29 de jul de 2015

Cap 52 - A Justiça e o Amor - Parte 4

JESUS E O AMOR

“JERUSALÉM, JERUSALÉM, QUE MATA OS PROFETAS, E APEDREJAS OS QUE TE SÃO ENVIADOS! QUANTAS VEZES QUIS EU AJUNTAR OS TEUS FILHOS, COMO A GALHINHA AJUNTA OS SEUS PINTOS DEBAIXO DAS ASAS, E TU NÃO QUISESTE!” MATEUS 23:37

“AINDA TENHO OUTRAS OVELHAS QUE NÃO SÃO DESTE APRISCO; TAMBÉM ME CONVÉM AGREGAR ESTAS, E ELAS OUVIRÃO A MINHA VOZ, E HAVERÁ UM REBANHO E UM PASTOR.” JOÃO 10:16

“E ELE DISSE-LHE: POR QUE ME CHAMAS BOM? NÃO HÁ BOM SENÃO UM SÓ, QUE É DEUS. SE QUERES, PORÉM, ENTRAR NA VIDA, GUARDA OS MANDAMENTOS.” MATEUS 19:17

“VÓS ME CHAMAIS MESTRE E SENHOR, E DIZEIS BEM, PORQUE EU O SOU.” JOÃO 13:13

“EU SOU O CAMINHO, E A VERDADE E A VIDA; NINGUÉM VEM AO PAI SENÃO POR MIM.” JOÃO 14:6

Jesus é a mais viva expressão de realização e atividade no bem e a origem de seu poder está em seu estado evolutivo. Não podemos estudar-lhe o psicológico estabelecendo dados comparativos entre ele e o homem. Não foi filósofo e sequer pode ser classificado entre os valores propriamente humanos.

Jesus está para a Terra mais ou menos como Deus está para o universo. Diligencia em todas as frentes, atende e opera visando todos os ângulos da evolução dentro de uma posição de absoluta coerência e harmonia. A bem da verdade, era ele quem dirigia os povos de todos os tempos, e tanto era que ele mesmo disse que muitas vezes quis ajuntar os seus filhos. Todos os grandes missionários ligados aos povos antigos e às diversas raças sempre estiveram, e estão, a seu serviço.

Todos os profetas que a bíblia faz menção foram médiuns predestinados a servirem ao seu pensamento. Os que o precederam eram mensageiros da sua bondade e sabedoria, vindos à carne com o intuito de preparar-lhe a luminosa passagem pelo mundo das sombras.

Não é nossa pretensão aqui querer avaliar Jesus, primeiro porque sequer temos capacidade de saber até onde chega a sua estrutura. Só para se ter ideia, o seu subconsciente está para muito além do nosso superconsciente. Deus o apresenta como sendo o mais perfeito modelo, o espírito mais puro de todos que já apareceu neste planeta. Ele veio até nós com uma vivenciação acima de todas as nossas condições operacionais.

Muitos dos grandes expoentes da história, no que diz respeito aos aspecto da realização em termos de amor, viveram e trabalharam com facetas crísticas. Isso é um fato de grande relevância. Muitos elementos lá na retaguarda, nas civilizações passadas, apresentaram aspectos crísticos, foram expressões crísticas no contexto da evolução do planeta, todavia, enquanto uns foram parcelas o Cristo foi o máximo em perfeição. Quem envergou a totalidade crística aqui, até onde nós podemos alcançar e perceber, foi um só: Jesus Cristo.

Qualquer coisa que surja no planeta Jesus tem autoridade. 

Os seres desta esfera jamais poderão nos conduzir para outras mais elevadas e luminosas. Não passariam de cegos conduzindo cegos. Jesus é o condutor da humanidade, é o exemplo supremo e o seu modelo é definitivo e único para a realização da luz e da verdade em cada ser humano. É o caminho porque já fez o percurso que ainda não fizemos. É a verdade porque não fala de si mesmo, tampouco fantasia como os homens que buscam os próprios interesses e as próprias glórias. E é vida, porque ressurgindo dominou a matéria e não é como os homens cuja existência instável depende totalmente das circunstâncias externas.

Sua doutrina é a maior prova de que ele existiu e viveu entre nós. É só pensar. Moralmente superior ao mundo judaico, ela não poderia ter sido criada pelos israelitas, também não poderia ter sido criada pelos apóstolos. Aliás, estes até tiveram dificuldade para entendê-la e aceitá-la.

