15 de jun de 2016

Cap 57 - A Espada de Jesus - Parte 3

A LUTA ÍNTIMA I

Viver de qualquer modo é algo corriqueiro, comum, é normal, para todos. É para qualquer um, mas viver em paz consigo mesmo é diferente. É conquista para poucos.

E é lindo isso. Basta parar um pouco pra pensar e a gente conclui como é maravilhosa a trajetória da renovação pessoal. É de uma grande beleza. Só que não é fácil. A espada de Jesus define o símbolo do conhecimento interior pela revelação divina para que o homem inicie a batalha do aperfeiçoamento de si mesmo. O evangelho surge e de cara indica que nós temos que lutar dentro de nós mesmos.

O cordeiro de Deus não veio trazer a paz à terra. Pelo menos não veio trazer a tranquilidade imediata para nós.

Veio trazer espada, instrumento de luta capaz de implementar o combate dentro de nós mesmos perante o amparo de Deus. Veio trazer o componente essencial para podermos enfrentar os inimigos da nossa harmonia. Porque a paz não é atributo de coletividade, é, sim, conquista individual. E utilizar a espada é buscar por valores novos e positivos que visem liquidar com a vida. Mas que tipo de vida? Com a vida, em tese, precária que se tem e que deixa de atender aos anseios.

Nosso íntimo vez por outra grita, deseja e busca por melhoria, não é? E em função dessa busca, o que acontece? Apreendemos valores novos. E a gente acha que essa paz vai ser alcançada sabe quando? No momento em que conhecemos o valor e nos beneficiamos dele, o que não passa de uma grande ilusão. Porque não é o conhecimento teórico que vai nos colocar em uma posição nova no contexto da vida, o conhecimento é apenas o primeiro passo da mudança estrutural da individualidade.

Vibra um anseio de paz íntima no coração de todas as pessoas, e o padrão novo chega porque ele é avocado pela inteligência, razão e sentimento. E nós sentimos segurança nele. Tanto sentimos que investimos. E passamos a laborar o nascimento do espírito. Misturando os valores que vivenciamos com as propostas de crescimento consciente, passamos a adotar um sistema que suaviza a evolução, reduz a sistemática da dor e faz com que implementemos o amor.

Quando conseguimos nos ajustar, essa espada faz um papel cortante ao nível do sofrimento, do desajuste e do desconforto. É por isso que o termo comumente usado é reforma íntima, ou seja, o objetivo é reformar, dar nova forma ao íntimo.

E sabe quando a grande luta no campo do equilíbrio se inicia? No momento em que a mente desperta acolhe o chamamento dos padrões superiores via superconsciente.

Nós estamos estudando o evangelho e ele chega para indicar que temos uma luta para vencer dentro de nós mesmos. Na hora que o conhecimento teórico chega, e a razão assimila o que ingerimos, o metabolismo do valor novo cria um processo de revolução interior, de distúrbio, de revolta, de guerra íntima. E não tem outra, no plano pessoal sempre vai haver uma guerra em nossa intimidade na medida em que alcançamos determinados informes. Atrás de toda a proposta de luta vibra o anseio de se estabelecer a paz e é nessa hora que fica praticamente instaurada a grande luta de redenção ou renovação. O conteúdo teórico que assimilamos de início instaura uma guerra na intimidade do coração.

Então, trabalhamos em conflito todas as vezes que um componente novo nos visita o plano educacional. Todas as vezes que um componente novo nos visita nós entramos nessa grande luta. 

Que luta? A luta entre o que eu sou e o que eu quero me tornar, o que eu sei e o que estou aprendendo, o que eu faço e o que eu estou precisando passar a fazer. Ficou claro? Quando a orientação espiritual elevada penetra a intimidade instaura-se sempre, de imediato, a luta íntima.

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