15 de mai de 2016

Cap 56 - João Batista (3ª edição) - Parte 11

FRUTOS DIGNOS II

Uma grande quantidade de criaturas está amarrada em tribulações decorrentes dos resultados da lei, ou seja, se vê colhendo em função do que semeou no passado.

E o tempo passa. Em seu ritmo inalterável ele segue, imperturbável.

Nós temos que abrir o coração para o cumprimento daqueles valores que foram semeados nos terrenos do tempo, não temos? E paralelamente a isto, fazermos o quê? Ter a inteligência e o discernimento imprescindíveis para trabalharmos as áreas ainda virgens e não operacionalizadas que a vida, a cada momento, está trazendo para nós. Daí, vamos pensar, o que sai da gente significa o quê? Semente!

E semente tem que ser selecionada para que a gente possa colhê-las quando? À frente. A nível de frutos que vamos produzir. Enquanto uns estão colhendo, outra parcela de pessoas, em meio às agressões recebidas do passado, está fazendo o quê? Está operando de forma ampla nos espaços vazios da experiência de hoje. Percebeu? Está lançando sementes com vistas a um futuro mais feliz.

Afinal, é na capacidade de utilização desses espaços que nos são dados que nós operamos conforme aquilo que Simão Pedro define que "o amor cobre a multidão de pecados". Então, vamos ter em conta essa linha perceptiva, vamos entender. Em meio às produções menos felizes do nosso carma hoje vamos buscar jogar sementes em lugares que não estão semeados, desarmando o coração e operando conforme o que os valores e as conceituações novas nos orientam.

O que a gente tem que fazer? Semear! O evangelho não diz que devemos procurar frutos ou que vamos achar frutos. Nada disso. Ele manda a gente produzir frutos.

Entendeu? E produzir frutos é muito diferente de encontrar frutos prontos. Uma coisa é produzir, outra coisa é encontrar pronto.

E como se produz frutos? Começando pelo processo de semeadura, pela linha de escolha e aprofundamento. Para nós que buscamos um futuro melhor, que queremos avançar de forma decidida, já passou a fase da experimentação fútil, da apropriação informativa desordenada, de raciocínios limitados ao campo periférico.

Nós temos que semear. Isto é fato, mas não da forma como semeávamos. Se assim fizermos iremos continuar colhendo frutos de igual natureza. O desafio hoje é uma semeadura diferente da semeadura de antes. Uma semeadura positiva, digna de produzir bons frutos. Compreendeu? A chave para a colheita satisfatória, para um fruto melhor, está na dignidade, porque semear todo mundo semeia.

Fruto digno de arrependimento é o lance conclusivo que a sistemática de crescimento sugere, é a aplicação resultante da adoção feita de um novo método de vida.

A questão é óbvia: gerando novas causas com o bem praticado hoje nós podemos interferir nas causas do mal realizado ontem, neutralizando-as e reconquistando o equilíbrio. Frutos dignos é seguir nos caminhos daquele que é luz.

Todo ensinamento do evangelho que a gente labora o fazemos em termos de semente. Certo? O fruto vem depois, a seu tempo. É frustrante criar expectativa em cima de resultados. Nós temos que cuidar da semente, nossa preocupação, ou melhor dizendo, nossa ocupação, deve ser com o trabalho, não com o resultado. O resultado, o próprio nome já diz, é resultado, não depende de nós, pertence a Deus. O que nos importa são as realizações positivas efetuadas com vistas ao futuro, trabalhar da melhor maneira sem aquela de querer solucionar, favorecer o encaminhamento da solução. Porque em muitas situações a solução não é com a gente.

Lembrando que entre as sementes lançadas vão ter algumas que germinarão em curto prazo, outras em um prazo médio, outras em um tempo mais distante e algumas em encarnações futuras. Porque no mecanismo de plantar e colher existem sementes de produção rápida, de produção média, de produção longa e sementes de produção milenar. Basta reparar em nossa vida cotidiana, há sementes que demoram anos para alcançar uma posição adequada, ao passo que eu posso plantar uma muda de alface e em poucas semanas estar comendo alface.

E não vamos esquecer que para colhermos situações melhores temos que lançar novos padrões de semeadura. É por isso que João Batista continua pregando no deserto de nossa intimidade. Seguir a proposta nova que surge e viver o evangelho não é fácil. Se engana quem acha que é fácil. Mas nós vamos conseguir.

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