21 de abr de 2015

Cap 50 - Use Bem Seu Livre-Arbítrio - Parte 5

A PERSISTÊNCIA II

Milhões de criaturas ainda pensam: "Eu vou na igreja tal ou vou no grupo tal, uma vez por semana, e resolvo o meu problema espiritual." De fato, pensam que dessa maneira, só por essa atitude, solucionam toda a questão. Mas eu posso ser sincero? É duro escutar esse tipo de coisa. É uma falha lamentável esse tipo de pensamento, é uma frustração. O problema não é solucionado de forma simples assim.

O problema todo é o nosso campo íntimo. Em cada reunião espiritual que a gente vai é mais um peso para conscientizar. À medida que vamos assimilando os padrões novos que nos são canalizados passamos a observar que temos que aguardar a maturação deles em nosso íntimo. E vamos aprendendo que de algum modo nós temos que ter tranquilidade ao dar o passo.

Precisamos desativar o fulcro irradiador negativo com calma para que os valores positivos floresçam.

Basta reparar que o próprio livre-arbítrio começa a ser trabalhado dentro da gente de maneira sutil. Não é assim que funciona? A pessoa pensa: "Nossa, eu estou aqui analisando. Preciso fazer alguma coisa. Preciso mudar isso, preciso mudar aquilo. Tenho que aproveitar melhor o meu tempo. Tenho que utilizar melhor o meu conhecimento." Não é assim que acontece com você? A mudança se inicia dessa forma.

Mais cedo ou mais tarde cada qual acorda para as realidades maiores da vida. E, geralmente, não acordamos na hora boa não. Criaturas insubordinadas à vontade divina que somos, na maioria das ocasiões procuramos a luz quando cansados da solidão da treva. Acordamos no meio das dificuldades. E nessa hora, haja prece.

Tecemos as mais comovedoras orações. E haja pedido. É a nossa pura realidade.

Comumente somos apanhados na luta reeducacional dentro de um túnel. E porquê túnel? Porque na maioria da vezes em que uma luz nos toca e sensibiliza o nosso coração reconhecemos que no momento do despertar nós estamos no escuro.

Nos localizamos dentro de um túnel. E mais, que toda a sombra em volta, toda a complicação dentro dele foi criada por nós mesmos lá atrás, mediante escolhas menos felizes que efetivamos. Escolhemos indevidamente e agora a vida nos colocou nesse ponto até mesmo para refletirmos. E aí, o que fazer? Não podemos simplesmente explodir o túnel. Se assim fizermos fechamos a eventual saída e corremos o risco de ficar por mais algumas reencarnações envolvidos na confusão toda. A solução é sair do túnel, usar de discernimento para desonerar desse sistema difícil. É um túnel escuro e a gente tem que caminhar dentro dele até achar uma abertura com uma claridade na ponta. Concorda? Tem outra saída? Temos que percorrer atrás dela com paciência para sair.

Aí redimensionamos conceitos, pensamos em melhorar posturas, mas ainda ficamos sujeitos ao trânsito dentro do túnel em que estamos vivendo. É o que tem acontecido com muitos de nós. Estamos pensando na luz, nossa semente está vibrando de forma diferente, está produzindo luz, porém anda estamos em meio às trevas.

E como desativar a dificuldade que permanece através do espaço e do tempo? Só tem uma forma de conseguir desativar caracteres menos felizes. Não há como cercear esses componentes que nos complicam dentro da nossa casa mental sem a elaboração de um ideal novo do qual temos plena convicção. Não dá para desconsiderar esse aspecto. O saneamento é quando adotamos o ensejo de abrir componentes recíprocos e contrários, é quando começamos a investir na proposta. À partir daí começamos a dar força para desamarrar o que nos prende.

Isso já define técnica operacional. É muito importante que nossos objetivos sejam fixados e definidos e iniciemos um processo de atendimento a esses objetivos.

Está bem definido pela clareza do entendimento que não se elege uma padronização a nível mental de modo adequado e seguro sem a disposição de investir naquilo que elegemos, de investir no ponto capaz de criar o registro interior dentro de nós ao nível de reflexo. Ao nutrirmos certo desejo passamos a colocar no meio de uma quantidade imensa de desejos existentes, que são os nossos desejos automáticos, padrões novos como estando potencialmente preparados para se desenvolver. Daí, vamos precisar trabalhar a mente com carinho. Nós estamos tentando dar um colorido novo ao nosso trabalho, às nossas relações e à nossa vida, e na medida em que as circunstâncias vão se apresentando à frente vamos conseguindo ativar isso. Deu uma ideia? Pela aplicação continuada vamos incorporando valores informativos de maneira gradativa.

O processo ascensional tem que ser feito passo a passo. E como ele exige paciência, nós vamos ter que usar a intensificação e a continuidade na caminhada.

Melhoram-se as dificuldades, permanecem as lutas. A gente vence uma etapa. Acha que venceu. O que acontece? Vem outras pela frente. E isso não é para desanimar não, é para nos mostrar a grandeza da vida. A pessoa diz: cheguei! Chegou nada. A chegada finalística não existe. Chegou na hora de começar outra etapa.

A gente tem que investir naquilo que nos é gratificante, porque se não investir estiola, se não investir desaparece. Aquilo que não é cultivado vai se estiolando, vira crisálida novamente, volta ao estado de fecundação. O grande desafio é saber manter a perseverança na continuidade para a fixação dos padrões novos que nós estamos ingerindo. 

É fundamental investir e sustentar o investimento, perseverar no serviço de forma firme. 

Porque dentro de um processo de constância de honrar a proposta a nível prático é que nós vamos ganhando autenticidade e espontaneidade no campo evolutivo. Pense bem, para obtermos a melhor parte da vida é preciso servir e marchar incessantemente para que não nos modifiquemos em sentido oposto à expectativa superior.

Exemplos nos ajudam no esclarecimento, não é mesmo? A semente tem que vencer o obstáculo apertado da cova escura para poder germinar; não se lavra o solo sem retificá-lo ou feri-lo; e somente a terra tratada produzirá erva proveitosa, alimentando e atendendo a esperança do horticultor. Vamos imaginar, também, que nós temos uma caixa d'água íntima com determinado índice de sujeira, de poluição. A princípio, achamos que temos que esvaziar essa caixa, fechar a torneira e enchê-la novamente. Só que aí a evolução para. Então, o que temos que fazer? Primeiro, avaliar o grau de poluição existente, avaliar o conteúdo, o que equivale a identificar nossos recursos e valores. Em seguida, ir colocando água limpa dentro e deixar que aquele cano que fica na extremidade superior, comumente chamado de ladrão, vá jogando água para fora. Com o decorrer do tempo vai acontecer o quê? Vai haver clarificação gradativa dessa água. Além do que, se a gente simplesmente colocar uma água absolutamente pura esta não vai dessedentar a gente em razão da nossa própria estrutura de poluição íntima que é compatível com o nosso grau evolucional.

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