1 de mai de 2015

Cap 50 - Use Bem Seu Livre-Arbítrio - Parte 7

A HORA DA DECISÃO

“A LEI E OS PROFETAS DURARAM ATÉ JOÃO; DESDE ENTÃO É ANUNCIADO O REINO DE DEUS, E TODO O HOMEM EMPREGA FORÇA PARA ENTRAR NELE.” LUCAS 16:16  

A decisão, sem dúvida, é algo decisivo, que em muitas situações pode mudar todo o contexto da nossa caminhada. E dizemos mais: tudo depende da decisão.

O êxito consiste na capacidade de se realizar o que está proposto e tudo depende de uma postura de decisão nossa. Esta palavra define o ápice daquilo que podemos realizar, sintetiza o ponto de ousadia. Implica na necessidade de desconexão e resulta da determinação e da fé. Todos nós vivemos esses momentos importantes.

A decisão representa o coroamento daquilo que nós já temos condições de realizar. Pense para você ver: Zaqueu decidiu ver Jesus e não hesitou, foi ver; o jovem rico que teve contato com Jesus, quando Jesus falou que ele fosse e vendesse suas coisas ele não fez, sua decisão foi permanecer como estava; o leproso teve a decisão de pedir a Jesus. Então, nós temos desses momentos na vida.

E dizem os nossos amigos espirituais que na hora que esses momentos surgem sabe o que acontece? Guias espirituais, anjos da guarda, santos, saem tudo de perto. Ninguém atua. Porquê? Porque a decisão é um momento sagrado do espírito. Ninguém pode interferir. E isso não sou eu que estou dizendo, são eles que dizem.

No momento da manifestação pessoal não tem empurrão, não tem cordinha para ajudar, não tem amparo. Percebeu isto? A individualidade tem que ir pelos seus próprios passos. Se alguma entidade espiritual ou qualquer um de nós interferir nessa escolha o indivíduo que está vivendo o momento de decidir pode simplesmente ir no embalo de forças exteriores e não ter o mérito que cabe a ele.

Eu não sei se você já reparou, mas tem momentos na vida em que a gente está com determinada coisa para resolver, aí abre um livro de auto-ajuda, lê e fecha, abre o evangelho, fecha. Fica no abre e fecha. Nas leituras encontra um punhado de valores para nos ajudar a decidir, mas decisão pronta não tem. Isso não acontece? 

Em se tratando de influenciação espiritual ocorre como que a mesma coisa. Todas as vezes que um espírito complicado entra em conexão conosco, pela nossa escolha infeliz no campo da sintonia, entidades outras estarão a postos para tentarem neutralizar essa influência, no entanto elas tem que respeitar o padrão optativo de cada um de nós. Então, veja bem, a ajuda espiritual nunca vai ter caráter constrangedor. A misericórdia divina em hipótese alguma projeta os seres ao nível do empurrão. Isso não existe. Quem nos empurra, às vezes, é a vida. Nunca o criador. Além do que, espíritos iluminados alertam, jamais impõem.

Tem pessoas que falam assim: "Porquê a linguagem do evangelho não é objetiva? Porque a mensagem das escrituras, de um modo geral, não é mais clara?" E é engraçado essa pergunta, não é? Até parece que a gente gosta das coisas bem claras, bem definidas, especialmente num mundo como o nosso com tanta diversidade.

No fundo, muitos gostariam mesmo que o evangelho fosse bem direto, igual cartilha ou manual convencional, com suas opções bem diretas e devidamente programadas. Do tipo: em uma situação dessa natureza você age assim, dessa forma; em outra situação você faz daquele jeito, e assim por diante. Mas pare e pense, será que nós gostaríamos realmente que ele fosse assim? Na eventualidade do evangelho ser desse jeito, tão simples, tão objetivo, qual cartilha ou manual de instruções, ao invés de apresentar o conteúdo ampliado que ele aponta e propõe, nós não seríamos filhos de Deus se assim fosse, com responsabilidade e liberdade de escolha. Seríamos autômatos e robozinhos dele. Concorda comigo? 

Ainda bem que não é assim. A linguagem não é e nem pode ser com aquela objetividade que a gente gostaria. As profecias apresentam um conteúdo abrangente de modo a ser trabalhado de acordo com o patamar ascensional de cada um. 

Ficou claro? A linguagem não é tão objetiva, entre outros fatores, porque ela não pode interferir no momento de decisão do espírito, que é sempre um momento sagrado, um momento especial. Além do que, se o sentido fosse restrito um componente isolado poderia perfeitamente ser distorcido na ótica ou observação de determinada criatura. 

