11 de nov de 2014

Cap 46 - A Verdade Vos Libertará - Parte 8

TESTEMUNHA FIEL

“E DA PARTE DE JESUS CRISTO, QUE É A FIEL TESTEMUNHA, O PRIMOGÊNITO DENTRE OS MORTOS E O PRÍNCIPE DOS REIS DA TERRA. ÀQUELE QUE NOS AMOU, E EM SEU SANGUE NOS LAVOU DOS NOSSOS PECADOS.” APOCALIPSE 1:5


A orientação dimana dos planos superiores em Deus e disso não há dúvida. Nós a assimilamos, e quando temos condições de operar na linha prática da vida uma realização segura nos terrenos do nosso próprio crescimento, com a utilização ampla da humildade, do espírito de trabalho, da disposição, da fraternidade e do respeito e reverência a Deus, sabe o que é que acontece? Nós, sem sombra de dúvida, nos tornamos testemunhas.

Toda a autoridade dos discípulos estava posicionada na capacidade deles em testemunhar o que recolheram de Jesus. Então, vamos repetir, a orientação provém dos planos superiores em Deus e a fidelidade significa a capacidade da individualidade em operar segundo a estrutura íntima e clara que a vida mental propõe.

A testemunha fiel e verdadeira mais autêntica que a humanidade conhece é Jesus.

Ele é a testemunha fiel e verdadeira. Aquele que implementou o sistema de amor e o vivenciou como testemunha viva. Atestou isso pela vivência. Ninguém no mundo foi mais fiel cultor do respeito e da ordem que Jesus. Deus e a imortalidade constituíam os temas fundamentais de seus ensinamentos. Tudo disse a respeito do Pai e da vida eterna que deve ser conquistada pela submissão consciente à soberana lei de evolução. Aliás, ele não apenas falava, falava e demonstrava.

Ao lado da teoria colocava a prova, à palavra fez seguir a ação. Não tinha só a linha de fidelidade ao pensamento divino, a experiência vivenciada por ele tinha também sentido de verdade. Como filho refletiu as qualidades, atributos e poderes do Pai. Veio com uma vivenciação acima de todas as nossas condições operacionais.

Em todas as circunstâncias o vemos interessado, acima de tudo, na lealdade a Deus e no serviço aos homens. 

Palavra alguma poderá superar a sua exemplificação, que os discípulos devem tomar como roteiro de vida. Como educador, posicionava-se como espelho. Testemunhava de Deus em nosso terreno, ensinava e confirmava pela vivência. Deu testemunho da imortalidade, morrendo, ressurgindo e apresentando-se, aos olhos e tato dos discípulos maravilhados, tal como era antes.

Essa expressão testemunha fiel e verdadeira, em tese, quer dizer testemunha legítima dos padrões superiores em Deus que se irradiam por todo o universo, os quais visam garantir a sustentação de todas as estruturas nos fundamentos do amor.

É pelo testemunho que esses padrões dimanados da misericórdia divina passam a ser concretizados. Em outras palavras, esses componentes se tornam palpáveis e concretos por parte daqueles que conseguem entrar em ressonância com o plano informativo que chega. O adjetivo fiel significa exato, verídico, verdadeiro. Diz-se daquele que age com observância rigorosa da verdade, que cumpre ao que se obriga, que é leal, honrado, íntegro, digno de fé, probo.

E fidelidade não é ser fiel a um componente de fora, não. Fidelidade é nós conseguirmos estar em paz com a consciência. É aquela postura pessoal em que existe de nossa parte um processo alimentado e realimentado de responsabilidades, em que vamos procurando manter coerência entre aquilo que fazemos e aquilo que sabemos, que conhecemos, que apropriamos informativamente. Cada um passa a trabalhar dentro da soma de caracteres que possui.

Em suma, a fidelidade se dá com aquilo que a nossa mente já sabe e sente que é uma realidade.

O tempo passa e nós também estamos sendo chamados a ser essas testemunhas fieis. Porque no momento em que a verdade nova chega nós temos que ser fieis a ela de modo a incorporarmos o valor assimilado no campo prático e obtermos vida em parcelas mais ampliadas. E é importante ter em conta que o chamado é sutil. Ele espera a nossa adesão, mas está sempre presente.

Em um estudo como este, pela profundidade e clareza das orientações, nós estamos sendo convocados a ir para muito além da fisionomia puramente religiosa. Estamos sendo convocados a testemunhar. Isso mesmo. Pois guardadas as distâncias entre nós e Simão Pedro ou Paulo, por exemplo, temos aprendido que se eles mudaram suas vidas nós também temos plenas condições de fazê-lo.

Compete-nos assimilar as informações recebidas no plano mental do superconsciente e operarmos na linha prática. E, assim, nos tornamos testemunhas fieis.

É esse o caminho. Fidelidade define a coerência entre o que se faz e o que se sabe intelectivamente. E quanto mais a nossa ação refletir a essencialidade irradiada do plano maior, de acordo com o campo de percepção ampla de nossa mente, maior fidelidade nós implementamos no trabalho que realizamos. 

Testemunhar Jesus é atestar no plano prático o que Ele nos ensinou, é submissão à vontade do Pai.

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