31 de mai de 2015

Cap 51 - Entendendo o Evangelho (2ª edição) - Parte 2

IGREJA

“TEMOS UM ALTAR, DE QUE NÃO TEM DIREITO DE COMER OS QUE SERVEM AO TABERNÁCULO.” HEBREUS 13:10  

“O ESPÍRITO É QUE VIVIFICA, A CARNE PARA NADA APROVEITA; AS PALAVRAS QUE EU VOS DISSE SÃO ESPÍRITO E VIDA.” JOÃO 6:63

“E NOS FEZ REIS E SACERDOTES PARA DEUS E SEU PAI; A ELE GLÓRIA E PODER PARA TODO O SEMPRE. AMÉM.” APOCALIPSE 1:6

Em sentido literal, igreja é uma assembléia de fiéis, conjunto de fiéis ligados por uma mesma fé e sujeitos aos mesmos chefes espirituais. Na acepção mais profunda, representa o agrupamento de pessoas vinculadas a uma visão nova que o cristianismo sugere, e não necessariamente um templo físico. Define aquelas criaturas que se unem em um grupo mais próximo de tendências, conquistas e padrões assimilados e a respectiva filosofia que cada membro passa a nutrir no coração.

Em suma, igreja é núcleo. É um centro, unidade que aponta um agrupamento de corações e que vai lidar, de certa forma, com apontamentos relacionados às responsabilidades assumidas, mas sem esquecer que sempre vai haver alguém à frente desse núcleo. 

Vamos observar, por exemplo, que as sete igrejas do apocalipse, que são o foco onde se congregou o ideal cristão daquela época, e que representam ainda hoje os vários níveis em que os espíritos, tanto na vida física do planeta como no plano espiritual, podem ir se ajustando, se ajuntando e se afinando, que cada uma dessas igrejas é administrada por um anjo, que por sinal nunca está só. Porque se ele estiver sozinho, se administrar sozinho, o trabalho se faz no relativo e passa a desejar muito. E as mensagens contidas nas sete cartas iniciais do apocalipse não são mensagens vagas, desconexas, pelo contrário, são direcionadas, ainda hoje, à intimidade, cada uma direcionada à respectiva igreja.

O que se nota hoje, infelizmente, é que muitas igrejas tomaram do cristianismo somente o título.

Originadas na ambição e no egoísmo do homem, que tudo procura moldar aos seus levianos interesses, nutrem rivalidade, ignorância, orgulho e preconceito. Estou errado? O cristianismo, que deveria ser a mais ampla e simples das escolas de fé, há muito tempo que se endureceu no superficialismo dos templos.

E enquanto as variadas igrejas se digladiarem entre si continuarão demonstrando, literalmente, que não conseguiram atingir o ideal sublime proposto pelo filho de José e Maria. E mais, que estão muito longe da religião do amor.

Não dá para negar, em todos os cantos as igrejas erguidas para adoração ao Senhor andam cheias de gente. Dia após dia pessoas nelas adentram. Mas, na verdade, os templos de pedra estão cheios de promessas injustificáveis e de votos absurdos. Inúmeros devotos entendem encontrar na divina providência uma força subornável, cheia de privilégios e preferências. Querem o Cristo, e sabe para quê? Para que o Cristo os sirvam. Cultivam a oração, pretendendo subornar a justiça divina. Compartilham demonstrações e expressões de fé na busca de vantagens pessoais no imediatismo das gratificações terrestres. Enquanto muitos tentam subornar o poder celeste pela grandeza material das suas oferendas, outros tantos se socorrem do plano espiritual com o propósito de solucionar problemas mesquinhos.

Os templos de fé religiosa no mundo, desde que consagrados à divindade do Pai, são departamentos da casa infinita de Deus onde Jesus ministra os seus bens aos corações da Terra, independente da escola de crença a que se filiam. Qualquer que seja o templo em que se expresse, é santuário de educação da alma no seu gradativo desenvolvimento para a imortalidade. Isso precisa ficar claro.

As igrejas normalmente representam aquele veículo decodificador do pensamento divino a nível informativo, através das quais os valores chegam ao plano perceptivo das criaturas. Definem uma capacidade reveladora capaz de atingir a todos os elementos embutidos nesses departamentos de percepção dos valores superiores em Deus. São núcleos que irradiam a luz para a iluminação das trevas.

A finalidade dos templos de pedra é despertar a nossa consciência. Eles visam, acima de tudo, expressar nossa proposta íntima. 

Agora, o evangelho, como componente de libertação, tem que ser trabalhado no terreno íntimo. Por isso, nós temos que encontrar o Cristo no santuário interior.

O que estamos trazendo é só uma questão de raciocínio. Deus é espírito e só em espírito deve ser adorado. Logo, é preciso adorá-lo em espírito e verdade. E para essa adoração nós não dependemos do majestoso edifício do templo e nem dos seus cerimoniais, dos seus rituais, das suas prescrições ou mesmo da autoridade de seus sacerdotes.

O templo pode perfeitamente ser transferido da sua linha exterior para dentro de cada um de nós.

Cada criatura tem um santuário no seu próprio espírito, onde a sabedoria e o amor do Pai se manifestam sempre através da voz da própria consciência. Se todos os templos na terra são de pedra, o que Jesus fez? Veio abrir o templo da fé viva no coração dos homens. Percebeu? Veio abrir o templo dos corações sinceros para que todo o culto a Deus se converta em íntima comunhão entre o homem e seu criador.

É na própria intimidade onde o evangelho funciona realmente. Igreja efetiva é dentro de nós. Fora da gente é um auxílio na caminhada. Vamos adorar a Deus na igreja que consolidamos interiormente. Afinal de contas, espiritualizar a vida não é dar-lhe novas feições exteriores, mas reformá-la para o bem no âmbito particular.

Quando se pensa em evangelho, as pessoas quase que automaticamente o associam à ideia de igreja e religião. 

Mas o evangelho já transpôs os muros de pedras das igrejas para atingir os terrenos amplos da intimidade do ser. Já saiu da sua expressão em que foi trabalhado e estruturado para se ajustar à nossa intimidade, que é onde realmente opera no plano transformador. Já deixou de ser assunto de religião para se tornar um assunto de vida. Vale a pena repetir: é na nossa intimidade onde ele efetivamente funciona. Ele opera no anonimato, revolvendo o coração de cada um de forma nítida e substanciosa.

Bonito de entender é que as suas mensagens são orientações faladas ao nosso coração.

São mensagens universais, de caráter espiritual. E por serem universais tem atualidade em qualquer lugar e momento. As dificuldades e os desafios dos homens invariavelmente passam por alguma faceta ou linha que tange aquilo que foi mencionado nele.

Os altares de pedra foram substituídos faz tempo pelos nossos corações. O movimento vital das ideias e realizações baseia-se na igreja vida do espírito, no coração dos homens.

Em razão disso, não precisamos mais nos submeter de alguma forma à casta sacerdotal tradicional. Porquê? Simples. Porque somos todos sacerdotes. Se já nos situamos para além daquela postura pessoal de querer ser agraciado pela dádiva divina, podemos nos considerar chefes da igreja. E isso não sou eu quem estou inventando. É o evangelho que diz: “E nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai; a ele glória e poder para todo o sempre. Amém.” (Apocalipse 1:6)

Ficou claro? Religião é a nossa própria existência, as nossas próprias realizações a nos conduzir para Deus, certo? Daí vamos depreender que sacerdócio é uma linha de âmbito interior, define o canal de valores redentores do ser ao nível pessoal reeducacional. É toda nossa experiência de cunho espiritual. E a expressão reis, por sua vez, faz uma referência a quê? Ao poder temporal.

