18 de fev de 2015

Cap 48 - O Sermão Profético - Parte 8

QUANDO SE PERDE A REFERÊNCIA II

“14E O CÉU RETIROU-SE COMO UM LIVRO QUE SE ENROLA; E TODOS OS MONTES E ILHAS FORAM REMOVIDOS DOS SEUS LUGARES. 15E OS REIS DA TERRA, E OS GRANDES, E OS RICOS, E OS TRIBUNOS, E OS PODEROSOS, E TODO O SERVO, E TODO O LIVRE, SE ESCONDERAM NAS CAVERNAS E NAS ROCHAS DAS MONTANHAS.” APOCALIPSE 6:14-15

“21ENTÃO, OS QUE ESTIVEREM NA JUDÉIA, FUJAM PARA OS MONTES; OS QUE ESTIVEREM NO MEIO DA CIDADE, SAIAM; E OS QUE NOS CAMPOS NÃO ENTREM NELA.” LUCAS 21:21

A fé, a esperança, o grau maior de determinação, a fibra interior, é importante nós lembrarmos isto, são pontos que necessitam ser alimentados e realimentados a cada instante.

Porque vai ter momento na vida de cada um de nós em que o sol vai se por e nós vamos ter que usar desses valores, no plano de aplicabilidade, em pleno momento de treva.

Porque o sol escurecendo, a lua se esquivando e as estrelas caindo do céu, são os momentos de aferição, são os momentos em que tudo está cerceado. Agora, imaginemos nesta hora em que a treva surge, e que nós temos que recorrer aos nossos recursos, ainda pequenos, e esses recursos estão diluídos ou inoperantes.

Percebeu? Infelizmente, é o que acontece em grande parte dos momentos críticos em que nós somos aferidos. Às vezes, em face da tribulação, em face do envolvimento cruel e irreverente, que são marcas para a nossa aferição, nós deixamos apagar as próprias lâmpadas dos padrões que realmente podem nos elevar. 

Ante a pressão vivida por Jesus, nos momentos cruciais de seu martírio e crucificação, tudo se apagava, mas ele não se deixou intimidar. Agora, a gente não, a gente se entrega a avalanche de problemas. O que temos que fazer? Não deixar que a dificuldade, seja qual for a sua extensão, que ela empalideça o direito que nós temos, lá na profundidade da alma, de manter a nossa luzinha irradiando e vibrando com todo o carinho. Esse aí é o grande segredo da harmonia.

O grande objetivo dos obstáculos e dos desafios que nos visitam, se nós pensarmos bem, é fazer com que aprendamos a buscar na intimidade o próprio recurso.

Isso é importante demais da gente entender. Portanto, por favor, não vamos nos esquecer disso. A finalidade maior dessas situações menos felizes de fora é nos ensinar e definir para nós condições a que busquemos, no plano de ajuda, valores dentro de nós mesmos. 

O escurecimento do sol e a modificação no painel da lua e das estrelas representam o momento em que nós temos que buscar a luz interior.

Você e eu temos que buscar a segurança dentro da nossa própria intimidade, na linha de gestação de novos padrões. Então, na hora em que esse sol se escurecer, porque ele não se apaga, e a lua e as estrelas se modificarem, nós vamos ter que buscar na intimidade novos focos, que vão ter uma luminosidade muito maior do que parece. As criaturas, às vezes, se esquecem que é na própria intimidade que estão as fontes geratrizes da claridade, das ideias legítimas do direcionamento e das soluções que poderão, devidamente analisadas e implementadas, resolver os problemas. E tanto é assim que Jesus define no evangelho de Mateus 5:16: "resplandeça a vossa luz diante dos homens."

Ante o escurecimento do sol é preciso buscar a luz íntima. Ante o tremor e a avalanche de acontecimentos, que querem empalidecer os nossos melhores valores, é preciso ter a serenidade necessária, manter a harmonia. É preciso que a gente pelo menos saiba utilizar isso: emitir um pensamento de gratidão, um pensamento afetivo, um pensamento de equilíbrio. Quando a escuridão é imensa um palito de fósforo faz um verdadeiro sucesso, não faz? Esse palito de fósforo, numa escuridão maior, pode representar o atestado nosso de visão, de observação, de equilíbrio e de segurança.

É evidente que nós não vamos querer comparar o nosso palito de fósforo ou a nossa lanterninha simples ou pouco expressiva com o fulgor do sol. Não somos loucos pra isso, mas nos momentos complicados um ponto que seja de claridade serena o coração.

E tem criaturas que não sabem fazer isso. Quanto mais elas buscam a luz exterior, querendo equacionar muita coisa numa hora só, mais escuro o ambiente se torna.

Então, vamos utilizar esses lances positivos. E iremos notar que quando voltar o caos é como se o tremor tivesse passado, como se o sufoco tivesse reduzido. Porque todo tremor, e já dissemos isso, é para nos colocar em ângulos de crescimento.

