27 de out de 2015

Cap 54 - A Lei de Causa e Efeito - Parte 3

A CADA UM SEGUNDO AS SUAS OBRAS

“ASSIM, TODA A ÁRVORE BOA PRODUZ BONS FRUTOS, E TODA A ÁRVORE MÁ PRODUZ FRUTOS MAUS.” MATEUS 7:17

“PORQUE O FILHO DO HOMEM VIRÁ NA GLÓRIA DE SEU PAI, COM OS SEUS ANJOS; E ENTÃO DARÁ A CADA UM SEGUNDO AS SUAS OBRAS.” MATEUS 16:27

“NÃO ERREIS: DEUS NÃO SE DEIXA ESCARNECER; PORQUE TUDO O QUE O HOMEM SEMEAR, ISSO TAMBÉM CEIFARÁ.” GÁLATAS 6:7

“PORQUE TODOS DEVEMOS COMPARECER ANTE O TRIBUNAL DE CRISTO, PARA QUE CADA UM RECEBA SEGUNDO O QUE TIVER FEITO POR MEIO DO CORPO, OU BEM, OU MAL.” II COR 5:10

A afirmação de Jesus é clara. E interessante demais. Não deixa a menor dúvida: "A cada um segundo as suas obras". Basta ler com um pouquinho de atenção para se observar a profundidade. No entanto, a maioria esmagadora das pessoas transita pela vida ocupada demais para lhe dar atenção.

Para ser sincero, não está nem aí. E quando dá atenção acredita estar livre da sua área de atuação. Quer dizer, até reconhecem que a vida pode retornar às criaturas conforme as suas obras, mas os acontecimentos desagradáveis irão alcançar os outros. A maioria supõe se achar livre dos acontecimentos negativos que o ensinamento anuncia. Parece estranho, mas é assim mesmo que elas pensam.

Um percentual enorme de indivíduos acredita que os resultados externos menos felizes, em razão das sementes lançadas, frutificarão nos terrenos dos outros, não nos deles.

E quando colhem situações desagradáveis em suas próprias vidas acreditam que esses fatores lhe são estranhos à conduta. Analisam com muita convicção o que fizeram para merecer. Consideram determinadas dificuldades como sendo algo injusto e questionam consigo mesmos: "O que eu fiz para receber isto? Porquê tantos problemas e desventuras em cima de mim? Justo de mim?" Consideram inexplicáveis a ocorrência dos obstáculos e certos tropeços nos caminhos da vida. Pensam, avaliam, quebram a cabeça. Sem encontrar explicações procuram, sem êxito, esclarecimento nas filosofias do mundo. Quem sabe não encontram algum consolo ou alguma coisa que apascente a atribulação da mente. Tentam e tentam. Depois de algum tempo, cansados e confusos, concluem que o melhor é não pensar no assunto, que o mais acertado é esquecer. Esquecer a questão, deixar pra lá, como se os fatos se solucionassem sozinhos, por si mesmos. Só que não acontece assim, os fatos e os momentos vão se sucedendo e incumbindo de mantê-los ligados ao campo das cogitações.

Você já se atentou para o símbolo da justiça? A balança simboliza a precisão com que a justiça atua. Instrumento de pesagem que registra as mínimas oscilações, tanto para mais como para menos, confere a cada individualidade aquilo que de direito lhe pertence, segundo o mérito ou demérito.

A venda nos olhos possibilita julgar o fato com imparcialidade absoluta sem atentar para quem o praticou. E a espada, após o golpe preciso e necessário, sem a imposição de dano superior à necessidade, acaba por voltar sempre à mesma posição.

"Porque o filho do homem virá na glória de seu pai, com os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras". (Mateus 16:27) Apenas o evangelho nos oferece a expressão máxima da justiça. Vamos analisar que "dará a cada um segundo as obras" é o mesmo que dizer receberá, correto? Daí, a verdade é muito simples. Nada, absolutamente nada, acontece por acaso.

