11 de jun de 2016

Cap 57 - A Espada de Jesus - Parte 2

A ESPADA

“NÃO CUIDEIS QUE VIM TRAZER A PAZ À TERRA; NÃO VIM TRAZER PAZ, MAS ESPADA;” MATEUS 10:34

“E ELE TINHA NA SUA DESTRA SETE ESTRELAS; E DA SUA BOCA SAÍA UMA AGUDA ESPADA DE DOIS FIOS; E O SEU ROSTO ERA COMO O SOL, QUANDO NA SUA FORÇA RESPLANDECE.” APOCALIPSE 1:16

“TOMAI TAMBÉM O CAPACETE DA SALVAÇÃO, E A ESPADA DO ESPÍRITO, QUE É A PALAVRA DE DEUS.” EFÉSIOS 6:17

“PORQUE A PALAVRA DE DEUS É VIVA E EFICAZ, E MAIS PENETRANTE DO QUE ESPADA ALGUMA DE DOIS GUMES, E PENETRA ATÉ À DIVISÃO DA ALMA E DO ESPÍRITO, E DAS JUNTAS E MEDULAS, E É APTA PARA DISCERNIR OS PENSAMENTOS E INTENÇÕES DO CORAÇÃO.” HEBREUS 4:12

A espada a que Jesus se refere é símbolo. E o que precisamos? Compreender a representatividade do símbolo, ou seja, entender o símbolo e dele tirar a ressonância para nossa caminhada de vida. Este é o grande desafio. E para que a gente entenda o que é espada no seu sentido essencial, que é o que efetivamente nos interessa, nós temos que primeiro analisá-la sob o aspecto literal. Compreendendo o sentido literal tudo fica mais fácil. Então, vamos lá? Vamos pensar juntos?

Espada é uma arma, constituída de uma lâmina comprida e pontiaguda, que pode ter um gume ou dois gumes. Valendo lembrar que gume é o lado afiado dela, é a parte da lâmina que corta. E se ela tem uma lâmina comprida, pontiaguda e cortante ela tem uma capacidade ampla de penetração e também de corte. E por ser uma arma, aliás de curta distância, é um instrumento para ser utilizado em confronto, e que pode, finalisticamente, produzir a morte do seu opositor.

O apocalipse, bem no comecinho dele, antes de entrar na parte das cartas direcionadas às sete igrejas, quando o evangelista João visualizava o emissário do plano superior e o descrevia, diz assim: "E ele tinha na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois fios" (Apocalipse 1:16). Veja bem, o texto diz que da boca do representante divino saía uma espada de dois fios. É coisa para a gente analisar. Por acaso, da boca sai espada? O que você acha? Cá para nós, da boca não sai espada. Pelo que sabemos, o que sai da boca é palavra. Ok. Vamos para frente.

E Paulo diz: "Tomai também o capacete da salvação, e a espada do espírito, que é a palavra de Deus" (Efésios 6:17). Veja bem, vamos com calma. A gente tem que tomar o capacete da salvação e a espada do espírito, que é o que mesmo? O que é a espada do espírito? É a palavra de Deus. Percebeu? A espada do espírito é a palavra de Deus. Aqui nós temos, de novo, que espada é igual a palavra. 

E vai em frente: "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito." (Hebreus 4:12) Ficou claro? Diante disso nós podemos concluir, com muita tranquilidade, que espada, essencialmente falando, é a palavra.

Espada é a representação da palavra divina que chega até nós.

Consubstanciada no conjunto dos ensinamentos sublimes, é o conhecimento infindável que nos visita o entendimento, proporcionando faixas informativas aos seres em evolução. Integrante universal da caminhada, é o instrumento que, se bem dirigido, é capaz de promover a sensibilização, o ajuste e a fortaleza interior.

Afinal, sem a palavra é praticamente impossível a distribuição do conhecimento.

Palavra é o componente auxiliar da revelação divina, é o componente orientador e dinamizador do universo. Para se ter ideia, cada estudo positivo, cada leitura e cada conversa edificantes propicia à nossa mente abrir-se para valores novos que nós não tínhamos pensado antes. O que estamos adotando agora para o crescimento consciente é buscar aprender, assimilando conteúdo didático para aplicação na hora certa.

A espada tem o papel vinculado à palavra que continuamente está nos propondo mudanças.

Nós a temos definida como a capacidade seletiva nossa. É pela capacidade de avaliação dos padrões que estão à nossa disposição que se inicia a chegada das informações. Está percebendo? Quando nós estudamos, por exemplo, nós estamos trabalhando com a instrumentalidade da espada. Ao oferecer ângulos que propõe o crescimento em função de uma eleição ela visa projetar o ser para uma evolução segura.

A palavra objetiva refletir no nosso dia a dia os valores que apresentam o chamamento do crescimento. Ela se faz presente no momento em que entramos em ressonância com a linha do amor, recolhendo as emissões. E, se soubermos aplicá-la convenientemente numa luta íntima, passamos a ter maior acesso à instauração de uma nova expressão de vida. Em outras palavras, quando nos sensibilizamos com um certo valor informativo é sinal de que a espada funcionou.

E é normal se questionar acerca do significado dos dois fios da espada. Afinal, o que são esses dois fios? Sem nos delongarmos na questão, os fios são os componentes que vão originar, pelos seus entrelaçamentos, o tecido. Certo? E os tecidos formam vestimentas que envolvem, protegem, agasalham e aquecem. Daí, esses fios dizem respeito às nossas vibrações. O menino Jesus, quando nasceu, não foi envolvido em panos? Isso está presente no evangelho de Lucas (2:7). Então, ele foi envolvido em vibrações, e que tipo de vibrações? Acolhedoras.

Está acompanhando? Os fios indicam nossas vibrações e a espada apresenta dois gumes porque, conforme a natureza íntima que a aciona e movimenta, ela pode tanto atuar de forma positiva como negativa. Não é isso? Que dizer, da boca saem palavras e as palavras que saem tanto podem bendizer quanto podem maldizer.

Outro aspecto é que esses dois fios também sugerem a bipolaridade presente no contraste entre pólos de natureza contrária a se estenderem em todo universo, tais como positivo e negativo, luz e treva, bem e mau, saúde e doença, e assim por diante. Definem também padrões dualísticos entre razão e sentimento e indicam qualquer plano de elasticidade, isto é, fazem referência a todo território ampliado, envolvendo por sua vez qualquer ponto que venha a se situar entre dois extremos.

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