20 de mai de 2015

Cap 50 - Use Bem Seu Livre-Arbítrio - Parte 11

PACIÊNCIA I

“PORTANTO, MEUS AMADOS IRMÃOS, SEDE FIRMES E CONSTANTES, SEMPRE ABUNDANTES NA OBRA DO SENHOR, SABENDO QUE O VOSSO TRABALHO NÃO É VÃO NO SENHOR.” I CORÍNTIOS 15:58

É importante uma marca decisiva dentro das realizações. Saber selecionar valores, pensamentos e atitudes e deixar que a serenidade gerencie nossas ações.

Mudança é o tempo que vai operando e paciência é o fator que vai modificando o denominador de toda uma estrutura. Para início de conversa, paciência não é inércia, muito menos submissão incondicional aos reveses que nos possam atingir. É ciência de se manter a paz, energia moral que nos faz receber acontecimentos desfavoráveis com bom ânimo. 

A paciência é que nos conserva a calma no meio das atribulações e nos auxilia a neutralizar os contratempos que nos afligem.

Percebeu? Isto a gente precisa ter em conta. Uma dose de paciência nos ajuda muito a não perdermos a tranquilidade nem tampouco ficarmos sem um sorriso no rosto.

E a paciência que nos interessa não é a paciência acomodatícia, inerte, preguiçosa, que nada favorece, mas aquela que permite que a nossa razão funcione regularmente e nos mostra como resolver nossos problemas. Que traz para nós a capacidade de refletir, a capacidade de projetar e traçar os melhores esquemas e estratégias de vida. A paciência traduz uma obstinação pacífica e silenciosa na obra que propomos realizar. Sobretudo, é a capacidade de verificarmos a dificuldade ou o desacerto nas engrenagens do caminho, buscando a solução do problema ou a transposição do obstáculo, sem toques de alarde e lances de irritação.

A misericórdia divina nos deu a paciência. Infelizmente, muitas vezes não a usamos e acabamos por perdê-la. E o que é pior, depois frustramo-nos quando caímos na impaciência. Isso é algo para a gente analisar com bastante atenção.

Os dias e semanas tem passado rápidos e no fundo um grande percentual de pessoas passa o tempo envolvido em um sistema difícil chamado impaciência e irritação.

Repare para você ver, a perda energética que ocasionalmente sentimos não resulta tanto do acúmulo de problemas que carregamos, e sim da ansiedade. E essa deficiência nasce geralmente da aflição doentia com que aguardamos ansiosamente os resultados de nossas ações, sequiosos de destaque pessoal no imediatismo da Terra. Queremos uma resposta imediata do mundo aos nossos anseios e esquecemos que tanto no bem quanto no mal tudo vem a seu tempo: primeiro a semente, depois os frutos. Então, de que adianta a gente se afligir?

Pense bem. Aflição não adianta o resultado das coisas. Para se ter ideia, embora nos atormentemos com a escuridão da madrugada a alvorada não brilha antes da hora prevista; interessados no fruto de certa árvore, não o colheremos antes do momento justo. Vamos cultivar a paciência e aprender a exercitá-la nas mínimas situações, porque se assim não fizermos não a teremos na conversa com o nosso companheiro de serviço ou nas relações afetivas aos mais caros a nós.

Paciência é componente fundamental da libertação. 

Sistema vigorante que todo mecanismo de elevação pressupõe, não dá para menosprezá-la. Para evoluir a paciência tem que ser chamada. Tem que haver uma medida de paciência, pois paciência é a virtude que afere a legítima conquista. Procurar novos caminhos faz parte do contexto, mas uma coisa nós precisamos analisar: quem não adquiriu a paciência, que trate de fazê-lo com urgência.

Não quero desanimar você, mas quem não aprendeu a ter paciência vai ficar procurando o caminho a vida inteira e não vai achar. E mais, vai percorrer muitos caminhos e depois notar que eles não levaram a nada. O mundo está cheio de gente assim, que acha que realizou e depois nota que não tinha saído do lugar.

Em nosso plano de crescimento nós precisamos manter um certo planejamento e saber eleger de forma adequada os caracteres que são importantes para nós, pois temos o direito de ser feliz e buscar essa felicidade, mas também temos que ter a tranquilidade necessária e muita paciência com a gente mesmo. Paciência para percorrer os caminhos para que nossas metas sejam alcançadas e a convicção de que estamos todos, sem distinção, em uma marcha ascensional.

Basta lembrar que erro e acerto é um processo da vida. Errar e retificar, cair e levantar.

É preciso também saber pedir desculpas a nós mesmos no campo da consciência ou àqueles a quem porventura magoamos. Do contrário, acaba crescendo a nossa soberba, o nosso orgulho e isso não é nada bom. Nós precisamos do exercício de perseverar em cada minuto da vida com a paciência necessária.

Tenha Paciência! Não fique querendo resolver problemas de longo curso em meia dúzia de reuniões ou com apenas alguns meses de estudo do evangelho. Não é por aí.

Você vai notar que quanto mais entendemos mais aprendemos, e quanto mais aprendemos mais descobrimos a dimensão da nossa ignorância e da nossa fragilidade.

Busque na sua memória: os nossos maiores avanços e as nossas grandes conquistas não vem em cima de estratégias de curto prazo. Já observou isto? A gente tem que resolver todos os nossos problemas de forma imediata? Tem que ficar rico de um dia para o outro? O fruto que alimenta representa, às vezes, um ano inteiro de trabalho silencioso de um árvore. Se cada noite tem uma sombra, cada dia traz nova luz. Mantenha sua mente voltada para o objetivo, claro, e saiba ter paciência no encaminhamento dos fatos. Essa receita não sou eu que estou dando. Quem sou eu? É a espiritualidade que nos tem feito entender assim.

A paciência é uma virtude complexa, dificílima de ser alcançada, mas é por aí que nós vamos conseguir dar o nosso recado. É preciso muita paciência porque a paciência representa a capacidade de persistir. É ela que faz com que a gente não desanime ou perca o controle dos nossos atos, porque em muitas situações em que circunstâncias decisivas estão por vir nós costumamos desanimar. Não acontece assim? A gente simplesmente fraqueja e se entrega. Então, vamos aprender, a paciência define nosso ponto de referência e capacidade operacional.

É preciso paciência e continuidade da perseverança. Vai ser muito valioso para o nosso progresso quando conseguirmos perseverar nessa virtude. Ela consiste em persistir, fixar o objetivo e buscar. É ir até o fim, afinal é com o decorrer do tempo que fixamos os novos padrões. Ela define o atestado de valor e de coragem nos dias de adversidade. Define se realmente estamos ganhando segurança. Segurança que vai nos dando cada vez mais o que chamamos de autoridade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...