O efeito o próprio nome já diz, é efeito, logo, sempre tem uma causa. Cada um colhe sempre aquilo que semeia. Nisso não há mágica ou interferência de qualquer ordem. Nada mais há que a ocorrência natural e intransferível alcançando todos na esteira do universo, onde tudo se processa mediante leis divinas e naturais.

Assim, a dor ou a alegria, a paz ou a inquietação, a sombra ou a luz, o merecimento ou a desvalia, em nosso caminho, será sempre o resultado de acordo com as nossas próprias obras. Nós todos estamos colhendo o que semeamos. Não importa a época nem as condições em que a sementeira foi feita.

O que importa é que cada um colha, onde estiver e como se achar, aquilo que semeou.

Daí, nós temos hoje acontecimentos que definem expressões cármicas e planos positivos de conquista, como resposta da vida às nossas ações do passado.

As pessoas acreditam ser possível fraudar impunemente as leis que regem os destinos do espírito, só que somos todos semeadores. E como semear é toda manifestação nossa para com a vida, a vida nos retribui igualmente em conformidade com o que lhe exteriorizamos, por adequação justa e natural à lei da providência divina. Cada um de nós recebe na essencialidade o resultado do próprio cultivo. Temos os acontecimentos de ordem exterior como sendo resultantes da soma dos reflexos interiores. O homem é o senhor do futuro e escravo do passado. Todos os espinhos e todas as dores que nós temos são decorrentes de uma ação menos feliz lá atrás. Resgata-se agora a dívida de outrora.

A matemática é simples, nosso amanhã nascerá do hoje, como o hoje nasceu do ontem.

A natureza não dá saltos evolutivos e a justiça divina não admite nem de longe a ideia de vítimas.

É por sermos semeadores que cada um recebe conforme suas obras. O sistema é semear, germinar, crescer e frutificar. Quem planta colhe a seu tempo segundo a qualidade da semeadura e isso vale tanto para o bem quanto para o mal.

Toda semente lançada irá crescer e frutificar-se, cedo ou tarde. Toda semente produz no solo do tempo e os resultados invariavelmente são frutos da nossa escolha. O que oferecemos à vida a vida nos retribui. Cada atitude nossa, portanto, representa uma semente que lançamos na esteira do tempo, e é por essa semente que vamos praticamente projetando no destino inclusive o que chamamos de determinismo cármico. No momento em que vivemos estamos emitindo componentes positivos ou negativos, logo, vamos ter calma e cuidado com nossos pensamentos, palavras, gestos e ações, pois receberemos da vida o que oferecermos a ela.

Nós somos livros vivos de quanto pensamos e praticamos e os olhos cristalinos da justiça divina nos lêem em toda a parte. Isto tem que ficar muito claro, o presente é a consequência natural do passado como o futuro será o resultado inevitável do presente. Possuímos agora o que ajuntamos no dia de ontem e possuiremos amanhã o que estivermos buscando no dia de hoje. Não existe mistério.

A vida, exprimindo os desígnios do criador, assumirá para conosco atitudes adequadas às atitudes que assumirmos para com ela. Vamos lutar e nos aprimorar trabalhando e realizando com Jesus, confiantes no futuro e na certeza de que a vida de hoje nos espera amanhã. É evidente que muitas criaturas, mesmo colhendo a dor continuarão a semeá-la, até determinado momento em que se não for por algum dispositivo da misericórdia os sofrimentos ampliados as compelirão ao redirecionamento. Mas de nossa parte, vamos nos esforçar.

Nós, que já estamos entendendo a realidade da vida, vamos aprimorar o mecanismo de seleção e de critério. E examinar cada situação para que a gente erre menos daqui para a frente. Isso mesmo, já que não podemos acertar todas as vezes, que pelo menos a gente procure fazer por onde errar o menos possível.

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