Rei não sintetiza isto? Não define acima de tudo um aspecto de autoridade? Resultado: o texto sugere relação entre ambos porque no fundo nós temos que ter autoridade dentro do exercício do sacerdócio. 

O cristão que já acordou para as suas necessidades e responsabilidades tem que caminhar sendo sacerdote de si mesmo. Tem que apresentar uma autoridade dentro das próprias revelações doutrinárias. Não tem outra, nós temos que manter uma postura resoluta, admitir certa auto-suficiência naquilo que propomos fazer e trabalhar com todo afinco para ganhar autoridade. Mas uma autoridade legítima, uma autoridade com humildade, moldada na fundamentação que o amor propõe.

27 de mai de 2015

Cap 51- Entendendo o Evangelho (2ª edição) - Parte 1

RELIGIÃO

É comum nos círculos religiosos pessoas indagarem, vez por outra, acerca da forma correta de se estudar o evangelho. Eu, particularmente, costumo dizer que em se tratando de padrões de natureza moral e espiritual dificilmente se encontra alguém que apresenta autoridade suficiente para dizer que vai ensinar algo. E se esse questionamento é feito à minha pessoa, logo digo que não sou louco o bastante para dizer a forma correta de estudar as escrituras. Afinal de contas, quem sou eu? Seria uma pretensão desarrazoada da minha parte. Especialmente eu, que nada sei, e que tenho me esforçado muito para compreender alguma coisa dos ensinamentos de nosso Mestre e Senhor Jesus Cristo.

Por outro lado, acho que juntos poderemos examinar pontos interessantes neste capítulo e apreender algumas frações de valores capazes de nos auxiliar na nossa caminhada.

Objetivando preservar seus filhos dos perigos da jornada evolutiva, Deus direcionou a luz do conhecimento de modo a acordar as almas para a glorificação imortal.

E na inquietação que lhes caracteriza a existência na terra os homens se dividiram em numerosas religiões. Em todos os cantos do mundo cada individualidade enquadra a sua vida mental a determinado tipo de interpretação religiosa, a fim de reverenciar o supremo criador por meio do modo que supõe ser o mais digno.

Assim, nas subdivisões do eterno santuário comparecem os tutelados do Cristo em diferentes graus de compreensão.

Quando o assunto é religião, é necessário respeito absoluto às concepções. E em se tratando de eventuais discussões acerca da pretensa superioridade de uma religião sobre as outras, o que é imprescindível ter-se em conta não deve ser outra coisa senão os valores desenvolvidos no coração de cada um pela sua capacidade maior ou menor de viver o amor que aprendeu.

Mas preste atenção em um ponto muito interessante. O caminho da luz artificial, aquela criada pelo homem, a gente sabe bem como foi. Inicialmente, nós tivemos o candeeiro, onde a luz se originava pela queima do óleo produzido pela oliveira. 

A seguir, surgiu o lampião com querosene e depois à base de gás, para finalmente chegarmos na luz elétrica. A primeira lâmpada elétrica desenvolvida com sucesso por Thomas Edison, vale lembrar, foi em 1879. Era a incandescente. Teve os seus melhoramentos. Constituía-se de um filamento dentro de um bulbo de vidro que se aquecia, colocado no vácuo e em meio gasoso apropriado. O filamento se desgastava e se rompia com o tempo. Em seguida nós tivemos as lâmpadas fluorescentes. Aquelas com um invólucro translúcido de vidro transparente e eletrodos nas extremidades. Hoje já estamos com uma tecnologia nova em plena expansão, as lâmpadas de LED (diodo emissor de luz). De tamanho reduzido, desenvolvimento tecnológico e consumo bem menor de energia ela visa substituir as lâmpadas incandescentes e fluorescentes. Trata-se de semicondutores que convertem corrente elétrica em luz.

E estamos contando isto porquê? Porque nós temos que estar com as nossas mentes abertas para mudanças. Temos que estar com nossas mentes abertas para rever os nossos conceitos.

Se deixamos o azeite pelo petróleo, o petróleo pelo gás e o gás pela eletricidade, em se tratando de luz externa, porque não fazer o mesmo com os velhos e ultrapassados dogmas que herdamos e cultivamos ao longo do tempo, sem questionar?

Pense comigo, se nos desapegamos dos candeeiros sem sentirmos saudade deles, porque não nos desprendermos também das superstições religiosas, dos credos falsos e da falsa fé?

Se em matéria de luz artificial verifica-se um progresso contínuo, com sistemas e métodos mais avançados surgindo de tempos em tempos, você não acha que o mesmo deve ocorrer quando assunto é a luz espiritual? Se o problema da iluminação exterior mereceu, e ainda merece do homem, tanto esforço de inteligência e raciocínio, como desconsiderar o problema da iluminação interior, deixando-o à margem de nossas necessidades?

Tudo caminha para a melhoria contínua. O homem lá atrás procurava a unidade básica da matéria, não procurava? Achou o átomo e ficou feliz de tê-lo achado, no entanto, mal sabe ele que não conhece até hoje a energia que mantém a linha de relação dos elétrons com os núcleos. Não sou especialista no assunto. Até pelo contrário, não sei nada a respeito, todavia já sabemos que para além do elétron e do núcleo existem os nêutrons e prótons e já se descobriu, também, os quarks.

E o que estamos fazendo aqui, reunidos de uma certa forma, senão buscando conhecimentos novos para clarear o nosso campo mental, objetivando apreender orientações seguras para a nossa caminhada rumo a um futuro melhor?

É imperioso descaracterizarmos essa ideia antiga de tradição religiosa. Isso é coisa que já não deve se acomodar nos nossos cérebros. É fácil constatar que certas manifestações religiosas não passam de vícios populares nos hábitos exteriores.

Aqui e ali, lá e acolá, encontramos seguidores nos ritos mais diversificados. Claro que sabemos que atitudes religiosas de superfície apresentam relativo valor a determinadas pessoas em certos estágios da evolução, porém, vamos ser sinceros, uma enormidade de manifestações religiosas não são atestados de religiosidade entre nós. 

E você sabe que eu não estou exagerando. Multidões de pessoas acreditam ser religiosas, mas não passam de simples ritualistas. E nem sempre ser bom ritualista é sinônimo de ser boa pessoa.

Para muitos companheiros os cultos religiosos nos templos de pedra se resumem a convencionalismo sem sentido, porém, de muito agrado social, em razão dos encontros pessoais e das múltiplas conveniências que deles resultam.

Pense nisso com carinho. Muitas pessoas se mantém envolvidas nos planos das religiões, mas permanecem dia após dia sem qualquer indicativo de conquista iluminativa. Frequentam, mas não se melhoram interiormente. E em matéria religiosa, satisfazer-se alguém com o rótulo, sem qualquer esforço de sublimação interior, é tão perigoso para a alma quanto deter alguma designação honorífica com menosprezo à responsabilidade que ela impõe. É tempo da gente sacudir esses andrajos do passado e buscar conhecer, servir e amar o Deus verdadeiro.

