, quem quiser sofrer menos instrua-se e trabalhe essa instrução, no plano de modelagem de uma nova personalidade. E na medida em que vamos conseguindo tornar os efeitos em nossa vida cada vez mais brandos, é sinal que deixamos de ter pressão de fora para dentro para evoluirmos em termos de uma assimilação a nível intuitivo de valores que precisamos saber explorar na caminhada.

Antigamente nós ficávamos presos a um patamar, escondidos na nossa caverna íntima. Chovia, fazia sol, ventava, não ventava, fazia frio, calor, era sempre a mesma coisa. Levava aquela mesma vidinha. Até que um dia a terra tremia, e a gente tinha que buscar outro refúgio. Quando mudávamos era porque a circunstância exterior precipitava acontecimentos. Hoje já é bem diferente. Estamos estudando o evangelho, na sua essência, estamos elaborando com tranquilidade a nossa estrutura mental, elaborando projetos, selecionando valores que possam garantir um crescimento consciente. Tudo que não acontecia antes. Quem trabalhava isso era um grupo privilegiado, que estudava de forma mais aprofundada com os filósofos, que tinha acesso a conhecimentos que para a grande maioria eram inacessíveis. Agora não, está tudo generalizado.

E passamos um pouquinho de aperto porque não estamos acostumados com essa metodologia. Estamos nos acostumando com essa metodologia agora. Não estamos muito acostumados a exercitar o processo reeducacional, por isso sentimos certa dificuldade. Estamos buscando substituir o mecanismo de evolução, que era pela dor, pela frustração e desilusão, e passar a evoluir pelo amor, com direito de utilização do livre-arbítrio, selecionando melhor a semente. Estamos nos esforçando, e com a ajuda de Deus, tenho certeza, a gente chega lá.

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