12 de ago de 2015

Cap 52 - A Justiça e o Amor - Parte 7

O AMOR É A BASE

“DISSE-LHE TERCEIRA VEZ: SIMÃO, FILHO DE JONAS, AMAS-ME? SIMÃO ENTRISTECEU-SE POR LHE TER DITO TERCEIRA VEZ: AMAS-ME? E DISSE-LHE: SENHOR, TU SABES TUDO; TU SABES QUE EU TE AMO. JESUS DISSE-LHE: APASCENTA AS MINHAS OVELHAS.” JOÃO 20:17

O que Jesus perguntou a Simão Pedro? "Simão, filho de Jonas, amas-me?" Não pediu informações ao discípulo sobre raciocínios que lhe eram peculiares, não desejou inteirar-se dos conhecimentos do colaborador, não reclamou compromisso formal. Quis apenas saber se Pedro o amava, nada mais que isso.

Essa pergunta não ficou no passado. Ainda hoje continua sendo feita pelo cristo íntimo aos seguidores do evangelho. Ela nos deixa perceber, de forma clara e transparente, que com amor as dificuldades se resolvem. Temos que parar e pensar, as nossas conquistas intelectuais valem muito, e ninguém pode negar, no entanto, seremos efetivos e eficientes colaboradores do mestre somente se tivermos amor.

O amor é a base para tudo. Sem amor não se consegue guiar ou apascentar as ovelhas.

E com suficiente provisão dessa essência a tarefa mais dura se converte em apostolado de bênçãos.

Agora, existe uma diferença entre conhecer o amor filosoficamente falando e sentir o amor.

O amor tem que ser sentido. Para usufruir a intimidade de Jesus e senti-lo no coração é imprescindível amá-lo, compartilhando-lhe a obra a e a vida. Nós precisamos sentir o amor. Só a luz do amor é forte o bastante para converter a alma à verdade. O cristo amava naturalmente a sua gente e seu afeto tinha sido imensamente aumentado em função sabe de quê? Já pensou nisso? Em função da sua extraordinária devoção a eles. O que quer dizer? Que o amor mais cresce quanto mais se doa. 

Quanto mais nos interessarmos pelos nossos semelhantes tanto mais chegaremos a amá-los. 

Preste bastante atenção no que eu vou dizer. O momento que estamos vivendo é um dos momentos mais peculiares da nossa evolução. E quando o amor visita o coração da gente, quando nós pegamos essa chave essencial da caminhada, passamos a administrar os passos com naturalidade. Começamos a manter o sorriso no rosto que passa a nascer de maneira espontânea. A gente se harmoniza com a dinâmica da vida, não fecha a cara de vez em quando, não cria caso com os outros por causa de coisas bobas, não fica deprimido, não entra em angústia, não toma remédio para dormir ou para diminuir o estresse,...

O  amor sempre dispõe de recursos. 

Até pouco tempo a gente achava que a conversa era o componente básico e finalístico para reverter um coração no campo das estruturas espirituais. Hoje a gente sabe que a luz ilumina, dispensando longos percursos.

Não é isso? A luz irradiada por quem ama não ofusca e nem perturba, muito pelo contrário, propicia envolvimento e paz. Você já deve ter tido experiências assim. Quando alguém nos ama com aprofundamento esse alguém consegue penetrar terreno adentro de nossa personalidade e nos ajudar, nos auxiliar. Só o amor tem uma luz que atravessa os grandes abismos. Quem ama é capaz de emitir ondas sutilíssimas, ondas ultracurtas, que penetram território adentro de nosso ser.

A mensagem de Jesus, toda ela, é acentuadamente positiva. É na base do sim, enquanto a de Moisés é na base do não. Seu trabalho é positivo: o que fazer, não o que não fazer.

O mestre sempre empregou a forma positiva de exortação. Comumente fazia menção a ensinos antigos e ministrava novos, dava uma citação de Moisés, no seu aspecto cerceador, negativo, para depois falar o que se deve fazer. Passava a instrução do seu aspecto controlador, do não fazer, para o sentido revelador, positivo, do fazer. 

Nunca usava o modo negativo de ensinar. Seu método para educar era o estímulo positivo para que se fizesse o bem, em lugar do velho método judeu de proibir a realização do mal. Evitava colocar ênfase no mal proibindo-o, e exaltava o bem exigindo que fosse feito.

Nunca falou que não se podia fazer algo. Nunca. Chegou a falar que não se devia fazer, e não dever fazer é diferente de não poder. Em todos os lugares ele dizia que se deveria fazer isso ou aquilo. Esse era o critério que adotava. Jamais o encontramos abatendo o ânimo ou menosprezando o caráter de quem quer que fosse, seja de um pecador confesso ou de uma adúltera coagida pela multidão. Invariavelmente, agia sobre algo de puro e incorruptível que existe no espírito do homem.

Essa é a didática que tem que ser usada hoje. 

A mensagem de reeducação que objetivamos deve alicerçar-se numa postura acentuadamente positiva. Repare que se antes os educadores falavam do que não se devia fazer, agora já entendem que temos que nos basear em cima daquilo que se deve fazer. E lembre-se: Jesus e todos os grandes benfeitores operam com amor. Não trabalham respaldando, mas construindo. Não trabalham com justiça, mas com amor. E o amor orienta, esclarece, nada impõe.

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