19 de out de 2014

Cap 46 - A Verdade Vos Libertará - Parte 2

A INSTRUÇÃO INFORMA

“31JESUS DIZIA, POIS, AOS JUDEUS QUE CRIAM NELE: SE VÓS PERMANECERDES NA MINHA PALAVRA, VERDADEIRAMENTE SEREIS MEUS DISCÍPULOS; 32E CONHECEREIS A VERDADE, E A VERDADE VOS LIBERTARÁ.”   JOÃO 8:31-32

Em todas as áreas de atividades profissionais da vida, sem exceção, o estudo é fator primordial.

Aliás, a ausência do estudo acaba por ocasionar a estagnação dos indivíduos a elas vinculadas. Isto se dá em qualquer setor de trabalho. A costureira que não observa as novas tendências de cortes, moldes e tecidos não progride; o cabeleireiro que não acompanha os novos visuais da moda, os novos produtos de tinturas, as novas técnicas, não cresce no seu ramo; o médico que não se mantém vinculado a periódicos núcleos de especialização passa a limitar em muito o desempenho de sua função. De forma que não podemos deixar de estudar.

O estudo não para. Até no que reporta ao evangelho, quem estuda não somos apenas nós. As altas autoridades espirituais também estudam, e o mesmo evangelho que nós, só que com interpretações bem mais ampliadas do que as nossas.

E quando estudamos e tentamos interpretar o evangelho, começamos a buscar por conhecimentos que nos auxiliem. E o mecanismo libertador da verdade começa a ser alcançado quando passamos a obter determinado conhecimento novo. Em outras palavras, o primeiro passo da verdade é o plano teórico. É a linha informativa. E nessa linha informativa já começamos a gestar o homem novo.

O conhecimento é o primeiro ponto, a primeira iniciativa para que trabalhemos os ângulos mais nebulosos da nossa própria individualidade. Ok? Nós estamos lidando com uma verdade cujo primeiro passo dela é o plano teórico. E Jesus é aquele que dispara o processo educacional. A cada instante ele nos chega informando, especialmente quando passamos a compreender o seu evangelho de luz.

E este trabalho que estamos levando a efeito é um trabalho que objetiva direcionar caracteres informativos. 

O plano informativo é um componente essencial que marca o mecanismo do crescimento e da aprendizagem dentro da evolução que buscamos. Receptor do conteúdo, é por ele que trabalhamos um ponto básico da educação. A informação define o ângulo vertical. É a instrução. O que recolhemos do alto, o que captamos de cima.

O conhecimento teórico proporciona uma melhor escolha. E se você escolhe melhor, a experiência é melhor. 

No momento em que vamos entendendo essa linha de orientação que vem de cima, nos envolvendo, protegendo e direcionando na aprendizagem, começamos a abrir o campo mental para uma percepção mais ampla. Quando os valores novos chegam eles tem uma característica de apontar e oferecer recursos construtivos. Pense comigo, a informação prepara e quase nos transforma numa biblioteca ambulante.

E se nós arregimentamos todas as informações acerca do evangelho ou de qualquer outra área nós ficamos potencializados. Percebeu? Ficamos preparados, prontos para operar, aptos a realizar. Resultado? A meta daqui para a frente é a instrução. 

Porque a instrução propicia aquela moldura necessária para que a nossa educação se formalize de modo definitivo.

Durante muitos séculos acreditávamos que podíamos nos redimir simplesmente pela instrução informativa. Em nossa ótica antiga, apenas a arregimentação de valores intelectivos era suficiente para nos colocar em uma situação de vida melhor. A gente decorava, sabia os mandamentos de cor. Pensávamos desse jeito lá atrás e era assim que a gente achava que evoluía. No entanto, o relógio do tempo não para, e parece que nós não mudamos tanto como se era esperado mudar. 

Ainda hoje queremos manter a nossa vida dentro de uma postura acentuadamente passiva, e insistimos em eleger uma libertação em cima apenas de componentes informativos, razão pela qual os inúmeros desafios dos dias atuais tem ameaçado tanta gente. Infelizmente, muitas pessoas misturam a instrução com a aprendizagem efetiva. Acham que é a mesma coisa, e não é.

