23 de fev de 2015

Cap 48 - O Sermão Profético - Parte 9

O RELÂMPAGO E AS NUVENS

“29E, LOGO DEPOIS DA AFLIÇÃO DAQUELES DIAS, O SOL ESCURECERÁ, E A LUA NÃO DARÁ A SUA LUZ, E AS ESTRELAS CAIRÃO DO CÉU, E AS POTÊNCIAS DOS CÉUS SERÃO ABALADAS. 30ENTÃO APARECERÁ NO CÉU O SINAL DO FILHO DO HOMEM; E TODAS AS TRIBOS DA TERRA SE LAMENTARÃO, E VERÃO O FILHO DO HOMEM, VINDO SOBRE AS NUVENS DO CÉU, COM PODER E GRANDE GLÓRIA.” MATEUS 24:29-30

“PORQUE, ASSIM COMO O RELÂMPAGO SAI DO ORIENTE E SE MOSTRA ATÉ AO OCIDENTE, ASSIM SERÁ TAMBÉM A VINDA DO FILHO DO HOMEM.” MATEUS 24:27  

“E VIRÃO DO ORIENTE, E DO OCIDENTE, E DO NORTE, E DO SUL, E ASSENTAR-SE-ÃO À MESA NO REINO DE DEUS.” LUCAS 13:29

“EIS QUE VEM COM AS NUVENS, E TODO O OLHO O VERÁ, ATÉ OS MESMOS QUE O TRASPASSARAM; E TODAS AS TRIBOS DA TERRA SE LAMENTARÃO SOBRE ELE. SIM. AMÉM.” APOCALIPSE 1:7

Como sol, que nasce no oriente e põe-se no ocidente, esse é o sentido da marcha ascensional do homem. Do oriente ao ocidente, ou do leste para o oeste, temos dois pontos: o oriente de um lado, definindo o campo do surgimento ou o aparecimento, e o ocidente do outro, caracterizando a fixação ou a chegada, consolidando o conhecimento.

Eis aí a ordem natural de encaminhamento da evolução a qual todos nós estamos inseridos.

O relâmpago surge assim. Chega e mostra que o caminho é outro, que a situação é outra. Chega para nós que estamos modelando um sistema novo de vida. E quem vem do oriente vem da linha normal de evolução. Quanto ao sul e norte, nós temos o sentido de aproveitamento, a faixa no âmbito qualitativo das informações, os lances que definem como cada um de nós tem reagido diante dos valores aprendidos. Como temos operado.

E estamos sonhando com o reino dos céus. Cada qual, sem exceção, sonhando com a entrada nele.

Se por enquanto não conseguimos o acesso amplo e definitivo, esse reino do céus vem sendo experimentado por cada um de nós em momentos específicos, não é verdade? Nós temos esses momentos em nossa vida. Sem exceção, todos nós temos determinados momentos desses, em que sentimos um júbilo fantástico, uma paz tão extraordinária que parece que estamos flutuando. Assim, o filho do homem vem como relâmpago, como flashes, como centelhas, despertando vez por outra a consciência do ser, com lances fugidios, de forma rápida, que se abrem e se apagam, gerando certas experiências dessa natureza.

Não raro, notamos que o campo da escolha, no plano das opções, se dá através de um relance.

O relâmpago, que parte de um ponto ao outro, faz assim: clareia. É a mesma coisa que um flash de máquina fotográfica. Aliás, a nossa mente tem disso. Fotografa muita coisa. 

Muita coisa que a gente vê fica gravada. Como fotografia. Ou você não sabe disso? Se eu abrir uma página de um livro e olhar, está fotografado. Em um transe hipnótico, sou capaz de dizer as vírgulas, conforme a capacidade de retirada desses componentes marcados no meu psiquismo.

É por isso que na nossa observação dos fatos da vida, dos acontecimentos de cada instante, nós temos que deixar circular a vibração positiva. Porque é essa vibração que marca uma interiorização mais nítida, e que vai interferir amplamente na esteira do destino. São lances do qual não se pode fugir. 

O relâmpago trabalha como um toque e a linha básica do toque é o campo interior. 

O que chega de fora para dentro, toda a instrumentalidade e recursos da misericórdia divina objetivam antes de tudo emitir componentes de sensibilização.

Muitas circunstâncias trabalham para que o toque se dê. Mas na hora que acontece, quando se dá esse lance, que é lance para a germinação no plano íntimo, que a semente foi acolhida, o crescimento e a fortificação da raiz vai depender de quê? Da própria criatura que se despertou, que recebeu e que tem que valorizar. É preciso uma iniciativa por parte da individualidade para que possa haver o contato como resposta real.

O filho do homem surge como objetivo da nossa vida, sabe como? De três formas. Ou ele se origina em meio às dificuldades mais contundentes que estamos vivendo, ou vai decorrer do reflexo de ações anteriores, ou surge de forma mais tranquila pela revelação. E, cá pra nós, geralmente ficamos com qual opção?

