7 de dez de 2014

Cap 47 - O Filho do Homem (2ª edição) - Parte 2

O FILHO DO FUTURO

Vamos imaginar uma coisa para clarear o assunto. Vamos imaginar várias humanidades: A, B, C, D e E. Cada uma delas representando como que uma época específica da evolução.

Dentro dessa sequência podemos dizer que a B é filha da A, pois se originou dela. C é filha da B, D é filha da C e, assim, sucessivamente. E pelas linhas abrangentes da evolução, a humanidade E pode nem estar no plano físico, mas nas altas expressões espirituais. OK até aí?

Agora, o interessante é que para orientar uma humanidade não pode ser tirado da massa o orientador, da mesma forma que um aluno faixa branca de karatê não pode ensinar outros iniciantes com a mesma gama de valores dele. O evangelho é muito claro neste ponto quando nos diz que um cego não pode guiar outro cego.

Então, digamos que Jesus esteja na humanidade F, que é o plano evolucional dele. E mais, imaginemos que ele encarne, que ele renasça na humanidade B. Logo, a humanidade B é o homem e Jesus, nessa humanidade, é o filho do homem.

Ficou claro? Resumindo: os seres da esfera em que estamos jamais poderão nos conduzir para outras mais altas e luminosas, pois não passarão de cegos conduzindo cegos. Daí, o filho do homem, que no nosso campo social aqui foi Jesus, vem com esse título porque na realidade ele está a muitos pontos à nossa frente. Como guia e modelo, é o que está à frente, como se fosse hoje o que seremos amanhã. É a imagem representativa da espécie humana do futuro, a projeção adiantada do que a humanidade será após o banho e a vivência aplicativa do evangelho.

E se o filho do homem define o filho do futuro, ele age como filho dos padrões superiores. Vai criando padrões de filiação da própria divindade, que se manifestam nos pontos profundos da sua alma, numa visão que extrapola em muito a visão perceptiva da grande massa. Ele começa a visualizar e perceber os padrões para além da massa, consegue chegar além do que a coletividade enxerga.

Vive dentro de uma condição diferenciada, o que constitui ponto desafiador para os homens.

Assim, sabe o que a coletividade faz? O expulsa. Notou? Na hora em que ele se lança à doação quase sempre ele passa a ser o grande incompreendido. Ele vive no futuro da massa e é rejeitado pela massa porque vive o que a raça vai viver lá na frente. Da mesma forma que tantos filhos se indispõe com os seus pais. É que o pai tem experiência. E, para evitar complicações aos descendentes, comumente este impõe limites e estabelece diretrizes, que se devidamente cumpridas abreviam dificuldades e produzem resultados produtivos na vida dos filhos.

Porque os pais querem o melhor para os filhos, como os professores ambicionam a realização dos alunos. E para se fazerem entender pelos tutelados, como Jesus fazia e faz, os tutores necessitam de alta dose de compreensão e amor.

Jesus define que o filho do homem não veio para ser servido, mas sim para servir. Então, vamos deixar claro que o filho do homem é aquele que opera em nome do criador, que já dá testemunho ao homem, aquele que é capaz de realizar junto dos homens. Consubstancia o Cristo em sua essencialidade operacional plena. É sempre a representação daquele que vivencia, daquele que vive e testemunha os padrões superiores que aprendeu com o mestre divino.

O filho do homem chega sempre ao meio dos homens com a finalidade de elevá-los, também, à condição de filho do homem. Num grupo, os companheiros que vão à frente retornam num futuro, mais próximo ou não tão próximo, para buscar e cooperar com aqueles que ainda não desvencilharam das suas posições.

O filho do homem está em constante elaboração, ele sugere elaboração. Filho de Deus, por sua vez, nós pensamos em termos de algo elaborado. Este sugere a manifestação concreta do pensamento divino, é o filho do homem em plenitude e integração, capaz de representar no plano operacional da vida, com toda plenitude e perfeita pureza, o que entendeu dentro do patamar que alcançou.

Mas vamos lá, para o surgimento do filho de Deus, consciente, é necessária a presença do filho do homem. Filho do homem é o componente operacional nosso, é o gestor do filho de Deus. É aquele que está buscando entender o aspecto religioso e espiritual sob novo enfoque. O filho do homem é a dinâmica para se alcançar o filho de Deus, porque para ser filho de Deus, por eleição, nós temos que circular nas faixas tangíveis do universo. E vamos caminhando com calma, dando lances com tranquilidade, aprendendo e aplicando, que a gente chega lá.

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