E tanto não é, que se o mero conhecimento informativo resolvesse o nosso problema a história já seria outra. Não teria ninguém estudando o evangelho aqui no blog. Estaria todo mundo de asinha para cima, igual anjo. Então, que acontece? O indivíduo pode arregimentar todas as informações necessárias e chegar ao objetivo frustrado. Aliás, tem muita gente que acha que conhece, mas está visitada por um pseudo-conhecimento. Percebeu? Pode estar numa conotação informativa muito exterior, muito periférica. Vamos entender que no plano teórico da informação nós mantemos um pseudo-conhecimento. Achamos que é, e não é. Porque o conhecimento, no sentido informativo, é apenas o toque de manifestação de interesses e de desejos novos que passam a gravitar dentro de nós.

O que vamos dizer é importante demais. Informação é aquilo que chega e que nós desconhecíamos. Certo? Do contrário, não é informação. Chegar aqui e dizer que estamos estudando o evangelho não é informação para ninguém, todos já sabemos. Então, a informação é o que vem de fora. Ela opera de fora para dentro.

O que tem que ficar claro é que o ato de receber sempre está ligado ao plano informativo.

Pela linha informativa nós ingerimos e captamos, e o plano informativo é decorrente do que se recebe. E pelo receber nós apenas nos informamos. A informação constitui o elemento indutor, o componente instaurador, elemento de toque.

O ensejo de aprender é uma porta libertadora. Alguém tem dúvida? E que porta, por sinal. Agora, é importante entender que a informação é aquele componente que vem antes da formação. Isso é essencial de ter em conta. E por vir antes da formação, ela por si só não propicia forma nenhuma. Conseguiu captar? Não modifica, não altera, não muda nada. A instrução informa.

E por vir antes da formação, é ela que vai nos possibilitar uma postura de aplicabilidade, de ação. É por isso que o conhecimento da verdade apenas não liberta.

E o evangelho é muito claro quanto a isto: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." (João 8:32) Dentro do mecanismo de evolução não basta apropriar conteúdo. De forma alguma. Se a recuperação do mundo e de nós mesmos estivesse circunscrita ao conhecimento teórico e a lindas palavras o Cristo divino não precisaria ter vindo ao encontro dos necessitados aqui da Terra. Pelos valores informativos nós aprendemos o caminho. Fica faltando o quê? A verdade e a vida. E se a instrução sozinha não liberta, concluímos que o conhecimento intelectual nos coloca na ante-sala da libertação, nos põe próximo dela.

Em outras palavras, o valor informativo não garante a passagem pela porta, garante a visualização da porta. Como a matrícula em determinado curso não soluciona o problema de aproveitamento do aluno. O aprendizado se inicia com o acesso ao plano informativo. Está acompanhando? A informação nos prepara, nos possibilita a visualização do caminho. Mas para o acesso efetivo a novas bases é preciso aplicar o que se aprendeu, é preciso a faixa operacional. É por isso que a verdade não liberta, mas libertará. No futuro, quando for aplicada.

O caminho novo que é apontado é o plano informativo. Assim, quando surge um padrão informativo novo dentro da nossa rotina esse componente novo tem o papel de projetar a nossa inteligência e o nosso campo mental para mais à frente.

E vai precisar surgir experiências concretas que irão fazer o papel aferidor do legítimo conhecimento recolhido pela informação. Vai precisar ter a aplicação. Afinal de contas, não se elege uma padronização a nível mental, de modo adequado e seguro, sem a disposição de se investir naquilo, de se investir no ponto capaz de criar o registro interior dentro de nós ao nível de reflexo. Não basta somente apropriar conteúdo, é preciso operarmos como refletores do pensamento divino no contexto da vida em que nós estamos situados. O valor informativo implementa em nós um caminho novo e esse caminho novo tem um sentido desafiador para nós.

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