22 de out de 2014

Cap 46 - A Verdade Vos Libertará - Parte 3

A APLICAÇÃO FORMA

“31JESUS DIZIA, POIS, AOS JUDEUS QUE CRIAM NELE: SE VÓS PERMANECERDES NA MINHA PALAVRA, VERDADEIRAMENTE SEREIS MEUS DISCÍPULOS; 32E CONHECEREIS A VERDADE, E A VERDADE VOS LIBERTARÁ.”   JOÃO 8:31-32

Temos aprendido muito com as fontes superiores a nós, e isso é algo inegável. Só que continuamos muito presos às nossas linhas de carência.

Insistimos em ficar numa postura acentuadamente passiva, como se fôssemos eternos protegidos e necessitados da misericórdia maior. Fazemos de tudo para manter a nossa vida dentro de um processo acomodatício, e tantas vezes manifestamos indiferença e insensibilidade ao chamamento para operar. Em razão disso, o apocalipse da atualidade tem ameaçado muito gente. O plano informativo é uma porta que define o início do processo ascensional. Ótimo. Mas o detalhe é que se mantivermos apenas a abertura da comporta perceptiva das informações, com toda a certeza iremos somente até determinado ponto e por um período relativo de tempo. Porque fica faltando a parte aplicável dos valores que estão entrando por essa porta.

Ao tempo em que vamos estudando, passamos a compreender que existe uma linha de relação entre os valores revelados e o embasamento que cada um de nós vai obtendo. Vai surgindo um desafio, porque esse embasamento não é apenas naquele sentido da extensão informativa, mas principalmente naquele fundamentado e alicerçado na vertical da nossa capacidade de fazer, de realizar e de operar. 

A compreensão do evangelho, a nível intelectivo, propõe uma tarefa, uma atividade que visa respaldar o coração em um plano afirmativo. Daí, concluímos que a paz é decorrente da aplicabilidade dos conhecimentos do evangelho de dentro para fora.

Então, não basta saber. É imprescindível aplicar de maneira útil o conhecimento.

A letra somente valerá para nós se lhe dermos a aplicação necessária. Ler, abrindo a horizontal da heterogeneidade de informações, é muito importante, no entanto, essa leitura só será capaz de nos possibilitar algum progresso quando conseguirmos perseverar naquele ponto que o nosso campo mental adotou ou vem adotando. Qualquer estudo nobre é aquisição inapreciável, mas se permanece inerte na alma de quem aprende é igual ao pão escondido àqueles que choram de fome.

Não há dúvida que tem muita gente que conhece, e conhece muito na cabeça, como se carregasse nela biblioteca inteira. No entanto, vamos nos lembrar que conhecimento sem vivência não é conhecimento, é pseudo-conhecimento. Veja bem, existe um pseudo-conhecimento embasado exclusivamente no plano de percepção informativa e existe um conhecimento fundamentado de maneira efetiva no exemplo. É diferente. O conhecimento, fundamentado unicamente na linha informativa, é um pseudo-conhecimento. A verdade por excelência se expressa na capacidade de realização da criatura. A real aquisição depende de uma operação. O que nos leva à frente não é a informação sozinha, o que nos leva ao encaminhamento natural da vida é o saber pela linha informativa aliado à capacidade aplicativa desse conhecimento. Em nossos trabalhos, nós temos que ponderar que as palavras dos ensinos somente são justas quando seladas com a plena demonstração dos padrões íntimos. E a proposta que se nos abre na atualidade é saber apropriar conhecimento e elaborá-lo no campo prático.

O conhecimento teórico nos coloca na ante-sala da libertação e a prática desse conhecimento, no plano vivo do dia a dia, é que nos dá acesso a uma nova posição.

Somente a experiência nos leva a saber. A verdade por excelência se expressa pela capacidade de realização. Vamos tornar a repetir: o conhecimento real é com base na ação, sem a vivência não existe conhecimento, existe pseudo-conhecimento.

É por isto que conhecer de verdade é buscar realizar parcelas no plano prático diário, transformando a revelação em componente de libertação. Inicialmente, os caracteres nos chegam na vertical informativa, e para que possam ser uma conquista confortadora, harmônica e segura precisamos aplicá-los. E ao começarmos a soltar esses valores recebidos nós passamos a ter conhecimento, pois educação é de dentro para fora. Deu uma ideia? É por aí que a educação se forma.

Nós temos que nos educar, nos experimentar e trabalhar uma nova filosofia. Vamos ingerindo padrões para um sistema de vida mental adequada, uma vida operacional segura.

Ângulos de ação vão se abrindo gradativamente às conquistas feitas nos terrenos da reeducação pessoal. Fundamental é caminhar aprendendo, captar informações didáticas de aplicabilidade em um conhecimento voltado para a educação. A sistemática daqui para a frente é levantar uma estrutura científica dentro do plano da filosofia, captar de um lado para operarmos com aquilo que a gente tem. Conhecer e procurar investir, sem querer fazer mais do que as nossas possibilidades suportam. O processo é íntimo. A gente investe e depois surge o momento de gastar nosso investimento. É indispensável o golpe da ação própria no sentido de modelarmos o santuário interior na sagrada iluminação da vida.

O ato de receber, já dissemos, está amplamente ligado ao plano informativo. Ao receber, você se informa. Isto tem que ficar claro, ok? Pelo que recebemos a gente se informa, e pelo que damos, pelo que fazemos, a gente forma. Recebendo a criatura ganha o título, oferecendo ela ganha a autoridade. Temos aí um desafio lançado. Possuímos o que damos, não possuímos o que recebemos.

Está dando para entender? Somente pela aplicação conseguimos operar a formação dos caracteres que definem uma nova postura íntima. O plano formativo, de formação, de solidificação, decorre do que se faz. Pelo dar, pelo oferecer, pelo fazer é que nós formamos caracteres. Ao dar, ao oferecer, formamos caracteres fundamentados em amor. Não tem outro jeito, é pela linha realizadora que nós vamos formar. Os valores, a princípio assimilados, permanecem teoricamente em nós e pela faixa experimental se incrustam em nosso interior, em nosso psiquismo. Nós obtemos a legítima conquista quando os padrões informados se transferem em caracteres formados na intimidade nossa.

De forma que não adianta querermos apropriar de algo sem executar. Todos nós, sem exceção, evoluímos dentro das linhas de informação e informação. Apropriando conteúdo pela informação e sedimentando-o pela aplicação, pela prática.

Por mais respeitável seja o teórico, os seus conceitos, quando não experimentados na prática, tornam-se adorno intelectual para a vaidade. Uma apropriação equilibrada representa largo território aberto para podermos aplicar. Só possuímos com legitimidade quando aplicamos. Se o conhecimento nos coloca na ante-sala da libertação, é a prática que dá acesso ao ambiente novo, ao plano que representa a nossa meta, o nosso objetivo. A vivência do conhecimento é fator indispensável para a real aquisição dos valores iluminativos que enobrecem o espírito.

A autoridade informativa vai ganhando campo, vai tomando força na medida em que vamos tendo condições de operar com segurança os padrões que estão sendo recebidos.

A prática do conhecimento no plano vivo da nossa vida no dia a dia é que nos dá o acesso a nova posição. A regeneração é com base na linha operacional, não apenas teórica. Precisamos tentar realizar parcelas no plano prático condicionado, de modo a fixarmos esses padrões como caracteres positivos dentro de nós, para que tenhamos acesso a outros ângulos da evolução. Em outras palavras, para alcançarmos os objetivos que traçamos nós temos que operar.

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