3 de jan de 2015

Cap 47 - O Filho do Homem (2ª edição) - Parte 7

QUE ESTÁ NO CÉU

“ORA, NINGUÉM SUBIU AO CÉU, SENÃO O QUE DESCEU DO CÉU, O FILHO DO HOMEM, QUE ESTÁ NO CÉU.”  JOÃO 3:13

É pelo terreno operacional que nós começamos a deixar fluir o nosso amor em consonância com a força básica do universo, que é amor. E tanto é assim que a nossa felicidade reside, pelo que temos aprendido, na capacidade de entrarmos no fluxo da vida. E o que é entrar no fluxo da vida? É saber colocar a nossa embarcação de modo a aproveitarmos as próprias forças que estão presentes no universo.

Na medida em que vamos expressando na prática o que aprendemos, mais se abre a perspectiva de melhor apreensão dos padrões superiores. Não é possível penetrar em novo terreno, com algum êxito, sem uma proposta de nossa parte de amar.

Ao subir nós aprendemos e ao descer nós fazemos, e aquele que faz passa a possuir com plenitude o que aprendeu. Em cima nós recebemos daqueles que nos amam e embaixo nós aplicamos aquilo que aprendemos. E entramos, assim, no fluxo do amor, no seu sentido amplo e absoluto. Na medida em que aplicamos aqui embaixo, sabe o que acontece? Abrimos a perspectiva de pegar mais lá de cima.

E não tem outra, nós temos mesmo que oferecer. Amar é oferecer de nós mesmos, oferecer o que nós temos. Se eu dou o que possuo, o que eu tenho, eu abro uma perspectiva de receber em multiplicação muito maior os padrões superiores.

E se eu não sou capaz de aplicar com amor o que eu tenho, como é que eu vou penetrar naquilo que eu não sei, que eu não tenho? É só pensar. Se você não amar, acionando o que tem, como é que você espera penetrar naquilo que você não tem?

Enquanto ficamos apenas aprendendo a ciência do infinito nós ficamos de certa forma dissociados, mas no momento em que os valores que explicam a ciência do infinito entram em um plano de dinamização começamos a entrar em ângulos de maior estabilidade e de maior felicidade. Inicialmente, arregimentamos caracteres, o que significa a fase do esboço, a fase do roteiro, e a partir daí a luta se firma, pois enquanto é esboço é sinal de que está no superconsciente. Aí nós passamos a trabalhar no consciente esses valores, e ao incluí-los na faixa do condicionamento é porque chegamos ao nível prático na esfera que emitiu esses padrões para nós. Aí nós vamos subir. Essa é a marcha ascensional, a dinamização das expressões superiores reinantes no universo para termos o direito de sermos felizes. Aplicamos o valor apreendido, investimos nele, e com decorrer do investimento podemos alcançar o piso superior de onde foi emitida, vamos dizer, a orientação que acabamos de assimilar. 

Situamo-nos embaixo, e de cima vem o fulcro emissor. Captamos os padrões elevados pelas faixas da mente. Só que para que isso aconteça nós temos que abrir uma linha de sintonia, temos que entrar em sintonia com essa fonte irradiadora dos padrões. É a sintonia que vai nos propiciar a captação da mensagem.

E a paz é o inverso, porque a sintonia gera a guerra. Como assim? Se a subida para captar é a sintonia, a paz vai depender da descida, e a descida é a afinidade. Está dando para acompanhar? Nós sintonizamos e entramos em guerra, e conquistamos o padrão adquirindo a paz. Afinidade significa a nossa saída de um piso e a chegada em outro piso. E você sobe em decorrência da aplicação. Com o tempo a intensidade dos padrões que até então vigoravam passam a se desativar e nós passamos a viver em função do novo que chegou, e que nós, por sinal, conquistamos pela afinidade. Agora, se essa linha de afinidade cessar sabe o que acontece no decorrer do tempo? A gente começa a estagnar.

O fato é que toda a divulgação, toda a renovação, toda a orientação que nos visita vem de patamar superior. Ficamos embaixo, no nosso piso, namorando o piso de cima.

Recebemos pela sintonia e passamos a refletir aquilo na faixa aplicativa em termos de conquista. Se adotamos o conteúdo proposto e seguimos em frente nós alcançamos o andar de cima. E o mais interessante, esse novo piso que nós conquistamos pelas experiências nos proporciona sabe o quê? Um estado de euforia.

A gente se sente ajustado, e esse sentir ajustado significa nos tornarmos criatura mais tranquila, mais segura. O filho do homem é que está no céu e esse estar no céu é a representação nítida da harmonia. Logo, a questão é simples, se na afinidade não houvesse o processo de euforia, de bem estar para nós, não haveria razão de crescer. Concorda comigo? Não teria razão de seguirmos um novo mecanismo de continuidade do crescimento. Ficaríamos parados onde estamos sem a mínima vontade de ascender. O filho do homem é, pois, o exemplo da perfeição que nós podemos aspirar. A gente fica num usufruto danado no sentido de bem estar e isso faz a vida deixar de ter aquele sentido de encarnação e desencarnação para ter o sentido de estado íntimo de harmonia e paz.

É da lei que a criatura sobe para aprender e descer para fazer. E se ela aprende de quem está no plano superior, e o que é melhor, opera segundo o que esse superior lhe apresenta, ela está em igualdade por afinidade com esse que a orienta. Isso não é nenhuma mágica, nada mais é do que a mecânica natural de evolução.

Então, veja bem, pelo dar nós entramos em relação sutil com a mesma linha de onde está dimanando a base informativa, o que é muito bonito e científico de aprender. Nós trabalhamos porque pela experiência exercida, pela prática, entramos em campo igualitário com aquele que nos ensinou, e passamos a ter linha de ressonância, abrindo uma porta e entrando nela. Resultado: o dar é que vai nos colocar nessa linha de ressonância com aquele de quem nós recebemos.

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