Jesus se apresenta no cenário terreno como mestre. Aliás, isso ele mesmo definiu.

Não abriu mão disso. Foi o único título com que se adornou, e nenhum outro: "Vós me chamais mestre e senhor, e dizeis bem, porque eu o sou." (João 13:13) Certa vez, quando o chamaram bom, retrucou: "Por que me chamas bom? Não há bom senão um só, que é Deus." (Mateus 19:17) Quando o definiram rei repeliu de forma imediata, declarando que o seu reino não é deste mundo.

Percebeu? Apenas quis ser mestre e disso fez toda a questão. E advertiu os seus discípulos que só a ele o considerassem como tal, que a ninguém mais fosse concedida essa prerrogativa. Ele se definiu como mestre, por isso teve discípulos. Arrogou a si a denominação de mestre, considerando aqueles que o acompanhavam com discípulos, os quais ocupou-se em ensiná-los, pela palavra e pelo exemplo. Para não deixar qualquer dúvida, sua didática foi a do exemplo.

Suas mensagens não se basearam em ponto de vista, mas num trabalho sedimentado em nosso solo na cartilha prática.

O mestre veio ao mundo investido de uma missão. A nós compete saber que ele é a perfeição moral que a humanidade pode aspirar. A doutrina que ensinou é a expressão mais pura da lei do Senhor. E quando o assunto é iluminação espiritual, inexiste fonte alguma além do seu evangelho. Palavra alguma poderá superar a sua exemplificação, que o seguidor sincero deve sempre tomar como roteiro supremo de vida. 

Em seus atos não existem milagres, mas o conhecimento pleno de leis que ainda desconhecemos. Ele é um governante profundamente tocado pelo sentimento de nossas fraquezas, um soberano que foi testado sob todos os pontos de vista e que permaneceu sem pecado.

Desde que ele próprio sofreu, sendo testado e provado, é amplamente capaz de nos compreender e guiar às alegrias maiores. E ninguém realiza os eternos destinos se não o acompanhá-lo, seguindo-lhe os passos. E ele, de forma alguma, nos abandonou. O Cristo não está fora do mundo. Não é possível imaginá-lo habitando região isolada do sofrimento humano. Não dá. Ele não ia querer deixar-nos entregues à nossa própria indigência. Pelo contrário, continua a sua missão suprema de revelar Deus aos homens e de conduzir os homens a Deus.

Conhecedor das deficiências do homem, e descendo da culminância espiritual, sem medir esforços e sacrifícios, Jesus visita o mundo de sombras. Construtor e diretor do planeta, aporta em nosso campo de aprendizado para que saibamos a extensão da grandeza e da misericórdia do criador. É só você pensar comigo, antes de Jesus chegar à Terra Deus era visto como força. Após a sua passagem, o discípulo João dizia: Deus é amor.

Como fundamento de toda luz e sabedoria, Jesus nos revela a lei de amor. O evangelho é a revelação suprema e o código perfeito do amor. E com o amor a lei manifestou-se aqui em sem esplendor máximo. Se Moisés instalou o princípio de justiça, coordenando a vida e influenciando-a de fora para dentro, Jesus inaugurou na Terra o princípio do amor a exteriorizar-se do coração. De dentro para fora, traçando-lhe a rota de ascensão. Percebeu? Apenas o amor traça a linha reta da vida e representa a única força que anula as exigências da lei de talião. As criaturas humanas se redimirão por ele e se elevarão a Deus por ele, anulando com o bem as forças que ainda encarceram corações nos sofrimentos do mundo.


MOISÉS


JOÃO BATISTA

JESUS

Justiça


Inconformação

Amor

Coletivo
Código coercitivo de natureza globalizada


A consciência apontando os pontos de deserto

Individual
Código de vida operado no anonimato


Não



Interrogação

Sim

Cerceador
A simples aplicação da justiça bloqueia.



Identificação de valores que já não atendem aos anseios do ser.

Expansor
Instauração de uma mentalidade nova nos corações para o trabalho em favor dos que sofrem.


Coerção e pressão
de fora para dentro



Pregação e Batismo
Semeadura

Realização
de dentro para fora


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