E se mudar de crença religiosa pode ser uma modificação de caminho, pode também, por outro lado, representar apenas a continuidade da perturbação. Eu não quero chocar você ao abordar este assunto, mas posso ser sincero? Nós não precisamos tanto de religião. É a verdade. Precisamos, sim, de religiosidade. É o que nos falta. 

Para cada faixa da evolução remanescem crenças e cultos próprios para suas necessidades e precisamos sair do misticismo contumaz que vem nos batendo através dos séculos para entrarmos em um plano natural de bom senso e de lógica. Além do que, os nossos rituais religiosos vão se transformando à medida quem evoluímos e passamos a precisar de manifestação cada vez menos ostensiva.

O evangelho nos ensina que a religião pura diante de Deus é coisa bem diferente da que temos conhecido.

Por traduzir o religamento com o criador, é primordial nós no voltarmos para Deus.

Sendo a face soberana da verdade, a religião diz respeito à importância de se colocar a espiritualização, o crescimento e a redenção do ser na fisionomia da libertação, mediante um direito insubstituível que nutrimos de ser feliz e buscar a felicidade. Deve ser compreendida como o sentimento divino que clarifica o caminho das almas, ao qual cada espírito aprenderá na pauta do seu nível evolutivo.

O cristianismo, como suprema religião da verdade e do amor, convoca todos os corações para a vida mais alta. A religião legítima, que se desenvolve e nos projeta para Deus, no sentido de nos religarmos a Ele, é no terreno interior da renovação, cujas exteriorizações são sempre amor nas expressões mais sublimes.

Portanto, perante a divina providência, repousa, acima de tudo, no serviço ao próximo e no caráter puro, ou seja, na caridade incessante e na tranquilidade da consciência.

Na acepção profunda da palavra, religião é o cotidiano de cada qual. É a forma como se vive, a maneira como lidamos com as pessoas e os fatos, a prática da vida inclusive nas coisas mais simples, a circunstância de vida a todo o momento.

24 de mai de 2015

Cap 50 - Use Bem Seu Livre-Arbítrio - Parte 12 (Final)

PACIÊNCIA II

O mundo está cheio de pessoas apressadas e nisso eu também me incluo. Tem criaturas com uma mentalidade tão objetiva que não sabem esperar. Saem desembestadas de qualquer jeito, que nem um trator, derrubando tudo. O que é complicado, pois temos aprendido em várias lições o valor de saber esperar, para que a espera represente uma conquista efetiva.

Vamos ser diligentes. Vamos manter a determinação, mas também vamos saber esperar.

Paciência é a ciência da paz e a paz representa um encaminhamento sem precipitação, sem pressa.

A ideia é exatamente esta, ser paciente. Pense para você ver, todo progresso humano surge da paciência divina. Jesus tinha os olhos voltados para Saulo de Tarso, não tinha? E ele teve a paciência de esperar a hora certa de aproximar-se, fazer o contato e aguardar a resposta. Essa é a paciência, sem a qual nós não evoluímos.

A verdadeira paciência é sempre a exteriorização da alma que realizou muito amor em si mesma para dá-lo a outrem mediante a ação do seu exemplo. E ao pensarmos nisto identificamos no carpinteiro divino a expressão máxima dessa virtude. Ou você conhece algum exemplo maior do que Ele?

Em todos os aspectos da paciência é necessário recordar Jesus. Ele mantém uma paciência extrema conosco. Nunca obrigou, constrangeu ou perseguiu quem quer que fosse para que esse alguém assimilasse e incorporasse o seu evangelho. Nunca adotou posição passiva diante do mal, conquanto lhe suportasse as manifestações, diligenciando meios de modo a tudo renovar para o bem. E revelou-se tão paciente que não hesitou em regressar, depois da morte, ao convívio das criaturas humanas que o haviam abandonado. De fato, o mestre continua a descer da espiritualidade solar para dissipar-nos a sombra e rebeldes que somos negamos-lhe guarida, mas ele não nos priva de sua augusta presença. Vamos nos lembrar dessa paciência perfeita que nos beneficia e usá-la como roteiro de modo a cultivarmos a paciência para com todos os nossos irmãos.

Paciência é esperar e saber esperar é a virtude da esperança. Só que esperança não é inação. Isso significa, em termos práticos, que não vale a esperança com inércia.

A pretexto de mantermos a serenidade no coração não devemos nos demorar na inércia. 

Definitivamente não há como alguém eleger uma padronização mental de modo adequado e seguro se não houver uma disposição clara e nítida de investir naquilo que se busca. 

Temos que ter paciência, sim, só que paciência não é parar e ficar esperando sem fazer nada. A paciência que projeta não tem caráter acomodatício, inerte, que apenas desgasta e nada produz, mas a paciência operante, que segue trabalhando concomitantemente com a ousadia e a fé. Paciência é ter calma e investir naquilo que se elege. É dinâmica, porque a dinâmica está presente em todos os lugares. É sinônimo de intensificação e continuidade. É perseverar, ter calma e investir naquilo que elegemos como prioridade. Afinal, entre o objetivo definido e a colimação da meta faz-se imprescindível o esforço constante e inadiável.

Sejam quais forem as minhas, as suas, as nossas dificuldades e os nossos objetivos, esperemos fazendo em favor dos outros o melhor que pudermos. Sigamos por este caminho porque dá certo.

Esperar quer dizer persistir sem cansaço e alcançar significa triunfar de forma definitiva.

Se você está vacilante, olhe ao redor. Não se constrói sem tijolo, mas o tijolo não vem às nossas mãos por ele mesmo, nós é que temos que buscá-lo. A água não fica parada, porque água parada vira depósito de podridão. Esperando pelo rio ela se movimenta, ajudando por onde passa. A árvore é outro sinônimo de auxílio incessante. Esperando pela flor ela recebe a bênção dos frutos. E o que acontece com a enxada que espera imóvel, sem trabalho? Nada recebe além da ferrugem que a desgasta.

Resultado: enquanto esperamos, porque não operar?

Você já passou por aquela situação de ficar esperando durante dias por um evento importantíssimo programado para um final de semana? Um evento no qual você nutria um grande interesse e uma grande expectativa, tipo uma festa? E que você passou os dias anteriores numa expectativa sem limites? Uma expectativa tão grande que só pensava nele? Parou de fazer qualquer coisa e ficava só esperando e imaginando, deixando as horas correrem de forma ociosa? Só esperando e desejando, sem interesse de fazer outra coisa a não ser esperar? Pois então, e o que aconteceu no final? Se fez assim você deve saber o que eu estou dizendo. 

Em muitas situações desse tipo a gente acaba se sentindo um pouco decepcionado, não é mesmo? Isto é só mais um exemplo simples de que a melhor maneira de esperar é fazer. Fazer algo enquanto espera algo. Porque aquele que não espera operando quase sempre se decepciona.

Em qualquer circunstância esperemos com paciência, mantendo-nos confiante, embora a preço de sacrifício.

Se provas imperiosas nos mantém encarcerados nas grades constringentes do dever satisfaçamos com paciência as obrigações a que enlaçamos, administrando a oportunidade de operar no bem na retomada de uma posição segura.

