6 de jan de 2016

Cap 54 - A Lei de Causa e Efeito - Parte 13 (Final)

SOB NOVA ÓTICA II

A vida nos tem ensinado que se continuarmos fazendo as mesmas coisas que sempre fizemos iremos continuar obtendo os mesmos resultados que sempre obtivemos.

E não há nenhum segredo nisto. Apenas temos que pensar um pouco no significado desse ensinamento, mas pensar pra valer, não apenas deixar entrar em um ouvido e sair pelo outro. Nós precisamos aprender a evoluir para além do respaldo ao destino.

A sistemática agora é utilizar da dificuldade presente e dos lances que virão e, quem sabe, nos projetar para um terreno novo, com mais harmonia e felicidade. E para isso reeducação pessoal é fundamental. Vamos lembrar de Jesus nesse aspecto. Quando ele curava alguém, pense bem, ele não tinha como objetivo apenas tirar a dor e resolver o problema físico desse alguém. Ele não buscava apenas o alívio momentâneo para o enfermo, mas visava ao mesmo tempo conscientizá-lo a trabalhar as causas como forma de extirpar definitivamente a doença. Não é isto? De que adianta alguém perder peso e não se reeducar na forma de alimentar? Nós temos estudado e aprendido acerca do que fazer. E estamos tão informados do que fazer que o momento agora é a operacionalidade desses padrões.

Você quer um futuro melhor? Esse futuro melhor não vai chegar de graça e cair nos seus braços sem que você faça por onde merecê-lo. Ele tem que ser construído, tijolo a tijolo. Porque não garante o futuro que não tem ação sobre o presente.

Todas as vezes que nós implementamos uma proposta nova em nossa caminhada, de forma resoluta e segura, podemos simplificar em muito o caminho, porque Pedro nos afirma que o amor cobre a multidão de pecados. Nós de fato podemos simplificar as provas, como podemos agravá-las. O segredo inicial é evitar originar novos problemas. Tentar evitar ângulos que podem ser geradores de padrões complexos que poderão nos fazer sofrer a curto, médio ou longo prazo. Você está percebendo? Assim, mil vezes melhor chegar à conclusão agora que somos vaidosos e orgulhosos, e mudar esse perfil, do que ter que passar por várias situações difíceis e duras amanhã para poder mudar.

O desafio não é mais pagar nossas dívidas perante Deus. O grande desafio é utilizar da dificuldade, dos lances difíceis que virão, porque nós todos temos dívidas com a lei, e quem sabe nos projetar no terreno novo, nos caminhos do amor.

O que tem acontecido na atualidade é que ao tempo em que estamos resolvendo muitos problemas do passado, na intimidade de nosso foco de ação, nós temos também obtido um grau de conhecimento muito grande que vem nos auxiliando a liquidar faturas e adquirir uma moeda forte, segura, uma moeda que realmente nos garanta um futuro melhor. É imperioso, a nosso próprio benefício, nos preocupar menos com o efeito e mais com a causa, trabalhando com melhor aproveitamento as dificuldades, através de uma constante renovação.

O que nós estamos fazendo aqui, levando esse estudo de forma sequencial e sistematizada? 

Já pensou nisso? Estamos estudando o evangelho para quê? O que buscamos acima de tudo é arregimentar conhecimentos e melhorar nossas relações, começando por desarmar os nossos corações das linhas de resistência, amenizar a dureza do nosso sentimento.

Nós estamos aprendendo o evangelho para ver se melhoramos a nossa caminhada.

Em razão disto, vamos nos esforçar para melhorar a nossa forma de visualizar as coisas.

Vamos passar a bendizer a vida, reclamar menos dos problemas e empenhar mais em trabalhar e aprender, com atenção e sinceridade, para que passemos a construir e acertar de forma definitiva. Cada qual precisa revisar as próprias tendências e ajuizar quanto às suas necessidades, para que não continuemos tateando na sombra.

Para um grupo considerável de pessoas esclarecidas a lei de causa e efeito já deixou para trás aquele pensamento literal de que eu sofro hoje porque errei ontem. Já apresenta um sentido bem mais abrangente. Isto é, ela já não é vista mais como a dor atual motivada pela colheita, mas a alegria pela semeadura. Acompanhou? Em vez dela ficar centrada unicamente nos efeitos menos felizes, passa a ser o convite para se implementar causas novas de modo a que os efeitos melhorem.

O tempo não para e nós temos que saber selecionar a proposta. Agora é a hora de mudar. Agora, não depois. Agora é a hora de aprender a cultivar, ser coerente e perseverante na meta que objetivamos. Herdeiros de passado culposo que somos, é natural estejamos sob a carga de velhos e intrincados problemas. Mas uma coisa temos que saber: se nos encontramos interessados no aperfeiçoamento próprio aproveitar é a palavra de ordem. Isso mesmo, a atitude adequada no presente é a terapêutica de eficiência para resultados futuros.

Não é possível seguir o sistema evolucional de forma positiva levando conosco a instabilidade que ainda cultivamos. É hora da gente melhorar. Se aspiramos estar melhor amanhã é forçoso sermos melhores ainda hoje. É das pequenas atitudes, sequenciadas, que resulta o porvir. Vamos lançar para amanhã os resultados do esforço de agora. Da mesma forma que vamos buscar as origens dos males de hoje no passado, é justo pensemos na felicidade em termos de amanhã, considerando o presente como uma ponte entre dois períodos, e não apenas como situação única a vivenciar. Ficou claro? Se agora encontramos o nosso ontem, não vamos esquecer que o nosso hoje será a luz ou a treva de nosso amanhã.

Se você acha que a vida não está de dando nada, passe a dar alguma coisa para ela. Se a vida está te fazendo chorar, sorria para ela. Fazendo assim, no mínimo você avoca uma nova linha de sintonia. O importante é trabalhar com a semente.

Gerando novas causas com o bem praticado hoje nós podemos interferir nas causas do mal feito ontem, neutralizando-as e reconquistando o equilíbrio desejado. 

Investindo nos valores que temos recebido nós passamos a produzir causas que gerarão frutos melhores para nós. É o que estamos buscando fazer. Estamos trabalhando a semente e, ao mesmo tempo, amenizando a colheita. Então, em meio às produções menos felizes do nosso carma hoje vamos tentar, nos terrenos ainda não semeados, jogar a semente. Desarmar o coração das resistências e ativar valores e conceituações diferenciadas. Porque aquele que semeia em um tempo recolhe os primeiros frutos em outros tempos. Compreendeu? 

Vamos tentar clarear mais. No campo espiritual a época da sementeira é também a época da colheita. Está dando para acompanhar? Semear e colher são tarefas que se realizam simultaneamente. Não há um período específico ou estações exclusivas para semear e ceifar. Em todas elas se espalham as sementes e em todas elas se recolhem os frutos.

Só não se esqueça, por favor, que todo dia, no exercício de nossa vontade, formamos novas causas e podemos refazer o destino. E não se espante, porque no mecanismo de plantar e colher existem algumas sementes de produção rápida que vão germinar em curto prazo de tempo, outras de produção média, que vão germinar em prazo médio, e sementes de produção longa, que vão germinar em prazo mais distante, quem sabe até em encarnações futuras. E o evangelho de Jesus, como roteiro central de nossas vidas, nos ajuda a administrar a colheita da sementeira de ontem, como nos ensina a semear em um novo plano hoje.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...