28 de fev de 2015

Cap 48 - O Sermão Profético - Parte 10 (Final)

OS ANJOS

"E ELE ENVIARÁ OS SEUS ANJOS COM RIJO CLAMOR DE TROMBETA, OS QUAIS AJUNTARÃO OS SEUS ESCOLHIDOS DESDE OS QUATRO VENTOS, DE UMA À OUTRA EXTREMIDADE DOS CÉUS.” MATEUS 24:31

"ASSIM SERÁ NA CONSUMAÇÃO DOS SÉCULOS: VIRÃO OS ANJOS, E SEPARARÃO OS MAUS DE ENTRE OS JUSTOS.” MATEUS 13:49

O anjo é uma expressão que vem sendo usada em todas as igrejas, e a gente tem uma conotação um pouco distorcida dele. Isto é, a gente acha que o anjo é aquela criatura bonitinha, com asas, toda perfeita, mas a palavra significa mensageiro.

Vamos entender que anjo é o componente portador de padrões. Ele pode ser tanto de fundamentação positiva, quanto de fundamentação negativa. É interessante ter em conta que ele traz a mensagem que mantém o equilíbrio do universo, podendo ser portador de padrões positivos ou negativos. Porém, a compreensão humana é que generalizou a definição, ou seja, por uma questão de tradição nós criamos unicamente a imagem do anjo positivo.

Em sua acepção essencialmente positiva, anjo define aquele ser que já está avocando para si as condições de crescimento com responsabilidade. Diz respeito àquelas entidades redimidas, que já se elevaram ao plano superior. Não significa apenas aquele que comanda, mas o que aprende e também ensina. Deu uma ideia? Anjo quer dizer aquele que já se coloca em condições de trabalhar em termos de grupo. Opera na auto sustentação e distribui parte do trabalho em favor de uma coletividade. Em suma, é aquele que trabalha por amor ao trabalho.

A  gente lê os versículos referenciados acima e pensa, à primeira vista, que todos nós estamos, sem exceção, destinados a aguardar o momento de consumação ou julgamento final. Aliás, sempre de sentido punitivo. E a coisa não é assim. A expressão "consumação dos séculos" é fator de natureza evolutiva.

Indica, nada mais nada menos, o fim de um período e o início de outro, em que sabemos que toda mudança de estado tem as suas transições inevitáveis. Os quatro ventos englobam a terra inteira. Seja do norte, do sul, do leste ou do oeste nada fica de fora. Todas as áreas serão visitadas. Quatro anjos dizem respeito a missões específicas que objetivam definir o pensamento divino. Eles tocam em todas as regiões e arregimentam todas as criaturas, afinal é sob esse piso terrestre que nós vamos emergir para as maiores alturas. E a chegada desses anjos define acontecimentos vindos com uma função didática.

Outra questão da maior importância é que os anjos não chegam depois das dores.

Muito pelo contrário, os acontecimentos tristes são os santos anjos. Os anjos são os acontecimentos, vamos dizer, mais difíceis que nos visitam. Aqueles que fazem o papel de despertador da criatura. Para sermos mais enfáticos, os anjos são aqueles instrumentos que vão ter um alarido de trombeta para marcar a nossa acústica quanto as responsabilidades que efetivamente precisamos assumir.

Deu para entender? Então, o tropeço é um anjo. Os acontecimentos tristes, as circunstâncias mais difíceis que nos acometem são anjos. Uma doença, uma oportunidade de trabalho que recebemos, são anjos positiva ou negativamente conceituados.

Nós podemos ter um anjo, por exemplo, que é uma doença que visita alguém. Mas que vai derrubar as resistências íntimas. E numa doença existem algumas trombetas que tocam que é a dor. Assim, a dor toma o papel de um anjo. Chega visando detonar certas áreas e despertar a luz que não está clareando e que precisa se expressar.

Porque cada enfermidade que eclode, cada dificuldade na esfera profissional, cada problema no campo social, na família, cada um desses elementos que marcam os aspectos da nossa evolução traz dentro de si uma indicação de que o problema existe para projetar a individualidade em novas concepções. Não vamos esquecer isso. É naquela base: se não vai pelo amor vai pela dor, mas que vai ter que ir, mais cedo ou mais tarde, vai! A gente precisa avançar. Faz parte do determinismo divino, cuja lei determina que o progresso é inestancável.

Todavia, embora os chamamentos estejam por todo lado, o que nós fazemos? Continuamos ainda indiferentes, brincamos muito com a vida e negligenciamos deveres.

Nós estamos aqui buscando aprender a administrar cada acontecimento menos feliz, procurando entender que atrás das dificuldades tem sempre algo novo que nós não estamos conseguindo visualizar. E para nos ajudar nesse progresso acontece o quê? O anjo chega. Porque o anjo tem que atuar. Do contrário, a gente fica naquela: "eu preciso fazer, eu preciso começar." Fica só a ideia. E não fazemos. E não começamos.

Pensando bem, desde quando a gente está precisando fazer ou começar algo? O tempo passa e a gente continua precisando. Resultado: os anjos vem para ajudar Jesus na implementação de uma nova fase. O anjo vem e toca a trombeta.

Não tem outra, Jesus trabalha com os anjos. Estes anjos fazem o papel dos toques, o papel desses chamamentos mais diretos. E isso não é de agora, sempre foi assim. Nós analisamos que na área das religiões, nos núcleos religiosos diversificados, o número de pessoas que neles aportam, na busca de solução dos seus problemas, é muito maior que o número daqueles que chegam espontaneamente. Não é? Tem muitos que chegam depois da saturação. Não chegam? "Ah, eu vim porque essa vida está muito difícil." Se alguns chegam sem muitas complicações, um número maior chega depois de longo tempo de dificuldades, depois de anos de terapia, de tratamentos vários que não deram certo, depois de muito cansaço. E quase sempre chegam para começar a entender que o problema que os trouxe foi uma faceta da própria intimidade.

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