Sigamos em frente, sem desânimo, como quem tem a certeza de que a colheita farta pede terra abençoada pelo arado, saneando o destino e vivenciando positivamente todos os acontecimentos que nos visitam, de modo que a esperança que nutrimos seja convertida em luz. Porque sem paciência os mais altos projetos resultam em frustração.

É só pensar em algo óbvio. Nenhum de nós desfrutará a paz no triunfo aparente sem o resgate aos débitos que nos encadeiam ao problema e à dificuldade, nem repousaremos ante a exigência do credor que vez por outra nos requisita.

Nossos planos de felicidade serão materializados pelo destino, só que ainda vivemos presos a círculos de certas obrigações. E é necessário liquidarmos com paciência as dívidas que contraímos perante a lei. Ou você acha que não tem débitos com o destino? Quem acha que não tem débitos pode jogar a pedra.

Então, vamos aprender que não adianta fechar a cara. Adianta? Inclusive pode acontecer de nutrirmos no coração uma proposta que não vai ser cumprida agora como nós queremos e, sim, cumprida muito mais à frente. Isso não pode acontecer? Às vezes é preciso esperar o encaminhamento natural das circunstâncias e dos fatos. A vida é infinitamente mais sábia do que os nossos desejos imediatistas. Vamos nos conservar na força da paciência e onde estivermos façamos o melhor.

E um último lembrete: Pelo amor de Deus, vamos usar a paciência no dia de hoje. E nos esforçar para usá-la sem medida. Mesmo que a gente não entenda a razão para isso, vamos usá-la. Porque amanhã, com certeza, entenderemos.

20 de mai de 2015

Cap 50 - Use Bem Seu Livre-Arbítrio - Parte 11

PACIÊNCIA I

“PORTANTO, MEUS AMADOS IRMÃOS, SEDE FIRMES E CONSTANTES, SEMPRE ABUNDANTES NA OBRA DO SENHOR, SABENDO QUE O VOSSO TRABALHO NÃO É VÃO NO SENHOR.” I CORÍNTIOS 15:58

É importante uma marca decisiva dentro das realizações. Saber selecionar valores, pensamentos e atitudes e deixar que a serenidade gerencie nossas ações.

Mudança é o tempo que vai operando e paciência é o fator que vai modificando o denominador de toda uma estrutura. Para início de conversa, paciência não é inércia, muito menos submissão incondicional aos reveses que nos possam atingir. É ciência de se manter a paz, energia moral que nos faz receber acontecimentos desfavoráveis com bom ânimo. 

A paciência é que nos conserva a calma no meio das atribulações e nos auxilia a neutralizar os contratempos que nos afligem.

Percebeu? Isto a gente precisa ter em conta. Uma dose de paciência nos ajuda muito a não perdermos a tranquilidade nem tampouco ficarmos sem um sorriso no rosto.

E a paciência que nos interessa não é a paciência acomodatícia, inerte, preguiçosa, que nada favorece, mas aquela que permite que a nossa razão funcione regularmente e nos mostra como resolver nossos problemas. Que traz para nós a capacidade de refletir, a capacidade de projetar e traçar os melhores esquemas e estratégias de vida. A paciência traduz uma obstinação pacífica e silenciosa na obra que propomos realizar. Sobretudo, é a capacidade de verificarmos a dificuldade ou o desacerto nas engrenagens do caminho, buscando a solução do problema ou a transposição do obstáculo, sem toques de alarde e lances de irritação.

A misericórdia divina nos deu a paciência. Infelizmente, muitas vezes não a usamos e acabamos por perdê-la. E o que é pior, depois frustramo-nos quando caímos na impaciência. Isso é algo para a gente analisar com bastante atenção.

Os dias e semanas tem passado rápidos e no fundo um grande percentual de pessoas passa o tempo envolvido em um sistema difícil chamado impaciência e irritação.

Repare para você ver, a perda energética que ocasionalmente sentimos não resulta tanto do acúmulo de problemas que carregamos, e sim da ansiedade. E essa deficiência nasce geralmente da aflição doentia com que aguardamos ansiosamente os resultados de nossas ações, sequiosos de destaque pessoal no imediatismo da Terra. Queremos uma resposta imediata do mundo aos nossos anseios e esquecemos que tanto no bem quanto no mal tudo vem a seu tempo: primeiro a semente, depois os frutos. Então, de que adianta a gente se afligir?

Pense bem. Aflição não adianta o resultado das coisas. Para se ter ideia, embora nos atormentemos com a escuridão da madrugada a alvorada não brilha antes da hora prevista; interessados no fruto de certa árvore, não o colheremos antes do momento justo. Vamos cultivar a paciência e aprender a exercitá-la nas mínimas situações, porque se assim não fizermos não a teremos na conversa com o nosso companheiro de serviço ou nas relações afetivas aos mais caros a nós.

Paciência é componente fundamental da libertação. 

Sistema vigorante que todo mecanismo de elevação pressupõe, não dá para menosprezá-la. Para evoluir a paciência tem que ser chamada. Tem que haver uma medida de paciência, pois paciência é a virtude que afere a legítima conquista. Procurar novos caminhos faz parte do contexto, mas uma coisa nós precisamos analisar: quem não adquiriu a paciência, que trate de fazê-lo com urgência.

Não quero desanimar você, mas quem não aprendeu a ter paciência vai ficar procurando o caminho a vida inteira e não vai achar. E mais, vai percorrer muitos caminhos e depois notar que eles não levaram a nada. O mundo está cheio de gente assim, que acha que realizou e depois nota que não tinha saído do lugar.

Em nosso plano de crescimento nós precisamos manter um certo planejamento e saber eleger de forma adequada os caracteres que são importantes para nós, pois temos o direito de ser feliz e buscar essa felicidade, mas também temos que ter a tranquilidade necessária e muita paciência com a gente mesmo. Paciência para percorrer os caminhos para que nossas metas sejam alcançadas e a convicção de que estamos todos, sem distinção, em uma marcha ascensional.

Basta lembrar que erro e acerto é um processo da vida. Errar e retificar, cair e levantar.

É preciso também saber pedir desculpas a nós mesmos no campo da consciência ou àqueles a quem porventura magoamos. Do contrário, acaba crescendo a nossa soberba, o nosso orgulho e isso não é nada bom. Nós precisamos do exercício de perseverar em cada minuto da vida com a paciência necessária.

Tenha Paciência! Não fique querendo resolver problemas de longo curso em meia dúzia de reuniões ou com apenas alguns meses de estudo do evangelho. Não é por aí.

Você vai notar que quanto mais entendemos mais aprendemos, e quanto mais aprendemos mais descobrimos a dimensão da nossa ignorância e da nossa fragilidade.

Busque na sua memória: os nossos maiores avanços e as nossas grandes conquistas não vem em cima de estratégias de curto prazo. Já observou isto? A gente tem que resolver todos os nossos problemas de forma imediata? Tem que ficar rico de um dia para o outro? O fruto que alimenta representa, às vezes, um ano inteiro de trabalho silencioso de um árvore. Se cada noite tem uma sombra, cada dia traz nova luz. Mantenha sua mente voltada para o objetivo, claro, e saiba ter paciência no encaminhamento dos fatos. Essa receita não sou eu que estou dando. Quem sou eu? É a espiritualidade que nos tem feito entender assim.

