14 de jan de 2015

Cap 47 - O Filho do Homem (2ª edição) - Parte 9 (Final)

A VINDA E O ABORTO

“PORQUE O FILHO DO HOMEM VEIO BUSCAR E SALVAR O QUE SE HAVIA PERDIDO.” LUCAS 19:10

“PORQUE O FILHO DO HOMEM VEIO SALVAR O QUE SE TINHA PERDIDO.” MATEUS 18:11

É preciso insistir para que os novos padrões ganhem corpo, é preciso assimilar para se poder implementar um sistema novo de vida. Vale ressaltar que os valores que eu capto de cima, somados aos meus padrões de sentimento, vão acabar por gerar um novo corpo. É algo natural. E se eu consigo operar no campo prático os valores recebidos vai ocorrer o nascimento do espírito pela mudança.

Acho que isso está claro. A gente sabe que não existe ressurreição sem morte, no entanto o problema não é ressurgir. O problema, sabe qual é? É que muitas vezes nós queremos o novo, mas não queremos abdicar do velho. Ficou Claro? A questão não é ressurgir, o problema é que não queremos abdicar. Se rejeitamos o novo é porque ainda estamos apaixonados, magnetizados pelas faixas inferiores, nós ainda somos inspirados pelas emanações que vem de baixo.

A proposta é objetiva para cada um de nós: trabalharmos para elaboração do filho do homem. Agora, verdade seja dita, nem sempre ele nasce, porque ele pode nascer como pode também abortar. Fecundado a gente sabe, toda hora ele é, porém, fecundação é uma coisa e nascimento é outra. E nem sempre ele nasce.

Muitas vezes falhamos nessa elaboração porque em vez de falar a vontade resoluta, firme, decidida, fala o automatismo milenar, que tem dominado a nossa vida em muitos pontos, que tem usado de todas as armas para evitar a nossa ascensão. Vou dizer uma coisa, mas não é para a gente ficar entristecido não. Nós abortamos o filho do homem porque somos frágeis na fixação das metas, não aproveitamos as chances que chegam para nos auxiliar na nossa projeção. O conhecimento chega, a nossa consciência aprova e até entende que o caminho é mesmo por aí, todavia o sentimento rejeita. Conseguiu acompanhar? Nesse caso, concepção psíquica tem, só não tem gestação e nascimento.

E em muitos casos nem chega a formar os primeiros movimentos celulares do novo homem e já o abortamos. Continuamos bem intencionados na conquista de padrões elevados, só que o homem velho dentro da gente, que está acostumado de longa data com o sistema automático de vida, não cede o terreno de forma fácil, não abandona o barco sem luta. Ele quer permanecer ali, dominando, mandando e desmandando na nossa vida. E na hora da experiência abortamos. Mas há uma notícia boa, consta no evangelho que o filho do homem vai voltar: "o filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido" (Lucas 19:10).

O filho do homem, quando começa a ser trabalhado em nós, dentro de nossa intimidade, representa um processo de vir salvar o que nós conhecíamos lá atrás, às vezes de longa data, e que, não obstante o conhecimento, nos mantivemos perdidos através dos tempos. Percebeu a questão? Nós conhecemos lá atrás; o conhecimento, associado ao sentimento, gerou a fecundação, só que não houve a prática que propicia a formação e nós abortamos. Aí o filho do homem vem de novo. Vem salvar o que se tinha perdido.

Mas pense comigo, salvar para quê? Para dar um novo direcionamento, pois salvar tem um objetivo. Ninguém salva nada que não tenha finalidade. Nós temos a ideia de salvar para operar, o que mostra que o filho do homem vem dar uma dinâmica nova àqueles valores que nós perdemos, que nós esquecemos ou que simplesmente não valorizamos. Ficou claro? E como se dá essa salvação? Por meio de uma linha de gestação desse filho do homem em direção a uma nova posição. Vale a pena lembrar que somente incorporamos depois de testemunharmos. Para exemplificar, nós podemos sair de uma reunião de estudo do evangelho motivados a perdoar e simplesmente podemos não fazê-lo, ou seja, aprovamos consciencialmente a ideia só que não perdoamos ninguém, aprendemos, mas não fazemos. E não tem outra, a segurança pessoal está toda na solidificação que damos por meio do testemunho.

