15 de mar de 2016

Cap 55 - O Valor do Trabalho (2ª edição) - Parte 12 (Final)

O PAGAMENTO VEM DEPOIS

“E JESUS LHES RESPONDEU: MEU PAI TRABALHA ATÉ AGORA, E EU TRABALHO TAMBÉM.” JOÃO 5:17

“E NÃO NOS CANSEMOS DE FAZER BEM, PORQUE A SEU TEMPO CEIFAREMOS, SE NÃO HOUVERMOS DESFALECIDO.” GÁLATAS 6:9

Jesus alivia sem esperar retorno, acende esperança nos corações humanos sem que esses lhe peçam, perdoa espontaneamente aos que injuriam e apedrejam sem aguardar-lhe retratação. Em suma, faz o bem despreocupado de considerações.

E o que a gente em aprendido? Que o que é feito por amor não se perde. O evangelho nos ensina isso. Se estamos com o Cristo, tudo o que necessitamos será feito em nosso favor no momento oportuno. Investir no amor gera a retribuição natural da vida. Com um detalhe, o verdadeiro ganho da criatura é de natureza espiritual.

Se a força humana torturou o mestre, com certeza não deixará de nos torturar também. E é ilógico alguém querer disputar a estima de um mundo em transição que mais tarde será compelido a regenerar-se para obter a redenção. Portanto, vamos acordar para as nossas responsabilidades. Não podemos ignorar que a permanência na Terra pressupõe a necessidade de trabalho proveitoso, e não apenas o uso de vantagens efêmeras que muitas vezes nos anulam a capacidade de servir. Precisamos trabalhar sem cansaço pela nossa ascensão.

Guarde isto na caminhada: Todo aplauso externo é ilusório. Nosso lema deve ser avançar sempre. Sem cessar, pois é preferível que a morte nos surpreenda em serviço, em atividade útil, a esperarmos por ela inertes em uma poltrona de luxo.

Temos que estar atentos. Enquanto houver crime, sofrimento, ignorância e miséria no mundo não podemos encontrar sobre o planeta a luz do reino do céu.

E com você já deve ter acontecido o que se dá com muitas pessoas. Em muitas ocasiões, costumamos interromper as atividades indagando de nós mesmos se vale a pena continuar o esforço renovador. Você já se perguntou isso? Porque é comum. 

Nos entregamos a melancólicas reflexões em torno das transformações espirituais que inutilmente intentamos. No entanto, uma pergunta basta para nos dar o reconforto desejado: Se o mestre, há milênios, trabalha por nós para que tenhamos o pequenino clarão de conhecimento com que hoje tentamos dissipar as sombras que ainda trazemos ("Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também" João 5:17), porque desanimar na obra de amparo aos que amamos, se apenas agora começamos a servir no terreno da luz?

Portanto, cabeça erguida e bola pra frente. Vamos perseverar e colaborar, quanto possível, pela consecução dos objetivos de fraternidade e aprimoramento. 

Convicto de que não precisa gastar energias em expectativa e tensão, o discípulo do evangelho não pode se preocupar senão com a vontade de Deus. Com o seu trabalho sob as vistas do Pai e com a aprovação da consciência. Não importa a ingratidão que receba. Ele não tem que se preocupar com isso. O reconhecimento que deve buscar, antes de tudo, é o da própria consciência.

E a recompensa de semelhante trabalhador não pode ser aguardada no imediatismo do mundo.

É da lei que a colheita não precede à sementeira, tanto quanto o telhado não pode anteceder ao alicerce. Reconhecendo que o domicílio de seus seguidores não se ergue sobre o chão do mundo, Jesus prometeu que lhes prepararia lugar na vida mais alta.

Assim, vamos parar de moleza e trabalhar na sementeira do bem, como servidores provisoriamente distanciados do verdadeiro lar. Porque a criatura que realmente ama em nome do Cristo de Deus semeia para a colheita na eternidade.

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