A paciência é uma virtude complexa, dificílima de ser alcançada, mas é por aí que nós vamos conseguir dar o nosso recado. É preciso muita paciência porque a paciência representa a capacidade de persistir. É ela que faz com que a gente não desanime ou perca o controle dos nossos atos, porque em muitas situações em que circunstâncias decisivas estão por vir nós costumamos desanimar. Não acontece assim? A gente simplesmente fraqueja e se entrega. Então, vamos aprender, a paciência define nosso ponto de referência e capacidade operacional.

É preciso paciência e continuidade da perseverança. Vai ser muito valioso para o nosso progresso quando conseguirmos perseverar nessa virtude. Ela consiste em persistir, fixar o objetivo e buscar. É ir até o fim, afinal é com o decorrer do tempo que fixamos os novos padrões. Ela define o atestado de valor e de coragem nos dias de adversidade. Define se realmente estamos ganhando segurança. Segurança que vai nos dando cada vez mais o que chamamos de autoridade.

16 de mai de 2015

Cap 50 - Use Bem Seu Livre-Arbítrio - Parte 10

GUARDAR E RETER

“17E ELE DISSE-LHE: POR QUE ME CHAMAS BOM? NÃO HÁ BOM SENÃO UM SÓ, QUE É DEUS. SE QUERES, PORÉM, ENTRAR NA VIDA, GUARDA OS MANDAMENTOS.” MATEUS 19:17

“10NADA TEMAS DAS COISAS QUE HÁS DE PADECER. EIS QUE O DIABO LANÇARÁ ALGUNS DE VÓS NA PRISÃO, PARA QUE SEJAIS TENTADOS; E TEREIS UMA TRIBULAÇÃO DE DEZ DIAS. SÊ FIEL ATÉ À MORTE, E DAR-TE-EI A COROA DA VIDA.” APOCALIPSE 2:10

“25MAS O QUE TENDES, RETENDE-O ATE QUE EU VENHA. 26E AO QUE VENCER, E GUARDAR ATÉ AO FIM AS MINHAS OBRAS; EU LHE DAREI PODER SOBRE AS NAÇÕES.” APOCALIPSE 2:25-26

“3LEMBRA-TE, POIS, DO QUE TENS RECEBIDO E OUVIDO, E GUARDA-O, E ARREPENDE-TE.” APOCALIPSE 3:3

“11EIS QUE VENHO SEM DEMORA; GUARDA O QUE TENS, PARA QUE NINGUÉM TOME A TUA COROA.” APOCALIPSE 3:11

O apocalipse em várias passagens nos sugere guardar o que temos. Tudo bem, isso é ótimo, mas a gente tem que saber em primeiro lugar o que é guardar.

Em tese, o que guardamos são valores e há muitos valores guardados que a pessoa às vezes nem usufrui. Mantém guardado, mas não utiliza. Como em um cofre ou em um banco. Não é verdade? Fica lá. Não raras vezes por anos. E para nós, na ótica espiritual, importa saber que se quisermos crescer daqui para frente, de forma efetiva, nós vamos ter que saber guardar. Lembrando que guardar nos dá uma ideia de acondicionar, pressupõe certo cuidado, certo critério da nossa parte, porque como alguém vai guardar alguma coisa se não tiver cuidado?

O texto diz mais: "Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.” (Apocalipse 3:11) De cara, observe a expressão "ninguém tome a tua coroa". Reparou? À primeira vista pensamos em "ninguém" como sendo uma pessoa, todavia, o termo vai além. É uma referência a determinados departamentos da nossa intimidade, porque a única pessoa capaz de nos prejudicar realmente somos nós mesmos. De forma que esse alguém capaz de tomar a nossa coroa, de subtrair a nossa harmonia e autoridade, pois coroa tem sentido de autoridade, pode ser as nossas vibrações negativas de orgulho, de avareza, de pessimismo, de inconformação, dentre outros ângulos suscetíveis de se apropriarem do componente que nos tinha concedido determinada autoridade de operar em certa área do crescimento na vida.

No evangelho de João encontramos seguinte colocação: "Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8:31-32)

Temos aqui a presença do verbo permanecer que também nos dá uma certa ideia de guardar.

Guardar os mandamentos. E, afinal de contas, o que vem a ser guardar? O que significa isso? Porque a gente sabe que precisa guardar. De cara, nós vamos depreender que não se trata de por no guarda-roupa, adicionar numa gaveta, colocar numa dispensa ou geladeira ou tão somente arquivar na memória. Nada disso.

Os valores, nós já sabemos, são para serem usufruídos. Logo, a primeira coisa que nos importa saber é que é guardar no seu sentido utilitário. Concorda? Se vamos guardar é porque se trata de uma coisa boa, algo que possui algum valor, algo que é importante para nós. Uma criatura em seu juízo perfeito não vai guardar algo só por guardar, não vai guardar algo que não lhe interessa, que não tem utilidade. Não vai guardar algo que não será usado depois. Não vai guardar algo só por enfeite.

E no que reporta aos padrões do evangelho, para além de decorar a mensagem é preciso guardá-los no seu sentido afetivo, no seu sentido positivo.

Define para nós, com muita tranquilidade, que temos que reter as informações assimiladas com persistência de modo a serem utilizadas de forma segura diante das circunstâncias que nos chegam. É preciso, como diz o apocalipse, ser fiel até à morte ("Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida." Apocalipse 2:10). E essa fidelidade até a morte é algo fundamental. Só não fique pensando que esse fim é até o fim da vida. Não. É ser fiel até a morte dos conceitos que cultivamos, até a morte das concepções e das ideias que insistimos em manter, em uma época em que já não justificam mais estarem presentes.

Fiel até o fim de certos acontecimentos, até a meta final de cada lance, fiel até a realização de cada proposta que levamos a efeito.

Guardar é no sentido operacional de aplicabilidade. Porque devidamente aplicado nos projeta para um plano operacional selecionado. Guardar tem por objetivo manter os caracteres positivos acesos no sentido operacional, em termos de aplicabilidade.

Guardar os mandamentos significa operar com eles. Ficou claro? Significa manter no íntimo o que nós temos para podermos realizar com eles. Para realizarmos conquistas que são importantes para nós é preciso reter e guardar a nível da aplicação.

Guardar valores assimilados no campo perceptivo e intelectivo é realizar com eles.

É com o decorrer do tempo que nós fixamos os novos padrões. E como a formação vem depois da informação, para isso é preciso reter o que possuímos.

Se guardar é manter, reter é perseverar, porque se vamos reter é porque aquele respectivo valor já está guardado, já conseguiu penetrar nossa faixa íntima e ser acondicionado. O componente novo passou a incorporar meu terreno, já se tornou o meu valor, e eu tenho que reter. E como é que se retém? Tentando trabalhar no plano de fixação do componente que vai nos ajudar nos momentos difíceis.

Repare no seguinte, se eu retenho os valores recebidos, no sentido de uma aplicação constante com eles, eu começo a gestar caracteres novos em mim. Quer dizer, da informação, que era uma espécie de esboço, eu passo a dar forma, eu começo a consolidar novos padrões. E eu vou perceber que o que eu recebi, informativamente, conseguiu se formar, porque na minha faixa de ação eu fiz. Certo? Porque na minha órbita eu apliquei, eu realizei. Isso é que é reter.

Então, é necessário insistir para que os novos padrões ganhem corpo. Em qualquer área imaginável da vida não há com progredir sem reter e sem fixar.

