27 de nov de 2014

Cap 46 - A Verdade Vos Libertará - Parte 11 (Final)

CONFIRMA TEUS IRMÃOS!

“31DISSE TAMBÉM O SENHOR: SIMÃO, SIMÃO, EIS QUE SATANÁS VOS PEDIU PARA VOS CIRANDAR COMO TRIGO; 32MAS EU ROGUEI POR TI, PARA QUE A TUA FÉ NÃO DESFALEÇA; E TU, QUANDO TE CONVERTERES, CONFIRMA TEUS IRMÃOS”. LUCAS 22:31-32


Vamos analisar o seguinte: homem algum dos que passaram pelo planeta alcançou as culminâncias de Jesus. O vemos à mesa dos pecadores, dirigindo-se fraternalmente a meretrizes, ministrando o seu testemunho derradeiro entre ladrões.

Ele ensinou e viveu. Ensinando, orientava, e vivendo, confirmava. Aliás, ele disse a Simão Pedro a respeito da conversão: "E tu, quando te converteres, confirma teus irmãos." (Lucas 22:32) É ensinamento da maior grandiosidade. É lindo demais, chega a arrepiar a gente. Jesus definiu para Pedro a necessidade de confirmação aos irmãos quando de sua conversão. Então, que é confirmar? Confirmar é aprovar, homologar, atestar pela conduta. Quer dizer, mostrar e viver. Afirmar de modo absoluto a exatidão de algo. É dar certeza, demonstrar. De que forma? Mediante uma ação pessoal equilibrada da nossa parte.

É fundamental lembrarmo-nos do impositivo da cooperação na estrada evolutiva.

O Cristo nos convoca a confirmarmos a situação nova para não repetirmos o erro antigo, de assimilar e não aplicar. Para que a gente não continue sequenciando o que vinha acontecendo.

O desafio hoje é promover de alguma forma todos aqueles que nos cercam. É só pensar um pouco, o cordeiro desceu para nos ajudar e ninguém sobe para esquecer quem permanece na retaguarda. Não é isso? Essa é a pura verdade. Descer para ajudar é uma arte divina de quantos alcançaram a vida mais alta. Um sábio não pode esquecer que um dia necessitou aprender com as letras simples do alfabeto e quem alcança o planalto não pode desconsiderar a planície e o vale onde esteve e de onde saiu. Se a tua mente já pode alçar voo mais alto, não te esqueças dos que ficaram no ninho e na vida mais baixa da retaguarda.

Nós, que andamos errando tanto pelas estradas da vida ao longo de tanto tempo, podemos, por acaso, encontrar felicidade maior hoje que a de subir alguns degraus no céu para descer, com segurança, aos infernos, de modo a salvar aqueles a quem mais amamos e que se acham perdidos tanto quanto nos achávamos ontem? Isso é coisa para a gente pensar a fundo. Compete a nós, que temos recebido ensinamentos novos, confirmar dando-lhes forças para que eles possam encarar uma nova linha de ascensão. Afinal, quanta gente se inspira em nós nas várias frentes em que nós operamos? Ou será que não tem isso?

A Terra é o campo onde aferimos a batalha evolutiva e é preciso guardar com muita atenção e carinho que ninguém dá passo algum ao nível de elevação pisando em quem quer que seja, desconsiderando quem quer que seja, diminuindo, ofendendo, ferindo, sufocando ou magoando quem quer que seja. Ficou claro? Ninguém. As pessoas com as quais nos interagimos, todas elas, constituem base para nossa evolução, e essa interação com os outros, para propiciar ganho e elevação ao espírito, tem que se efetivar no sentido de expressivas manifestações de auxílio, de cooperação e de ajuda, nunca no sentido inverso de ferir, magoar, ofender, massacrar, menosprezar e contrapor.

Veja que interessante, diante de um paciente em estado grave, muitas pessoas podem dizer: - Ah, quem sabe já chegou a hora dele. Mas, por outro lado, o que a medicina faz? Ela não lança mão de todos os recursos disponíveis para poder salvá-lo? Isso acontece demais no campo da espiritualidade também. Quantas vezes os espíritos de luz não nos acodem e nos auxiliam em situações análogas, quando estamos na ante-sala da complicação? Ou, como se diz na linguagem popular, na tábua da beirada? Isso acontece muito. Quantas vezes nós somos ajudados na hora de sucumbir? E porque estamos dizendo isto? Porque esta é a imagem que temos que levar conosco relativamente ao nosso desejo de cooperar.

No campo íntimo da cooperação, a nível espiritual, o processo é o mesmo. Não é por acharmos que uma criatura está perdida que vamos começar a decidir em nome do criador.

Nós temos que investir o que pudermos em favor de quem está precisando. 

Temos que fazer por onde ajudar os que estão à nossa volta a não naufragarem, mas também não podemos ser tão perfeccionistas a ponto de querer que nenhum dos que transitam em nossa órbita venha escapar do nosso zelo.

Temos que ter esse cuidado de cooperar, dando nosso melhor, mas de forma alguma vamos entrar naquela sistemática complicada de avocar o problema do outro.

A conclusão é lógica: como alguém vai poder subir, evoluir, ascender, crescer, se não confirmar? Se não valorizar os outros? Se não aceitar os irmãos de humanidade? Se os repelir, se usar de um sistema discriminatório no trato com determinadas pessoas? Se fizer discriminação? Como conciliar o conhecimento de Deus que nos visita a percepção com o menosprezo e a desconsideração aos nossos semelhantes? Tem jeito? Você acha que isso é possível? Vamos pensar.

Nós insistimos em brigar com a vida o dia inteiro. E como é que a gente briga com a vida o dia inteiro, reclama o tempo inteiro de tudo e de quase todos, e ainda quer dar exemplo de renovação em determinadas faixas da nossa aprendizagem e do nosso progresso? Tem gente que não sabe viver sem reclamar. Não está satisfeita com nada. A pessoa mal chega ao local de trabalho e já diz: - Que calor! Ai, meu Deus, que calor. Não estou aguentando. Não passa muito tempo e a ladainha continua: - Nossa, que calor. O dia passou e ela falou umas quarenta vezes "que calor". Puxa, ou ela aprende a conviver, aprende a se relacionar com a questão ou procura algo que possa minorar todo esse calor.

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