18 de nov de 2015

Cap 54 - A Lei de Causa e Efeito - Parte 7

O FIO DO COMPROMISSO

A consciência nós podemos entendê-la como sendo aquela faculdade do espírito pela qual ele é capaz de refletir acerca de si mesmo e da luz da justiça divina. 

Fator interessante é que se nenhuma criatura humana consegue fugir da lei, tampouco consegue se eximir da consciência de si mesmo, uma vez que Deus escreveu na própria consciência os seus códigos soberanos.

Cada individualidade traz consigo o seu próprio juiz. E porque estamos dizendo isto? Porque sempre que o homem infringe algum preceito da lei ele se torna réu consciente e abre espaço para o processo da regeneração. Ou seja, do delito praticado, com pleno conhecimento de causa, resulta a responsabilidade e, consequentemente, o sofrimento.

O determinismo divino impulsiona para que todos, sem exceção, mudem para melhor. 

E não tem outra, todos os espíritos um dia aprenderão. Até mesmo os mais endurecidos e recalcitrantes no erro, uma vez que um dia virá em que as suas dores serão tão grandes que estarão dispostos a pagar qualquer preço para fazê-las cessar.

A consciência culpada não esquece a ação infeliz. Não adianta. Isto é fato. E a dívida sempre tem os fantasmas da cobrança. É da lei. Em toda parte a dívida sempre anda com os devedores. Quando existe devedor sempre vai haver cobrador.

Nos pauta dos processos atuais de evolução do planeta é da lei maior que onde estiver o devedor aí se apresentem a dívida e o cobrador. E mais uma coisa da maior importância: entre ambos, entre o credor e o devedor, vigora sempre o fio espiritual do compromisso. Sempre. Esse fio, embora invisível, embora vibracional, é vigoroso.

Os crimes que alguém comete ele realiza no fundo contra si próprio e já falamos sobre isso.

Todo indivíduo responsável pela queda de terceiros experimenta em si mesmo a ampliação dos próprios crimes. Não raras vezes o doloroso inferno que ele sente no íntimo constitui a aflitiva condenação. 

Vamos entender de uma vez por todas que podemos nos esconder dos homens, não de Deus. O criminoso jamais consegue fugir da verdadeira justiça universal, e sabe porquê? Porque ele carrega o crime cometido em qualquer parte. Tanto nos círculos carnais como nos espirituais a paisagem real do espírito é a do campo interior, onde cada qual vive com as criações mais íntimas de sua alma.

A gente não consegue fugir da gente. A gente pode fugir dos ambientes, mas da gente mesmo não tem como.

Ninguém foge da consciência culpada e os sofredores trazem consigo, individualmente, o estigma dos erros deliberados a que se entregaram. A morte, como fim, não existe e os infratores, no corpo físico ou fora dele, permanecem algemados às consequências de suas ações. E mesmo com a possibilidade de poderem ausentar-se da paisagem do crime, os pensamentos dos infratores se mantém presos ao ambiente e à substância da falta cometida. Como se diz na linguagem policial, o criminoso sempre volta ao local do crime.

E como ninguém avança sem saldar as próprias contas com o passado, a felicidade nunca será obtida mediante a fuga ao processo reparador. O assunto é complexo e a culpa somente desaparece quando se liberta aqueles que lhe sofreram o mal.

O criminoso nunca consegue fugir da justiça universal, uma vez que carrega o crime cometido em qualquer parte. E a consciência pessoal não libera culpado algum sem a conveniente regularização do delito.

Não é possível alguém avançar livremente para o amanhã sem solver os compromissos do ontem, sem o devido pagamento das dívidas que contraiu. Presos a montante de débitos com o passado, é da lei que ninguém se emancipe sem pagar o que deve.

E como reparar? Inicialmente, é preciso que o agente causador do dano assimile ideias novas com as quais passe a trabalhar, ainda que lentamente, melhorando a sua visão interior e reestruturando o destino, pois a renovação mental é a renovação da vida. Não existe mudança de fora sem a legítima mudança na intimidade do coração.

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