10 de mai de 2015

Cap 50 - Use Bem Seu Livre-Arbítrio - Parte 9

MELHORANDO A AÇÃO

Nós vamos começar este tópico analisando algo da maior importância. A nossa ação sempre pode ser pensada. Concorda comigo? Cada um de nós sempre pode avaliar a sua ação. 

Aliás, ela não só pode como deve ser pensada e analisada. É importante a gente entender essa questão no plano prático da vida.

Por isso, vamos frisar com calma. A aprendizagem podemos dizer que nos leva a ação e a ação é componente que nos possibilita a fixação, é um componente fixador. Será que andei falando grego aqui? O aprendizado chega e nós temos que aplicar conscientemente o aprendizado. E vamos aplicá-lo pela ação. Logo, a ação projeta, valendo repetir que a nossa ação é consciente. É pela ação que nós vamos conseguindo criar mecanismos para fixar os elementos aprendidos. Em outras palavras, a ação nos possibilita a fixação da proposta de novos valores.

E se eu falei em componente fixador é porque existem dois tipos: tem o componente fixador e o componente aferidor. E ambos são distintos. Como o nome já diz, o primeiro visa fixar o aprendizado (por meio da ação, que é consciente) e o segundo aferir (pela reação, que é automática). Será que deu pra entender?

Pelo livre-arbítrio elegemos componentes fixadores, aprendemos. De certa forma, conquistamos. E os acontecimentos e circunstâncias são os componentes aferidores, que visam testar o grau do nosso conhecimento. Em suma, os primeiros nos possibilitam conquistar e os segundos chegam para nos aferir. Pela ação você projeta, realiza, opera, e pela reação você afere, mede, avalia, faz balanço.

E não tenha dúvida, nos acontecimentos do dia a dia é que nós somos aferidos. Como? Pelas nossas reações. Isso mesmo, a reação não é componente fixador, ela não é veículo de aprendizagem, a reação é componente aferidor. A reação íntima é o veículo de aferição da nossa conquista. Nós somos aferidos pela forma como reagimos diante das variadas circunstâncias. A reação afere e nós somos aferidos nos impactos da vida pelas nossas reações. Agora, um detalhe é que a reação é automática.

O tempo passa e nós temos vivido por muito tempo em cima de emoções arraigadas.

Já pensou nisso? Se as nossas ações são pensadas as nossas reações, por outro lado, são irrefletidas. E pelas nossas reações, pelo impacto das emoções, definimos o que efetivamente tem representado a soma dos caracteres constituídos no nosso bloco íntimo. Então, repare no seguinte. Às vezes, em certos momentos uma criatura exterioriza determinadas atitudes de improviso, sem pensar, como numa situação de trânsito, por exemplo, em que diante de uma situação inesperada ela se irrita com um outro condutor e lhe exterioriza aquela palavra cabeluda, aquele palavrão de todo tamanho, em que deseja ao outro motorista "toda a felicidade do mundo". Percebeu? Isso acontece com muitos em certa frequência. E em uma situação desta ela está demonstrando o quê? Que de fato possui esses padrões pulsantes na sua própria intimidade. Ficou claro? Conclusão: tem muitos momentos em que nós estamos sendo aferidos.

E o que exteriorizamos nessas situações constitui o reflexo natural da soma de caracteres vivenciados que nós temos dentro de nós.

Pela reação também podemos refletir e avaliar. Quando agimos premeditadamente podemos acertar, aparentando conhecimento, porém, quando reagimos, nem sempre dentro dos princípios adotados na ação, constatamos o espaço que medeia as nossas conquistas efetivas das aparentes, evidenciando que apenas parecemos ter, quando de fato não possuímos.

Então, o que nós estamos soltando em meio às nossas reações revela o que nós temos.

E, se na sua forma de reagir diante de um fato, de uma situação, de uma pessoa, você coloca caridade, pode ter certeza que você vai sentir uma alegria muito grande. E mais, vai constatar que foi feliz e que deu mais um passinho à frente.

Não é fácil avançar. Vai ter muitos momentos em que vamos sucumbir pela soma irreverente dos reflexos milenares que constituem parcelas significativas da nossa personalidade. Mas está bem. Isso faz parte do contexto. Temos que trabalhar o nosso íntimo educando a nossa forma de reagir, certo? Ninguém vai duvidar disto, especialmente quando sabemos que grande parte das nossas atitudes não representam necessariamente ação, mas reação. Só que tem um detalhe fundamental: trabalhando unicamente a reação vai ser muito difícil a gente conquistar. Temos que trabalhar com muito carinho cada movimento, cada ação. Pois é pela elaboração de novas faixas de ação que poderemos desativar a intensidade dos reflexos menos felizes que ainda insistimos em repetir.

O mecanismo é gradativo, passo a passo. E este é o drama que nós discutimos agora.

Porque para essa mudança a gente tem que estar, de algum modo, paciente e equilibrado.

Sabe aquela passagem do evangelho em que João Batista, por meio de seus emissários, pergunta a Jesus se ele é aquele que haveria de vir ou se deveriam esperar outro? E você se lembra da resposta de Jesus, o que ele mandou falar? Disse aos mensageiros que anunciassem a João o que viram e ouviram, ou seja, que os cegos viam, os surdos ouviam, os coxos andavam e os leprosos eram limpos. 

Pois então. Este é um anúncio que fazemos hoje à nossa razão. Afinal de contas, quem são os leprosos, os surdos e os cegos que o evangelho referencia? Alguém tem dúvida de que somos nós? O que tem acontecido com o conhecimento que tem nos visitado o entendimento? Estamos enxergando melhor a realidade da vida, e vamos continuar melhorando a nossa visão; estamos ouvindo melhor, identificando os chamados mais sutis; estamos nos movimentando melhor, e vamos continuar com naturalidade o processo. E daí a gente nota que a cada dia, a cada semana, a cada mês nós vamos fazendo menos daquilo que não queremos fazer. Vamos reduzindo as nossas ações menos felizes.

É por ações instituídas e direcionadas que nós adquirimos o direito de mudar, mediante um sistema repetitivo, a nossa forma de sentir, agir e operar. E para esperarmos melhores resultados nós precisamos operar com discernimento e inteligência, e muitas vezes aprender na ação para podermos amenizar a reação.

Entendeu esta parte? Se quisermos melhorar as nossas reações temos que melhorar nossas ações.

Para se adquirir padrões comportamentais de segurança é preciso investir na ação, selecionar padrões e partir para a ação. Isto é imprescindível. Porque a ação ajuda na conquista de novos valores. Já mencionamos isto, certo? A ação estrutura e projeta, ao passo que a reação apenas afere. Logo, é imperioso investirmos muito no plano da ação para que possamos ganhar na hora da reação.

Investir na ação em linhas de atitude mais equilibrada para sermos felizes na reação.

É a ação direcionada que vai nos proporcionar condições de uma reação feliz nos momentos mais complexos. Sem contar com um detalhe que não podemos nos esquecer. Também temos que melhorar as nossas ações no campo dos relacionamentos, óbvio, mas melhorar a postura não somente com aquele indivíduo chato, aborrecido, intolerante, difícil de lidar. Melhorar não só com o indivíduo que incomoda e desagrada, mas melhorar com os outros também. Porque como diria o Capitão, o chefe da turma dos pinguins de Madagascar, se ele estivesse abordando a questão: Se isto não é importante, então eu não sei o que é!

