24 de out de 2015

Cap 54 - A Lei de Causa e Efeito - Parte 2

A LEI DE AMOR E A QUEDA

Cada país tem os seus códigos de leis, não tem? Que são elaborados e adequados à capacidade evolucional em que se encontram. Certo? Então, veja bem, se nós abrirmos o parâmetro para além do planeta Terra e considerarmos o universo inteiro como sendo o reino divino, fica fácil perceber que todos nós, indistintamente, situamo-nos sob o império de leis das quais não podemos trair. Concorda?

Existe uma ordem vigorante em toda a estrutura universal. E essa ordem não é à toa, não se mantém ao caso, de onde entendemos que dentro dessa ordem toda existe a presença de uma lei. Aliás, é a lei que define a estruturação da ordem e sem ela nós estaríamos debaixo de um imenso caos.

É impressionante a grandeza das leis. Deus é a inteligência suprema do universo que em tudo age por meio de leis sábias e imutáveis. Leis que os homens primitivos desconheciam e ignoravam e que vem sendo gradativamente compreendidas ao longo do tempo. Essas leis, todas elas fundamentadas na misericórdia e no amor, fundamentam-se em princípios de equilíbrio e não podem ser derrogadas sob a pena de apresentarem aflições penosas aos seus infratores. O resultado é simples, a Terra não é um campo em que podemos fazer o que quisermos ao nosso bel-prazer. É, sim, uma organização viva possuidora de certas leis que nos escravizarão ou libertarão, segundo as nossas obras.

A presença da divindade, com toda a sua sabedoria e inteligência, é que mantém todos os componentes de ampla expressão heterogênea nas suas mais variadas faixas evolucionais, diligenciando providências para a manutenção da dinâmica e para que o amor seja cada vez mais ampliado e presente em nossos corações. A visão divina, abrangendo todos os ângulos dos acontecimentos, estabelece diretrizes que facultam a manutenção do equilíbrio em toda parte.

A vibração dimanada do criador é amor. A determinação divina é sempre o bem e a felicidade para todas as criaturas. O bem está presente em toda a extensão universal, e não duvide disso. O amor é o legítimo ponto de equilíbrio do universo. É o princípio e toda estrutura fecundante. Constitui o acervo sobre o qual o universo se elabora. As leis de que se constituem o determinismo divino, as leis do universo, todas derivadas do amor, são estatuídas para dignificar e desenvolver os valores inatos das criaturas que, por sinal, trazem o anjo dormente na estrutura intrínseca, aguardando apenas o momento do despertar.

De forma que ninguém pode alegar desconhecimento do propósito divino ao nosso respeito.

A cada momento que avançamos no plano da sensibilidade observamos que vão aumentando incrivelmente os elementos ou contingentes de recursos que vão chegando para nós. O evangelho define que o conhecimento da verdade propicia libertação, e disso não há dúvida. Agora, aquele que vai conhecendo a verdade o que vai acontecendo com ele? O conhecimento vai implicando em responsabilidades.

O indivíduo vai tendo responsabilidades novas. Daí, aquele que se desperta no campo perceptivo da vida mais ampla passa a ter uma responsabilidade a mais.

Deus gerencia a nossa vida, mas nós também temos responsabilidades no encaminhamento da jornada. Aliás, responsabilidade é uma palavra chata, que incomoda, que intimidade a gente, mas fazer o quê? Temos que aprender a administrar.

Vamos incrustando em nosso psiquismo novos conhecimentos e isso vai gerando de nossa parte uma exigência maior. Nossas exigências vão se ampliando na medida em que vamos crescendo. É preciso considerar sempre a responsabilidade que permanece em nossas mãos, porque a responsabilidade acompanha o espírito em suas várias reencarnações.

Pense nisso. Quanto mais informações você detém, maior é o índice da sua responsabilidade.

Então, repare no seguinte. O momentos que passamos nas igrejas curvados aos sermões, os puxões de orelha que vez por outra recebemos ao nível da consciência através dos séculos, as palavras que tocam os nossos corações e que ficamos meio entristecidos, tudo isto representa expressões de fora para dentro que chegam para nos fazer abrir e metabolizar acerca das nossas responsabilidades, de um melhor posicionamento nosso e melhores posturas diante da própria vida.

Infelizmente, quanto mais o homem tem crescido, mais ele tem confiado em si em demasia. 

E essa confiança em excesso ocasionalmente transforma a sua fragilidade em foco de ações contrárias às leis de Deus, a ponto de efetuar intervenções indébitas no plano da harmonia. Acompanhou? Não é preciso ir longe, quantos males somos nós que decretamos para nós mesmos por meio de nossas ações despropositadas? Raros homens tem andado debaixo do respeito aos desígnios do criador. Ações negativas geram o mal, e com o mal surge a necessidade imperiosa de recompor os elos sagrados dessa harmonia. Esse mal gera o quê? O resgate. Ou seja, quem errou tem que consertar o erro que fez.

Todos aqueles que tentam enganar a natureza, achando que são extremamente espertos, agem de maneira equivocada e acabam por enganar a si mesmos.

A vida é uma sinfonia perfeita e quando procuramos desafiná-la somos compelidos a estacionar em pesado serviço de recomposição da harmonia quebrada.

Ninguém trai a vontade de Deus nos processos evolutivos sem graves tarefas de reparação.

A maioria das pessoas desconsidera que as menores quedas e as mínimas viciações ficam impressas na alma exigindo retificação. Assim, vamos estudando e observando que quanto mais conhecimento alcançamos, mais responsabilidade. Nós temos o livre-arbítrio a nosso favor, no entanto, se não chegamos a um ponto em que precisamos mudar o rumo nós acabamos por sair de uma linha de auto-escolha e somos lançados à mudança em uma linha compulsória.

E se soubéssemos o terrível resultado de nosso desrespeito às leis divinas nós jamais nos afastaríamos do caminho reto. Essa é a mais pura verdade. 

Não há balança de precisão mais delicada e perfeita que a da justiça distributiva. E também não há como fazer conchavos e negociações com Deus. Ele está na imutabilidade da lei. Aliás, Deus não tem que intervir nas sanções dos atos humanos porque cada ato leva em seu interior o prêmio ou o castigo. Quem desarmoniza as obras do criador pode se preparar para a recomposição. Quem lesa o Pai algema o próprio eu aos resultados de sua ação infeliz e, por vezes, pode gastar até séculos desatando grilhões.

Muitos podem perturbar as obras de Deus com sorrisos, todavia serão forçados a repará-las com o próprio suor e o choro. E, cá pra nós, hajam lágrimas depois. Vale acrescentar, ainda, que a sujeira psíquica é mais intensa tanto quanto mais ampla for a consciência que a individualidade tinha no momento em que procedia de maneira inadequada ante o conhecimento recebido. O assunto dá o que pensar.

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