20 de jan de 2015

Cap 48 - O Sermão Profético - Parte 2

O TREMOR DE TERRA

“E, HAVENDO ABERTO O SEXTO SELO, OLHEI, E EIS QUE HOUVE UM GRANDE TREMOR DE TERRA; E O SOL TORNOU-SE NEGRO COMO SACO DE CILÍCIO, E A LUA TORNOU-SE COMO SANGUE;” APOCALIPSE  6:12

Tremor é abalo. Tremor de terra vamos entender como sendo alterações no contexto geológico do planeta. E terremoto é movimento do interior da terra, que conforme o local de origem pode produzir ondas mais ou menos intensas, capazes de se propagarem pelo globo.

Quando um tremor de terra alcança áreas populosas com maior intensidade, por exemplo, quando atinge áreas habitadas, nós temos a ocorrência daqueles lances difíceis que vez por outra costumamos assistir nos jornais televisivos, e que culminam com um número considerável de criaturas envolvidas em aspectos menos felizes. Porque o que acontece é que com o aumento demográfico existem possibilidades de atingirem números cada vez maior de pessoas.

E terremoto o mundo sempre teve, a diferença é que antes não acontecia em certos lugares como está acontecendo hoje. Agora, vamos entender que por mais intempestivo que ele seja sempre se dá em âmbito relativo. Isso é que nós precisamos entender. Os acontecimentos acontecem sempre no relativo, nunca no absoluto. É algo que já assimilamos quando entendemos acerca da lei de destruição.

O grau de destruição é sempre relativo, jamais absoluto. E podemos dizer mais, destruição não passa de um sistema de transformação. Ainda que não pareça, sempre tem por objetivo propor uma melhoria. Quando se fala de destruição, um dos acontecimentos que mais nos marca é a desencarnação ou a morte, só que para quem já está estudado no assunto sabe que atrás da morte existe a vida por excelência. Porque a desencarnação, e nós estamos falando sem qualquer lance religioso, e sim científico, é componente projetor da verdadeira vida

O tremor acontece e altera a constituição física, no entanto a alteração física pode ser conhecida e compreendida por uma ótica mais positiva e mais oportuna com vista a uma semeadura diferente. Você está percebendo? Atrás de tudo o que acontece existe uma ampla dose de consolação, de esperança, de oportunidade e de redirecionamento do próprio destino em novas bases. Se nós estamos vivendo hoje momentos de muita dor e aflição, podemos observar que atrás de tudo isso vigora uma chamada à atenção e à responsabilidade. Se não balançasse a estrutura íntima a pessoa talvez continuaria levando uma vida inteira praticamente do mesmo jeito até o final, sem mudar, sem melhorar. Imagine uma criatura dizendo: "Perdi a minha encarnação. Porque me formei, tive uma profissão, tive minha família, ganhei dinheiro, mas o que eu vou levar de diferente do que trouxe quando encarnei?" Para isso, nós vamos precisar ajustar os balanços interiores da nossa terra íntima e também ter paciência no reajuste.

Os sistemas evolutivos não direcionam para nós toda hora a mesma coisa, chegando e fazendo continuamente a gente sofrer, tremer e chorar. Mas também precisamos, por outro lado, aprender a eleger um método que nos auxilie a perceber a chegada dos tremores, a chegada dos eclipses, dos escurecimentos, o início dos momentos de turvação da atmosfera. Quando vemos a ciência aperfeiçoando aparelhos mais diversos, criando e aprimorando instrumentos capazes de medirem a intensidade dos tremores, a gente nota que esse trabalho está sendo feito com o intuito de se prever certos fenômenos. Só não podemos esquecer que esses conquistas científicas, os passos que definem o processo de previsão, de antecipação dos fatos, está em linha direta com a conquista moral e as necessidades básicas ou fundamentais dos seres. Ficou claro? Porque quem tiver que passar pelo terremoto, e até sucumbir dentro dele, será.

Ninguém tem dúvida que um terremoto, no campo dos acontecimentos definidores da evolução, em tese é de natureza sofredora. Será que alguém duvida disso? Todavia, é atrás dos terremotos que nós temos os grandes avanços no plano tecnológico e da própria estrutura ambiente. Você já pensou nisso?

Quantas construções surgiram depois de determinados acontecimentos dessa ordem, e em situações de edificação melhoradas? Quantas construções mais sólidas, mais belas e inovadoras? Temos muitas edificações em nossa vida também.

É possível avaliar que o tremor é para nos colocar em um outro plano de crescimento. 

É um instrumento que, embora doloroso a princípio, chega para propiciar a abertura de outras possibilidades. É uma questão de analisar o assunto com mais profundidade. Para se ter ideia, atrás de um desastre, que resolve o problema de inúmeros elementos, existe a abertura de possibilidades novas, de recursos novos para muita gente. A danificação vem para tirar tudo o que é muleta, tudo o que é escora, no tempo certo. A própria expressão patológica física, a enfermidade, representa na alma mecanismo terapêutico de âmbito profundo.

Tremor de terra. Vamos analisar, o que significa isso para a gente? Essa é a grande pergunta que interessa. Porque se podemos ter os tremores de terra exteriores, que estão marcando a transição atual do planeta, nós também estamos vivendo essa transição. Os padrões interiores se refletem nas ocorrências exteriores. Tremor de terra é o tremor na intimidade do coração, porque o coração é a terra por excelência. A terra é o terreno onde são germinadas as sementes e onde vai haver produção. Na nossa caminhada, no encaminhamento da evolução, essa terra diz muito mais respeito às faixas do espírito no campo germinativo das ideias do que propriamente ao plano físico, ao campo de concretude dos acontecimentos. A terra nós já começamos a trabalhar para o plano íntimo, que é aquela linha de relação que nós nutrimos e mantemos para a nossa vida. O evangelho não diz que os justos herdarão a terra? É a terra harmônica do coração. A terra íntima é a que nos interessa agora.

Tremor de terra define as alterações e oscilações nos terrenos mais íntimos da alma. 

Não raras vezes vem abalar os valores sob os quais estruturamos as nossas concepções de vida e significam aqueles acontecimentos iniciais que propiciam uma derrocada em maior ou menor grau a incidirem sob certos ângulos da nossa personalidade.

A gente olha e observa que nossas bases estão em conflito, que nossas bases estão sofrendo alterações, que os fatores laborados dentro de nossas conceituações, dentro da nossa ótica costumeira, estão sendo balançados. O tremor constitui impactos instaurados no íntimo das almas e pode ter sua manifestação no plano físico também. Em suma, é um fator indicativo, circunstância ou acontecimento que abala o terreno íntimo ou antecede a queda do nosso templo.

Mas o que vem após a destruição, senão a reconstrução em patamares ainda melhores?!

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