5 de mai de 2015

Cap 50 - Use Bem Seu Livre-Arbítrio - Parte 8

DUAS FORMAS DE PROMOÇÃO

O evangelho tem ensinado, e nós temos aprendido, que tudo o que almejamos acabamos por conquistar ao longo da jornada, dependendo do grau de intensificação que investimos na proposta.

Quando queremos atingir um ideal dois fatores nós precisamos: tempo e determinação. Sem esquecer que os programas precisam ser administrados dentro do conhecimento abrangente da lei divina.

É pela perseverança que nós ganhamos o componente que queremos e chegamos lá. 

E temos depreendido, ao longo de nosso estudo, que podemos conquistar o que propomos. Podemos chegar ao nosso objetivo por dois caminhos, ou seja, duas formas existem: em um tempo extenso com investimento menor (pela repetição) ou em um tempo menor mediante um investimento maior (pela intensificação).

Porque o processo opera em função do tempo pela realização de parcelas que vão se realizando pela linha de continuidade, como também em função de um trabalho mais intenso ao nível da vontade. Deu para acompanhar? Para clarear, se eu deixo correr com naturalidade pode ser que eu leve um tempo maior, todavia, se eu implemento a vontade eu ganho no tempo.

A primeira opção nos propicia a conquista pela continuidade. É o caso da formação de um reflexo condicionado em nossa personalidade, que ocorre pela repetição durante longo tempo. Afinal, os reflexos conquistados por nós de maneira inalienável são decorrentes da repetição sistemática no tempo. A repetição em um tempo mais extenso de fato cria essa marca em nosso íntimo. A formação dos padrões que precisamos, ao nível de virtudes, ocorre aqui pela extensão repetitiva, Ganhamos pela linha contínua de ação, ganhamos na ação continuada, na horizontal aplicativa do tempo. A assimilação e o progresso se dão na horizontal do conhecimento.

Esse processo equivale de certa forma à promoção de um servidor público pelo critério de antiguidade.

Agora, se até ontem o tempo vinha operando o encaminhamento de nossos destinos no plano do cumprimento da lei de ação e reação, se o nosso crescimento se fazia na linha da repetição, pela ação continuada, hoje notamos que temos a oportunidade de adotar um novo sistema de avanço no campo da evolução.

Isto é, podemos ganhar valores extraordinários em tempo mais curto, podemos conquistar em um período menor. Como? Pelo processo de intensificação a curto prazo.

Sem qualquer ideia fanatizante, estamos hoje sendo convocados a trabalhar com aproveitamento dos minutos. Com o objetivo de ganharmos por um interesse nosso mais aprofundado o que antes era ganho no tempo. Está dando pra pegar o raciocínio?

Não estou falando de nenhuma proposta mágica, estou falando, sim, de um método impulsionado não pelo impacto dos acontecimentos de fora, mas pela apreensão de um conteúdo e consequente aplicação desse conteúdo. Se falamos a pouco na promoção no serviço público por antiguidade, que se processa pela linha horizontal da continuidade, pela extensão do tempo, pela repetição, a gente pode simplesmente suplantar esse critério por uma dinâmica de intensificação.

E por esse novo método a promoção vem mais rápida, ela se dá por merecimento.

Nele a conquista é na linha vertical ao nível das virtudes. Ganhamos na verticalização do aproveitamento do tempo, pela intensidade operada. Em resumo, o que quero dizer é que pela intensificação da ação nós podemos ganhar de modo muito mais rápido, em um curto prazo, pelo nosso grau de entusiasmo, determinação e investimento. E para que isso ocorra é preciso que utilizemos de maneira ampla e determinada um componente fundamental chamado vontade.

Afinal, a autenticidade da vontade é que é capaz de proporcionar uma alteração fundamental em toda a proposta do nosso crescimento rumo a um futuro melhor.

Você se lembra que começamos dizendo no início do capítulo que cada um de nós traz dentro de si uma soma imensa de conceitos e reflexos milenares que somados representam nosso eu de interesses e manifestação natural no contexto de vida? Pois é, até aí eu acho que ficou claro. E compete unicamente a nós alterar essa carga, mas alterar para melhor. E como os processos que estruturam as linhas condicionadas e automáticas de vida decorrem não de caprichos e eventualidades mentais, mas de experiência de vida, nós somos todos convocados a realizar hoje, por exemplo, em três anos o que no campo natural do automatismo nós realizaríamos em trinta. Deu uma ideia?

E cá pra nós, quem não se alegraria com a ideia? Você também não gostaria disso? De realizar mais em menos tempo? Este é o momento em que a gente vive.

O momento agora espera e exige investimento. É um processo em que a vontade toma as rédeas da proposta de crescimento. Não quer dizer que vamos passar a trabalhar saindo da paciência e entrando na linha da precipitação. Nada disso. Apenas a vontade passa a alimentar e impulsionar a nossa estrutura íntima.

A vontade e o entusiasmo vão dando condições de selecionarmos melhor os fatores e trabalharmos melhor, por meio do qual obtemos a realização de verdadeiros milagres na vida. Passamos a ganhar com intensidade e aproveitamento o que levaríamos um tempo considerável para conquistar nos caminhos da extensão do tempo. 

Daí a gente conclui uma coisa: o aprendiz aplicado pode ganhar muito tempo e conquistar imensos valores se, de fato, procurar conhecer as lições e pô-las em prática.

1 de mai de 2015

Cap 50 - Use Bem Seu Livre-Arbítrio - Parte 7

A HORA DA DECISÃO

“A LEI E OS PROFETAS DURARAM ATÉ JOÃO; DESDE ENTÃO É ANUNCIADO O REINO DE DEUS, E TODO O HOMEM EMPREGA FORÇA PARA ENTRAR NELE.” LUCAS 16:16  

A decisão, sem dúvida, é algo decisivo, que em muitas situações pode mudar todo o contexto da nossa caminhada. E dizemos mais: tudo depende da decisão.

O êxito consiste na capacidade de se realizar o que está proposto e tudo depende de uma postura de decisão nossa. Esta palavra define o ápice daquilo que podemos realizar, sintetiza o ponto de ousadia. Implica na necessidade de desconexão e resulta da determinação e da fé. Todos nós vivemos esses momentos importantes.

A decisão representa o coroamento daquilo que nós já temos condições de realizar. Pense para você ver: Zaqueu decidiu ver Jesus e não hesitou, foi ver; o jovem rico que teve contato com Jesus, quando Jesus falou que ele fosse e vendesse suas coisas ele não fez, sua decisão foi permanecer como estava; o leproso teve a decisão de pedir a Jesus. Então, nós temos desses momentos na vida.

E dizem os nossos amigos espirituais que na hora que esses momentos surgem sabe o que acontece? Guias espirituais, anjos da guarda, santos, saem tudo de perto. Ninguém atua. Porquê? Porque a decisão é um momento sagrado do espírito. Ninguém pode interferir. E isso não sou eu que estou dizendo, são eles que dizem.

No momento da manifestação pessoal não tem empurrão, não tem cordinha para ajudar, não tem amparo. Percebeu isto? A individualidade tem que ir pelos seus próprios passos. Se alguma entidade espiritual ou qualquer um de nós interferir nessa escolha o indivíduo que está vivendo o momento de decidir pode simplesmente ir no embalo de forças exteriores e não ter o mérito que cabe a ele.

