16 de mai de 2015

Cap 50 - Use Bem Seu Livre-Arbítrio - Parte 10

GUARDAR E RETER

“17E ELE DISSE-LHE: POR QUE ME CHAMAS BOM? NÃO HÁ BOM SENÃO UM SÓ, QUE É DEUS. SE QUERES, PORÉM, ENTRAR NA VIDA, GUARDA OS MANDAMENTOS.” MATEUS 19:17

“10NADA TEMAS DAS COISAS QUE HÁS DE PADECER. EIS QUE O DIABO LANÇARÁ ALGUNS DE VÓS NA PRISÃO, PARA QUE SEJAIS TENTADOS; E TEREIS UMA TRIBULAÇÃO DE DEZ DIAS. SÊ FIEL ATÉ À MORTE, E DAR-TE-EI A COROA DA VIDA.” APOCALIPSE 2:10

“25MAS O QUE TENDES, RETENDE-O ATE QUE EU VENHA. 26E AO QUE VENCER, E GUARDAR ATÉ AO FIM AS MINHAS OBRAS; EU LHE DAREI PODER SOBRE AS NAÇÕES.” APOCALIPSE 2:25-26

“3LEMBRA-TE, POIS, DO QUE TENS RECEBIDO E OUVIDO, E GUARDA-O, E ARREPENDE-TE.” APOCALIPSE 3:3

“11EIS QUE VENHO SEM DEMORA; GUARDA O QUE TENS, PARA QUE NINGUÉM TOME A TUA COROA.” APOCALIPSE 3:11

O apocalipse em várias passagens nos sugere guardar o que temos. Tudo bem, isso é ótimo, mas a gente tem que saber em primeiro lugar o que é guardar.

Em tese, o que guardamos são valores e há muitos valores guardados que a pessoa às vezes nem usufrui. Mantém guardado, mas não utiliza. Como em um cofre ou em um banco. Não é verdade? Fica lá. Não raras vezes por anos. E para nós, na ótica espiritual, importa saber que se quisermos crescer daqui para frente, de forma efetiva, nós vamos ter que saber guardar. Lembrando que guardar nos dá uma ideia de acondicionar, pressupõe certo cuidado, certo critério da nossa parte, porque como alguém vai guardar alguma coisa se não tiver cuidado?

O texto diz mais: "Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.” (Apocalipse 3:11) De cara, observe a expressão "ninguém tome a tua coroa". Reparou? À primeira vista pensamos em "ninguém" como sendo uma pessoa, todavia, o termo vai além. É uma referência a determinados departamentos da nossa intimidade, porque a única pessoa capaz de nos prejudicar realmente somos nós mesmos. De forma que esse alguém capaz de tomar a nossa coroa, de subtrair a nossa harmonia e autoridade, pois coroa tem sentido de autoridade, pode ser as nossas vibrações negativas de orgulho, de avareza, de pessimismo, de inconformação, dentre outros ângulos suscetíveis de se apropriarem do componente que nos tinha concedido determinada autoridade de operar em certa área do crescimento na vida.

No evangelho de João encontramos seguinte colocação: "Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8:31-32)

Temos aqui a presença do verbo permanecer que também nos dá uma certa ideia de guardar.

Guardar os mandamentos. E, afinal de contas, o que vem a ser guardar? O que significa isso? Porque a gente sabe que precisa guardar. De cara, nós vamos depreender que não se trata de por no guarda-roupa, adicionar numa gaveta, colocar numa dispensa ou geladeira ou tão somente arquivar na memória. Nada disso.

Os valores, nós já sabemos, são para serem usufruídos. Logo, a primeira coisa que nos importa saber é que é guardar no seu sentido utilitário. Concorda? Se vamos guardar é porque se trata de uma coisa boa, algo que possui algum valor, algo que é importante para nós. Uma criatura em seu juízo perfeito não vai guardar algo só por guardar, não vai guardar algo que não lhe interessa, que não tem utilidade. Não vai guardar algo que não será usado depois. Não vai guardar algo só por enfeite.

E no que reporta aos padrões do evangelho, para além de decorar a mensagem é preciso guardá-los no seu sentido afetivo, no seu sentido positivo.

Define para nós, com muita tranquilidade, que temos que reter as informações assimiladas com persistência de modo a serem utilizadas de forma segura diante das circunstâncias que nos chegam. É preciso, como diz o apocalipse, ser fiel até à morte ("Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida." Apocalipse 2:10). E essa fidelidade até a morte é algo fundamental. Só não fique pensando que esse fim é até o fim da vida. Não. É ser fiel até a morte dos conceitos que cultivamos, até a morte das concepções e das ideias que insistimos em manter, em uma época em que já não justificam mais estarem presentes.

Fiel até o fim de certos acontecimentos, até a meta final de cada lance, fiel até a realização de cada proposta que levamos a efeito.

Guardar é no sentido operacional de aplicabilidade. Porque devidamente aplicado nos projeta para um plano operacional selecionado. Guardar tem por objetivo manter os caracteres positivos acesos no sentido operacional, em termos de aplicabilidade.

Guardar os mandamentos significa operar com eles. Ficou claro? Significa manter no íntimo o que nós temos para podermos realizar com eles. Para realizarmos conquistas que são importantes para nós é preciso reter e guardar a nível da aplicação.

Guardar valores assimilados no campo perceptivo e intelectivo é realizar com eles.

É com o decorrer do tempo que nós fixamos os novos padrões. E como a formação vem depois da informação, para isso é preciso reter o que possuímos.

Se guardar é manter, reter é perseverar, porque se vamos reter é porque aquele respectivo valor já está guardado, já conseguiu penetrar nossa faixa íntima e ser acondicionado. O componente novo passou a incorporar meu terreno, já se tornou o meu valor, e eu tenho que reter. E como é que se retém? Tentando trabalhar no plano de fixação do componente que vai nos ajudar nos momentos difíceis.

Repare no seguinte, se eu retenho os valores recebidos, no sentido de uma aplicação constante com eles, eu começo a gestar caracteres novos em mim. Quer dizer, da informação, que era uma espécie de esboço, eu passo a dar forma, eu começo a consolidar novos padrões. E eu vou perceber que o que eu recebi, informativamente, conseguiu se formar, porque na minha faixa de ação eu fiz. Certo? Porque na minha órbita eu apliquei, eu realizei. Isso é que é reter.

Então, é necessário insistir para que os novos padrões ganhem corpo. Em qualquer área imaginável da vida não há com progredir sem reter e sem fixar.

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