Preste atenção nisso. Jesus disse: "Como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do filho do homem" (Mateus 24:37). O que houve de significativo na época de Noé? Não foi o dilúvio? E qual a representação do dilúvio? Ele não simboliza o sofrimento que chega de forma mais imperativa, mais contundente? Jesus, ao nível do amor que exercitou, implementou em nós um caminho novo. Então, o caminho novo apontado é o plano informativo. E a vinda é o surgimento das experiências concretas que irão fazer o papel aferidor do legítimo conhecimento recolhido pela informação. A vinda significa o teste de aplicação.

Afinal, é pela aplicação que nós conseguimos operar a formação dos caracteres que definem a postura nova, íntima, pelas mudanças que podemos operar com a utilização da vontade. É por isso que cada acontecimento menos agradável em nossa vida necessita ser dimensionado com paciência, com visão de profundidade, porque às vezes ele chega e nós não conseguimos apropriar a oportunidade da chegada.

Cada um de nós tem a hora certa para o testemunho, a hora certa que corresponde ao surgimento da vinda. Aliás, essa vinda pode ter as mais variadas expressões na estrada evolutiva, não pode? Você tem alguma ideia acerca desta vinda, ideia de como é que ela acontece? A dor é uma vinda, não é? Sim, porque se a vinda para a instauração de um novo estado de vida (filho do homem) é semelhante ao que foi nos dias de Noé (dilúvio), a gente pode depreender que o negativo surge para a instauração do positivo. Uma doença, uma dificuldade no trabalho, no emprego, um problema no campo da família, tudo isso também é uma espécie de vinda. São todas esses valores. Eles vem assim, de forma inesperada. A pessoa nem imagina, nem cogita e eles simplesmente se aproximam. A situação chega de forma impactante. É igual picada da serpente.

O que acontece no caso da picada da serpente? Infelicita, mas logo a coisa começa a se transformar. Porque qual é o antídoto? O antídoto para a picada da serpente é o soro, que é feito com base no próprio veneno da serpente. Percebeu agora aonde eu quero chegar? Vamos ficar tranquilos, é exatamente essa agressividade dos acontecimentos do dia a dia conosco que está trazendo o componente, não apenas saneador da dificuldade (porque a dificuldade que surge no nosso dia de hoje está saneando o erro que praticamos ontem), como também está projetando uma nova faixa para nós, visando nos colocar em patamar melhor.

Se na subida tentamos entender Deus, na descida buscamos nos integrar com Deus, e nesse processo de integração é que entra a mensagem do Cristo quando diz: Eu e o Pai somos um. A unidade é a integração com os padrões crísticos.

Jesus está personificado nos seres necessitados, no familiar dentro de casa. Ele vem medir a nossa forma de atuar, se agimos com os valores superiores que aprendemos ou se utilizamos os valores inerentes ao homem velho. Se na circunstância aferidora conseguimos adotar os caracteres do homem novo, o que era esboço na primeira vinda se transforma sabe em quê? Em elemento sólido, tangível, claro, na segunda vinda dele. Se, ao contrário, nesse encontro usamos o homem velho, aí nós vamos ter que passar por uma outra experiência.

É importante entender que a vinda do filho do homem (porque ele diz que vai voltar), ao contrário do que muitos pensam, não é externa, mas interna. O filho do homem não volta com a aparência exterior porque a volta dele está relacionada com o que nós sentimos dentro. A chegada do filho do homem, a chegada dessa personalidade nova que objetivamos alcançar, que no plano prático da vida de qualquer um de nós não é uma personalidade, e sim um estado de alma, coincide com a postura nossa de cá para lá numa linha de afinidade.

Deu pra perceber? Não sei se complicou, e esclareceremos isso em capítulo oportuno, mas o filho do homem representa a instauração do Cristo na sua segunda vinda, não na primeira. Corresponde ao retorno de Jesus à nossa vida em equilíbrio e harmonia. A segunda vinda propõe uma afinidade com a linha formativa dos caracteres de transformação pessoal, vem definir a projeção de Jesus no nosso íntimo.

Um comentário:

  1. O que deu para entender é que não entendeu nada... mas pode ler da fonte correta: http://www.br.abdrushin.name/na-luz-da-verdade/mensagem-do-graal-de-abdrushin-010.php e http://www.br.abdrushin.name/na-luz-da-verdade/mensagem-do-graal-de-abdrushin-060.php

    Aprenda qualquer coisa e deixe de estar confuso a respeito deste assunto.

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