2 de nov de 2014

Cap 46 - A Verdade Vos Libertará - Parte 6

A PROVA AFERE II

Os diversos acontecimentos que surgem tem a finalidade de predispor nossa horizontal aplicativa no sentido de atentarmos para a abertura de atividades em várias frentes e, principalmente, nos preparar para quando formos incluídos numa proposta de cooperação mais evidente e mais ampliada.

A luta facilita a aquisição dos valores reais, sem a qual não conseguimos aprender onde é o nosso verdadeiro lugar na obra de Deus. É necessário readequarmos a nossa postura pessoal no mundo em transição que vivemos. Saber lidar com muitos fatores ao mesmo tempo.

Então, repare no seguinte, os fatos que nos colhem, de fora para dentro, nas ações ameaçadoras e tangíveis do nosso dia a dia, tudo isso pode ser resolvido pela linha íntima reeducacional. Se nós operarmos de modo consciente com as mudanças íntimas não ficamos sujeitos às mudanças de natureza exterior, ou melhor, às mudanças provocadas ou precipitadas pelos acontecimentos exteriores.

E guarde isto: sempre, atrás de uma pressão, tem alguma coisa reservada a curto ou médio prazo.

Às vezes, a pessoa estava lá, numa situação tranquila, e aconteceu um fato difícil. Para quê? Para poder alterar o sistema de vida dela. Porque se isso não acontecer ela não altera, não muda, não busca melhoria, não avança. Pense nisso. Ela continua achando que está num sistema de vida que é o melhor para ela, mas não é mais.

É muito gostoso a gente repetir as coisas que nos interessam, não é mesmo? Repetir aquela rotina que nos agrada, que nos acostumamos com ela. Acordar de manhã, fazer isso, fazer aquilo, realizar exatamente o que havíamos programado. Nos mínimos detalhes. Tudo certinho, tudo direitinho. Sem a mínima alteração. Do jeito que a gente queria, da forma como estava programado. 

As horas passam, o dia passa. É uma beleza. O dia seguinte chega, a mesma coisa. A semana passa, chega a próxima, de novo tudo direitinho, perfeito, como o previsto, calculado e recalculado. É ótimo, não é? Sem contrariedade nenhuma. É tudo muito bom, mas só tem um detalhe. Ficando nessa posição, que não é o caso, mas vamos imaginar, de ficarmos repetindo todo dia, as vinte e quatro horas, as mesmas coisas, dá pra gente evoluir? Deu para notar onde eu quero chegar? Se não houver algum acontecimento diverso, se não surgir desafios e propostas novas induzindo-nos a mudanças não tem evolução. E se nós não mudamos constantemente o nosso íntimo, se ficamos estacionados, na hora em que se altera algo externo nessa rotina pré-estabelecida e sistematizada, é um Deus nos acode. Ficamos perdidos e alterados interiormente.

Nós estamos falando em aferição, e uma coisa que não pode passar desapercebida é que na hora do teste é hora de aferir, não de aprender. A hora do teste é o momento em que vale o investimento nos valores recebidos. O momento do aprendizado é um, geralmente vem antes, com calma. Na hora do desafio é hora de trabalhar na aferição da conquista obtida, não no despertar do conhecimento.

Vamos a um exemplo para clarear? Imagine um prédio grande, alto, um edifício com suas dezenas de andares. É dia de semana, horário de expediente, todos os andares em plena atividade e o Corpo de Bombeiros chega para promover um exercício de evacuação rápida dos indivíduos que ali trabalham: "Pessoal, hoje vamos fazer com vocês um exercício de simulação de incêndio. Ou seja, vamos ensinar a vocês determinados procedimentos para a evacuação em caso de incêndio, ou em razão de algum problema que exija a saída rápida sem a utilização dos elevadores." Pronto, começa o treinamento. Eles ensinam e todo mundo aprende a forma correta de descer em uma situação de eventual anormalidade.

