8 de fev de 2015

Cap 48 - O Sermão Profético - Parte 6

O SOL ESCURECERÁ

“E, LOGO DEPOIS DA AFLIÇÃO DAQUELES DIAS, O SOL ESCURECERÁ, E A LUA NÃO DARÁ A SUA LUZ, E AS ESTRELAS CAIRÃO DO CÉU, E AS POTÊNCIAS DOS CÉUS SERÃO ABALADAS. MATEUS 24:29

“E, HAVENDO ABERTO O SEXTO SELO, OLHEI, E EIS QUE HOUVE UM GRANDE TREMOR DE TERRA; E O SOL TORNOU-SE NEGRO COMO SACO DE CILÍCIO, E A LUA TORNOU-SE COMO SANGUE;” APOCALIPSE 6:12

“E AS ESTRELAS DO CÉU CAÍRAM SOBRE A TERRA, COMO QUANDO A FIGUEIRA LANÇA DE SI OS SEUS FIGOS VERDES, ABALADA POR UM VENTO FORTE.” APOCALIPSE 6:13

Sol é o fulcro irradiador de toda uma expressão de vida. Centro irradiador, ele é encarregado da vitalidade, do suprimento e da canalização de componentes. Instrumento da misericórdia divina, irradia lá do alto, mandando toda a sua estrutura vitalícia para os planetas que compõem o sistema. No entanto, ele apresenta potenciais que ainda não descobrimos, porque por enquanto a percepção que temos dele se resume às impressões de luz e calor, e pronto. Mas um dia vai chegar em que iremos notar que os seus raios portam valores inestimáveis, capazes não apenas de garantir a vida no seu sentido puramente biológico, mas também em ângulos outros das expressões de nossos veículos de manifestação.

Em sentido espiritual podemos entender que o sol, dentro do nosso plano mental, dentro da nossa intimidade, constitui a soma dos componentes clarificados, dos componentes de vida que nós elegemos como sendo o ponto de segurança para a nossa caminhada. De forma que o sol pode ser a soma da nossa inteligência, da nossa experiência, da nossa família, da nossa saúde, entre outros. Em suma, a soma de todos aqueles componentes que, arregimentados, formam o sol que embala, acalenta e vivifica o nosso sistema de caminhada.

Pelos textos referenciados acima é possível perceber que o sol não se apaga. Ele pode escurecer, pode tornar-se negro, agora não quer dizer que ele desaparece. E nem tampouco fica negro em sentido literal. Daí a gente nota que a luz, que tem um processo dinâmico de crescimento, pode eventualmente perder claridade.

O nosso sol, nosso campo de sustentação, pode se enegrecer, ficar negro, a mostrar que para o atendimento de novas propostas ele simplesmente não vai atender mais.

Todavia, vamos observar com tranquilidade que quando esse sol se torna negro ou empalidece não é para a espiritualidade maior ou as forças superiores da vida tripudiarem em cima dos nossos sofrimentos. Não. De forma alguma. Porque atrás desse escurecimento do sol é que nós temos o surgimento de uma nova estrutura, de um novo conjunto de valores, que passam a ser de algum modo elaborados dentro da conturbação das dificuldades. Vamos ter em conta isto.

A gente tem o sol e a lua como dois componentes que penetram terreno adentro das expressões de luminosidade e clareamento dos nossos espíritos. A lua, por sua vez, define o ponto de convergência dos nossos padrões ao nível operacional. 

É o ponto gerenciador de tudo o que podemos operar, define tudo que, de algum modo, é criado em nossa órbita, está em nossa volta, está em nosso circuito operacional. Está consubstanciada em todos esses padrões, sintetiza o ponto alimentador, o ponto gestor e gerenciador de tudo o que nós criamos, de tudo o que nós podemos operar. É o componente que nos ajuda a formalizar, a dar forma aos padrões que temos operado. A lua é o nosso trabalho, a nossa família, a nossa saúde, a parte dentro da qual orbitamos sob a luz solar ou a luz de Deus.