Dificilmente nós buscamos evoluir de forma espontânea, e você sabe disso. Geralmente instauramos o processo consciente de evolução quando empurrados pelas situações menos felizes, embora já temos conhecimento suficiente para discernir que não precisamos tanto aprender pela dor. Mas fazer o quê? Quando ficamos saturados de evoluir debaixo das pancadas da vida, quando dizemos de maneira decidida "chega, cansei, desse jeito não dá", é que nós costumamos identificar na consciência o sinal do filho do homem. 

Deu para entender? O sinal do filho do homem aparece para nos indicar o novo caminho. 

Mas calma lá, não é o filho do homem que aparece, embora muitos esperam o filho do homem por inteiro, completo, prontinho, só pegar e levar. É o sinal que aparece, porque o filho do homem vai ser elaboração de cada um, de forma individual. Esse sinal é a semente germinando na esteira do coração. É o princípio do despertar da consciência, para que a gente se ajuste à mensagem que está toda dentro de nós. Em nosso planeta e em muitas regiões do plano espiritual, para se ter ideia, existem milhões de espíritos endividados, transitando pela vida e dotados desse sinal do filho do homem.

O sol irradia lá do alto, sem nuvem. E nuvem define alguma coisa que pode acobertar, dentro da sua relatividade, o próprio brilho solar, se a analisarmos apenas no sentido objetivo ou literal. Então, nuvem diz respeito a cobertura. É um componente que pode, de alguma forma, obliterar a ação do sol.

Agora, sabemos que atrás das nuvens tem o sol. E se a nuvem pode ter uma função acalentadora, de reduzir a intensidade do raio solar num dia de calor, por exemplo, ela também pode representar uma ameaça, representar a soma de valores suscetíveis de desabarem sobre nós a qualquer momento. Por isso, quando as circunstâncias estão mais pesadas, quando estão carreando valores mais densos, esses valores ou circunstâncias são como nuvens carregadas e ameaçadoras no céu das nossas esperanças e da nossa proposta.

O sinal do filho do homem está representado em inúmeras ocorrências. Está chegando para nós numa filosofia nova. Se falamos em nuvens elas estão relacionadas com o céu. 

É referência ao que está acima, observação aos componentes superiores da personalidade, aos padrões renovadores. Por exemplo, perdoar, compreender, entre outros, vem de cima, não vem de baixo. Porque de baixo vem instintos, o plano de baixo fala acerca das conquistas já operadas.

E o filho do homem vem com as nuvens. Surge com os impactos e as lutas. Está surgindo nas nuvens das dificuldades. 

E essas nuvens representam as dificuldades, os momentos de tumulto, os envolvimentos que chegam propondo chamado ou ressonância das ações pretéritas. Representam as dificuldades, as situações difíceis, mais nebulosas. É por aí que o filho do homem está chegando.

Todavia, quem sabe se depois de tantas lutas começamos a nos encaixar numa proposta mais segura?!

Olhe para o seu céu. O tempo fechou? Se sim, é hora de refletir, orar e manter a paciência.

É preciso calma e tranquilidade para diligenciar a vida dentro dessas nuvens, que trazem um grande sobrepeso para nós. Nós temos dois aspectos a serem analisados nessa questão. Em primeiro lugar, a nossa necessidade constrói a nuvem no campo operacional de cada instante, analisando o fato no campo cármico. Deu para acompanhar? Nuvens são aquelas indicativas que propõe o ressarcimento ante a lei de causa e efeito. Tranquilo até aí? E em segundo lugar, elas vão propor momentos peculiares de mudanças, sinais novos, novos fatos na aprendizagem, de transformação. A nuvem traz a chuva. A chuva às vezes propicia danos, mas também limpa a atmosfera. E o amor é o componente capaz de diluir as nuvens. Razão pela qual vamos manter a esperança de que atrás das nuvens vigora o sol, e que toda a chuva, por mais longa que seja, passa.

O sol irradia lá do alto, sem nuvens, mandando toda sua estrutura vitalícia para os planetas que compõem o sistema. E as nuvens vão se formando. Repare que nuvem lembra aglomerado. E somos nós mesmos quem formamos as nuvens irradiadoras da nossa consciência. Elas vão se formando lentamente e daí a pouco, quando se menos espera, dá um trovão.

A chuva complica, mas também ensina. E eu não sei se você já notou, mas temos aprendido muito pelo retorno das nossas próprias complicações. E temos também, por outro lado, pelo aprendizado novo, que passar a agir com mais equilíbrio e prudência.

Vale a pena ter em conta o seguinte: a nossa necessidade constrói a nuvem, seja no campo da aprendizagem, no plano operacional de cada instante ou no campo cármico da nossa vida. E para nós o que é nuvem, para outro indivíduo pode não ser. E o amor dilui a nuvem. Sem dúvida, amor é o grande elemento capaz de diluir as nuvens. E mais, na medida em que vamos nos integrando em uma nova posição, vamos notando que essas nuvens vão se tornando rarefeitas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...