Os valores informativos nos chegam ao plano perceptivo de fora para dentro por assimilação, certo? E esse conhecimento se dá por várias formas. Alguma dúvida até aqui? Então, investimos e assimilamos, todavia no momento da aplicação do padrão assimilado nós vamos ter uma decisão sem qualquer interferência exterior.

Ou seja, na hora da aplicação do valor assimilado a decisão é puramente nossa.

Vai ser uma postura totalmente calcada na espontaneidade do ser. E isso que eu estou dizendo não é para nos deixar inquietos não, mas tem momentos na vida em que vamos precisar decidir sem a proteção ostensiva. Deu para acompanhar? É dessa forma que a coisa funciona. No instante do testemunho estaremos sempre sozinhos com as nossas aquisições íntimas. Não fique triste nem desanimado, mas os momentos de solidão, os momentos em que nós estamos só, são experiências pelas quais temos que passar nas provas de afirmação para uma capacitação mais nítida em relação ao trabalho que vamos aceitar.

Quantas vezes, nos momentos de grande culminância, vivemos sozinho o processo e em volta tem uma equipe de espíritos nos observando e orando!? Você já pensou nisso?

Tem momentos em que a criatura vive a prova dela sozinha e os espíritos ficam de longe olhando. Às vezes ficam pertinho. Observam e torcem. Só não podem interferir.

Porquê? Porque aquele é um momento de decisão pessoal e na decisão cada qual tem que escolher por si mesmo, sem qualquer interferência. Tem que vigorar o legítimo plano da espontaneidade. E a interferência dos espíritos pode cercear a oportunidade nossa do passo à frente. Assim, muitas vezes, diante de dificuldades mais profundas e expressivas, costumamos ter a sensação de estarmos sozinhos, e não há como ser diferente. Nos momentos de culminância nos achamos só.

Mesmo diante da porta estreita, buscando dilatar conquistas eternas, iremos também só.

E essa prova de nos sentirmos sozinhos e desamparados é a prova que costuma nos conceder um auto-certificado. É o momento em que a gente realmente é emancipado, em que a gente vai andar nas próprias pernas. Qual criança aprendendo a andar de bicicleta, que em determinado momento o pai ou a mãe tem que tirar as rodinhas de apoio. De forma que vamos passar bem pelo teste. É um pouco difícil, mas é por aí que se opera a mudança definitiva de vida.

É preciso certo grau de confiança porque é por aí que nós aferimos a maior ou menor extensão de nossa fé. Vai ter momentos em que vamos decidir sem arrimo, sem a presença ostensiva, no entanto, é esta decisão que possibilita mudar a rota do nosso próprio destino. E pode ter certeza, é exatamente essa sensação de estar só que nos projeta para plano mais avançado no campo da segurança.

Os conhecimentos que nos visitam na atualidade, em todas as áreas, sugerem de nossa parte uma adesão firme a um sistema reeducativo e operacional no bem. 

É fundamental criar certas estratégias dentro do plano de crescimento consciente.

Se nos achamos interessados no aperfeiçoamento a palavra de ordem é aproveitar!

É questão lógica. Se aprendemos e não fazemos o que estamos esperando? Toda transformação e alcance a algum objetivo que propomos realizar exige dinâmica continuada. Tem momentos que temos que aproveitar. Até mesmo para não chorarmos depois.

O berço nos confere a existência, todavia a vida é obra nossa. E com um detalhe: viver bem não é algo para ser levado a efeito de qualquer maneira, no vapt-vupt, sem critério. Os companheiros espirituais tem investido nos nossos potenciais que conseguimos levantar, mas o aproveitamento final não depende de ninguém, senão de nós mesmos. Sempre iremos evoluir em função da nossa determinação pessoal.

Cada um de nós é aferido e avaliado não propriamente por aquilo que já possui, mas sim pelo grau de disposição realizadora, pela determinação em fazer.

Basta olhar o que acontece no nosso campo de trabalho, nas linhas seletivas de pessoal, nos critérios de seleção adotados pelas empresas de uma forma geral. O mercado empresarial e os investidores estão atrás de que tipo de pessoas? Das pessoas que tem iniciativa, que se predispõe a vestir a camisa da organização, das que não fazem corpo mole e não se limitam a levantar problemas e limitações funcionais. Porque uma das coisas mais gratificantes é poder lidar com quem quer crescer, com quem tem a índole de manifestação dos seus potenciais. Você sabe, é mil vezes melhor investir naquele que quer se afirmar, que quer crescer, do que trabalhar com aquele que acha que se firmou.

Agora, veja bem, se no plano material esse tipo de procedimento já vigora, imagine no âmbito espiritual. Na esfera espiritual essa valorização ocorre com uma nitidez e um aprofundamento muito maiores.

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