29 de jun de 2015

Cap 51 - Entendendo o Evangelho (2ª edição) - Parte 8

O EVANGELHO É ATUAL

“EU SOU O CAMINHO, E A VERDADE E A VIDA; NINGUÉM VEM AO PAI SENÃO POR MIM.” JOÃO 14:6

O evangelho é um só. Representa a unicidade não apenas dentro da nossa esfera terrestre, como a unicidade em todas as esferas do plano invisível vinculadas ao nosso orbe.

O que significa isso? Que o mesmo versículo que estudamos aqui também é estudado pela espiritualidade maior nos planos superiores. A diferença é que lá ele é abordado com maior aprofundamento e sob ângulos ainda inimagináveis para nós.

Evangelho quer dizer "boa nova". Era denominação dada aos seus livros, por tratarem de notícias inovadoras acerca da chegada do messias e de uma nova era que se abria para a humanidade. Não é preciso ser estudioso para perceber que o evangelho é uma fonte de recursos que não se esgotam. Vamos estudando e cada vez mais ele se expressa e verticaliza. Sua essência nos aponta para a infinita dimensão temporal e ele tem coisas que vamos aos poucos começando a entender.

Dádiva suprema do céu, com vistas à marcha intérmina para o amor e a sabedoria universais, constitui a palavra sublime que encerra a suprema e eterna verdade. Pense bem, não tem outra. Seus ensinamentos objetivam a redenção.

Em se tratando de iluminação espiritual, inexiste fonte alguma além do evangelho. Para a elevação da alma só existe no mundo o evangelho sagrado de Jesus, que nenhum compêndio doutrinário poderá ultrapassar. "Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim." (João 14:6) Sabe o que quer dizer? Que Deus é a meta através de Jesus. Embora inúmeras veredas que ainda insistimos em adentrar ao longo das existências, o caminho legítimo é um só. Iniciando na simplicidade da manjedoura e finalizando no sacrifício do calvário, é por meio daquele que veio nos trazer vida em abundância.

Os ensinos do mestre se dirigem a todos os espíritos do planeta sem distinção alguma, sejam encarnados e desencarnados, estejam eles nesse ou naquele campo de evolução.

Roteiro de ascensão para todos os espíritos em luta e aprendizado no planeta, rumo aos planos superiores do ilimitado, é de sua aplicação que decorre a luz do espírito. Somente a evangelização pode conduzir as criaturas a um plano superior de compreensão. E o conhecimento com Jesus é a claridade transformadora da vida, conferindo-nos o dom de entender a mensagem viva de cada ser e a significação de cada coisa.

A missão do evangelho é muito mais bela e mais extensa do que possamos imaginar.

Expandir conhecimento é tarefa de Jesus. Mas é o Jesus histórico ou o Jesus interior? Isto é o que nós não podemos perder de vista. É lógico que é o Jesus interior. Não estamos órfãos e o mestre continua a trabalhar incessantemente. Continua derramando bênçãos todos os dias. O evangelho é algo do presente e o seu conteúdo é a nossa história. Jesus continua a sua missão de revelar Deus aos homens e de conduzir os homens a Deus. E não se assuste com o que eu vou dizer: os prodígios ocultos operados no silêncio do seu amor hoje são ainda maiores que os verificados ontem. O Jesus da Galiléia, da Samaria, da Peréia ficou lá atrás na história. Falamos agora é no Jesus íntimo. Em um Jesus dinâmico que se incorpora dentro da nossa intimidade, que está dentro da gente.

Basta a gente começar a ler e estudar, com aprofundamento da letra, para constatar que todo o território do evangelho está dentro da gente. Os ambientes dos textos encontram-se todos presentes, sem exceção, na extensão territorial de nossa alma, praticamente definindo estados de espírito ou regiões psíquicas.

Entendeu? Está tudo em nosso mundo íntimo. Então, onde está a Galiléia, a Peréia, a Samaria, a cidade de Jericó, Cafarnaum, a recebedoria, o monte das Oliveiras, a manjedoura com sua simplicidade? Está tudo da gente. Definem nossas moradas ou estados de espírito.

E com os personagens não é diferente. Certos personagens mencionados dentro dos textos sagrados ainda se encontram dentro de nós. Isso mesmo, em todos os textos eles chegam até nós, dando-nos condições de identificá-los ou não em ângulos diversificados da nossa personalidade. O bonito disso é que podemos dar campo e até mesmo fazer com que certos personagens possam ressurgir para operarem novamente à partir da gente mesmo. Percebeu o que eu estou dizendo? Muitos deles ainda representam insinuações dentro da gente. Nos identificamos com vários quando os estudamos, como é o caso de Zaqueu ou do cego de Jericó, mostrando diversidade de posições interiores e de posturas. 

Evangelho não é oficina de vantagens na experiência material, mas templo de trabalho redentor para que venhamos consertar a nós mesmos diante da vida eterna.

Por isso o estamos aprendendo. Para quê? Para ver se melhoramos a nossa caminhada.

E o que pesa muito na parte interpretativa dele não é a questão do fato analisado parecer estranho ou difícil, mas a nossa capacidade maior ou menor de compreender.

Para início de conversa, é preciso que ele seja trabalhado num contexto. Porque ele apresenta linhas bem nítidas de coerência. Em razão disso, tem que ser trabalhado numa área coerente. O que é que eu estou querendo dizer? Que se você pegar um versículo específico do evangelho, de forma isolada, você pode não achar o que procura. Analisando um versículo só, por exemplo, você é capaz de provar que existe reencarnação, e em outro você pode concluir que não tem.

Percebeu agora? Então, o que eu quero dizer é que analisando o evangelho e encontrando essa linha de coerência em todos os momentos, fica fácil perceber que ele fecha ou se interliga com todas as outras partes do evangelho e também do velho testamento. Ele começa a se expressar dentro de uma linha natural de suavidade e de alta expressão em termos de esperança, consolação segurança, na medida em que se vai encontrando as linhas de relação entre elas.

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