Treinamento feito, êxito absoluto, todos aprenderam e desceram as escadas devagar para assimilar.

Agora, no caso de um incêndio ou de um problema real, na hora em que o desafio aparece, na hora do problema instaurado, não é a hora de aprender a descer as escadas. Ficou claro? Na hora do desafio não é hora de aprender, é hora de aplicar.

Um dia antes de uma prova ou instantes antes da realização de algum exame não é hora de aprender, é hora de praticar. A hora de aprender foi antes. E a dificuldade de muitas pessoas é exatamente essa, saber implementar o valor recebido na devida faixa operacional, o ajuste prático à revelação. No momento de demonstrar a fé muitos fraquejam, retrocedem, hesitam, duvidam. Aí complica tudo. Não passa na prova. E se não passa tem que repetir tudo de novo.

Vamos notar que no momento da realização da prova nós estamos aparentemente sozinhos.

Eu disse aparentemente, porque os que estão próximos a nós e torcem por nós não podem interceder nesse momento próprio de aferição. Então, nós vivemos um momento de treva ocasional, razão pela qual quem não buscou sua iluminação com o Cristo pode ser o que for na vida. Pode estar no topo do sucesso no mundo, no ápice das conquistas transitórias, pode ser um gênio ou expoente de inteligência, um cientista ou filósofo com as mais elevadas aquisições intelectuais. No entanto, sem dúvida estará sem leme e sem roteiro no instante da tempestade inevitável da provação e da experiência. Por outro lado, quando descobrimos que nunca estamos desamparados tudo fica muito mais fácil. 

Até concluímos que a treva ocasional não é tão escura quanto a gente pensava que fosse, e ficamos numa alegria danada quando conseguimos vencer a etapa. Na prova, nós descobrimos que podemos viver só, mas que se queremos e buscamos a felicidade de forma alguma devemos viver só. Temos que nos integrar.

E vamos a uma notícia boa? Antes de começar o sufoco nós recebemos tudo que é possível em termos de esclarecimentos e informações. Quando o desafio chega nós estamos, em tese, preparados. O desafio não chega trazendo carga superior às nossas forças.

Entendeu isso? É como se enchêssemos as nossas reservas para termos energia, para na hora de mergulharmos na dificuldade não sucumbirmos. Se você não aprendeu isso, aprenda enquanto é tempo. O bonito é que em todo o sistema de aprendizado primeiro nós somos auxiliados por aqueles que nos tutelam.

Precisamos nos manter calmos e entender que o conflito é uma questão natural. Tem momentos em que nós trabalhamos no investir e tem momentos em que nós vamos ter que usar a determinação necessária para gastar o investimento.

É imperioso abrirmos o leque e apropriar o saber dentro de uma nova proposta.

Quanto mais nós abrirmos o coração num interesse aos padrões superiores da vida, mais essa prova vai se reduzindo na sua intimidade e vai criando aspectos novos. Vamos aprendendo, também, a externar um sorriso de maneira mais natural.

De maneira que temos que ter paciência. Faz parte do caminho. Não vamos ficar atribulados não. O importante é aproveitar o momento do investir, acima de tudo saber retirar a prioridade a cada instante. O problema não é o recurso ou a instrumentalidade de que dispomos para vencer. Se analisarmos com clareza, o recurso tem chegado para nós em larga escala, tem chegado de mãos cheias.

O desafio é o aproveitamento dele, o aproveitamento do recurso é que é o ponto desafiador. Não seremos aferidos pelo número de caracteres informativos recebidos, mas sim por aquilo que fizermos. Deu uma ideia? Agora, o fato é que nem sempre aproveitamos como deveríamos. Nós costumamos rejeitar o teste demais da conta. Ainda resistimos de tudo quanto é jeito. E quanto deixamos passar em brancas nuvens é sinal que não estamos preparados para esse passo.

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