Os tremores de terra quando surgem vão jogando tudo para baixo. E essas questões que estamos estudando estão relacionadas com uma dinâmica que nós temos que aprender a operar, porque no momento da transição, que propõe uma mudança de postura, outros montes irão se apresentar para nós, mas à partir do momento em que nós quebrarmos os pontos antigos de cristalização.

Todas essas situações menos felizes que nós estamos enfatizando não chegam por um capricho divino. Não é um capricho divino ver lá de cima o indivíduo chorar aqui embaixo, naufragando nas dificuldades e desesperado porque não tem aonde segurar. Não, nada disto. Isso não existe. Existem, sim, providências, recursos e instrumentalidades didáticas para que a criatura aprenda que ela pode refugiar-se em si própria, com segurança, sem abatimento e traumas psicológicos. Porque quando ela descobre isso ela sai da situação com uma resistência fora de série, com uma força que nós não podemos imaginar.

Infelizmente, a grande massa de pessoas precisa das escoras exteriores. A grande massa precisa das muletas e dos muros para se protegerem, o que não é defeito nenhum. Afinal, quem é que não precisa? E a retirada dessas escoras se inicia com a descoberta que nós fazemos da ineficiência dos nossos pontos antigos de apoio.

Observe estes dois textos: "14E o céu retirou-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares. 15E os reis da terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo o servo, e todo o livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas." (Apocalipse 6:14-15) "21Então, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes; os que estiverem no meio da cidade, saiam; e os que nos campos não entrem nela." (Lucas 21:21)

Repare que no primeiro texto nós temos a presença do verbo esconder, que corresponde a um tipo de fuga. Para as cavernas ou para as rochas. Não é isso?

E no segundo, o verbo usado é fugir. Ou seja, os que estiverem na Judéia fujam pra onde? Para os montes.

E o que significa isso? Que no momento em que a barra aperta, o nosso primeiro passo é fugir para eles. É sair da nossa faixa mental e nos refugiar onde? Nos montes. E quem foge para os montes? Todo mundo? Não, os que se encontram na Judéia.

Ora, nós temos tido a oportunidade de entender que os ambientes dizem respeito a terrenos específicos do nosso campo mental. E que povo é este que está na Judéia? São judeus ou não? Dentro da acepção espiritual, que é o que efetivamente nos interessa, são os mais amadurecidos. Na Judéia pode-se ter indivíduos de todos as localidades e de todos os países também. Em tese, nós aqui estamos na Judéia do conhecimento, não estamos? Ou será que nós não temos conhecimento das leis da vida? Deu para entender isso? Nós aqui somos os judeus, e vindos de inúmeras reencarnações na Judéia do conhecimento. Então, o que ocorre? Os que estiverem situados no momento das dificuldades, não devem se esquecer, fujam para os montes.

E o segundo texto ainda vai além. Sugere que os que estiverem no meio da cidade saiam, e os que estiverem nos campos não entrem na cidade. Então, quem estiver na Judéia fuja para os montes, quem estiver na cidade saia, e quem estiver nos campos não entre nela, na cidade.

Vamos clarear isso? O que é cidade? Vamos pensar juntos? É o nosso terreno de impactos, é quando nós nos situamos na crista da onda dos interesses humanos.

Está dando para perceber? O texto fala nos que estiverem no "meio" da cidade. E no meio quer dizer a essencialidade, o centro dos nossos interesses. Ok? Não é na periferia não, é no meio da cidade. A cidade mencionada aqui não é cidade em si, literalmente falando, é no sentido de estado de alma. É a cidade daquele burburinho dos interesses. 

O que nós fazemos quando estudamos o evangelho? Fazemos um trabalho de sair da cidade, do redemoinho dos conceitos e dos padrões puramente humanos. Ficou claro? Vamos imaginar a cidade de Belo Horizonte, por exemplo, que é a cidade onde eu moro. No centro da cidade tem muito carro circulando, trânsito complicado, muito comércio, barulho, tem toda aquela confusão que a gente conhece.

E o campo passa a imagem de calmaria. Além do que, enquanto a cidade consome o campo produz. Certo? Quem está no campo não entra nele para consumir. Campo é o local propício para produzir. Se pensarmos bem, a nossa tranquilidade íntima de estar operando na semeadura da colheita não é característica do campo? No campo nós estamos semeando, estamos trabalhando.

Logo, eu posso morar no edifício mais alto da cidade, e no meio da cidade, e posso estar dentro de um campo espiritualmente falando. Não posso? E a cidade passa a ser o local de realização dos meus padrões. E, na hora que a barra apertar, que a gente não vá para a cidade para ser o consumidor tradicional da cidade. Que a gente vá, mas sabendo administrar com tranquilidade o que arregimentou.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...