Eu não sei se você já reparou, mas tem momentos na vida em que a gente está com determinada coisa para resolver, aí abre um livro de auto-ajuda, lê e fecha, abre o evangelho, fecha. Fica no abre e fecha. Nas leituras encontra um punhado de valores para nos ajudar a decidir, mas decisão pronta não tem. Isso não acontece? 

Em se tratando de influenciação espiritual ocorre como que a mesma coisa. Todas as vezes que um espírito complicado entra em conexão conosco, pela nossa escolha infeliz no campo da sintonia, entidades outras estarão a postos para tentarem neutralizar essa influência, no entanto elas tem que respeitar o padrão optativo de cada um de nós. Então, veja bem, a ajuda espiritual nunca vai ter caráter constrangedor. A misericórdia divina em hipótese alguma projeta os seres ao nível do empurrão. Isso não existe. Quem nos empurra, às vezes, é a vida. Nunca o criador. Além do que, espíritos iluminados alertam, jamais impõem.

Tem pessoas que falam assim: "Porquê a linguagem do evangelho não é objetiva? Porque a mensagem das escrituras, de um modo geral, não é mais clara?" E é engraçado essa pergunta, não é? Até parece que a gente gosta das coisas bem claras, bem definidas, especialmente num mundo como o nosso com tanta diversidade.

No fundo, muitos gostariam mesmo que o evangelho fosse bem direto, igual cartilha ou manual convencional, com suas opções bem diretas e devidamente programadas. Do tipo: em uma situação dessa natureza você age assim, dessa forma; em outra situação você faz daquele jeito, e assim por diante. Mas pare e pense, será que nós gostaríamos realmente que ele fosse assim? Na eventualidade do evangelho ser desse jeito, tão simples, tão objetivo, qual cartilha ou manual de instruções, ao invés de apresentar o conteúdo ampliado que ele aponta e propõe, nós não seríamos filhos de Deus se assim fosse, com responsabilidade e liberdade de escolha. Seríamos autômatos e robozinhos dele. Concorda comigo? 

Ainda bem que não é assim. A linguagem não é e nem pode ser com aquela objetividade que a gente gostaria. As profecias apresentam um conteúdo abrangente de modo a ser trabalhado de acordo com o patamar ascensional de cada um. 

Ficou claro? A linguagem não é tão objetiva, entre outros fatores, porque ela não pode interferir no momento de decisão do espírito, que é sempre um momento sagrado, um momento especial. Além do que, se o sentido fosse restrito um componente isolado poderia perfeitamente ser distorcido na ótica ou observação de determinada criatura. 

Os valores informativos nos chegam ao plano perceptivo de fora para dentro por assimilação, certo? E esse conhecimento se dá por várias formas. Alguma dúvida até aqui? Então, investimos e assimilamos, todavia no momento da aplicação do padrão assimilado nós vamos ter uma decisão sem qualquer interferência exterior.

Ou seja, na hora da aplicação do valor assimilado a decisão é puramente nossa.

Vai ser uma postura totalmente calcada na espontaneidade do ser. E isso que eu estou dizendo não é para nos deixar inquietos não, mas tem momentos na vida em que vamos precisar decidir sem a proteção ostensiva. Deu para acompanhar? É dessa forma que a coisa funciona. No instante do testemunho estaremos sempre sozinhos com as nossas aquisições íntimas. Não fique triste nem desanimado, mas os momentos de solidão, os momentos em que nós estamos só, são experiências pelas quais temos que passar nas provas de afirmação para uma capacitação mais nítida em relação ao trabalho que vamos aceitar.

Quantas vezes, nos momentos de grande culminância, vivemos sozinho o processo e em volta tem uma equipe de espíritos nos observando e orando!? Você já pensou nisso?

Tem momentos em que a criatura vive a prova dela sozinha e os espíritos ficam de longe olhando. Às vezes ficam pertinho. Observam e torcem. Só não podem interferir.

Porquê? Porque aquele é um momento de decisão pessoal e na decisão cada qual tem que escolher por si mesmo, sem qualquer interferência. Tem que vigorar o legítimo plano da espontaneidade. E a interferência dos espíritos pode cercear a oportunidade nossa do passo à frente. Assim, muitas vezes, diante de dificuldades mais profundas e expressivas, costumamos ter a sensação de estarmos sozinhos, e não há como ser diferente. Nos momentos de culminância nos achamos só.

Mesmo diante da porta estreita, buscando dilatar conquistas eternas, iremos também só.

E essa prova de nos sentirmos sozinhos e desamparados é a prova que costuma nos conceder um auto-certificado. É o momento em que a gente realmente é emancipado, em que a gente vai andar nas próprias pernas. Qual criança aprendendo a andar de bicicleta, que em determinado momento o pai ou a mãe tem que tirar as rodinhas de apoio. De forma que vamos passar bem pelo teste. É um pouco difícil, mas é por aí que se opera a mudança definitiva de vida.

É preciso certo grau de confiança porque é por aí que nós aferimos a maior ou menor extensão de nossa fé. Vai ter momentos em que vamos decidir sem arrimo, sem a presença ostensiva, no entanto, é esta decisão que possibilita mudar a rota do nosso próprio destino. E pode ter certeza, é exatamente essa sensação de estar só que nos projeta para plano mais avançado no campo da segurança.

Os conhecimentos que nos visitam na atualidade, em todas as áreas, sugerem de nossa parte uma adesão firme a um sistema reeducativo e operacional no bem. 

É fundamental criar certas estratégias dentro do plano de crescimento consciente.

Se nos achamos interessados no aperfeiçoamento a palavra de ordem é aproveitar!

É questão lógica. Se aprendemos e não fazemos o que estamos esperando? Toda transformação e alcance a algum objetivo que propomos realizar exige dinâmica continuada. Tem momentos que temos que aproveitar. Até mesmo para não chorarmos depois.

O berço nos confere a existência, todavia a vida é obra nossa. E com um detalhe: viver bem não é algo para ser levado a efeito de qualquer maneira, no vapt-vupt, sem critério. Os companheiros espirituais tem investido nos nossos potenciais que conseguimos levantar, mas o aproveitamento final não depende de ninguém, senão de nós mesmos. Sempre iremos evoluir em função da nossa determinação pessoal.

Cada um de nós é aferido e avaliado não propriamente por aquilo que já possui, mas sim pelo grau de disposição realizadora, pela determinação em fazer.

Basta olhar o que acontece no nosso campo de trabalho, nas linhas seletivas de pessoal, nos critérios de seleção adotados pelas empresas de uma forma geral. O mercado empresarial e os investidores estão atrás de que tipo de pessoas? Das pessoas que tem iniciativa, que se predispõe a vestir a camisa da organização, das que não fazem corpo mole e não se limitam a levantar problemas e limitações funcionais. Porque uma das coisas mais gratificantes é poder lidar com quem quer crescer, com quem tem a índole de manifestação dos seus potenciais. Você sabe, é mil vezes melhor investir naquele que quer se afirmar, que quer crescer, do que trabalhar com aquele que acha que se firmou.

Agora, veja bem, se no plano material esse tipo de procedimento já vigora, imagine no âmbito espiritual. Na esfera espiritual essa valorização ocorre com uma nitidez e um aprofundamento muito maiores.

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