17 de jan de 2015

Cap 48 - O Sermão Profético - Parte 1

A QUEDA DO TEMPLO

“1E, QUANDO JESUS IA SAINDO DO TEMPLO, APROXIMARAM-SE DELE OS SEUS DISCÍPULOS PARA LHE MOSTRAREM A ESTRUTURA DO TEMPLO. 2JESUS, PORÉM, LHES DISSE: NÃO VEDES TUDO ISTO? EM VERDADE VOS DIGO QUE NÃO FICARÁ AQUI PEDRA SOBRE PEDRA QUE NÃO SEJA DERRUBADA.” MATEUS 24:1-2

A fase conturbada que estamos vivendo inicia-se no versículo primeiro do capítulo 24 do evangelho de Mateus, que trata do sermão profético proferido por Jesus à porta do templo de Jerusalém. Ele aponta mudanças significativas a ocorrerem na estrutura macroscópica universal e nos fala também das alterações substanciais a se processarem na estrutura íntima das individualidades.

O mestre refere-se ao templo de Salomão, em Jerusalém, único na Palestina, já que outras cidades só tinham sinagogas. Nesse templo é que eram celebradas as grandes cerimônias do culto. Todos os anos, quando ocorriam as festas principais, como a páscoa por exemplo, os judeus se dirigiam para lá em peregrinação, quando Jesus costumava aparecer. O templo era o centro econômico, político e judiciário da vida do povo daquela época.

Na acepção espiritual, mais profunda, vamos tê-lo como sendo a expressão crística.

Vamos compreendê-lo como sendo o amor, não o amor na sua linha irradiadora teórica em Deus, mas o amor em sua dinâmica plena, naquela linha essencial recolhida do criador e expressa aplicativamente de acordo com a nossa capacidade decodificara dela. Em outras palavras, vamos entendê-lo como sendo a fonte pura onde o amor trabalha.

Jesus define: "não ficará pedra sobre pedra que não seja derrubada". Esta mensagem também é direcionada à imperiosa e inevitável destruição do nosso templo íntimo antigo.

Afinal de contas, toda manifestação no planeta é um processo de transformação permanente. E tem gente tentando calçar o seu templo a todo custo, querendo ficar na retaguarda. A vida é dinâmica, existem muitas coisas sendo germinadas em função de uma postura pessoal na antiga mentalidade, e a verdade é que no fundo não tem quem não muda. Todos nós mudamos, cedo ou tarde. Se não fizermos pela espontaneidade acabaremos fazendo motivados pelos constrangimentos mais difíceis da dor. Mas o importante é que nós sempre estaremos fazendo reformas na nossa casa mental com base na clareza da percepção à medida que avançamos. A cada momento padrões sugerem mudança e a expressão reforma é inerente ao crescimento do espírito na linha de evolução.

Em muitas ocasiões é preciso uma assepsia do nosso plano íntimo para que a nossa mente produza em outros níveis, em outras bases, com vistas a nova época. Quem conhece um pouco de roça sabe que é comum, no caso do preparo de uma lavoura nova, colocar fogo num terreno de modo a poder preparar nova semeadura.

A queda do templo, podemos analisar, nos mostra que a destruição é como se fosse uma destruição com vistas a uma reconstrução. Não fica pedra sobre pedra.

Jesus ensinava aos discípulos que o espírito é que é de importância fundamental, que toda a matéria é uma construção temporária. Toda edificação tem que ser derrubada para ser recomposta em linhas cada vez mais avançadas nas faixas à frente. 

Com um detalhe interessante: nenhuma destruição é finalística, pelo contrário, toda destruição é sempre relativa e não passa de um sistema de transformação que tem por fim a melhoria. O próprio corpo humano é um exemplo disso. Por mais íntegro e harmonioso que seja experimentará um dia a enfermidade ou a morte. Nós precisamos, sem dúvida alguma, fazer de tudo ao nosso alcance para o conservar em condições de operar, por isso nas criaturas foram implementadas as linhas básicas do instinto de conservação, todavia ele tem que se destruir para que o espírito se edifique. Toda evolução sempre preceitua uma remodelação, uma recomposição. Precisamos observar esse aspecto que faz parte do crescimento. E a reconstrução, na maioria dos casos, é efetuada com base nos próprios materiais que foram destruídos, embora sob outra expressão.

Por enquanto a derrubada das pedras tem se dado de forma externa, pelos impactos circunstanciais de fora para dentro, em razão das lei que descumprimos. 

Você sabe como é, o tempo é que vai armando as situações no coração de cada um, os acontecimentos exteriores simplesmente vão representando reflexos das necessidades íntimas. Quando um fato menos feliz acontece, e vem com a finalidade de propiciar o despertar da criatura, caracterizando a queda do templo, sem dúvida alguma ele já representa a ressonância da lei. A vida é assim, após a causa, o efeito. 

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