A lua, para se ter ideia, não apresenta luz própria. Certo? Ela irradia a luz solar por tabela, reflete a luz do sol de forma diferente conforme a posição onde se encontra, em variações denominadas de fases. Então, a gente fala da lua e ela refere-se a quê? Aos reflexos. Percebeu? Porque o sol brilha, o sol irradia, e a lua reflete. Enquanto o sol é fonte irradiadora, a lua constitui um ponto de reflexão.

O sol nos manda princípios operacionais e a lua encaminha valores para a gestação, correspondendo aos níveis de esperança, de confiabilidade e resignação.

No fundo, é pela lua que nós criamos os contingentes somáticos para que a vida se expresse no plano de evolução. Está dando para acompanhar ou será que está um pouco complicado? A lua trabalha a fecundação dos aspectos de reflexo do sol.

E não adianta a luz sem a existência de anteparo estabelecido para promover o reflexo. 

Sem refletir não há claridade. Assim, a lua promove por tabela e revela o plano de nosso investimento. É o amparo indireto para nos trazer a luz, clareando a nossa noite em razão do escurecimento do sol. Representa os níveis de esperança e confiabilidade, expressões de resignação e segurança que nós vamos adquirindo ante o negrume dos acontecimentos na vida. Não tem outra, quando o sol se põe nós temos que recorrer aos nossos recursos pequenos, e diante das dificuldades não perdermos a chance de florir e manter o sorriso no rosto, confiantes no amparo divino.

Quando alguém fala que perdeu a esperança, que está tendo a sua fé combalida, é como se a lua, além do sol, também estivesse sendo amargada e detonada na sua estrutura e capacidade de refletir. A lua, que representa o plano de nosso investimento, passa nessa situação a apresentar-se de modo nebuloso.

Em uma situação dessa a gente entra numa faixa muito grande de desgosto, em que praticamente nada nos agrada, e sentimos uma tristeza danada em tudo.

Esse é o sentido que nós temos quando a lua deixa de dar a sua luz. É quando tudo em nossa volta parece estar complicado, tudo identificamos cheirando a sofrimento, desgosto e tristeza. É o tempo que nos desagrada, é o amigo, o companheiro, é o sócio que está nos desagradando. É o familiar que nos preocupa ou aborrece, é o trabalho que está nos onerando e dificultando. Sentimos como se tivesse sido cortada toda a nossa linha de sustentação. Sentimo-nos órfãos desse amparo e, ao mesmo tempo, vemos tudo muito ruim à nossa volta.

As estrelas são espécies de fulcros em torno dos quais orbitam os planetas, onde orbitam os outros elementos que estão vinculados a esses centros de verdadeiros sistemas.

Elas são astros luminosos que mantém praticamente a mesma posição relativa na esfera celeste, que emitem ou refletem a luz irradiada. Podemos dizer que representam os reflexos menores que constituem o nosso plano de vida, e a queda delas simboliza a desativação deles. Daí a gente nota que em todo o universo o fulcro de uma expressão menor tem órbita definida e laborada de centros mais ampliados. 

Cada um de nós, sem exceção alguma, faz o papel de estrela e a estrela, seja ela de maior ou menor luminosidade, tem sempre um ajuste a uma estrela maior. Todos nós situamo-nos numa escala gradativa, vinculados a centros maiores.

Se buscamos ser discípulos no campo moral temos que nos esforçar para nos ajustar às indicativas e iluminações dimanadas daqueles que são os apóstolos. Estes, por sua vez, recebem a luz de mais alto, do Cristo. E a luz infinita, o componente irradiador do amor em todo o universo, é Deus. De nossa parte compete aprender a eleger um sistema e seguir a órbita que esse sistema indica.

E quando ocorrer o desaparecimento de valores, então ostensivos em nossa paisagem, como veremos na parte a seguir, vamos precisar entender que eles se transformam em valores mais sutis, que visam deixar em nosso íntimo o substrato.

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